O Urbanismo de Interiores descreve espaços internos tão amplos que se comportam como verdadeiras cidades. Esse tipo de construção pode se desenvolver tanto a partir de um crescimento ad hoc ao longo do tempo quanto como um conjunto de volumes planejado e projetado de maneira coesa. Cada abordagem apresenta oportunidades e desafios próprios no que diz respeito à eficiência e à integridade arquitetônica. Este vídeo explora ambas as vertentes, utilizando como exemplos o Pedway de Chicago e o hotel Hyatt Regency, projetado por John Portman próximo ao aeroporto de O'Hare. Stewart Hicks visita esses locais, discute as implicações de trazer o urbanismo para os ambientes internos e compara as qualidades espaciais de cada um — o urbanismo contingente e cru do Pedway em contraste com a perfeição impecável do lobby e do centro de convenções do hotel.
Convidamos você a participar do Prêmio ArchDaily Building of the Year. Pedimos que nos ajude a reconhecer e premiar os projetos que, na sua opinião, estão gerando o maior impacto no ambiente construído, dentre aqueles que o ArchDaily publicou em sua base de dados em 2021. Ao votar, você passa a fazer parte de uma rede interdependente, imparcial e distribuída de jurados/as e pares que tem nos ajudado constantemente a celebrar a arquitetura de todas as escalas, propósitos e condições, de países grandes e pequenos, e de arquitetos/as de todos os perfis. De um total de 4.000 projetos, a seleção já foi reduzida a apenas 75 finalistas – que representam o melhor em cada categoria de projetos no ArchDaily.
Lembre-se de que usuários/as cadastrados/as poderão votar em seu projeto favorito em cada uma das 15 categorias incluídas no Prêmio. É permitido apenas um voto por categoria. A votação se encerra no dia 17 de fevereiro de 2022, à 0h01 (EST). Agradecemos mais uma vez por nos ajudar a continuar democratizando a excelência arquitetônica em todo o mundo.
Novas imagens do Museu do Futuro de Dubai, projetado por Killa Design e Buro Happold, foram reveladas antes de sua abertura oficial em 22 de fevereiro de 2022. O museu promete uma experiência única que mescla ciência, tecnologia e meio ambiente por meio de temas distintos e ambientes imersivos que estimulam os cinco sentidos. O projeto tem como objetivo "transformar a própria percepção do futuro como o conhecemos", apresentando um mundo imaginável daqui a 50 anos.
O Royal Institute of British Architects (RIBA) anunciou os projetos finalistas para o prêmio de arquitetura RIBA East 2022. A lista de 22 edifícios inclui obras que vão desde uma pequena ampliação residencial revestida de cobre em Cambridge até um novo espaço voltado para jovens e participação comunitária no Wolsey Theatre. Todos os projetos serão avaliados por um júri regional, e as propostas vencedoras serão anunciadas no final desta primavera. Posteriormente, os projetos premiados regionalmente concorrerão ao RIBA National Award.
O Royal Institute of British Architects (RIBA) nomeou o Friendship Hospital em Bangladesh, projetado por Kashef Chowdhury/URBANA, como o vencedor do Prêmio Internacional 2021, premiação bienal que destaca projetos mundiais que "demonstram excelência em design e impacto social". O remoto hospital comunitário está inserido em uma paisagem ribeirinha e traduz as condições locais em seu desenho, criando um ambiente sereno em torno do elemento água. O júri elogiou o desenho atencioso e inovador dentro de um orçamento modesto, o uso do artesanato local e sua resposta resiliente ao clima.
Quer eles cresçam ou não para serem arquitetos, as habilidades básicas que impulsionam o design e a arquitetura podem ter enormes benefícios para nossos filhos. A maneira como as crianças crescem para pensar, se comportar, resolver problemas e criar pode ser aprimorada incomensuravelmente, ensinando-as desde tenra idade a pensar como arquitetos.
Figura 1. Itinerários da vida cotidiana. Fonte própria, elaboração das autoras.. Image via VAD
A proximidade, entendida como uma qualidade urbana que facilita a gestão e o desenvolvimento das diferentes atividades da vida cotidiana, tem sido, há décadas, uma reivindicação do urbanismo feminista e com perspectiva de gênero. Nos anos 1970, acadêmicas de diferentes disciplinas começaram a analisar o vínculo entre a configuração e o uso dos espaços e as relações e papéis de gênero. Desde então, desenvolveu-se uma crítica consistente à configuração androcêntrica da cidade, ao mesmo tempo que se elaboraram propostas e critérios para repensar os espaços a partir de uma perspectiva de gênero.
https://www.archdaily.com.br/pt/1135175/as-precursoras-da-proximidade-genealogia-feminista-da-cidade-de-15-minutosCol·lectiu Punt 6
Durante o mês de agosto de 2021, foi lançado o edital para o concurso de ideias do projeto “Jardim e Pavilhão Escênico” cujo objetivo principal baseou-se no reordenamento e na recuperação integral da área conhecida como “estacionamento ecológico” para alcançar a integração com o Centro Cultural del Bosque (CCB). O projeto contemplou o desenho de um Pavilhão Escênico como "um espaço permanente com arquitetura não protagônica, harmoniosa e mimetizada com o entorno do Bosque, que consiga gerar um ponto de interconexão com o ecossistema das artes cênicas e das artes visuais em direção ao Zoológico e ao Museu de Arte Moderna."
