Tem algo muito errado quando as ruas mais bonitas do Brasil seriam proibidas de serem construídas hoje em dia. Isso mesmo, a quase totalidade dos Planos Diretores brasileiros proíbe qualquer um de nós de construir casas e prédios com as características que fizeram essas ruas serem eleitas as mais bonitas do Brasil.
O Thermal Energy Center na sede da Microsoft em Redmond, Washington, alimenta o campus quase inteiramente por meio de eletricidade fornecida por trocas de energia geotérmica. O projeto funciona como um programa piloto para a Calculadora de Carbono Incorporado na Construção (EC3), um banco de dados gratuito de EPDs de construção e calculadora de impacto de construção correspondente.
A crescente demanda dos consumidores por transparência — especialmente em torno da sustentabilidade e das práticas ambientais — traz implicações para as indústrias, desde vestuário até produtos de saúde. A Mars Inc. lançou recentemente um mapa de abastecimento de cacau para combater o desmatamento e aumentar a responsabilidade da empresa. Além disso, o Índice de Transparência da Moda incentiva as empresas de vestuário a serem mais transparentes sobre seus esforços sociais e ambientais.
Agora é hora da indústria da construção civil, caracterizada pela falta de informações sobre os materiais e práticas utilizadas na construção e durante todo o ciclo de vida de um edifício, recuperar o atraso. O custo da ausência de ação é muito alto para ser ignorado. Isso porque os edifícios respondem por 39% do total das emissões globais de carbono. Tradicionalmente, maior parte dos esforços de redução de carbono na construção civil se concentra no uso operacional de carbono — o uso diário de energia de um edifício responde por cerca de 28% das emissões. Os 11% restantes vêm do que é frequentemente ignorado: o carbono incorporado.
https://www.archdaily.com.br/pt/976266/estrategias-para-reduzir-o-carbono-incorporado-no-ambiente-construidoPeter Alspach, Margaret Montgomery
O ato de projetar implica em não apenas desenhar, mas construir. Carrega – ou deveria carregar – consigo o mesmo rigor e complexidade da execução no canteiro de obras. É nisso que acreditam Francisco Rivas e Rodrigo Messina, sócios do messina | rivas, firma com sede em São Paulo que já soma reconhecimentos nacionais e internacionais, selecionada também entre os melhores novos escritórios de 2021 pelo ArchDaily.
Formado por um brasileiro e um argentino que se conheceram no Paraguai enquanto trabalhavam no Gabinete de Arquitectura, o escritório é conhecido por obras como a Capela Ingá-Mirim, finalista do Prêmio de Arquitetura Instituto Tomie Ohtake AkzoNobel 2020 e do Prêmio Oscar Niemeyer 2020, e a Sauna São Roque. Mais recentemente, foi eleito vencedor do concurso para o Museu Marítimo do Brasil junto ao escritório argentino Ben-Avid.
Casa Domínguez. Alejandro de la Sota. La Caeyra, Pontevedra, 1973. Fotografía José Hevia. Image Cortesía de Fundación Alejandro de la Sota
A Fundação Alejandro de la Sota criou um portal para difundir as principais figuras e obras dos pioneiros da arquitetura moderna espanhola. O motivo? Quando se fala no Movimento Moderno, parece que apenas arquitetos como Mies van der Rohe, Le Corbusier ou Walter Gropius são mencionados. No entanto, o que aconteceu durante aqueles anos na Espanha? Quais figuras se destacaram e quais eram seus propósitos ao projetar?
No País dos Arquitectos é um podcast criado por Sara Nunes, responsável também pela produtora de filmes de arquitetura Building Pictures, que tem como objetivo conhecer os profissionais, os projetos e as histórias por trás da arquitetura portuguesa contemporânea de referência. Com pouco mais de 10 milhões de habitantes, Portugal é um país muito instigante em relação a este campo profissional, e sua produção arquitetônica não faz jus à escala populacional ou territorial.
Neste episódio Sara conversa com o arquiteto Adalberto Dias sobre o projeto do Funicular dos Guindais no Porto. Ouça a entrevista completa e leia parte da transcrição da conversa, a seguir:
Os impactos da mudança climática causada por seres humanos já provocaram perdas e danos para pessoas e ecossistemas. Esses impactos são mais graves entre populações urbanas marginalizadas, como os moradores de favelas. Nas regiões mais vulneráveis, o número de mortes por secas, enchentes e tempestades foi 15 vezes maior na última década do que nas regiões menos vulneráveis.
