O escritório catalão Batlleiroig, fundado em 1981 por Enric Batlle e Joan Roig, projetou a primeira residência estudantil do grupo inglês Vita Student em Barcelona. O Batlleiroig une-se, assim, a uma proposta inovadora que segue a linha de outros projetos do escritório, cuja premissa é apostar na renaturalização da cidade, na regeneração da paisagem e na criação de espaços saudáveis. O escritório promove um design inovador em busca de uma nova forma de viver para estudantes e docentes: mais contato com a natureza, atenção especial às áreas esportivas e amplos espaços comuns para toda a comunidade.
Enquanto o mundo adentra o terceiro ano de uma pandemia global sem sinais de trégua, uma nova corrida espacial se desenha sobre nossas cabeças. O acesso está aberto a todos, e os bilhetes são literais. Jonathan Hilburg, do The Architect's Newspaper, explora como os homens mais ricos do mundo estão traçando novos caminhos para a espécie humana e como o público está reagindo ao futuro do turismo espacial privado.
Reserve um segundo para imaginar um edifício ou um espaço. Provavelmente, você está imaginando superfícies retangulares planas e linhas retas. Sejam paredes, vigas ou janelas, a maioria dos elementos arquitetônicos vem em formas ortogonais padrão e altamente práticas. No entanto, a pandemia lançou luz sobre designs que não são apenas funcionais, mas também melhoram nosso humor e bem-estar. Nesse sentido, o poder das superfícies curvas e fluidas é incomparável, o que explica por que elas estão voltando como uma tendência de design moderno. Adotar belas formas inspiradas na natureza, como curvas orgânicas, energizam os ambientes e fazem os usuários se sentirem bem. Na verdade, os neurocientistas mostraram que essa afeição está programada no cérebro; em um estudo de 2013, descobriram que os participantes eram mais propensos a considerar um espaço bonito se fosse curvilíneo em vez de retilíneo. Em suma, os humanos adoram curvas.
As janelas são os elementos que fazem a nossa conexão com o mundo exterior. É a partir delas que se enquadram vistas, define-se a privacidade, a iluminação e a ventilação natural. Hoje em dia no mercado da construção encontramos diversos tipos de aberturas. Descubra aqui como escolher o tipo que melhor se encaixa nas necessidades do seu projeto.
A importância do uso de tecnologias avançadas, tais como a realidade virtual no cenário da arquitetura, está se tornando cada vez mais necessária. Por mais bonita que seja uma imagem renderizada, sempre faltará a capacidade de transmitir plenamente o escopo e a sensação do projeto como um todo, perpetuando ainda mais a necessidade de incorporar o uso dessas tecnologias a um nível de prática profissional.
Arquitetos que optam por não adotar o uso de tecnologias de realidade virtual em seu processo de projeto são vítimas de uma desvantagem significativa, e o problema já nem sequer está na acessibilidade, pois a realidade virtual é acessível para arquitetos de todos os tipos na era atual.
Surgical Clinic and Health Center. Cortesia de Francis Kéré
"Eu só queria que minha comunidade fizesse parte desse processo", disse Diébédo Francis Kéré em entrevista ao ArchDaily publicada no ano passado. Difícil pensar em outra frase que resuma tão bem a modéstia e o impacto causado pelo mais novo vencedor do Prêmio Pritzker de Arquitetura, cujo trabalho ganhou notoriedade justamente por envolver os habitantes de sua vila na construção de obras que combinam compromisso ético, eficiência ambiental e qualidade estética.
Embora a economia circular seja frequentemente discutida em relação ao objeto arquitetônico através das lentes da reciclagem de materiais, projetos para desmontagem e passaportes de materiais, a estrutura é mais plenamente implementada na escala do bairro e da cidade. Sejam visões de comunidades circulares que sugerem algum nível de autossuficiência ou políticas postas em movimento pelas cidades, projetos em escala urbana exemplificam os princípios orientadores da economia circular, fornecendo um vislumbre do que uma versão completa dela pode oferecer. A seguir, explore as estratégias usadas em ambientes urbanos circulares, desde a arquitetura e materiais de construção até a produção de energia, gestão de resíduos e produção de alimentos, bem como os processos e operações que regem esses projetos, fornecendo insights sobre as condições que informam a circularidade.
Complexo solar fotovoltaico de Pereira Barreto, no estado de São Paulo. Imagem cortesia de EDP Renováveis
O Brasil acaba de ultrapassar a marca histórica de 14 gigawatts (GW) de potência operacional da fonte solar fotovoltaica, somando as usinas de grande porte e os sistemas de geração própria de energia elétrica em telhados, fachadas e pequenos terrenos. Como resultado, a fonte solar supera a potência instalada da usina hidrelétrica de Itaipu, segundo mapeamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR).
