No início dos anos 1980, quando assisti pela primeira vez ao filme The Social Life of Small Urban Spaces e, logo depois, li o livro, ambos de autoria de William H. Whyte, aquilo me fascinou. Eu já conhecia Holly — como era carinhosamente chamado — desde a minha época de repórter no New York Post nos anos 1970, e costumávamos ter ótimas conversas sobre a cidade de Nova York, os erros cometidos por planejadores/as urbanos/as e o descaso de incorporadores/as imobiliários/as. Nos anos 1980, eu já trabalhava em meu primeiro livro, The Living City: Thinking Small in a Big Way, e conversava frequentemente com Jane Jacobs, que viria a se tornar uma grande amiga e mentora. Jacobs validava os pequenos esforços comunitários de base (de baixo para cima) em Nova York que eu vinha observando e que seriam os estopins — tantas vezes ignorados — para impulsionar o lento e constante renascimento da cidade. Minhas observações eram categoricamente rejeitadas — e até ridicularizadas — por profissionais de planejamento e de desenho urbano, mas foram celebradas e incentivadas tanto por Whyte quanto por Jacobs, e hoje fazem parte do consenso geral.
Ao superar o arranha-céu Tour First, a HEKLA Tower, com seus 48 pavimentos e 220 metros de altura, será o edifício mais alto do distrito financeiro de La Défense, em Paris, além do segundo edifício mais alto de toda a França. Atualmente em construção e projetada pelo vencedor do Prêmio Pritzker Jean Nouvel, a torre está destinada a se tornar um forte manifesto arquitetônico. Com conclusão prevista para este ano de 2022, em meio ao programa de revitalização do setor, o arranha-céu futurista distribui seus 76.000 m² de área construída em escritórios, serviços, lobbies, um anfiteatro, salas de projeção e espetáculos, restaurantes, bares, academias e loggias. Tudo isso com o objetivo de proporcionar uma experiência de uso única, com espaços de trabalho amplos e flexíveis que promovem a interação e o bem-estar.
O escritório Shigeru Ban Architects projetou um retiro de bem-estar na Ilha Awaji, no Japão. O projeto apresenta uma estrutura de madeira em forma de ponte suspensa sobre a paisagem, proporcionando aos visitantes uma experiência contemplativa.
A escolha por usar uma viga de madeira Vierendeel permite um vão de 21 metros e um balanço significativo em uma das extremidades da estrutura de 90 metros de comprimento. O retiro Zenbo Seinei, voltado para meditação e alimentação saudável, está atualmente em construção e deverá ser inaugurado ainda neste primeiro semestre de 2022.
Durante a pandemia, a comunicação entre as equipes, as reuniões e os processos de trabalho passaram rapidamente da presencialidade para a telepresencialidade. Diante disso, métodos híbridos, de home office e soluções de participação remota são cada vez mais estudados e adotados no mercado de trabalho. Embora alguns tenham pensado que isso significaria o fim dos escritórios físicos, muitas empresas optaram por alcançar um equilíbrio que atenda às novas necessidades dos/as colaboradores/as e, ao mesmo tempo, incentive o trabalho em equipe e a cultura e identidade corporativas. Como resultado, essa tendência se materializou em espaços de trabalho flexíveis que fomentam a colaboração inteligente.
Um dos primeiros elementos utilizados pelo ser humano para a construção de abrigos, a madeira é um material versátil que, junto dos avanços tecnológicos, se mantém protagonista na construção civil, sendo empregada de diferentes modos e momentos em uma obra.
Os escritórios David Chipperfield Architects Berlin e Arup divulgaram o projeto para a arena dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão 2026. A estrutura será erguida no coração do bairro milanês de Santa Giulia, um novo distrito urbano atualmente em redesenvolvimento na região sudeste da cidade. A nova arena irá receber esportes e eventos culturais com capacidade para até 16 mil pessoas, e irá oferecer a públicos de todas as origens uma vasta área externa para promover reuniões sociais e atividades recreativas.
Hotéis são centros de comércio, transporte e cultura. Hoje, os designers de interiores estão redefinindo os espaços de hospitalidade para acomodar novas formas de viagens, comunicação e descanso. De renovações históricas a hotéis contemporâneos, esses projetos se concentram em lazer e experiências memoráveis para os hóspedes. Por sua vez, expressam também a identidade da marca em repensar o que será o design de interiores e a hospitalidade no futuro.
O escritório UNStudio revelou o projeto de um arranha-céu de uso misto em Düsseldorf, integrado ao novo masterplan do Belsenpark. A torre, projetada em colaboração com o escritório OKRA Landscape Architects, é fruto de um concurso internacional de arquitetura promovido pela incorporadora privada Pandion. O projeto apresenta um programa diversificado no térreo, articulado por um parque de bolso. A proposta integra pré-fabricação e modulação, reduzindo o impacto ambiental da edificação.
