Europan 16 - Vista 2. Image Cortesía de MONOCHROME Estudio
A 16ª edição dos prêmios Europan, iniciada na primavera de 2021 com o tema "Cidades Vivas: vitalidades metabólicas e vitalidades inclusivas", divulgou seus resultados. “A incrível história do trabalhador temporário que encontrou seu lar em Almendralejo” é um projeto espanhol que foi eleito um dos sete vencedores no território espanhol.
Ouvimos dizer estamos vivendo uma era transapocalíptica. Não pré ou pós-apocalíptico, mas algo no meio: uma série de crises interconectadas que exigem ação, em um momento em que é tarde demais para impedir que o mundo mude, mas não tarde o suficiente para que toda a esperança tenha sido perdida. A arquitetura está profundamente envolvida nesse processo, pois a transformação do ambiente construído e da indústria da construção são fundamentais para a forma como vivemos.
Para ArchDaily, isso significa que nossa missão é mais urgente do que nunca. Tendo recebido mais de 22 milhões de visitas mensais em 2021, continuamos perguntando a nós mesmos e aos nossos leitores: como continuar a fornecer inspiração e ferramentas para uma nova geração de arquitetos, designers e – cada vez mais – entusiastas da arquitetura, pessoas interessadas no modo como vivemos, onde moramos e como seguir em frente? Uma das maneiras mais importantes que temos de fazer isso é através do Prêmio Building of the Year.
Pelo 13º ano consecutivo, vocês, nossos leitores e leitoras, escolherão as melhores obras do ano. É a sua vez de reconhecer e recompensar os projetos excepcionais, tornando-se parte de uma rede imparcial e geograficamente distribuída de jurados que tem eleito os projetos mais relevantes na última década. Nas próximas duas semanas, esta inteligência coletiva avaliará mais de 4.500 projetos, reduzindo este universo para apenas 15 em cada categoria no prêmio.
Como ocorreu em ocasiões anteriores, o Ministério das Culturas, Artes e Patrimônio do Chile organizou a montagem de Testimonial Spaces, o mais recente pavilhão nacional apresentado na Bienal de Veneza 2021, no hall do Museu de Arte Contemporânea do Parque Forestal (Santiago) para que possa ser visitado pelo público local.
Embora a chamada que o ministério costuma realizar para a convocatória de cada edição da bienal seja focada no projeto de um pavilhão, o edital especifica que o/a curador/a selecionado/a será responsável pela elaboração de um conceito curatorial e de uma proposta arquitetônica. Certamente, no contexto contemporâneo, a noção de pavilhão é uma categoria amplamente maleável, razão pela qual não deixa de ser interessante essa diferença estabelecida nas próprias bases da convocatória: embora seja evidente que o conceito curatorial deva estar associado a alguma instância arquitetônica relevante, ele não é, necessariamente por si só, uma proposta arquitetônica.
No início da semana passada, a Comissão Europeia e a Fundació Mies van der Rohe anunciaram os 40 projetos finalistas do Prêmio EU Mies, uma premiação que reconhece a excelência na arquitetura, destacando sua contribuição para o desenvolvimento sustentável. Nesse contexto, dois anos após a votação do Parlamento Europeu em apoio ao Pacto Ecológico Europeu (Green Deal), analisamos as medidas adotadas pela UE em 2021 para alcançar suas metas de sustentabilidade e moldar um ambiente construído mais resiliente.
O escritório EArquitetos foi premiado com o segundo lugar no concurso nacional de projeto para o Centro Histórico do Casarão Gallotti em Tijucas, Santa Catarina. A competição, organizada pelo Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento de Santa Catarina e a Secretaria de Cultura, Juventude e Turismo de Tijucas, buscava "estimular a preservação do patrimônio paisagístico e urbanístico da cidade" e "humanizar os espaços livres do centro histórico".
Conheça, a seguir, a proposta vencedora do concurso, acompanhada do memorial fornecido pela equipe de projeto.
https://www.archdaily.com.br/pt/975599/earquitetos-fica-em-segundo-lugar-no-concurso-para-o-centro-historico-do-casarao-gallotti-em-tijucasEquipe ArchDaily Brasil
As escadas podem parecer uma parte imutável do DNA de um edifício. Seja em uma construção do zero ou em uma reforma, pode ser difícil conceber a alteração do ângulo, da direção ou mesmo do posicionamento dos degraus; por isso, escolher o modelo correto é fundamental. Apresentamos a seguir dez maneiras diferentes de viabilizar o projeto de interiores dos seus sonhos.