O The Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pela arquiteta Marina Bourderonnet e pelo arquiteto David Lee, o programa traz diferentes profissionais do campo criativo em conversas espontâneas que abrem espaço para reflexões profundas e debates pessoais.
Uma variedade de temas é abordada com honestidade e bom humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros oferecem dicas para colegas designers, análises de edifícios e projetos, ou explorações informais sobre o cotidiano e o design. The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Esta semana, David e Marina recebem o fotógrafo Iwan Baan para conversar sobre sua carreira, como ele se tornou um dos fotógrafos de arquitetura mais requisitados do mundo, a parceria com Rem Koolhaas, seu processo de trabalho, seu estilo fotográfico, a documentação de obras em fase de construção e após a conclusão, arquitetura vernacular e muito mais.
O ensino de arquitetura não trata apenas de aprender como projetar e construir edifícios, mas oferece uma perspectiva totalmente nova sobre nosso ambiente construído e sobre como o projeto pode contribuir para criar espaços e experiências de qualidade. Além disso, parte do conhecimento em arquitetura pode ser utilizada como um recurso para criar outras configurações espaciais além do edifício tradicional, abrindo um mundo diversificado de possibilidades em termos de espacialidade e materiais.
A relação da humanidade com os insetos é antiga e complexa. Enquanto eles podem disseminar doenças e arrasar plantações, também são vitais para nossa sobrevivência no Planeta Terra, como polinizadores e recicladores. Edward Osborne Wilson, importante biólogo norte-americano, afirmou, em um de seus artigos, que “se os insetos desaparecessem, quase todas as plantas com flores e as teias alimentares que elas sustentam desapareceriam. Essa perda, por sua vez, causaria a extinção de répteis, anfíbios, aves e mamíferos: na verdade, quase toda a vida animal terrestre. O desaparecimento de insetos também acabaria com a rápida decomposição da matéria orgânica e, assim, interromperia a ciclagem de nutrientes. Os humanos seriam incapazes de sobreviver.”
Sobretudo com as abelhas a opinião pública tem mudado nos últimos anos e sua importância para a produção de alimentos tem acendido alertas sobre o uso indiscriminado de venenos e agrotóxicos pelo mundo. Mas diferente da natureza, com meandros e inúmeras possibilidades de locais para repouso, nossas cidades e edifícios modernos geralmente não criam bons locais para receber os insetos, e mesmo pássaros ou outros animais. A empresa inglesa Green&Blue tem trabalhado nisso e criado refúgios para incorporar a natureza às nossas edificações. Conversamos com eles para entender sobre estes produtos.
Após décadas de crises socioculturais e econômicas em todo o mundo, a comunidade arquitetônica percebeu que é hora de "projetar como se ela se importasse". E com isso, abraçou um movimento que viu arquitetos e designers usarem suas habilidades a fim de desenvolver soluções para crises humanitárias, desde a construção de habitações modulares e mapeamento de paisagens, até o desenvolvimento de aplicativos ou documentários, tudo de um ponto de vista altruísta. Mas, já que, o trabalho pro bono ainda não está enraizado no ethos da arquitetura, como os arquitetos romperam com o modelo tradicional de arquitetura “corporativa” e estabeleceram uma forma de garantir a responsabilidade ética pelo bem-estar humano?
Em termos gerais, as artes cênicas são todas aquelas disciplinas que ocorrem em um palco, embora a dança, o teatro e a música sejam os três eixos principais. No entanto, desfiles, procissões religiosas, festas populares e carnavais também têm uma clara dimensão de palco. É por isso que o espaço de palco é tão importante não só para as apresentações destas disciplinas, mas também para a realização de todo um processo corporal e espacial que se apoia na arquitetura.
Você já deve ter ouvido algum colega arquiteto afirmar que escolheu cursar arquitetura pelas inúmeras possibilidades de atuação que este diploma permite. O campo da arquitetura é, de fato, muito extenso, por meio do qual é possível enveredar não apenas pelas atribuições mais “tradicionais”, mas também se aventurar em diversas especificidades que compreendem o papel do arquiteto e urbanista.
