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Hushoffice: Sinta-se em casa no trabalho, o retorno do trabalho remoto ao escritório

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A teorização do espaço de trabalho tornou-se um debate global, impulsionado por pesquisas sobre novas tendências corporativas, experimentações de modelos híbridos, a revolução digital e seus impactos na produtividade, o bem-estar no ambiente corporativo e a busca pelo equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Como apontou um artigo do New York Times sobre o ambiente de trabalho digital, embora essa discussão já se arraste por décadas, a implementação de práticas verdadeiramente bem-sucedidas ainda está no início. Com a ascensão de gigantes da tecnologia como Slack e Zoom, somada às transformações globais dos últimos anos, nossos modelos de trabalho mudaram profundamente. Adaptamo-nos ao home office, mas muitas vezes nos esquecemos da eficiência do trabalho presencial e da conexão humana proporcionada pelo contato físico. O tema da "distração digital" infiltrou-se em nosso cotidiano e, agora que voltamos a discutir o design dos espaços de escritório, esse é um desafio que precisamos enfrentar.

Mas será que todo o nosso trabalho pode realmente ser realizado de forma remota e digital?

Você precisa estar lá: 4 espaços comerciais que apostam na experiência

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Quando os primeiros lockdowns começaram e o comércio varejista foi forçado a fechar as portas, muitos migraram para o ambiente digital. Aqueles que investiram de forma mais rápida e expressiva em sua presença online acabaram, invariavelmente, vencendo a batalha pelos nossos favoritos de navegação. À medida que o mundo reabria, algumas marcas mantiveram uma presença híbrida — física e digital —, enquanto outras optaram por abandonar de vez as lojas físicas.

À medida que nos habituamos a integrar os dois modelos, fica claro que os espaços físicos de varejo oferecem experiências sensoriais que o ambiente digital simplesmente ainda não é capaz de proporcionar. Estes quatro projetos contrariam a tendência do comércio puramente online e incentivam o público consumidor — e, consequentemente, outras marcas varejistas — a retornar ao espaço físico, transformando o ato de fazer compras em um passatempo luxuoso, emocionante, revigorante ou relaxante, e não em uma obrigação diária.

Construindo um olhar interseccional sobre as cidades e outros três motivos pelos quais o planejamento urbano precisa do feminismo de dados

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O Feminismo de Dados (Data Feminism), conforme conceituado por D’Ignazio & Klein (2020), introduz o feminismo interseccional na ciência de dados e nos convida a examinar as relações de poder e as dinâmicas de opressão incorporadas nas infraestruturas de dados que sustentam a sociedade atual.

Design de produto da Era Espacial no século XX e além

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Desde que a humanidade olhou para o céu pela primeira vez, sempre houve o questionamento sobre o que existe lá fora. A partir de 1923, quando Edwin Hubble descobriu galáxias além da nossa, a busca e a obsessão por compreender o cosmos cresceram quase tão rápido quanto o próprio universo.

Com o avanço da tecnologia ao longo do século XX, percebeu-se que o "espaço" é, na verdade, preenchido por uma imensa variedade de galáxias, gases e estrelas cada vez mais coloridos. E as principais mentes do design de produto do mundo estavam atentas a isso.

Hotéis para morar: 6 hospedagens boutique projetadas para parecerem um lar

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Não importa quão longa, distante ou revigorante seja uma viagem, um dos momentos mais relaxantes de qualquer período de férias é a volta para casa. Aquele instante em que cada músculo do corpo relaxa ao nos sentarmos em nossa própria poltrona, acolhidos pelo conforto de um lar que nem sabíamos que estávamos sentindo falta.

Com a ascensão do Airbnb e de outras plataformas de hospedagem semelhantes — que oferecem casas de verdade (ou pelo menos espaços cheios de personalidade decorados como tal) para viajantes em busca de um conforto mais familiar —, hoteleiros/as, designers e arquitetos/as estão atentos a essa tendência e implementando recursos que transformam o quarto de hotel em um segundo lar.