Com o modelo Sensia Arena, a fabricante GROHE oferece um vaso sanitário com ducha que combina a tendência global de sanitários altamente funcionais e higiênicos com um design premiado. Cortesia da Grohe
Os vasos sanitários com ducha estão se tornando rapidamente o novo padrão quando se trata de higiene pessoal. O GROHE Sensia Arena demonstra os benefícios dessa abordagem abrangente com um design premiado, tecnologia inovadora e um inegável fator de bem-estar.
Após duas semanas de votação acirrada, os leitores do ArchDaily elegeram os 10 finalistas do Prêmio Obra do Ano de 2022 na China, selecionados entre mais de 800 projetos indicados. Durante a etapa de indicações, testemunhamos o impacto positivo que esta premiação exerce sobre o desenvolvimento da arquitetura. Os projetos finalistas são, sem dúvida, aqueles que mais inspiram nossos leitores e que melhor refletem os rumos sociais da disciplina hoje.
A Foster + Partners foi escolhida pela incorporadora Masterise Homes para atuar como consultora de arquitetura para o desenvolvimento da The Global City, um bairro completo na cidade de Ho Chi Minh, no Vietnã, o primeiro empreendimento desse tipo no país desenhado por um escritório de arquitetura. A firma fornecerá soluções de design para um plando diretor totalmente integrado que apresenta uma gama completa de instalações, unidades residenciais e conexões com rodovias, avenidas e linhas de metrô.
Um sistema projeto e construção para criar espaços de trabalho de baixo carbono. Esta é a proposta da Canoa, uma ferramenta de design com uma loja virtual incorporada que visa reduzir o impacto ambiental de interiores comerciais. Operando sob os princípios da economia circular, a Canoa busca manter os materiais em uso pelo maior tempo possível, eliminar resíduos e ajudar a preservar os recursos naturais, apoiando empresas, designers e fornecedores na realização de reformas comerciais.
Selecionado como um dos Melhores Novos Escritórios de 2021 pelo ArchDaily, Canoa é uma start-up com sede em Nova York fundada em 2019 pelo designer e empresário Federico Negro com o objetivo de oferecer ambientes de trabalho ambientalmente sustentáveis para uma ampla gama de negócios. Canoa é um empreendimento business-to-business para produtos de escritório de baixo carbono, abrangendo desde mobiliário até iluminação e acessórios. A empresa se concentra em fornecer móveis e unidades pré-fabricadas duráveis com materiais e fabricação rastreáveis que podem ser facilmente transportados e reutilizados.
via Wikipedia user: HalloweenHJB. Licenciado sob CC BY-SA 3.0. Autor da imagem: HalloweenHJB
No caminho em direção à redução da pobreza, ao crescimento econômico e à sustentabilidade ambiental, as ações voltadas aos recursos hídricos e ao saneamento desempenham um papel fundamental, demonstrando a importância do acesso a um recurso vital como a água na vida das pessoas. No âmbito do Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março, apresentamos o Palacio de Aguas Corrientes, em Buenos Aires: uma das maiores criações da indústria de fundição europeia do século XIX fora da Europa, que combina arte e técnica em uma obra argentina única, declarada Monumento Histórico Nacional em 1989.
Temos o prazer de apresentar os projetos finalistas do Prêmio Obra do Ano 2022. Após duas semanas de indicações, foram escolhidos os projetos favoritos entre centenas de obras construídas nos países de língua portuguesa. Nosso júri de especialistas, composto por nossos próprios leitores, realizou, mais uma vez, um excelente trabalho na seleção destas 15 obras.
A partir de hoje até o dia 30 de março às 23h59 (Brasília - GMT-3) vocês podem votar uma vez por dia nas obras que consideram ser os melhores exemplos da arquitetura lusófona contemporânea. O resultado será divulgado no dia 31 de março.
Pedro Pitarch Architectures & Urbanisms, escritório de arquitetura com sede em Madri, projetou recentemente um espaço para a Seção Especial do 40º aniversário da Feira ARCO, intitulado “ARCO 40+1”. Trata-se de um espaço expositivo que comemora os 40+1 anos da feira de arte. A mostra, na qual dezenove galerias apresentam suas obras, teve curadoria de Maria Inés Rodriguez, Sergio Rubira e Francesco Stocchi.
O escritório de arquitetura HKS e o estúdio de paisagismo Hood Design Studio foram selecionados pela empresa global de entretenimento e mídia CMNTY Culture para projetar um novo campus criativo no coração de Hollywood. Batizado de CMNTY Culture Campus, o projeto contará com espaços de produção, escritórios e locais de apresentação, reunindo indústrias criativas em um empreendimento de 500.000 pés quadrados (aproximadamente 46.450 metros quadrados).