Theatro Municipal de São Paulo. Foto: Por Wilfredor, CC0, via Wikimedia Commons
As celebrações do centenário da Semana da Arte Moderna já começaram. Durante a última semana, artigos e matérias jornalísticas sobre o tema estamparam as mais distintas mídias. Afinal, há cem anos um grupo de artistas se reunia por uma arte que mirava no futuro e se colocava contra o passado, propondo uma nova forma de explorar a brasilidade na música, poesia, pintura e dança. Para compreender como o evento influenciou novos rumos na cultura brasileira e segue importante ainda hoje, reunimos diversos espaços que exaltam a Semana de 22 em um guia para você!
Em um percurso pelas quadras de Buenos Aires, cerca de 500 passagens se distribuem por toda a cidade. Independentemente do bairro em que estão localizadas, elas representam cartões postais de uma arquitetura urbana contemporânea com um toque de improvisação. Apesar do que se vê hoje, elas são testemunhas da organização de Buenos Aires, que aspirava a regularidade de um tabuleiro de xadrez.
Muitas vezes é difícil dizer a diferença entre a passagem, o beco e a rua sem saída, mas todos eles fazem parte do espaço urbano, aquele lugar de troca, de encontro, de sinais, símbolos e palavras onde as pessoas vivem, brincam e aprendem ao mesmo tempo.
Cortesía de UN-Habitat and Global Utmaning/ Edited by ArchDaily
A arquitetura e as cidades continuam, até hoje, sem ser imaginadas por todas as pessoas. No ano passado, no Dia da Mulher, dissemos que “a batalha pela igualdade está longe de terminar”. Ao destacar continuamente as arquitetas e as questões de gênero, este ano estamos buscando as opiniões de nossos leitores e leitoras e, agora mais do que nunca, queremos a sua ajuda para reconhecer as figuras femininas desconhecidas na cena internacional.
Em sua opinião, quem são as arquitetas que faltam em nossa plataforma? Ajude-nos a colocar em foco as mulheres que projetam o ambiente construído e indique as principais protagonistas femininas de todo o mundo, para que possamos ajustar as narrativas, apresentar seu trabalho e compartilhar seus conhecimentos e ferramentas para um mundo mais inclusivo. Essas mulheres podem fazer parte de qualquer momento da história — desde jovens forças emergentes até líderes consagradas. Elas também podem ter perfis profissionais diversos, de arquitetas, urbanistas e designers a construtoras e tomadoras de decisão — todos os perfis envolvidos na configuração do ambiente construído que nos cerca são elegíveis.
Em 2020, a startup norte-americana Zoox revelou o protótipo de seu veículo autônomo e elétrico. Agora o robotáxi entra em fase de testes avançados na Califórnia, nos EUA.
Similar a uma minivan, o automóvel é alto, quadrado e possui portas de vidro deslizantes. Chama atenção suas grandes rodas e cantos arredondados, que conferem um ar de carrinho de desenho animado.
O escritório Gerkan, Marg and Partners (gmp Architects) venceu a concorrência para projetar a nova sede da fabricante mundial de celulares Xiaomi na Changping Future Science City, em Pequim. Batizada de “Mi Cube”, o projeto reflete a filosofia da empresa (tecnologia inteligente, design minimalista) através de uma arquitetura que combina uma fachada geométrica e estruturada com uma sequência de espaços internos dinâmica e multifacetada.
Dequindre Cut, Detroit / The High Line Network, SmithGroup. Imagem cortesia de The Dirt
Décadas de renovação urbana, enraizadas em políticas de planejamento racistas, criaram as condições para que a gentrificação ocorresse nas cidades norte-americanas. Mas a principal preocupação com a gentrificação hoje é o deslocamento, que afeta principalmente as comunidades marginalizadas moldadas por um histórico de acesso negado a hipotecas. Na Conferência ASLA 2021 sobre Arquitetura Paisagística em Nashville, Matthew Williams e o Departamento de Planejamento da Cidade de Detroit, mostraram preocupação de que novos espaços verdes em sua cidade aumentem o valor de mercado das casas e "prejudiquem as comunidades marginalizadas". Entretanto, o investimento em espaços verdes não precisa necessariamente gerar o deslocamento dessas pessoas: se o projetos forem liderados pelas comunidades, podem gerar benefícios para todos.