É crucial considerar o impacto ambiental futuro de tudo o que criamos. As mudanças climáticas continuam no topo da agenda global e todos os setores devem participar da meta de alcançar o Net Zero, ou neutralidade em carbono. Uma das indústrias mais desafiadoras diz respeito à construção, que desempenha um papel vital no processo de descarbonização e enfrenta constantemente desafios para se tornar mais verde. Portanto, exige técnicas inovadoras e desenvolvimento de dados para encontrar processos novos e sustentáveis. Uma solução é introduzir e projetar materiais mais limpos e eficientes. Os tijolos são um bom exemplo, pois podem ser usados na construção civil para garantir um processo circular e minimizar as emissões de carbono, sendo um material extremamente durável que pode ser produzido com técnicas mais sustentáveis.
No filme Aquarius, do diretor Kleber Mendonça Filho, a personagem Clara, interpretada por Sônia Braga, recusa-se a vender para uma incorporadora o seu apartamento, localizado em um condomínio. Seus vizinhos do edifício, por outro lado, topam o negócio. Em artigo para o Estadão, o economista Pedro Fernando Nery retrata o caso através de uma lente oposta à narrativa cinematográfica: Clara, ao invés de heroína, que resiste ao capital imobiliário sem escrúpulos ou respeito pela paisagem litorânea de Recife, é, na verdade, a vilã.
O Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pela arquiteta Marina Bourderonnet e pelo arquiteto David Lee, o programa traz diferentes profissionais de áreas criativas em conversas espontâneas que dão espaço a reflexões profundas e debates pessoais.
Uma variedade de temas é abordada com honestidade e humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros apresentam dicas para colegas designers, análises de edifícios e outros projetos, ou explorações informais sobre o cotidiano e o design. O Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Esta semana, David e Marina respondem à pergunta: “Devo fazer faculdade de arquitetura?” Ambos abordam a relevância do ensino superior, a experiência no curso de arquitetura, se é necessário estudar a área para exercer a profissão, se ter um diploma ajuda a conseguir emprego, a preparação para o curso, a escolha da formação ideal, os custos da faculdade de arquitetura e muito mais.
https://www.archdaily.com.br/pt/1135283/podcast-the-second-studio-devo-fazer-faculdade-de-arquiteturaThe Second Studio Podcast
O podcast The Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um programa sobre design, arquitetura e vida cotidiana apresentado pelo arquiteto David Lee e pela arquiteta Marina Bourderonnet. O show se destaca por trazer conversas espontâneas com profissionais de diversas indústrias criativas, gerando debates e reflexões instigantes.
Com um tom franco e bem-humorado, o programa apresenta diversos formatos, incluindo entrevistas, análises de projetos de arquitetura e explorações sobre a vida cotidiana e conceitos de design. O podcast The Second Studio está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Esta semana, os apresentadores David e Marina recebem Charles Renfro, sócio do renomado escritório Diller Scofidio + Renfro. A conversa aborda diversos temas, desde o despertar do interesse de Charles pela arquitetura na infância e sua trajetória acadêmica, até sua visão sobre a conexão entre sexualidade, liberdade e arquitetura. Eles também discutem sua entrada no escritório de Elizabeth Diller e Ricardo Scofidio, como se tornou sócio da firma, sua filosofia de design e reflexões sobre como Nova York mudou ao longo dos anos.
A madeira laminada cruzada (CLT) foi apelidada de concreto do futuro. Com uma forma altamente resiliente de madeira engenheirada feita pela colagem de camadas de madeira maciça serrada, a CLT está reformulando como entendemos a arquitetura e o design hoje. Por ser um material com alto grau de flexibilidade, o CLT tem que sofrer grandes deformações para quebrar e colapsar, diferentemente do concreto. Por sua vez, é um material escolhido por seu calor e propriedades naturais.
Desde o início do século XX o automóvel particular vem moldando as cidades e a arquitetura, demandando espaços específicos para circular e ser armazenado. Os carros e motos ditaram a organização espacial, e a consequente paisagem urbana e rural, de países inteiros, porém, com a crise climática e o reconhecimento dos problemas que este modelo de desenvolvimento traz para as cidades e para o planeta, cada dia mais percebem-se iniciativas que buscam suprimir os automóveis individuais e motorizados movidos a combustíveis fósseis, ao mesmo tempo que se percebe a necessidade de ressignificar espaços que antes eram dedicados aos carros. Para além das ruas e espaços públicos, essa transformação também é sentida na escala do edifício, nas casas e prédios residenciais que começam a encarar as garagens como um espaço mais dinâmico.
Independentemente do layout adotado para as cozinhas, há alguns anos e com frequência cada vez maior, muitos arquitetos e arquitetas decidem projetá-las integradas a outros ambientes da casa. Livres de paredes ou divisórias, as cozinhas integradas são implantadas com o objetivo de deixar as atividades cotidianas à vista de todos, estimulando a interação e a comunicação entre os moradores.