Editoras de Arquitetura: Bisman Ediciones

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Bisman Ediciones é um escritório fundado em 1997 que se dedica à edição e ao desenvolvimento integral de diversos formatos para comunicar a arquitetura.

"Somos editores (ou talvez cartógrafos) de um tempo líquido e sem certezas, no qual a informação tende a desmaterializar-se; tradutores de uma realidade construída ou por construir; somos intérpretes de arquitetos e arquitetas que opinam sobre essa realidade e, por sua vez, a traduzem em cidades. Queremos comunicar o potencial cultural da arquitetura para um grande número de pessoas".

Sua sede fica no bairro de San Telmo, em Buenos Aires, e Hernán Bisman (fundador e diretor), junto a Pablo Engelman (Editor Geral Associado), nos recebem de braços abertos. Em suas prateleiras, exibe-se sua grande trajetória: publicaram material especializado para importantes instituições, empresas, arquitetos e arquitetas e coletivos profissionais na Argentina, além de terem organizado exposições temáticas em eventos culturais de várias cidades, como Veneza, Tóquio, Londres, Montevidéu, São Paulo e Havana.

Design artesanal para cubas e banheiras minimalistas

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No universo do projeto de arquitetura e do mobiliário de interiores, alcançar o equilíbrio entre forma e função é um desafio diário enfrentado por profissionais do design. Essa relação entre utilidade e estética não apenas evoluiu ao longo do tempo, mas também envolve uma troca constante de estilos e métodos de produção. Frequentemente, esse intercâmbio resulta em padronização e desenhos genéricos, o que pode esvaziar a autenticidade do processo de design.

Por essa razão, na era contemporânea, profissionais do design revisitam os fundamentos, redescobrindo processos manuais que vão do esboço à maquete, ao mesmo tempo em que adotam formas puras. Tanto profissionais do design quanto fabricantes vêm adotando abordagens conscientes para desenvolver propostas que mantêm a simplicidade no desenho, sem perder uma identidade singular. Em resposta a isso, a Bette, em colaboração com o estúdio de design britânico Barber Osgerby, propõe a criação de banheiros de estilo minimalista com a coleção de banheiros BetteSuno, eliminando formas complexas em busca de um desenho visualmente leve.

Uma residência empilhada na Índia e um museu de ciências em Roma: 8 propostas não construídas vencedoras de concursos enviadas pela comunidade do ArchDaily

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Concursos de arquitetura são plataformas onde a inovação se encontra com a imaginação, desafiando constantemente os limites do que conhecemos sobre design e arquitetura. Ao servirem como espaços para que arquitetos/as e designers materializem ideias inovadoras, os concursos questionam nossas convenções e moldam nossos futuros ambientes. Embora inúmeros conceitos criativos sejam propostos, apenas uma parcela é construída. De fato, estes projetos vencedores funcionam como uma vitrine para a criatividade dos/as profissionais de arquitetura, redefinindo o futuro do nosso ambiente construído.

Estes projetos vencedores demonstram uma iniciativa global de repensar a maneira como interagimos com os espaços. O HOKA fomenta a interação comunitária, ao passo que o RITSO Resort funde tradição e modernidade. O Science Forest transforma museus em centros de diálogo, e os apartamentos Elan-Meenakshi em Hyderabad integram a vida urbana a áreas verdes. Espalhados por regiões que vão do Vietnã, da Grécia e de Roma à Índia, estes exemplos evidenciam o potencial transformador das propostas vencedoras de concursos de arquitetura, remodelando nossa percepção e interação com os espaços que habitamos.

