Há e sempre existiram mulheres arquitetas, planejadoras e políticas urbanas inspiradoras, mas em todo o mundo, as profissões de ambiente construído – e em particular seus escalões superiores – permanecem fortemente dominadas por homens, mais do que outras esferas, como educação ou saúde.
A crise climática tem acentuado as mudanças de quantidade de chuvas, provocando secas ou tempestades com grande volume de água, que resultam em enxurradas que podem causar um grande dano à infraestrutura urbana. Para combater isso, a cidade-esponja é uma solução que conta com uma infraestrutura verde para operar a infiltração, absorção, armazenamento e, até mesmo, purificação dessas águas superficiais.
É sabido que a indústria da construção está entre as maiores produtoras de CO2. Embora muito se tenha avançado na tecnologia e nos processos de projeto e construção, ainda há um longo caminho a percorrer para reduzir ao mínimo ou a quase zero as emissões de carbono no desenvolvimento dos habitats construídos.
Afinal, hoje em dia, por mais revolucionária que a indústria da construção possa parecer, ela é responsável por quase 40% das emissões de dióxido de carbono do mundo, das quais 11% são resultado da fabricação de materiais de construção como o aço, o cimento e o vidro.
Quais são as últimas tendências para reduzir as emissões tanto no projeto quanto na fabricação de materiais? Como a indústria deve avançar rumo ao caminho da arquitetura net zero? Estas são algumas das perguntas que queremos que você nos ajude a responder.
Seja se mesclando ou se destacando, incorporando transparência ou solidez, expressando aspereza ou suavidade, uma fachada é o meio pelo qual nos relacionamos com a arquitetura. Ela conta uma história e muitas vezes pode definir o tom para o restante do interior. Mas, além de definir uma experiência puramente visual, a envoltória de um edifício também deve ser prática, durável e ter a capacidade de gerenciar adequadamente as necessidades de iluminação e ventilação natural. Afinal, por ser o ponto de contato com o exterior, é responsável por mitigar os sons e fornecer proteção contra as condições climáticas, como vento, chuva, calor e umidade. Ao projetar uma fachada, é importante considerar um equilíbrio entre desempenho e uma bela estética. É claro que muitos materiais atendem com sucesso a esses critérios. Mas quando se trata de criar um ambiente confortável e cheio de luz, garantindo resistência, facilidade de instalação e versatilidade, as propriedades dos painéis de policarbonato translúcido parecem incomparáveis.
ESEColectivo é um estúdio de arquitetura composto por Belén Argudo, José de la Torre, Santiago Granda e Pablo Silva com sede em Quito, Equador. Seus interesses estão focados na experimentação de materiais alternativos de construção, com ênfase em tecnologias e lógica. Em seu processo de concepção, buscam conciliar estratégias sustentáveis de baixo impacto com as necessidades e limitações específicas de cada projeto, de modo que seus resultados sejam heterogêneos e diferentes no que diz respeito ao tipo de abordagem metodológica e técnica.
A experiência desta equipe não só foi construída a partir das suas obras como a Casa Endémica e a Casa do Corredor, mas também através de práticas colaborativas com ateliês de arquitetura, gestores culturais e projetos do gênero a nível local e internacional, levando ao desenvolvimento de documentação, pesquisa e divulgação arquitetônica. Consequentemente, eles criaram "La Parleta" - o primeiro podcast de arquitetura no Equador.
A cada fração de grau no aquecimento global, os impactos das mudanças climáticas se tornam mais intensos. No Sexto Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), 278 cientistas de 65 países mostram que, para que tenhamos a chance de manter ao alcance o limite de 1,5°C estabelecido pelo Acordo de Paris, o mundo deve atingir o pico de emissões de gases do efeito estufa (GEE) dentro dos próximos três anos.
https://www.archdaily.com.br/pt/980021/6-conclusoes-do-relatorio-do-ipcc-de-2022-sobre-mitigacao-das-mudancas-climaticasClea Schumer, Sophie Boehm, Taryn Fransen, Karl Hausker e Carrie Dellesky
The Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pelo arquiteto David Lee e pela arquiteta Marina Bourderonnet, o programa recebe diferentes profissionais do campo criativo em conversas espontâneas que abrem espaço para reflexões profundas e debates pessoais.
Uma variedade de temas é abordada com honestidade e humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros oferecem dicas para colegas designers, análises de edifícios e projetos, ou reflexões informais sobre o dia a dia e o design. O The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Esta semana, David e Marina analisam o polêmico painel do SCI-Arc, "Basecamp: How to be in an office" [Como agir em um escritório], e compartilham seus próprios conselhos sobre "como se portar em um escritório". A dupla discute a escolha do escritório ideal para se trabalhar; por que a ideia de se comprometer com um escritório está certa, mas também errada; por que os trabalhos paralelos (os famosos *side hustles*) não são a solução para honorários baixos e/ou salários defasados; por que apenas "fazer o trabalho acontecer" não basta; por que aceitar salários baixos não é apenas uma "escolha pessoal"; por que a profissão sofre com baixos salários e longas jornadas de trabalho; e as nuances do debate promovido pelo SCI-Arc.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134523/the-second-studio-podcast-uma-resposta-ao-basecamp-da-sci-arc-como-estar-em-um-escritorioThe Second Studio Podcast
Em 22 de março de 2022, ocorreu a vigésima nona comemoração do Dia Mundial da Água - enfatizando a crise hídrica que continua deixando as populações vulneráveis. E esta é uma questão extremamente multifacetada. Os governos infelizmente determinam o acesso à água, com pessoas marginalizadas desproporcionalmente afetadas. Além disso, as tipologias urbanas são outro fator. O bombeamento excessivo de fontes de água subterrânea para atender às demandas de água de Hanói, por exemplo, resultou na contaminação com arsênico nos poços das vilas do Vietnã.
