Teresa Moller, José Cubilla, Solano Benítez & Gloria Cabral foram agraciados hoje com o Prêmio Global de Arquitetura Sustentável 2021, organizado pela Cité de l’Architecture et du Patrimoine, um órgão francês dedicado, entre outras coisas, a organizar eventos focados no patrimônio e na educação arquitetônica.
Os espaços educativos são ambientes que evoluíram ao longo dos anos em resposta aos avanços tecnológicos e às novas formas de ensino que buscam se concentrar cada vez mais em métodos flexíveis, permitindo a cada estudante traçar seu próprio caminho com base em um sistema comum. A importância desses espaços reside no fato de serem pontos de encontro que atendem às nossas necessidades sociais de compartilhar ambientes físicos voltados para sistemas educacionais muito mais horizontais e inclusivos, como é o caso do Centro de Deficientes Visuais, projetado pelo Taller de Arquitectura Mauricio Rocha + Gabriela Carrillo, que busca gerar diferentes experiências sensoriais por meio dos materiais, da luz e das temperaturas geradas tanto dentro quanto fora dos espaços.
Helsinque busca transformar a área de Makasiiniranta em uma extensão de seu centro de pedestres por meio de um concurso que remodelará uma parte significativa de sua fachada marítima. Como a maioria das antigas áreas industriais da cidade já foi revitalizada, Makasiiniranta é a última porção do antigo porto à espera de transformação. Trata-se também da área mais significativa, por ser considerada um ambiente de valor nacional.
Passeio de barco no The Lake, na região norte do Central Park. Imagem cortesia de Harry Gillen via Unsplash
À medida que as temperaturas globais sobem sem sinais de desaceleração, os parques do futuro estarão sujeitos a secas, inundações, calor escaldante e nevascas mais intensas, já que o ar mais quente é capaz de reter mais umidade do que o ar frio. (Costuma-se dizer que o mundo do futuro será mais úmido e selvagem justamente por esse motivo.)
Como, então, os parques urbanos podem se fortalecer para as próximas décadas? A Central Park Conservancy, a Yale School of the Environment e a Natural Areas Conservancy uniram forças para transformar o parque mais emblemático de Nova York em um polo de estudos sobre adaptação às mudanças climáticas e possíveis estratégias de mitigação. O Central Park Climate Lab foi anunciado em 12 de janeiro pela organização, e as descobertas obtidas com o programa serão estendidas a outros parques da cidade de Nova York e, futuramente, de todo o país.
Em um setor da construção civil onde temas como qualidade e sustentabilidade estão no topo da pauta entre os principais agentes, a equipe corporativa da BoConcept London vem ganhando cada vez mais espaço.
Ao redor do mundo, os zoológicos atraem centenas de milhões de visitantes a cada ano. Para algumas cidades, eles são grandes atrações turísticas e centros econômicos que geram dólares dos contribuintes e criam empregos a longo prazo para milhares de pessoas. Mas além destas estatísticas, muitos criticam o papel que os zoológicos desempenham em nossa sociedade e a maneira como os projetamos, de modo a criar um ambiente mais positivo e natural para os animais.
Maria Carlota de Macedo Soares nasceu em 1910 em Paris, onde o pai – responsável por um dos jornais mais influentes do Rio de Janeiro, o Diário Carioca – estava exilado. Criada em meio à elite, Lota chega ao Brasil em 1928, com 18 anos, e foi muitas vezes definida como uma figura controversa que gostava de carros de corrida, usava calça jeans e camisas masculinas e teve um discreto, porém duradouro, romance com a premiada poetisa americana Elizabeth Bishop.
No Brasil, os problemas urbanos associados ao crescimento urbano e à pobreza, gerados especialmente pela informalidade da ocupação urbana e da precariedade da infraestrutura e serviços urbanos, têm se mostrado um desafio insuperável para o poder público.
Em que pese os esforços já empreendidos, o acesso à moradia pela população de baixa renda tem sido possível, em grande parte, em função do auto empreendimento da habitação e da não aplicação estrita das normas urbanísticas de parcelamento, uso e ocupação do solo.
Alguns dos projetos mais pitorescos são aqueles construídos nas montanhas; a cabine rústica envolvida por um painel de vidro do piso ao teto com vista para as árvores cobertas de neve. Visualmente, a arquitetura transpira uma sensação encantadora, mas será que estes espaços são realmente habitáveis? Quando as casas são construídas em uma elevação de 3.000 metros, instalar uma lareira isolada não é eficiente ou sustentável. Ambientes em tais altitudes, ou locais geográficos particulares exigem um tratamento minucioso, a começar pela própria arquitetura. Seja por sistemas de aquecimento hidrônicos no piso ou chaminés inseridas em paredes, este artigo explora como mesmo as condições mais extremas de frio não impediram a garantia de um conforto térmico ideal.