O arquiteto Cino Zucchi (n. 1955) cresceu e trabalha em Milão, na Itália. Formou-se no MIT, em Cambridge, e no Politecnico di Milano, mas se considera em grande parte autodidata, embora tenha sofrido influência de compatriotas como Aldo Rossi e Manfredo Tafuri. É conhecido internacionalmente por diversos projetos em toda a Europa. Muitos deles são complexos residenciais abstratos e, ao mesmo tempo, contextuais na Itália, particularmente em Milão, Bolonha, Parma, Ravenna e, mais notavelmente, em Veneza. O edifício residencial D, projetado por Zucchi em Giudecca, atraiu atenção e elogios internacionais quando foi concluído em 2003. Encontrei Cino Zucchi no ano passado durante a Bienal de Arquitetura de Veneza; esse encontro deu origem a uma longa entrevista realizada recentemente via Zoom entre Nova York e o estúdio do arquiteto em Milão, repleto de livros e luz solar.
É uma verdade universalmente conhecida que o BIM está em plena expansão. Ele representa o futuro e a transição definitiva do setor de AEC (Arquitetura, Engenharia e Construção) para a digitalização completa. De fato, em apenas quatro anos, até 2026, projeta-se que o mercado global de BIM atinja a impressionante marca de US$ 10,7 bilhões. Não é de surpreender, portanto, que jovens profissionais de arquitetura estejam buscando no BIM caminhos de carreira gratificantes, tanto financeira quanto intelectualmente.
O escritório MVRDV foi comissionado pela organização sem fins lucrativos armena Fundação DAR para o Desenvolvimento Regional e a Competitividade DAR Foundation for Regional Development and Competitiveness para desenvolver um plano diretor que irá transformar uma área de 34 mil hectares do Vale Gagarin em uma terra mais sustentável e ecologicamente diversa. Com a ajuda de mais de 10 mil espécies de plantas, instalações inovadoras e 12 mil unidades habitacionais, o vale deve se tornar uma comunidade ideal para a agricultura sustentável e o ecoturismo.
A arquitetura é uma das mais antigas carreiras do mundo, com sua origem, tal qual compreendemos hoje, datada dos primórdios da humanidade. O ensino de arquitetura, por outro lado, em um primeiro momento, era passado em coletivo a partir de habilidades que se aprendiam na prática e oralmente, de geração para geração. A partir das escolas de Belas Artes e das Universidades esse ensino foi se institucionalizando e se transformando até chegar no que temos hoje em dia.
Severiano Porto foi homenageado hoje com o Prêmio Global de Arquitetura Sustentável 2021, organizado pela Cité de l’Architecture et du Patrimoine, órgão francês que se dedica, entre outras coisas, a organizar eventos voltados ao patrimônio e educação arquitetônica. Porto, que faleceu em 2020, teve sua obra representada pelo professor Marcos Cereto, professor da Universidade Federal do Amazonas, e é o primeiro brasileiro a ser laureado com a honraria.
Teresa Moller, José Cubilla, Solano Benítez & Gloria Cabral foram agraciados hoje com o Prêmio Global de Arquitetura Sustentável 2021, organizado pela Cité de l’Architecture et du Patrimoine, um órgão francês dedicado, entre outras coisas, a organizar eventos focados no patrimônio e na educação arquitetônica.
Os espaços educativos são ambientes que evoluíram ao longo dos anos em resposta aos avanços tecnológicos e às novas formas de ensino que buscam se concentrar cada vez mais em métodos flexíveis, permitindo a cada estudante traçar seu próprio caminho com base em um sistema comum. A importância desses espaços reside no fato de serem pontos de encontro que atendem às nossas necessidades sociais de compartilhar ambientes físicos voltados para sistemas educacionais muito mais horizontais e inclusivos, como é o caso do Centro de Deficientes Visuais, projetado pelo Taller de Arquitectura Mauricio Rocha + Gabriela Carrillo, que busca gerar diferentes experiências sensoriais por meio dos materiais, da luz e das temperaturas geradas tanto dentro quanto fora dos espaços.
Helsinque busca transformar a área de Makasiiniranta em uma extensão de seu centro de pedestres por meio de um concurso que remodelará uma parte significativa de sua fachada marítima. Como a maioria das antigas áreas industriais da cidade já foi revitalizada, Makasiiniranta é a última porção do antigo porto à espera de transformação. Trata-se também da área mais significativa, por ser considerada um ambiente de valor nacional.
Passeio de barco no The Lake, na região norte do Central Park. Imagem cortesia de Harry Gillen via Unsplash
À medida que as temperaturas globais sobem sem sinais de desaceleração, os parques do futuro estarão sujeitos a secas, inundações, calor escaldante e nevascas mais intensas, já que o ar mais quente é capaz de reter mais umidade do que o ar frio. (Costuma-se dizer que o mundo do futuro será mais úmido e selvagem justamente por esse motivo.)
Como, então, os parques urbanos podem se fortalecer para as próximas décadas? A Central Park Conservancy, a Yale School of the Environment e a Natural Areas Conservancy uniram forças para transformar o parque mais emblemático de Nova York em um polo de estudos sobre adaptação às mudanças climáticas e possíveis estratégias de mitigação. O Central Park Climate Lab foi anunciado em 12 de janeiro pela organização, e as descobertas obtidas com o programa serão estendidas a outros parques da cidade de Nova York e, futuramente, de todo o país.
