
-
Arquitetos: Pablo Luna Studio
- Área: 160 m²
- Ano: 2026


O OMA, liderado pelo/a sócio/a Jason Long, em conjunto com o escritório Y.A. Studio, sediado em São Francisco, concluiu o 730 Stanyan, um empreendimento de habitação de interesse social de uso misto no bairro de Haight-Ashbury, em São Francisco. Desenvolvido pela Tenderloin Neighborhood Development Corporation (TNDC) e pela Chinatown Community Development Center (CCDC), o projeto oferece 160 moradias permanentemente acessíveis para famílias de baixa renda, famílias anteriormente em situação de rua e jovens em idade de transição (TAY). Localizado no cruzamento das ruas Haight e Stanyan, ao lado da entrada do Golden Gate Park, o empreendimento marca o primeiro projeto de habitação de interesse social 100% acessível concluído pelo OMA nos Estados Unidos.

Desde 1956, a Graham Foundation for Advanced Studies in the Fine Arts fomenta o desenvolvimento e o intercâmbio de ideias sobre a arquitetura e seu papel nas artes, na cultura e na sociedade. A instituição concede anualmente bolsas de estudo para projetos desenvolvidos por indivíduos e organizações, além de realizar exposições públicas e palestras. Em junho, a fundação anunciou os beneficiários do seu programa de Apoio a Indivíduos para 2026, contemplando 54 projetos que investigam a arquitetura por meio de exposições, filmes, publicações e iniciativas de pesquisa. Em uma segunda rodada anunciada esta semana, a organização destinou recursos para projetos geridos por organizações com o mesmo objetivo: ampliar o discurso arquitetônico por meio de diversos materiais e mídias culturais.

"Arquitetura que abriga multidões." Essa é a frase que o Studio NEiDA usa para se apresentar, deixando clara sua postura diante do mundo: escutar e respeitar a pluralidade de existências que transitam por cada contexto. Mais do que uma declaração de princípios, a frase parece funcionar como um método. O que significa, afinal, projetar espaços capazes de acolher não apenas pessoas, mas também memórias, saberes e conflitos?
Não se pode negar que a abordagem plural do Studio NEiDA está, em parte, enraizada em sua própria localização geográfica. Trabalhando entre o Togo e a Alemanha, o escritório opera em dois contextos aparentemente distintos, mas historicamente conectados. Em uma entrevista recente, Jeanne Autran-Edorh, arquiteta franco-togolesa e cofundadora do estúdio, ao lado da curadora e escritora Fabiola Büchele, relembra a história entre os dois países, apontando que, como poucos sabem, antes de se tornar uma república independente, o Togo foi uma colônia alemã que mais tarde passou para o domínio francês.



No coração do distrito de Navrangpura, em Ahmedabad, na Índia, ergue-se o Estádio Sardar Vallabhbhai Patel. Muito mais do que um campo de críquete, o estádio representa um dos primeiros experimentos da Índia em arquitetura pública modernista. Construída nas décadas que se seguiram à independência do país, a estrutura tornou-se não apenas um marco da engenharia, mas também um espaço público de destaque na malha urbana de Ahmedabad. Apesar do significado arquitetônico e histórico do edifício, bem como de sua profunda inserção na vida cotidiana da comunidade, a estrutura sofreu uma degradação física significativa devido a décadas de manutenção precária e falta de recursos. Essa fragilidade foi justamente o que atraiu a atenção internacional. Em 2020, o World Monuments Fund (WMF) incluiu o Estádio Sardar Vallabhbhai Patel no World Monuments Watch, uma lista global que destaca sítios de patrimônio cultural que enfrentam desafios urgentes de preservação.


A arquitetura no Brasil este mês destaca as diversas abordagens do país para a produção cultural, o patrimônio e a transformação de seu ambiente construído. Da formação curatorial da 15ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo ao reconhecimento dos Teatros da Amazônia na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO, os acontecimentos recentes colocam em foco questões de representação, preservação e identidade cultural. Paralelamente, novos projetos no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Rondônia exploram o reuso adaptativo, as relações entre arquitetura e paisagem e novos caminhos para a materialidade e a sustentabilidade. Somadas a isso, discussões em andamento sobre a Fordlândia e o acervo de Lucio Costa revisitam como o patrimônio arquitetônico brasileiro é preservado, interpretado e compreendido hoje.


De 25 de julho a 25 de outubro de 2026, a Power Station of Art (PSA) de Xangai sediará a primeira exposição na China dedicada à obra da arquiteta brasileira Lina Bo Bardi. Sob o título "A Poética da Sobrevivência" (ou "The Poetics of Survival"), a mostra tem curadoria de Renato Anelli, com projeto expográfico assinado pelo escritório OPEN Architecture em um espaço de 2.300 m² do museu de arte contemporânea PSA, em Huangpu. O objetivo foi conceber "um palco onde o público pudesse vislumbrar a realidade cotidiana do Brasil na época de Lina" por meio de uma jornada pela obra e pela personalidade multifacetada da arquiteta. A exposição não é descrita como uma retrospectiva, mas sim como um "encontro com a poética da sobrevivência da mestra", um conceito do final do século XX que descreve como o trabalho criativo se torna uma ferramenta para suportar traumas como a opressão histórica ou crises extremas. Esse conceito serve como um fio condutor que conecta a realidade retratada aos observadores contemporâneos de um corpo de trabalho "marcado por sua engenhosidade, versatilidade e generosidade".