Meios transparentes possibilitam a passagem de luz sem que haja dispersão da mesma. Os meios translúcidos, por sua vez, são aqueles que permitem a passagem da luz, mas de forma irregular, e parte dela se dispersa e não permite que enxergamos com total nitidez através deles.Superfícies translúcidas funcionam como véus, revelam sem devassar, e borram, literalmente, o contato entre interior e exterior. Na arquitetura, este é um efeito utilizado em muitos projetos. Das fachadas características de Steven Holl, ao IMS de São Paulo, passando por diversos outros exemplos pela arquitetura mundial, essa translucidez pode ser conseguida com vidros especiais, acrílicos ou outros plásticos. Mas um material que intrinsecamente entrega este efeito é o policarbonato, que pode ser utilizado em uma infinidade de casos, de paredes a claraboias, e nos mais diversos programas.
O hemisfério norte costuma ter invernos intensos, com temperaturas negativas que chegam ao extremo oposto das registradas no verão brasileiro, o que costuma fazer com que as pessoas não saiam tanto de casa ou se sintam um pouco depressivas.
Um projeto brasileiro irá contribuir para reverter essa situação ao levar um "segundo sol" para Winnipeg. Selecionado em um concurso público internacional, o projeto "Sunset", do estúdio de arquitetura Democratic Architects, baseado em São Paulo, busca reativar a cidade canadense durante os meses mais frios do ano, que registram temperatura média de 39° negativos.
Taiwan propõe que a arquitetura tem o poder de transformar um lugar e, para representar essa ideia, o trabalho de Sheng-Yuan Huang e seu escritório, o Fieldoffice, foram escolhidos para a Representação de Taiwan na La Biennale di Venezia em 2018, intitulada Living with Sky, Water, and Mountain: Making Places in Yilan. Sheng-Yuan e o Fieldoffice demonstraram que a noção de criar lugares vai além da construção de um espaço físico, tratando-se igualmente de estabelecer vínculos entre as pessoas, assim como entre as pessoas e seu ambiente.
Alessandro Martinelli analisa Sheng-Yuan e sua equipe no Fieldoffice como a vanguarda de um novo movimento arquitetônico em seu livro, The City Beyond Architecture, que busca produzir uma nova forma de vida coletiva sob a ótica do design e da cultura, tangenciando o que a cultura projetual da maior parte da futura urbanização poderia se tornar. A seguir, discutiremos o impacto de Sheng-Yuan na arquitetura taiwanesa, considerando como ele liderou o chamado para integrar e imaginar espaços públicos capazes de estruturar uma paisagem específica, proporcionando tanto espaços de socialização quanto um senso de identidade para as pessoas que os habitam.
Vagão para mulheres em São Paulo. Imagem: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
“Nossas cidades são patriarcados escritos na pedra, no tijolo, no vidro e no concreto.” A frase da geógrafa feminista britânica Jane Darke escancara um fato incontestável: o desenvolvimento urbano em todo o globo sempre foi obra de homens. Nos postos executivos, “a maioria faz escolhas de política econômica ao planejamento de moradias, de localização das escolas aos assentos de ônibus, sem tomar conhecimento de como essas decisões afetam as mulheres, muito menos se preocupar com isso”, afirma a canadense Leslie Kern, geógrafa e doutora em estudos femininos pela Universidade de York.
O podcast The Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) aborda de forma direta o design, a arquitetura e o cotidiano. Apresentado pela arquiteta Marina Bourderonnet e pelo arquiteto David Lee, o programa recebe diversos profissionais de áreas criativas em conversas espontâneas que dão margem a reflexões profundas e discussões pessoais.
Diversos temas são abordados com honestidade e bom humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros oferecem dicas para profissionais de design, análises de edifícios e projetos, ou reflexões descontraídas sobre o cotidiano e o design. The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Esta semana, David e Marina recebem Jimenez Lai, fundador do Bureau Spectacular, para discutir espaços cívicos e infraestruturais nas cidades; a arquitetura de colagem; o que define uma sala de estar; seu projeto atual, “Citizens With No Places”; seu livro “Citizen of No Place”; a experiência de viver e estudar em Taliesin West; e os loteamentos suburbanos.
Com objetivo de conhecer os arquitetos, os projetos e as histórias por trás da arquitetura portuguesa de referência, Sara Nunes, da produtora de filmes de arquitetura Building Pictures, lançou o podcastNo País dos Arquitectos, em que conversa com importantes nomes da arquitetura portuguesa contemporânea.
Materiais inusitados, cores vibrantes e composições ousadas são alguns adjetivos que podem ser aplicados quando se fala sobre o trabalho do Superlimão. Tudo começou em 2002 quando Antonio Carlos Figueira de Mello, Lula Gouveia, Thiago Rodrigues e o antigo sócio Sergio Cabral fundaram o escritório batizando-o em homenagem a bala Super Lemon – “azeda no início e doce no final”. Desde então, essa pitada humor - presente até no próprio nome - permeia todas as criações da equipe insinuando novas experiências e despertando curiosidade assim como o saborear da bala.