Em um setor da construção civil onde temas como qualidade e sustentabilidade estão no topo da pauta entre os principais agentes, a equipe corporativa da BoConcept London vem ganhando cada vez mais espaço.
Ao redor do mundo, os zoológicos atraem centenas de milhões de visitantes a cada ano. Para algumas cidades, eles são grandes atrações turísticas e centros econômicos que geram dólares dos contribuintes e criam empregos a longo prazo para milhares de pessoas. Mas além destas estatísticas, muitos criticam o papel que os zoológicos desempenham em nossa sociedade e a maneira como os projetamos, de modo a criar um ambiente mais positivo e natural para os animais.
Maria Carlota de Macedo Soares nasceu em 1910 em Paris, onde o pai – responsável por um dos jornais mais influentes do Rio de Janeiro, o Diário Carioca – estava exilado. Criada em meio à elite, Lota chega ao Brasil em 1928, com 18 anos, e foi muitas vezes definida como uma figura controversa que gostava de carros de corrida, usava calça jeans e camisas masculinas e teve um discreto, porém duradouro, romance com a premiada poetisa americana Elizabeth Bishop.
No Brasil, os problemas urbanos associados ao crescimento urbano e à pobreza, gerados especialmente pela informalidade da ocupação urbana e da precariedade da infraestrutura e serviços urbanos, têm se mostrado um desafio insuperável para o poder público.
Em que pese os esforços já empreendidos, o acesso à moradia pela população de baixa renda tem sido possível, em grande parte, em função do auto empreendimento da habitação e da não aplicação estrita das normas urbanísticas de parcelamento, uso e ocupação do solo.
Alguns dos projetos mais pitorescos são aqueles construídos nas montanhas; a cabine rústica envolvida por um painel de vidro do piso ao teto com vista para as árvores cobertas de neve. Visualmente, a arquitetura transpira uma sensação encantadora, mas será que estes espaços são realmente habitáveis? Quando as casas são construídas em uma elevação de 3.000 metros, instalar uma lareira isolada não é eficiente ou sustentável. Ambientes em tais altitudes, ou locais geográficos particulares exigem um tratamento minucioso, a começar pela própria arquitetura. Seja por sistemas de aquecimento hidrônicos no piso ou chaminés inseridas em paredes, este artigo explora como mesmo as condições mais extremas de frio não impediram a garantia de um conforto térmico ideal.
Meios transparentes possibilitam a passagem de luz sem que haja dispersão da mesma. Os meios translúcidos, por sua vez, são aqueles que permitem a passagem da luz, mas de forma irregular, e parte dela se dispersa e não permite que enxergamos com total nitidez através deles.Superfícies translúcidas funcionam como véus, revelam sem devassar, e borram, literalmente, o contato entre interior e exterior. Na arquitetura, este é um efeito utilizado em muitos projetos. Das fachadas características de Steven Holl, ao IMS de São Paulo, passando por diversos outros exemplos pela arquitetura mundial, essa translucidez pode ser conseguida com vidros especiais, acrílicos ou outros plásticos. Mas um material que intrinsecamente entrega este efeito é o policarbonato, que pode ser utilizado em uma infinidade de casos, de paredes a claraboias, e nos mais diversos programas.
O hemisfério norte costuma ter invernos intensos, com temperaturas negativas que chegam ao extremo oposto das registradas no verão brasileiro, o que costuma fazer com que as pessoas não saiam tanto de casa ou se sintam um pouco depressivas.
Um projeto brasileiro irá contribuir para reverter essa situação ao levar um "segundo sol" para Winnipeg. Selecionado em um concurso público internacional, o projeto "Sunset", do estúdio de arquitetura Democratic Architects, baseado em São Paulo, busca reativar a cidade canadense durante os meses mais frios do ano, que registram temperatura média de 39° negativos.
Taiwan propõe que a arquitetura tem o poder de transformar um lugar e, para representar essa ideia, o trabalho de Sheng-Yuan Huang e seu escritório, o Fieldoffice, foram escolhidos para a Representação de Taiwan na La Biennale di Venezia em 2018, intitulada Living with Sky, Water, and Mountain: Making Places in Yilan. Sheng-Yuan e o Fieldoffice demonstraram que a noção de criar lugares vai além da construção de um espaço físico, tratando-se igualmente de estabelecer vínculos entre as pessoas, assim como entre as pessoas e seu ambiente.
Alessandro Martinelli analisa Sheng-Yuan e sua equipe no Fieldoffice como a vanguarda de um novo movimento arquitetônico em seu livro, The City Beyond Architecture, que busca produzir uma nova forma de vida coletiva sob a ótica do design e da cultura, tangenciando o que a cultura projetual da maior parte da futura urbanização poderia se tornar. A seguir, discutiremos o impacto de Sheng-Yuan na arquitetura taiwanesa, considerando como ele liderou o chamado para integrar e imaginar espaços públicos capazes de estruturar uma paisagem específica, proporcionando tanto espaços de socialização quanto um senso de identidade para as pessoas que os habitam.