FRAC Nord-Pas de Calais-Anne Lacaton e Jean-Philippe Vassal . Imagem cortesia de Philippe Ruault
O "vencedor do Prêmio Pritzker de Arquitetura 2022 será anunciado no próximo mês", publicou o site oficial do Prêmio. A honraria mais importante da arquitetura revelará seu(s) vencedor(es) em abril deste ano, diferentemente do usual, feito em março. O "Prêmio Nobel de Arquitetura" homenageia todos os anos, desde 1979, um arquiteto vivo (ou grupo de arquitetos) que alcançou conquistas significativas para a humanidade e o ambiente construído.
“Mercado Retablo” é a proposta vencedora do II Concurso Semilla promovido pela organização MURU, que consiste em uma nova proposta de projeto para o Mercado Municipal Playa Grau, localizado na cidade de Ayacucho. Os/as arquitetos/as Santiago Nieto Valladares e Lucía Uribe Osores comentam que “o mercado propõe espaços públicos de qualidade que o constituem como um lugar de encontro, deixando de ser apenas um local de passagem e de comércio para acolher e abrigar atividades de integração social”.
Nesta conversa para LA ESCUELA___, Miguel Braceli reflete com Cecilia Vicuña sobre as vivências pedagógicas da artista, sua compreensão da arquitetura como potência transformadora e as possibilidades da precariedade na América Latina como fonte de criação.
Cecilia Vicuña (Santiago do Chile, 1948) é uma artista visual e poeta chilena; ao longo de sua extensa trajetória, tem explorado temas relacionados à natureza, aos conhecimentos ancestrais e ao feminismo. Radicada em Nova York, EUA, Vicuña resguarda e compartilha uma profunda sabedoria sobre suas raízes indígenas, bem como de suas experiências em viagens nômades pelo mundo, onde o conhecimento adquirido assume formas intangíveis, "virtuais" e coletivas por meio da oralidade e da escuta, do tecer e do ritual.
O escritório Skidmore, Owings & Merrill, em parceria com o Goode Van Slyke Architecture (GVSA), de Atlanta, revelou a primeira torre construída do zero do empreendimento Centennial Yards. Intitulado One Centennial Yards, o projeto contará com 28 pavimentos e mais de 46.000 metros quadrados (500.000 pés quadrados) de escritórios, 1.760 metros quadrados (19.000 pés quadrados) de áreas de lazer e comodidades, e 2.040 metros quadrados (21.980 pés quadrados) de espaços ao ar livre, tudo alinhado aos objetivos de inovação, saúde e bem-estar do masterplan projetado pelo escritório Foster + Partners.
A Trienal de Arquitetura de Sharjah (SAT) anunciou a nomeação da arquiteta Tosin Oshinowo como curadora de sua segunda edição, com abertura prevista para 2023. Desde sua edição inaugural em 2018, a trienal se estabeleceu como uma plataforma internacional que destaca a arquitetura do Oeste e do Sul da Ásia, bem como do continente africano. A indicação de Oshinowo se deve às suas abordagens de arquitetura socialmente responsáveis e ao seu profundo conhecimento do contexto arquitetônico e urbano africano. Seu trabalho reflete a missão da SAT de buscar uma abordagem de projeto multidisciplinar “que promova a compreensão do papel mais amplo da arquitetura, incluindo sua relação com questões sociais e ambientais”.
Caso tenha passado despercebido, nosso mundo continua, após dois anos, a sofrer espasmos culturais em resposta a agentes infecciosos invisíveis, implacáveis e mortais que seguem assolando populações inteiras, espalhando medo, doença e morte.
Os EUA também sofrem com uma praga arquitetônica mais silenciosa — porém igualmente invasiva —, que se espalha como metástase por todo o país. Esse contágio arquitetônico tem passado praticamente imune a críticas, mas, desde a popularização da raised ranch, nenhuma outra "tipologia" arquitetônica transformou comunidades de forma tão profunda. Na década de 1950, milhares de alusões simplórias ao estilo Prairie House varreram campos agrícolas suburbanos improdutivos como um incêndio florestal. Mais do que um estilo, o pavimento inferior semienterrado e os níveis intermediários (separados por apenas meio lance de escada) representavam uma nova maneira de explorar como os edifícios poderiam abrigar pessoas, especialmente em uma América em rápida suburbanização.