A próxima exposição da série The Architect's Studio, organizada pelo Louisiana Museum of Modern Art, apresenta o trabalho do Forensic Architecture, um grupo de pesquisa multidisciplinar que atua na interseção entre arquitetura e jornalismo investigativo. Liderado pelo arquiteto Eyal Weizman, o coletivo de profissionais das áreas de arquitetura, artes, desenvolvimento de software, jornalismo, direito e animação investiga e documenta violações de direitos humanos em diversos conflitos globais. O grupo constrói modelos e espaços virtuais para propor novas perspectivas sobre eventos específicos.
Recorte do periódico “Tribuna da Mulher”, em sua edição 748, 1952. Fonte: Hemeroteca Digital Brasileira, livre uso em domínio público
A desigualdade de gênero na prática da profissão da arquitetura é fruto de um processo múltiplo, no qual o papel das narrativas tecidas cotidianamente pelo jornalismo é ainda pouco estudado. Aqui, apresentaremos como duas arquitetas foram retratadas pela imprensa diária carioca nos anos de 1950, buscando problematizar como seu deu a construção de uma imagem profissional não dissociada da esfera pessoal.
Tragédia, protesto, insurreição e turbulência política despertaram uma nova consciência sobre a injustiça racial e a instabilidade democrática. Essas questões criam novos desafios para usuários/as e profissionais de design de espaços públicos nos Estados Unidos. Espasmos culturais resultaram em espaços públicos contestados — cenários de assassinatos, protestos em ruas e parques e cemitérios esquecidos. Esses espaços demandam uma nova forma de justiça ambiental.
Avançando com sua maratona de sessões fotográficas, o fotógrafo de arquitetura Marc Goodwin está montando um Atlas de Atmosferas Arquitetônicas, um projeto que busca documentar diversos estúdios de arquitetura e design de todo o mundo. Desde 2016, Goodwin viaja "por toda parte para capturar as atmosferas dos estúdios de arquitetura", e após um hiato de dois anos devido à pandemia, o fotógrafo retomou o projeto com uma exploração dos escritórios de arquitetura de Berlim, registrando o ambiente de trabalho de firmas famosas, como Hesse, LAVA, JWA e FAR frohn&rojas.
As grandes cidades e a rotina conturbada da vida urbana cada dia mais revelam a necessidade de momentos de relaxamento visando saúde física e mental. Essa preocupação se tornou ainda mais evidente depois dos longos períodos de quarentena da pandemia de Covid-19, quando a desconexão com a rotina ficou ainda mais difícil. Assim, nos últimos anos, cada vez mais as pessoas têm procurado atividades e lugares que proporcionem esse descanso.
Enquanto a cidade continua a evoluir e se transformar, cantos mortos na paisagem urbana começam a emergir, reduzindo, em consequência, os níveis de atividades no nosso ambiente construído. Essas "zonas mortas" se referem a áreas onde falta engajamento ativo, elas permanecem vazias e privadas de pessoas, já que não se mostram mais úteis ou atraentes. Enquanto a pandemia de Covid-19 se aproxima do fim, a primeira questão que podemos enfrentar após a pandemia é a retomada do nosso ambiente urbano. Um sopro de vida em uma paisagem urbana cansada e desatualizada...
O elemento focal na criação de um ambiente urbano ativo e saudável é o aumentar a vitalidade através da ocupação e criação de espaços. Criar lugares diversos e interessantes para morar, florescer, e trabalhar. Aqui estão cinco estratégias regenerativas que animam a paisagem urbana e produzem ambientes resilientes, atraentes e flexíveis.
Publicar arquitetura é uma necessidade da própria disciplina para ser compreendida como tal. A ausência desse ato a transforma em um fazer sem questionamentos públicos, repleto de práticas privadas. Contudo, sua presença abre um campo que permite traduzir uma linguagem material para uma escrita, reformulando os discursos que emergem desse cenário. Entre as "menores" publicações estão os fanzines, que emergem do desejo de autogestão e de uma materialização de baixo custo e tiragem reduzida, capazes de se adaptar a diversos conteúdos, assumindo a forma de livretos ou mesmo de papéis dobrados.
A possibilidade de experimentação do fanzine impulsionou sua crescente popularização no Chile, manifestando-se em sua incorporação na XXI Bienal de Arquitetura e Urbanismo do Chile em 2019. Embora as noções sobre esse meio antecedam o evento, há um vácuo em relação às suas características que nos obriga a fazer perguntas de construção simples, quase ingênuas, que questionam o fanzine sobre as singularidades de sua produção, mas cuja discussão revela a rede invisível tecida entre quem, sem saber, já se conhecia.