Em uma nova exposição no AEDES Architecture Forum em Berlim, o escritório de arquitetura norueguês Mad arkitekter apresenta quatro exemplos de arquitetura sustentável, destacando a importância da colaboração e da interdisciplinaridade para alcançar as metas climáticas. Em cartaz até 10 de março, Mad About Dugnad – Work Together, Build Better remete à tradição norueguesa do "dugnad", que se refere à solidariedade comunitária em prol de um objetivo comum, um conceito fundamental para a criação de soluções voltadas a um futuro sustentável.
Rocinha, Rio de Janeiro. Imagem: Alexandre Macieira/Riotur
O futuro do planejamento urbano pode estar na segunda maior cidade do Brasil: o Rio de Janeiro. Mas não é ao longo da brilhante orla de Ipanema, negligenciada por abrigar alguns dos imóveis mais caros da América Latina. Tampouco está no Centro, reformado para as Olimpíadas de 2016 e agora foco de um grande plano de revitalização urbana. Para vislumbrar o futuro das cidades, deve-se passar pela Lagoa Rodrigo de Freitas até chegar ao bairro do Jardim Botânico e depois olhar para os morros, onde o imenso bairro da Rocinha está perigosamente empoleirado nas encostas.
O efeito sonoro de vidro se quebrando é, há muito tempo, um recurso clássico em esquetes de comédia. Sempre que um objeto leve de cena voa para fora da tela ou do palco, ele inevitavelmente estraçalha uma vidraça um instante depois. Hoje em dia, isso ainda é divertido, embora absurdamente inofensivo, mas, em pouco tempo, a ideia de uma bola de futebol chutada por uma criança quebrando a janela de um vizinho causará apenas estranhamento e ceticismo.
O Canadá não tem escassez de edifícios tipo flatiron, com exemplos históricos espalhados pelas províncias, de Toronto e Vancouver a Lacombe, em Alberta, e além. O país também goza do status de polo da construção em madeira engenheirada, com Quebec servindo como uma espécie de epicentro desse movimento. No entanto, essas duas frentes — a tipologia dos edifícios flatiron e o uso de madeira engenheirada — nunca haviam sido combinadas antes.
via Bass Photo Co Collection, Indiana Historical Society. Imagem do Edifício Indiana Bell em processo de rotação.
Em novembro de 1930, no estado de Indiana, nos Estados Unidos, consolidou-se um grande feito da engenharia moderna: uma equipe de engenharia e construção moveu um edifício de telefonia de 11.000 toneladas (22 milhões de libras) sem interromper suas operações ou suspender os serviços essenciais para as 600 pessoas que trabalhavam em seu interior.
As temporadas de verão no hemisfério sul, principalmente na região entre os trópicos e a linha do Equador são marcadas por alta umidade, fortes chuvas e alta temperatura. Junto das tempestades de verão, o Brasil também lida com uma série de eventos violentos como enchentes, desbarrancamentos e rupturas de barragens. Ao longo dos anos, tem sido cada vez mais comum a concentração desses eventos durante os meses de novembro a março e seu acontecimento está diretamente relacionado às chuvas de verão, mas também às atividades econômicas em curso no Brasil.
A "Casa dos Milagres", localizada na floresta úmida na periferia de Xalapa, Veracruz e projetada pelo arquiteto mexicano Danilo Veras Godoy, é um espaço concebido com formas orgânicas, terra, aberturas com formas inesperadas e vidro em mosaico em diferentes tonalidades. Foi projetada para atender às necessidades de Rosalinda Ulloa, uma mãe solteira que ali viveria com seus dois filhos pequenos. Foi construído por etapas, que começaram a partir de 1995 e foi concluído em 2002, com algumas mudanças feitas até 2006.
Este artigo de Jheisson Joseph Lasso Imbachi foi publicado originalmente com o título "Habitar tras el destierro: Desplazamiento forzado y retorno como configurador de nuevos hábitats en el Putumayo" na edição nº 30 da revista Dearq em 1º de maio de 2021 (DOI: https://doi.org/10.18389/dearq30.2021.05).
O texto explora os processos migratórios no sul do país, decorrentes de economias extrativistas que determinaram a organização territorial e provocaram desterros, deslocamentos forçados e dois fenômenos menos debatidos: o estabelecimento e a permanência da população em um território de acolhimento e o retorno ao seu lugar de origem. Para tanto, foram estudadas, analisadas e interpretadas fontes documentais e testemunhais que permitem uma aproximação direta com a comunidade deslocada pela violência, a fim de analisar as diversas formas de habitar após o deslocamento, concluindo com algumas considerações para futuras propostas de habitação rural de fácil acesso para a população vítima.
