Imagem: Prefeitura de São Paulo. Cortesia de Caops Planejado
Fugindo da lógica que orientou o desenho da maioria dos municípios no século 20, tirar a prioridade dos carros no desenvolvimento das localidades e diminuir a área destinada a eles nas ruas não piora os congestionamentos. Pelo contrário, ao reorganizar o espaço das ruas deixando menos faixas para os automóveis, ocorre uma mudança na forma como as pessoas se deslocam, com a migração para outros meios de locomoção mais sustentáveis, como caminhar, pedalar ou utilizar o transporte público, reduzindo a circulação de veículos privados significativamente.
https://www.archdaily.com.br/pt/975944/por-que-fechar-ruas-para-automoveis-nao-aumenta-o-transitoSomos Cidade
Estabelecidos pelos Planos Diretores, os índices urbanísticos configuram um conjunto de normas que regulam a dimensão das edificações em relação ao terreno onde serão construídas. Essas determinações variam de acordo com a zona na qual o terreno se encontra e se dividem em três preceitos principais: Taxa de Ocupação, Coeficiente de Aproveitamento e Taxa de Permeabilidade. Saiba o que significa e como calcular cada um deles, a seguir.
https://www.archdaily.com.br/pt/976095/o-que-e-taxa-de-ocupacao-coeficiente-de-aproveitamento-e-taxa-de-permeabilidadeEquipe ArchDaily Brasil
“Estamos em uma área sísmica. Beirute já foi soterrada sete vezes, por isso o edifício precisa resistir a qualquer terremoto, e é por isso que também resistiu à explosão no porto”, afirma Lina Ghotmeh em conversa com o Louisiana Channel, referindo-se ao Stone Garden. Trata-se de um edifício construído com a resiliência em mente, em uma cidade que já foi soterrada por escombros e reconstruída diversas vezes.
Lina Ghotmeh foi entrevistada por Marc-Christoph Wagner em seu ateliê em Paris em novembro de 2021. Reconhecido por sua abordagem humanista da arquitetura, o Stone Garden estabelece uma relação bastante pessoal por ser o primeiro edifício construído na cidade natal de Ghotmeh, Beirute. Situada no limite do centro da cidade, a obra é uma forma de arquitetura vernacular que ecoa a vida das pessoas que ali residem.
Istanbul, Turquia. Imagem via Shutterstock by kukuruxa
A Bloomberg Philanthropies revelou as 15 cidades vencedoras do seu Global Mayors Challenge 2021-2022. Os projetos escolhidos entre participantes de seis continentes “buscam melhorias nas áreas de recuperação econômica e crescimento inclusivo, saúde e bem-estar, clima e meio ambiente, gênero e igualdade”. As cidades vencedoras, que incluem Istambul, Roterdã, Butuan e Wellington, receberão US$ 1 milhão e apoio externo para desenvolver seus programas.
Basta uma pesquisa rápida para percebermos que há muito “pano pra manga” em termos de conhecimento, experiências e novidades no universo que envolve a mobilidade nos centros urbanos e entre cidades. O Arquicast convida para o debate dois especialistas no assunto: o arquiteto Fernando Lima, doutor em Urbanismo pela UFRJ, professor adjunto da UFJF e Professor Visitante da Universidade Estadual da Pennsylvania e o administrador Rodrigo Tortoriello, pós-graduado com MBA em Engenharia de transportes pela (UFRJ), e ex-Secretário Extraordinário de Mobilidade Urbana de Porto Alegre.
Qual é o estilo deste edifício? Esta é uma pergunta inicial comum que as pessoas fazem para saber mais sobre uma edificação. Para arquitetos e arquitetas, contudo, esse parece um ponto de partida inadequado, e a pergunta inicial pode soar ingênua e trivial. Essa disparidade de atenção dada ao estilo de uma edificação gera um impasse entre o público geral — que deseja compreender o ambiente construído — e os profissionais da arquitetura, ávidos por compartilhar as nuances de sua disciplina.
A Casa de Música Húngara de Sou Fujimoto, um marco cultural dedicado à música contemporânea no Parque Municipal de Budapeste abriu oficialmente suas portas ao público. Considerado um dos edifícios mais esperados do ano, o projeto está aninhado entre as árvores do parque e foi projetado como uma extensão da paisagem natural. O museu oferece uma experiência artística única que combina paisagem, arquitetura e design de exposições, tudo dedicado à criação de música e som.
Com seus objetivos quantificáveis e desempenho mensurável, a sustentabilidade muitas vezes se apresenta como um desafio tecnológico. Sua linguagem primária é aquela dos dados, equipamentos, sistemas projetados, muitas vezes traduzidos em uma camada hipertecnológica escondida dentro de um design que apoia normas estéticas pré-existentes. Como a arquitetura é a imagem de uma sociedade em um momento do tempo, como o foco em sustentabilidade se traduz em linguagem, legitimando ainda mais as iniciativas para estabelecer uma relação de equidade com o meio ambiente? A arquitetura serve como uma expressão de atitudes, e já que a sustentabilidade se tornou um valor fundamental, é válido olhar se ela produziu ou não uma transformação estética.