Distrito 13 en Medellín, Colombia. Imagen de JorgePM. Image vía Shutterstock
Dentro da região da América Latina e Caribe, foi registrado que pelo menos 25% da população vive em assentamentos informais. Dado que a expansão de tal realidade é um dos maiores problemas que afligem estas cidades, apresentou-se um projeto, apoiado pelo BID, que propõe como as novas tecnologias podem contribuir para a identificação e detecção destas áreas a fim de intervir e ajudar a reduzir a informalidade urbana.
O Dia Nacional da Escola foi celebrado ontem, 15 de março, uma importante data para lembrar e valorizar a importância das instituições de ensino. Espaços que propiciam novas perspectivas, conhecimento, trocas, encontros e brincadeiras precisam ser projetados a altura do desafio. Se anteriormente já destacamos quinze projetos realizados por arquitetos brasileiros, hoje aproveitamos para destacar algumas soluções e técnicas adotadas nos últimos anos ao abordar esse programa.
Diébédo Francis Kéré fundou seu escritório, Kéré Architecture, em Berlim, Alemanha, em 2005, após o início de uma trajetória defendendo a construção de uma arquitetura educacional de qualidade em seu país de origem, Burkina Faso. Desprovido de salas de aula e condições de aprendizagem adequadas quando criança, e enfrentando a realidade da maioria dos jovens estudantes do país, seus primeiros trabalhos foram o resultado da busca por soluções tangíveis para os problemas que a comunidade enfrentava.
O início do século XX presenciou o nascimento da arquitetura modernista. Trouxe consigo um movimento arquitetônico principal que gerou movimentos derivados. Uma figura frequentemente vista como indivíduo definidor desse movimento é Le Corbusier, cujo tratado de 1923 Por uma Arquitetura influenciou seus contemporâneos — um manifesto que inclui a famosa frase "uma casa é uma máquina de morar" onde a boa arquitetura teria que ser intrinsecamente ligada a sua função e às exigências da indústria.
O novo relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) traça um cenário preocupante: as mudanças climáticas já afetam todas as partes do mundo, e impactos muito mais severos podem estar nos esperando se não reduzirmos as emissões de gases do efeito estufa pela metade ainda nesta década e não começarmos imediatamente a ampliar as medidas de adaptação.
https://www.archdaily.com.br/pt/978091/impacto-das-mudancas-climaticas-6-descobertas-do-relatorio-do-ipcc-de-2022-sobre-adaptacaoKelly Levin, Sophie Boehm e Rebecca Carter
Entre as muitas dificuldades que a indústria da construção enfrenta atualmente, o confrontar a emergência climática continua sendo um dos principais desafios. De fato, considerando que o setor é responsável por cerca de 40% das emissões globais de gases de efeito estufa, a busca por uma arquitetura net-zero deveria ser a principal prioridade. Embora haja um longo caminho a percorrer para a maioria dos edifícios anular a quantidade de dióxido de carbono que produzem, o conceito está ganhando força rapidamente e certamente se tornará a nova norma à medida que olhamos para um futuro não muito distante. E como arquitetos, designers e outros atores envolvidos na indústria podem contribuir para o design sustentável e a arquitetura net-zero?
Palácio Capanema, também conhecido como Ministério da Educação e Saúde, no Rio de Janeiro. Foto: Nelson Kon
Achou que já tinha visto, lido e ouvido tudo sobre Semana de 22? Pois o Betoneira Podcast abordou o tema por um viés diferente: da arquitetura. O convidado Guilherme Wisnik explicou como a antropofagia de Oswald de Andrade fundamentou a relação de Lúcio Costa e Niemeyer com Le Corbusier no projeto do Palácio Capanema, primeiro edifício público de arquitetura moderna no Brasil.
A importância do uso de tecnologias avançadas, como a realidade virtual (VR) no cenário arquitetônico, tornou-se cada vez mais evidente. Por mais bela que seja uma imagem renderizada, ela sempre carecerá da capacidade de transmitir plenamente a escala geral e a sensação de um projeto. Isso reforça ainda mais a necessidade de adotar essas tecnologias no campo profissional.
Arquitetos e arquitetas que optam por não utilizar a tecnologia de realidade virtual no processo de projeto acabam em desvantagem. Atualmente, a questão já não passa pela acessibilidade, uma vez que a VR está ao alcance de profissionais de todas as origens.
Rendering of the Colburn Center at the Colburn School. View from Hill Street West towards dance school entrance, adjacent park, and stairs leading up to Olive Street and public plaza.. Image Courtesy of Gehry Partners
A Colburn School, renomada escola de música e dança de Los Angeles, divulgou o novo projeto de Frank Gehry para o Colburn Center, uma expansão do campus de quase 10 mil metros quadrados que busca inspirar e promover organizações e artistas jovens da região. O centro servirá como um hub cívico no coração de LA para programas públicos e contará também com colaborações educacionais e performances com artistas locais e visitantes.