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Arquitetos: Carlos Seguel Arquitectos, Gonzalo Verdugo
- Área: 1110 m²
- Ano: 2026






Este artigo faz parte de "Thresholds", uma edição especial impressa do jornal Cobe Notes x ArchDaily.
Sob o solo reside um material que moldou silenciosamente a arquitetura do mundo moderno. O petróleo raramente é debatido no discurso arquitetônico; no entanto, a extração, a circulação e o consumo do óleo reorganizaram profundamente a lógica espacial dos territórios. Oleodutos, refinarias, plataformas de perfuração, portos, rodovias e complexos petroquímicos formam uma vasta paisagem infraestrutural que sustenta a vida contemporânea, compondo uma arquitetura dispersa da energia.
Ao longo dos séculos XX e XXI, o petróleo tornou-se a base material da sociedade industrial. Ele abasteceu os transportes, moveu fábricas e sustentou o crescimento de cidades cuja organização espacial dependia de fluxos contínuos de energia. No entanto, as infraestruturas que viabilizam esses fluxos raramente se tornam objetos de investigação arquitetônica. A atenção permanece voltada majoritariamente para a forma, a tipologia ou a densidade urbana, enquanto os sistemas materiais que sustentam esses ambientes costumam ficar à margem da disciplina.


A Assembleia Geral das Nações Unidas votou para promover o uso de projeções de mapas-múndi que representam com maior precisão as dimensões relativas dos continentes. A resolução foi apresentada durante uma sessão na sede da ONU em Nova York no dia 4 de setembro e recebeu 164 votos a favor, com um voto contra e seis abstenções. Proposta pelo Togo, a resolução incentiva governos, instituições de ensino, organizações internacionais e empresas de tecnologia a utilizarem projeções de área equivalente sempre que a escala geográfica for relevante. A resolução não substitui ou proíbe formalmente o uso da projeção de Mercator, amplamente utilizada desde o século XVI. Em vez disso, defende um maior uso de projeções que preservem a área relativa das massas terrestres e incentiva a conscientização sobre as limitações de se representar a superfície curva da Terra em um mapa bidimensional. A projeção Equal Earth, de 2018, é apontada como um exemplo de mapa que representa a escala dos continentes de forma mais precisa.

O Ministério Federal da Habitação, Desenvolvimento Urbano e Construção da Alemanha nomeou o escritório Kawahara Krause Architects, juntamente com Andres Lepik e Olga Cobuscean, para a curadoria do Pavilhão Alemão na 20ª Exposição Internacional de Arquitetura — La Biennale di Venezia 2027. A exposição, intitulada "CONVIVERE — A Repertoire of Living Together", direciona a atenção do público para os espaços intermediários da habitação: o limiar, a escadaria, o pátio e o espaço em frente à porta. O argumento curatorial parte de um diagnóstico sobre o crescente isolamento social, a polarização política e a crescente pressão para construir mais e mais rápido na atualidade. A partir disso, utiliza esses espaços — onde a coexistência cotidiana se inicia — para questionar de que maneira a arquitetura pode contribuir para as bases da democracia.

Uma estufa é uma edificação projetada para criar um clima dentro de outro. Ao controlar a luz solar, o calor e a ventilação por meio de sua envoltória, ela produz condições distintas daquelas do exterior. Tradicionalmente, esse ambiente controlado era projetado em função das plantas. Na habitação, esse mesmo princípio é cada vez mais empregado para conformar espaços para pessoas.
Trazer a construção de estufas para o âmbito residencial oferece muito mais do que um fechamento adicional. Essa estratégia permite criar espaços abrigados sem a necessidade de climatizá-los como os cômodos internos convencionais, capturar o calor solar quando oportuno, proporcionar ventilação quando as temperaturas se elevam e prolongar os períodos do ano em que determinadas áreas da casa permanecem confortáveis para o uso.