A Intendência de Flores realizou a chamada para o Concurso Público de Anteprojetos Arquitetônicos para a construção de um edifício de uso misto denominado Mercado Trinidad, a ser localizado na cidade de Trinidad, Uruguai. Ao incorporar as construções patrimoniais existentes e reformar ou substituir as demais edificações e espaços livres, busca-se retirar da região o tráfego de caminhões e máquinas das oficinas e depósitos da Intendência que hoje funcionam no local, promovendo a regeneração urbana e a revitalização da área central com um novo equipamento urbano para a cidade.
Este ano, durante a Semana de Arte, realizada na segunda semana de fevereiro na Cidade do México, foi possível vivenciar uma efervescência de eventos culturais que atraíram um grande público, o que também se refletiu nas redes sociais. Prova disso foi o público expressivo presente antes mesmo da abertura da Zona Maco, assim como no Salón Acme, onde grupos guiados de colecionadores ou potenciais compradores lotavam as salas. Para nossa surpresa, após quase dois anos de quarentena, a agenda se mostrou repleta de novos projetos que já planejam uma segunda edição. Nesta ocasião, compartilhamos uma seleção de eventos que tivemos a oportunidade de visitar e que continuarão abertos durante o resto de fevereiro e março. Continue lendo para conferir a lista completa.
Como parte da agenda cultural da Semana da Arte e como resultado da crise da pandemia, um novo espaço abriu suas portas na Cidade do México para reimaginar a situação atual e repensar nossa relação com o espaço público e com o Bosque de Chapultepec. A partir das raízes da mudança gerada por essa crise, surgiu a oportunidade de recuperar e ressignificar o emblemático edifício conhecido como "Restaurante Lago" – inaugurado em 24 de outubro de 1964 e projetado pelo arquiteto Alfonso Ramírez Ponce – para lhe dar um novo propósito que incluísse "transformar o privado em público, o exclusivo em inclusivo, o social em cultural. Desvelar as camadas da história e trazer o presente de volta à origem, para redescobrir um ícone da arquitetura moderna dos anos sessenta."
A habitação acessível tornou-se um problema global cada vez mais urgente. Seja no aluguel ou na casa própria, a inacessibilidade à moradia tem aumentado continuamente. Dados do Censo dos EUA ilustram um declínio acentuado na aquisição da casa própria nas últimas décadas. Embora os millennials fossem a geração mais populosa em 2019, a taxa de propriedade imobiliária entre eles era de apenas 47,9%. Em contrapartida, a taxa da Geração X era de 69%, vindo logo atrás da geração silenciosa, com 77,8%. Essa tendência de declínio geracional no acesso à casa própria se reflete em outras partes do mundo, como no Reino Unido, onde as taxas caíram continuamente de 71% em 2003 para 64% em 2018. Grande parte de especialistas aponta a falta de acessibilidade financeira como o principal motivo para essa queda.
Centro de Neurorreabilitação Sarah Fortaleza, de 2001. Foto: divulgação/EC, via Betoneira
Com uma obra marcadamente social e voltada para o uso público, João da Gama Filgueiras Lima, o Lelé, se tornou um dos grandes nomes da arquitetura brasileira. Em 60 anos de carreira, construiu hospitais, escolas, terminais e abrigos para ônibus, tribunais, secretarias e outras sedes administrativas.
Em todos eles, reuniu o zelo pelos materiais e pela mão de obra, qualidade técnica e artística. Compreendeu como poucos como utilizar a luz e a ventilação naturais em prol da economia energética e do bem-estar dos usuários.
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As luminárias pendentes modulares da Archilume incluem a esférica Aura que, configurada em grupo, cria um ponto focal marcante. Imagem cortesia de Archilume
Para arquitetos/as e designers de interiores, a iluminação ajuda a demarcar áreas de um espaço interno, ainda que de forma sutil, por meio do elemento intangível da luz. Como uma alternativa compacta a divisórias e paredes, ela pode subdividir informalmente ambientes integrados em zonas dedicadas a diferentes usos — como a área de um bar no lobby de um hotel, por exemplo, ou o setor da cozinha em uma sala de estar integrada.
A iluminação modular, em particular, atrai designers que buscam delimitar diferentes zonas, por ser altamente flexível. Como pode ser expandida com a adição de novos componentes ou reduzida pela remoção de alguns deles, ela permite que os ambientes sejam facilmente reconfigurados para atender a necessidades em constante mudança.
O projeto do Wildflower Production Studio projetado pelo BIG, recebeu a licença de construção do Departamento de Edificações (DOB) de Nova York, indicando que a construção poderá ser iniciada. No final de 2019, o Wildflower Development Group, do ator e produtor Robert De Niro, em parceria com o escritório Bjarke Ingels Group (BIG), divulgou as primeiras imagens de sua proposta para um estúdio de cinema e televisão de 65 mil metros quadrados localizado no bairro Queens, em Nova York. Uma vez concluído, o projeto deve se tornar o primeiro estúdio vertical de cinema, televisão e criação do mundo.