Uma residência empilhada na Índia e um museu de ciências em Roma: 8 propostas não construídas vencedoras de concursos enviadas pela comunidade do ArchDaily - Imagen 12 de 4Uma residência empilhada na Índia e um museu de ciências em Roma: 8 propostas não construídas vencedoras de concursos enviadas pela comunidade do ArchDaily - Imagen 5 de 4Uma residência empilhada na Índia e um museu de ciências em Roma: 8 propostas não construídas vencedoras de concursos enviadas pela comunidade do ArchDaily - Imagen 37 de 4Uma residência empilhada na Índia e um museu de ciências em Roma: 8 propostas não construídas vencedoras de concursos enviadas pela comunidade do ArchDaily - Imagen 23 de 4Uma residência empilhada na Índia e um museu de ciências em Roma: 8 propostas não construídas vencedoras de concursos enviadas pela comunidade do ArchDaily - Mais Imagens+ 38

Design para a Inclusão no Congresso Mundial de Arquitetos da UIA 2023

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O Congresso Mundial de Arquitetos da UIA 2023 é um convite para arquitetos e arquitetas de todo o mundo se reunirem em Copenhague, de 2 a 6 de julho, para explorar e debater como a arquitetura influencia todos os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS). Há mais de dois anos, o Eixo Científico e seu Comitê Científico internacional vêm analisando as diversas maneiras pelas quais a arquitetura responde aos ODS. O trabalho resultou na formulação de seis painéis científicos: design para Adaptação Climática, design para Repensar Recursos, design para Comunidades Resilientes, design para a Saúde, design para a Inclusão, e design para Parcerias por Mudança. Uma chamada internacional de trabalhos foi lançada em 2022 e 296 das mais de 750 propostas enviadas por 77 países foram selecionadas para apresentação no Congresso Mundial de Arquitetos da UIA 2023 em Copenhague. O ArchDaily está colaborando com a UIA para compartilhar artigos relacionados aos seis temas, em preparação para a abertura do Congresso.

Nesta quinta matéria, conversamos com as copresidentes do painel design para a Inclusão: a arquiteta Magda Mostafa, professora de Design no Departamento de Arquitetura da Universidade Americana do Cairo, e a arquiteta Ruth Baumeister, professora associada de Teoria e História na Escola de Arquitetura de Aarhus.

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Um marco industrial reformado em Berlim convertido em edifício de uso misto

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Com o objetivo de garantir o abastecimento de alimentos para a população de Berlim, em rápido crescimento no final do século XIX, o Kornversuchsspeicher foi construído em 1898 no antigo terreno dos depósitos de carga de Hamburger e Lehrter. Um edifício com vocação científica, sua função era pesquisar novos métodos de armazenamento de grãos. Após anos de desuso e, posteriormente, um período de ocupação temporária como espaço criativo, o edifício de tijolos foi cuidadosamente renovado nos últimos anos pelo escritório AFF Architekten, ampliado com a adição de um sétimo pavimento e transformado em um moderno edifício de eventos, gastronomia e escritórios, com foco na preservação total de seu charme industrial. Este foi um projeto que exigiu grande conhecimento técnico em todas as frentes, inclusive por parte da Solarlux, especialista acionada para fornecer soluções personalizadas de esquadrias e fachadas.

De balas de canhão a banheiros modernos: 275 anos da Villeroy & Boch

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E se François Boch — um frustrado fundidor francês de balas de canhão que abandonou o ofício para, em vez disso, fundar uma oficina de cerâmica com seus filhos em Audin-le-Tiche, na França — nunca tivesse existido? Como seria o banheiro moderno hoje?

Não podemos responder a isso, é claro, mas sabemos que a decisão de Boch em 1748 certamente lançou uma das pedras fundamentais para essa evolução — mesmo que tenham começado fabricando apenas potes e jarros simples de argila. O negócio prosperou rapidamente e a história seguiu seu curso. Isso também se deveu ao fato de que, com a ajuda de novas fórmulas, a empresa conseguiu produzir uma faiança mais leve e formas mais elaboradas, que eram mais acessíveis do que a porcelana cara.