A seguir, apresentamos o texto como parte de uma colaboração conjunta para contribuir com a difusão de pesquisas, análises e opiniões que a comunidade acadêmica nacional e internacional elabora sobre arquitetura, temas urbanos e áreas afins.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134415/habitar-apos-o-desterro-novos-habitats-no-putumayo-colombiaJheisson Joseph Lasso Imbachi
Neste momento sem precedentes que vivemos, é grande a incerteza sobre o futuro. A pandemia de Covid-19 não terminou, os efeitos das mudanças climáticas já são sentidos em todos os lugares e muitas pessoas pelo mundo seguem sofrendo com a desigualdade. E isso é apenas o que acontece no cenário geral, sem contar como essas questões afetam umas às outras. Em um mundo em constante transformação, com histórias que surgem e evoluem diariamente, quais terão o maior impacto nas pessoas e no planeta?
https://www.archdaily.com.br/pt/975726/do-discurso-a-acao-6-temas-de-sustentabilidade-para-acompanhar-no-mundo-em-2022Sadof Alexander
Com uma das atuações mais variadas da arquitetura contemporânea paulistana, o Metro Arquitetos construiu seu legado variando entre diferentes escalas, do design ao desenho urbano.
Diferentemente do ar, a temperatura no subsolo varia muito pouco durante o ano ou segundo a posição geográfica. Alguns metros abaixo da superfície a temperatura do solo fica entre cerca de 10 a 21° C (50 a 70 °F) conforme a região. Cavando mais, a temperatura aumenta entre 20 a 40 graus centígrados por km, chegando ao núcleo da Terra, que se aproxima dos 5000 °C. De fato, considerar que habitamos uma esfera orbitando pelo espaço com o centro incandescente pode trazer aflição a alguns. No entanto, utilizar essa energia de formação da Terra para gerar eletricidade é uma forma sustentável e eficiente já usual em alguns países. Outra possibilidade é aproveitar a temperatura amena de alguns metros sob o solo para climatizar as edificações, seja nos climas quentes ou frios.
A cidade compacta diz respeito ao modelo urbano associado a uma ocupação mais densificada com a consequente sobreposição de usos (residências, comércios e serviços) e o favorecimento do deslocamento de pedestres, ciclistas e usuários do transporte público. Amsterdã e Copenhague são exemplos conhecidos de tal modelo.
Fuente Diego Ortigoza - Proyecto SJ353 - Infraestructura Escolar - Ministerio de Educación. Image Cortesía de Dario Emmanuel López
Darío Emmanuel López é arquiteto formado pela Universidade de Buenos Aires e assessor técnico em instalações do Ministério da Saúde (GCBA). Ao mesmo tempo, é cofundador e diretor operacional da equipe BIMCABA — que coordena a implementação da metodologia BIM (Building Information Modeling) em todos os ministérios do Governo da Cidade de Buenos Aires, visando um trabalho unificado e eficiente nas áreas que gerenciam projetos, obras e ativos construídos.
Seu interesse atual é divulgar as iniciativas BIM que ocorrem no âmbito do governo argentino, ajudando a informar a comunidade de estudantes, arquitetos/as e engenheiros/as que desejam conhecer o que acontece nos bastidores do setor público e nos Ministérios BIM. Nesse sentido, a entrevista a seguir com Darío Emmanuel López apresenta em detalhes como a modelagem da informação da construção está sendo implementada no governo da Cidade de Buenos Aires.
A organização Volksentscheid Berlin Autofrei (Decisão Popular por uma Berlim livre de carros) propôs um plano para limitar os automóveis dentro do Ringbahn da capital alemã, um longo anel rodoviário em torno da cidade, uma medida que pode formar a maior área livre de carros do planeta se for aprovada. A iniciativa liderada por cidadãos tem o objetivo principal de proibir os carros particulares na região central de Berlim, com a exceção de veículos de emergência, caminhões de lixo, táxis, veículos de entrega, e moradores com mobilidade limitada, que receberiam licenças de acesso especial.
Usar o carro é uma escolha individual que gera muitos prejuízos coletivos. Foto: Nelson Antoine/Shutterstock
Por décadas, carros têm sido associados a uma promessa de praticidade, autonomia e conforto. Do ponto de vista individual, pode até ser verdade. Mas a priorização do automóvel no desenho das cidades torna a mobilidade urbana ineficiente e fomenta a desigualdade ao privar grande parte da população do acesso a oportunidades. Usar o carro é uma escolha individual que gera muitos prejuízos coletivos. Cobrar pelos custos sociais dessa escolha é uma forma promissora de desestimulá-la e, ao mesmo tempo, gerar recursos para a mobilidade sustentável.
https://www.archdaily.com.br/pt/976544/por-que-cobrar-pelo-uso-dos-carros-e-uma-solucao-justa-e-inteligente-para-a-mobilidade-sustentavelLuis Antonio Lindau, Cristina Albuquerque, Guillermo Petzhold e Fernando Corrêa
Com o início do novo ano analisamos os projetos mais esperados para 2022. Em uma mistura de programas culturais e comerciais, os projetos estão localizados nos cinco continentes, muitos com previsão de construção para vários anos. Projetados em uma ampla gama de escalas, eles representam uma mistura de paisagens interconectadas, museus e novos arranha-céus.