Durante o ano passado, as práticas estabelecidas continuaram a defender a transformação das estruturas existentes, com a reutilização adaptativa e os retrofits cada vez mais se tornando um aspecto definidor da arquitetura contemporânea. Desde a renovação de estruturas históricas até a reutilização adaptativa de instalações obsoletas, a ideia de dar uma vida nova às construções existentes foi adotada como premissa para uma prática mais sustentável, mas também para reforçar a identidade urbana e cultural das cidades. Descubra oito projetos e obras recentemente concluídas que mostram uma nova prática comum de reutilização dos edifícios existentes.
Com mais de 100 mil votos recebidos ao longo das últimas três semanas, temos o prazer de apresentar os vencedores do Prêmio ArchDaily Building of the Year 2022. Este prêmio de arquitetura é atribuído pelos leitores do ArchDaily, que filtraram entre milhares de projetos as 15 melhores obras de arquitetura que foram publicadas em 2020.
Como nos anos anteriores, os vencedores compõem um amplo espectro de edifícios, o que dá uma ideia do quão diversa se tornou a profissão nas últimas décadas. Como esperado em qualquer premiação tradicional, grandes nomes da arquitetura tomam seu lugar. É o caso do projeto de habitação do MVRDV em Bordeaux e da instalação de Kengo Kuma na Casa Batlló. Por outro lado, escritórios menores e profissionais emergentes também deixaram sua marca — prova disso é a presença do ENSAMBLE STUDIO com sua Casa Ca'n Terra e das firmas PALMA e HANGHAR com a instalação Tipos de Espacios. Além destes, a presença de dois projetos brasileiros entre os vencedores — Villa M do Triptyque Architecture e Sede de Escritório de Advocacia do BLOCO Arquitetos e Renata Dutra Arquitetura — torna a edição de 2022 especialmente relevante para o ArchDaily Brasil.
Em suas diferenças, os vencedores têm algo comum: representam os valores de nossa missão, oferecendo inspiração, conhecimento e ferramentas a arquitetos e todos aqueles interessados no ambiente construído. Nem o ArchDaily, nem o Prêmio Building of the Year seriam possíveis sem a generosidade dos escritórios, que optam por publicar seus projetos conosco, ou sem os leitores comprometidos que participam do processo de votação.
O Prêmio ArchDaily Building of the Year 2022 é oferecido pela Dornbracht, empresa conhecida internacionalmente por seus produtos para cozinhas e banheiros.
Daylight and Architecture, uma iniciativa global de compartilhamento de conhecimento voltada a explorar o potencial ilimitado da luz natural na arquitetura, anunciou uma nova série de "Daylight Talks".
O American Institute of Architects (AIA) selecionou 11 projetos como vencedores do seu 2022 Architecture Awards. O programa anual celebra o melhor da arquitetura contemporânea e destaca como os espaços podem atender aos seus moradores/as e ao seu contexto, incorporando um sentido de lugar, propósito, história e sustentabilidade ambiental. Entre os projetos selecionados, estão tipologias comerciais, residenciais e cívicas, todos projetados por arquitetos/as licenciados/as nos EUA.
CHYBIK + KRISTOF revelou o projeto de um arranha-céu na cidade tcheca de Ostrava. O projeto reformula a tipologia do arranha-céu como um polo social dinâmico e ativa o espaço público para apoiar a reativação e a transformação socioeconômica da cidade pós-industrial. Quando concluída, a Ostrava Tower, de 235 metros de altura,será o edifício mais alto do país.
A segunda edição do curso autoinstrucional “Educação Patrimonial, Diversidade e Meio Ambiente no Distrito Federal” já está com suas inscrições abertas. O curso é aberto a todos os interessados e faz parte do plano de trabalho de um termo de cooperação assinado entre o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no Distrito Federal (DF) e a Secretaria de Estado e Educação do DF (SEEDF).
Cortesia de A Broken House, documentário do The New Yorker dirigido por Jimmy Goldblum
A Broken House é um documentário dirigido por Jimmy Goldblum que conta a história de Mohamad Hafez. Hafez é um sírio que viajou para os Estados Unidos com um visto de entrada única para estudar arquitetura, mas viu-se impossibilitado de retornar ao seu lar. Diante de seu destino, ele canalizou a saudade em sua expressão artística, passando a criar esculturas em miniatura de sua terra natal para recriar "a Damasco de suas memórias".
"Se você não pode voltar para casa, por que não constrói uma?". Ao contar as histórias das pessoas que ali viviam, o projeto arquitetônico assume uma dimensão política após o início da Guerra Civil Síria, retratando a extensão da destruição sofrida pela cidade, humanizando a população refugiada e compartilhando suas vivências.
Bernard Tschumi divulgou recentemente o projeto HyperTent, uma estrutura em paraboloide hiperbólico que é sua mais nova adição ao Parc de la Villette. Concebido para a inauguração de L'Espace Chapiteaux, um espaço para performances e apresentações circenses, o guichê de ingressos se localiza na base do Folie L4 e sua materialidade e morfolofia permitem uma coexistência em equilíbrio com a antiga estrutura.