Como 4 projetos de alto nível de execução foram co-criados e co-concebidos? Retrospectiva do Fórum Jianri Building Materials

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No dia 10 de dezembro de 2022, o ArchDaily realizou com sucesso o primeiro fórum temático da Building Dynamic, intitulado "Co-criação e Co-pensamento". O evento contou com a presença de sete convidados e convidadas que compartilharam suas experiências com especificações e materiais: Libin Chen, sócio do escritório de Xangai da David Chipperfield Architects; Jing Lin, arquiteta sênior de projetos e diretora associada sênior da SHL; Shuangquan Ni, diretor de marketing da Avarte; Yi Yao, vice-gerente geral do Departamento de Gestão de Design da Região Leste da China da CR Land; Zhou Qing, vice-gerente geral e diretora de design da GOA; Isabel, gerente de projetos residenciais da iGuzzini; e Chunyan Cai, arquiteta-chefe do Atelier Tao+C. Além disso, Shuang Han, nossa editora-chefe na China, apresentou os motivos pelos quais decidimos lançar o mini-programa voltado ao setor de materiais, bem como nossos planos futuros. Expressamos nossos agradecimentos especiais à CR Land pelo apoio com o espaço, aos patrocinadores iGuzzini e Avarte pelo grande suporte, e a todos os presentes.

Parede isolante leve impressa em 3D, feita de espuma mineral sem cimento a partir de resíduos reciclados

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Aproveitando o poder da fabricação sem moldes por meio da impressão 3D robótica em grande escala, o ETH Zürich e a FenX AG investigaram o uso de espumas minerais livres de cimento feitas a partir de resíduos reciclados. O objetivo é construir sistemas de paredes monolíticos, leves e com isolamento térmico integrado, minimizando o uso de materiais, a demanda de mão de obra e os custos associados.

Uma moderna linha de iluminação feita com materiais centenários

A necessidade de substituir materiais sintéticos por opções naturais em nossas casas está impulsionando a inovação em todas as áreas do design. Historicamente dependentes de plástico e vidro, os sistemas de iluminação estão sob escrutínio especial. Enquanto alguns propõem um retorno provocativo a elementos como bexigas de animais em busca de translucidez orgânica, outros recorrem a fibras naturais consagradas, como o vime, a palha e o linho. Há também quem prefira minerais como o alabastro, cujas propriedades proporcionam uma belíssima difusão da luz ambiente. E a busca continua.

Alinhada a essa busca por uma translucidez ecologicamente correta está a designer francesa Elise Fouin, que integrou o estúdio de Andrée Putman. Nebulis, seu mais recente projeto para a fabricante de iluminação parisiense Forestier, dá continuidade às suas bem-sucedidas e etéreas criações para a marca, as coleções Papillon e Libellule, ambas inspiradas na delicadeza da natureza. O Nebulis, por sua vez, é moldado pela própria natureza em uma forma diáfana e, ao mesmo tempo, sólida.

Como arquitetos/as e designers desempenham um papel de liderança na criação de ambientes imersivos?

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No último ano, tenho conversado com arquitetos/as e designers envolvidos na criação de ambientes imersivos. O fato de considerarem natural liderar o desenvolvimento desses ambientes serve de lembrete sobre o potencial que esses/as profissionais têm para assumir esse papel.

Embora isso pareça óbvio, a maior parte do meta-espaço tem sido projetada por desenvolvedores/as e designers gráficos. Esse cenário, portanto, deve servir de alerta para que arquitetos/as se envolvam, uma vez que possuem habilidades perfeitamente adequadas para isso.

Resta saber se o metaverso poderá ser utilizado como uma narrativa capaz de transformar o papel de arquitetos/as, mas o ano de 2023 pode marcar o início dessa mudança.

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Um sistema de iluminação sob medida para interiores dinâmicos

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Vivemos em uma era de interiores ativos, na qual perímetros mutáveis, layouts flexíveis e atividades ágeis testam constantemente os limites do design; os espaços de trabalho tornaram-se híbridos, as instalações comerciais evoluem sem parar e os espaços culturais assumiram um caráter multidimensional. Diante de cenários em constante transformação, a iluminação é fundamental para moldar os espaços internos com a dose ideal de atmosfera, dramaticidade ou destaque prático. Para atender às demandas desses interiores de vanguarda, o projeto de iluminação atual deve fornecer uma estrutura sólida que concilie dinâmicas mutáveis e um alto padrão de consistência, oferecendo flexibilidade, precisão de controle e uma estética atemporal.

