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Arquitetos: Supra-Simplicities
- Área: 240 m²
- Ano: 2026


O Comitê do Patrimônio Mundial da UNESCO incluiu o conjunto Aalto Works — uma coleção de treze edifícios e complexos arquitetônicos na Finlândia projetados por Aino Marsio-Aalto, Elissa Aalto e Alvar Aalto — na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO. A nomeação reconhece a relevância internacional de um conjunto de obras que ajudou a redefinir a arquitetura moderna por meio de uma abordagem centrada no ser humano, enfatizando a relação entre as edificações, a vida cotidiana, a natureza e o bem-estar social. Abrangendo projetos concluídos entre o final dos anos 1920 e a década de 1980, a série representa a contribuição da Finlândia para o Movimento Moderno, ao mesmo tempo em que reconhece a prática colaborativa da equipe de arquitetura Aalto e de seu escritório.


O Centro Cultural Europeu Itália anunciou os/as finalistas do ECC Awards, apresentados como parte da Personal Structures – Confluences, a oitava edição de sua exposição contemporânea internacional, que acontece paralelamente à Bienal de Arte de Veneza. Em cartaz em Veneza de 9 de maio a 22 de novembro de 2026, no Palazzo Bembo, no Palazzo Mora e nos Jardins da Marinaressa, a exposição serve de cenário para a premiação, que celebra práticas artísticas que dialogam com o tema da mostra, Confluences, por meio de pesquisa, interdisciplinaridade e diálogo com o lugar. Os/as vencedores/as serão anunciados/as em 22 de novembro de 2026, durante o evento de encerramento da exposição.

As nações da América Central ocupam uma estreita ponte de terra entre o México e a Colômbia, mas não nasceram como países separados. Elas surgiram de uma única entidade: a República Federal da América Central em 1823. Essa federação entrou em colapso, mas o ideal de uma região unificada nunca morreu por completo. Em 1951, os governos assinaram a Carta de San Salvador, criando a ODECA, a Organização dos Estados Centro-Americanos. Quatro décadas depois, o Protocolo de Tegucigalpa de 1991 a substituiu pelo SICA, o Sistema de Integração Centro-Americana, a estrutura que norteia a cooperação regional na atualidade. No âmbito desse processo de integração, o Banco Centro-Americano de Integração Econômica (BCIE) foi fundado em 1960 por Guatemala, El Salvador, Honduras e Nicarágua, estabelecendo sua sede em Tegucigalpa. À primeira vista, trata-se de um complexo de escritórios convencional do final do século XX; contudo, ao observar sua fachada mais de perto, o edifício se transforma em um manifesto sobre identidade — escrito em pedra de cantaria rosada extraída das próprias colinas que cercam a capital hondurenha.






Imagine um corredor. Paredes de concreto a dois metros de distância, teto baixo, iluminação artificial sem sombra nem gradação. Ao fundo, uma janela de vidro blindado e, do outro lado, um agente uniformizado. Você está em um posto de entrada. Pode ser em Calais, em El Paso, em Lampedusa. Um espaço anônimo, mas não neutro. Desenhado para que qualquer um entenda: a passagem não é um direito, é uma concessão.
Esse corredor, no entanto, não é uma exceção, mas a expressão de uma linguagem arquitetônica que se repete nas fronteiras contemporâneas. Os labirínticos aeroportos, as estações de triagem, os muros; arquiteturas que fazem da hostilidade um elemento constitutivo do espaço, demonstrando que ela transcende a expressão fechada de quem está do outro lado do vidro.
No Congresso Mundial de Arquitetos da UIA de 2026 em Barcelona, as discussões sobre o futuro da habitação frequentemente foram além das questões de projeto para abranger temas como governança, propriedade e gestão a longo prazo. Entre os/as palestrantes que participaram dessas conversas estava Cristina Gamboa, cofundadora da Lacol, cooperativa com sede em Barcelona, cuja prática alia arquitetura, ativismo pela habitação, gestão de obras e pesquisa ambiental por meio de um modelo cooperativo. Durante o Congresso, o ArchDaily conversou com Gamboa sobre como a prática cooperativa redefine o papel do/a arquiteto/a, por que a participação vai muito além da mera consulta e de que forma projetos como La Borda e La Morada continuam a alimentar debates mais amplos sobre habitação, cuidado e vida coletiva.