Com o objetivo de gerar um impacto significativo no consumo responsável e sustentável de recursos e energia na indústria da construção, a ETH Zürich em colaboração com a FenX AG está usando a impressão 3D de espuma (F3DP) para fabricar formas geometricamente complexas para a construção de elementos em concreto.
Este artigo de Lucía de Molina Benavides e Elisa Valero Ramos foi publicado originalmente com o título "La vivienda colaborativa en la era digital como proceso sostenible" [1] na edição nº 31 da revista Dearq em 01 de setembro de 2021 (DOI: https://doi.org/10.18389/dearq31.2021.03).
O artigo investiga como a era digital representou uma revolução na vida de milhões de pessoas. Atualmente, observa-se como o desenvolvimento tecnológico está afetando a sustentabilidade social das cidades em questões como exclusão, individualismo ou gentrificação. Em contrapartida, essa mesma tecnologia, quando aplicada de maneira transversal, gera inclusão, diversidade e senso de comunidade. Este artigo aborda o tema da habitação colaborativa, entendida como um processo participativo que se estende para além das fases de projeto e construção, alcançando a gestão e o uso dos espaços, o que, graças às tecnologias digitais, favorece sua sustentabilidade social.
https://www.archdaily.com.br/pt/1131043/a-habitacao-colaborativa-na-era-digital-como-processo-sustentavelLucía de Molina Benavides y Elisa Valero Ramos
Arquitetura e moda parecem uma combinação improvável. No entanto, em mais de um aspecto, elas são feitas do mesmo tecido. Antigas tribos nômades viviam em abrigos de tecido e peles de animais — os mesmíssimos materiais usados em suas vestimentas. Dessa forma, roupas e abrigos eram confeccionados pelas mesmas mãos artesãs. Com o tempo, à medida que nossas construções supriram as necessidades básicas de proteção do corpo humano, esses ofícios se elevaram a formas de arte distintas. Hoje, designers como Virgil Abloh, com formação em arquitetura, costuram esses dois campos de volta em desfiles que fazem referência a projetos de Mies van der Rohe, ou em jaquetas adornadas com edifícios tridimensionais acolchoados. Os espaços comerciais de moda também aproximam o espaço e o vestuário, frequentemente de maneira meticulosa e instigante. Este vídeo analisa a história da relação entre arquitetura e moda e visita uma loja em Chicago chamada Notre, com projeto de Norman Kelley.
Quando pensamos em escritório de arquitetura, nos vem à cabeça a elaboração e desenvolvimento de projetos de variada complexidade e escala, mas tradicionalmente associados ao espaço vivenciado. Seja este espaço para atividades habitacionais, comerciais, institucionais, dentre tantas outras que caracterizam nosso modo de vida urbano. Portanto, é natural o estranhamento ao nos depararmos com um portfólio contendo, ao mesmo tempo, residências, equipamentos náuticos, sistema de transporte público e eletro portáteis, tais como ventiladores de teto, purificadores de ar e espremedor de fruta.
Centro Internacional de Conferências de Katowice / JEMS. Imagem via JEMS
"Transformar nossas cidades para um melhor futuro urbano", esse é o tema principal do próximo Fórum Urbano Mundial (WUF), que acontecerá pela primeira vez na Europa Oriental na cidade de Katowice, na Polônia, entre 26 e 30 de junho de 2022. Esse evento mundial sobre urbanização sustentável é convocado a cada dois anos pelo Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), e nesta ocasião será organizado em parceria com o Ministério de Fundos de Desenvolvimento e Política Regional e com a a Prefeitura Municipal de Katowice.
Os escritórios evoluíram tremendamente nos últimos anos, tornando-se cada vez mais como um espaço doméstico, incorporando novas paletas de cores, mobiliários flexíveis, texturas aconchegantes e até mesmo vegetação como parte do design. Neste último caso, não é simplesmente um acréscimo estético, mas o verde é integrado de tal forma que transforma e valoriza completamente a experiência de trabalho de quem está dentro. Como as plantas podem se tornar protagonistas do espaço de trabalho? Vamos rever 7 casos que os integram de forma criativa em prol do bem-estar dos usuários.
A seleção desta semana dos melhores projetos de Arquitetura Não Construída destaca propostas conceituais, propostas de concursos e projetos em diferentes fases de desenvolvimento enviados pela comunidade do ArchDaily. De uma vila feita de resíduos de cacau impressos em 3D para um fabricante de chocolate no Equador à transformação de um shopping center em Ontário em um bairro sustentável e voltado para pedestres, passando pela reforma e readequação de conjuntos habitacionais brutalistas em Londres, as propostas a seguir ilustram uma ampla gama de abordagens projetuais que moldam o ambiente construído.
A seleção de projetos não construídos desta semana destaca intervenções globais que abordam uma série de temas altamente relevantes, como construção circular, adoção de materiais sustentáveis, biodiversidade, requalificação urbana de infraestruturas obsoletas, reuso adaptativo e a reavaliação do patrimônio edificado existente.