Para responder a esse desafio, o novo sistema de iluminação “Outline”, da Reggiani, foi projetado visando à adaptabilidade por meio do minimalismo, da modularidade e da personalização. O sistema conta com um trilho ultra-esguio disponível em segmentos lineares e curvos, pronto para ser moldado em infinitas configurações livres ou geométricas. A essa base, pode-se adicionar uma variedade de projetores, pendentes e luminárias LED lineares, permitindo que profissionais de design modelem a experiência e a intensidade da luz com controle absoluto em diversos espaços – de showrooms e galpões a ambientes de hospitalidade e varejo.

O trabalho aprofundado e as reflexões de arquitetos e arquitetas de todo o mundo em 2022

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O ano de 2023 já começou e, ao olharmos para trás, vemos que 2022 foi um período de muitas transformações, desafios e oportunidades que romperam os limites da arquitetura. Diante do desconhecido, reunimos as entrevistas realizadas ao longo do ano com escritórios e profissionais da área. Entre os temas abordados, destacam-se: como escritórios com mais de 20 anos de trajetória se mantêm relevantes; como a arquitetura responde às oportunidades trazidas por tecnologias como o metaverso e a inteligência artificial; quais problemas especialistas em materiais de construção estão solucionando; e como jovens arquitetos/as de todo o mundo estão moldando o futuro da profissão. Continue lendo para conferir nossa retrospectiva anual de entrevistas.

33 casas com múltiplos pavimentos integrados por uma planta aberta vertical

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Há mais de meio século, a planta livre permanece na vanguarda da arquitetura de interiores, sendo a escolha frequente tanto em construções novas quanto em reformas de clientes que optam por integrar ambientes e suas funções para trazer mais harmonia e conectividade aos seus lares. Assim, mesmo com rotinas cada vez mais atribuladas, as famílias podiam cozinhar, conversar, estudar e relaxar juntas, tudo ao mesmo tempo.

No entanto, por obrigar os/as usuários/as a compartilharem o mesmo espaço com ruídos, odores e atmosferas conflitantes, muitas pessoas vêm se afastando da planta livre tradicional, abrindo espaço para novos conceitos que vêm ganhando força, como o broken plan (ou planta compartimentada). Por outro lado, um caminho evolutivo alternativo para a planta livre é a expansão vertical. Combinada a espaços de convivência com pé-direito duplo, triplo ou até mesmo mais altos, a planta livre ganha o respiro de que precisa, mantendo-se conectada ao restante da casa.

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Arquitetos/as e designers devem assumir a liderança na criação de ambientes imersivos

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No último ano, tenho conversado com profissionais de arquitetura e design envolvidos na criação de ambientes imersivos. Esses/as profissionais se veem como naturalmente responsáveis por liderar a construção desses espaços, o que serve como um lembrete do potencial da categoria para assumir esse papel. 

Por mais óbvio que pareça, o metaverso tem sido projetado majoritariamente por desenvolvedores/as e designers gráficos. Diante disso, esse cenário deve servir como um alerta para que profissionais de arquitetura se envolvam, uma vez que possuem habilidades particularmente aptas para essa tarefa.

Se o metaverso poderá ser utilizado como uma narrativa para reivindicar uma mudança no papel de arquitetos e arquitetas ainda resta saber, mas 2023 pode ser o ano para isso.

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7 tendências de iluminação: como iluminar os espaços interiores de hoje

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O legado de Luis Barragán reside no modo como ele utilizava a luz e a cor; a compreensão sensível da luz natural por Tadao Ando estabeleceu sua linguagem arquitetônica única; e as dramáticas transformações de interiores de James Turrell exploram uma percepção singular da experiência visual, na qual “a luz não é um instrumento para possibilitar a visão, mas sim o próprio objeto a ser visto”. Além disso, as instalações imersivas de Olafur Eliasson estimulam a psicologia do público por meio da luz, da água e do ar. Esses profissionais da arquitetura e do design, entre outros, reinventaram a percepção da luz, inspirando gerações a seguir seus caminhos na compreensão e aplicação desse elemento.

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Onde o design encontra a inovação: o que esperar da BAU 2023

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Impulsionado por questões urgentes como a crise climática, a densidade demográfica e a rápida urbanização, o ambiente construído tornou-se cada vez mais complexo. Profissionais de arquitetura e design enfrentam uma tarefa desafiadora, porém fundamental: traduzir as necessidades em constante evolução da sociedade em soluções tangíveis e voltadas para o futuro. Na busca por esse objetivo, profissionais do setor devem adotar as inúmeras ferramentas, materiais e tecnologias que surgem diariamente no campo da construção — desde inteligência artificial até softwares de realidade virtual e sistemas de automação residencial. Afinal, para se manter na vanguarda de uma indústria onde a mudança é a norma, a capacidade de adaptação e evolução é crucial para o sucesso.

22ª Bienal de Arquitetura do Chile: Explorando habitats humanos vulneráveis

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Após a interrupção da edição de 2019 devido à crise social no Chile, a Bienal de Arquitetura do Chile retornou a Santiago em janeiro de 2023 sob o tema “Hábitats Vulneráveis”, abordando questões como “o déficit habitacional agravado pelo recente aumento de favelas e ocupações informais e irregulares de terras” e “a vulnerabilidade e a deterioração do espaço público, além da fragilidade ambiental no contexto da crise climática”.

Provavelmente a maior viga de tijolos até hoje: um feito impressionante na sede da Danish Crown

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Detalhe da composição da viga de tijolos

As vigas de tijolo têm sido amplamente utilizadas na construção civil devido à sua resistência, durabilidade e apelo estético. Ao embutir barras de reforço de aço em uma série de tijolos dispostos em um padrão específico, esses elementos formam estruturas de suporte horizontal que distribuem o peso e as forças que atuam sobre o edifício. No entanto, é difícil encontrar vigas de tijolo com vãos excessivamente grandes, a fim de evitar problemas estruturais a longo prazo. Em vez disso, elas costumam se apresentar sob a forma de vergas simples, mais fáceis de manusear.

Com um comprimento de 16,2 metros e um impressionante vão livre de 15,8 metros, a equipe de arquitetura do CEBRA colaborou com o grupo Randers Tegl, o maior fornecedor de tijolos da Escandinávia, para concluir a construção daquela que é, provavelmente, a viga de tijolos mais longa do mundo até hoje. Esta viga externa é acompanhada por uma viga "irmã" interna de 13 metros de vão e está localizada acima da entrada principal da nova sede da Danish Crown em Randers, na Dinamarca, estendendo-se livremente entre duas das alas do edifício. A viga mais longa é composta por quase 4.200 tijolos — sua altura é formada por 25 fiadas de tijolos, o equivalente a 1,6 metro, e sua espessura é de 4 tijolos.

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Arte Pública Expandida na(s) Arquitetura(s) de Mídia

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A Yonge and Dundas Square de Toronto, repleta de painéis digitais, pertence ao município, mas é gerida por meio de uma parceria público-privada. Embora abrigue primordialmente conteúdos e atividades comerciais, os espaços e as telas da praça são frequentemente utilizados para eventos culturais e manifestações artísticas. À medida que cidades, organizações artísticas, governos e corporações buscam, cada vez mais, engajar as pessoas nos espaços públicos por meio da combinação de mídia e arquitetura, quais são as possibilidades e os riscos associados a essas abordagens, tanto individualmente quanto em conjunto? De que maneira a arquitetura de mídia articula interesses e impactos cívicos, criativos e comerciais?

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