No País dos Arquitectos é um podcast criado por Sara Nunes, responsável também pela produtora de filmes de arquitetura Building Pictures, que tem como objetivo conhecer os profissionais, os projetos e as histórias por trás da arquitetura portuguesa contemporânea de referência. Com pouco mais de 10 milhões de habitantes, Portugal é um país muito instigante em relação a este campo profissional, e sua produção arquitetônica não faz jus à escala populacional ou territorial.
Neste episódio Sara conversa com Márcio Kogan, Diana Radomysler e Suzana Glogowski, do Studio MK27, sobre o uso do muxarabi e as influências que o colonialismo português e o modernismo brasileiro na obra do escritório. Ouça a entrevista completa e leia parte da transcrição da conversa, a seguir:
Paris vem estampando manchetes há anos com suas diretrizes agressivas para melhorias urbanas anti-carro e pró-pedestre. Diante do aumento da poluição do ar e em uma tentativa de recuperar as ruas para meios alternativos de deslocamento, conforme descrito em seu plano para uma cidade de 15 minutos, a capital francesa é vista como líder em estratégias urbanas do futuro. Recentemente, o departamento de transportes fixou um prazo para as elevadas metas de eliminar o tráfego de suas ruas. Dentro de apenas dois anos, a tempo de a capital francesa sediar os Jogos Olímpicos, Paris planeja proibir o tráfego não essencial no centro da cidade, eliminando efetivamente cerca de 50% da mobilidade veicular. O que diz o plano? E como outras cidades poderiam utilizar esta estratégia para solucionar suas próprias questões urbanas?
Fundado em 1997, o escritório de arquitetura paulistano Andrade Morettin Arquitetos Associados começou com uma parceria entre Vinicius Andrade e Marcelo Morettin, que mais tarde incluiu os arquitetos Marcelo Maia Rosa e Renata Andrulis. O escritório hoje soma mais de duas décadas de história e uma ampla gama de atuações.
El poder de la Data - Render interior conceptual. . Image Cortesía de Online Lab of Architecture (OLA)
Dos NFTs e do Metaverso às vantagens produtivas da renderização em tempo real, este ano representa uma excelente oportunidade para discutir as últimas tendências no campo das visualizações.
Nesse sentido, queremos abrir o debate e conhecer suas respostas para as seguintes perguntas: Quanto podemos aprender com outras indústrias correlatas, como o cinema, os videogames e o design industrial? Como a arquitetura pode contribuir e avançar no mundo das visualizações?
Depois da água, o concreto é o material mais consumido do planeta e sua produção está crescendo substancialmente, devendo passar de 4,4 bilhões de toneladas, atingindo 5,5 bilhões de toneladas até 2050. Infelizmente, isso tem um enorme custo ambiental, contabilizando por quase oito por cento das emissões globais de carbono. Com esta estimativa de crescimento esperada, as partes interessadas da indústria da construção devem trabalhar na integração de materiais de construção sustentáveis e processos inovadores.
Modelo panóptico de prisão – intervenção própria sob imagem existente. Imagem via Friman/Wikimedia Commons, licença CC BY-SA 3.0
O presente ensaio busca convocar o campo da Arquitetura e Urbanismo à necessidade de refletir sobre a prisão. Ao pautar as crises urbanas, dificilmente se problematiza a existência dos espaços de encarceramento como parte – ou até mesmo geradora – das questões das cidades contemporâneas. No entanto, é posta aqui a premissa de que são, na verdade, centrais.
https://www.archdaily.com.br/pt/979143/releitura-critica-do-espaco-prisional-sob-a-otica-abolicionistaNara Albiero e Pedro Flosi Trama
O curso Arquitetura e Cidade no Brasil, ministrado pelo arquiteto, curador e professor Guilherme Wisnik, passa a integrar o catálogo de atividades EAD da plataforma Sesc Digital a partir do dia 31 de março. Inteiramente gratuita e livre, a atividade tem formato autoguiado e assíncrono, para ser assistido no ritmo do aluno.
O registro de Paul Clemence do MFO Park, em Zurique, é uma série fotográfica evocativa para o Archi-photo que demonstra a justaposição entre a casca metálica artificial e a natureza selvagem do próprio parque. Trepadeiras que se entrelaçam no esqueleto da estrutura criam um destino atraente, recuperando o terreno pós-industrial e substituindo-o por uma imagem renovada e cativante.
O MFO Park, em Zurique, é uma vibrante paisagem urbana na Suíça, implantada em um terreno utilizado por cerca de um século pela Oerlikon Machine Works (MFO). Saturado por entulho de construção e poluição durante um longo período de industrialização, o local foi transformado em um paraíso verde, complementado pelo vizinho e arborizado Oerliker Park, repleto de freixos. Oferecendo uma área diversificada de espaço aberto, o parque está disponível ao público para uma ampla gama de atividades e eventos, contando com a presença da 'Park House', um grande pavilhão aberto, e treliças envoltas por vegetação trepadeira.
Rio Pinheiros, São Paulo. Foto: Pixabay, via CicloVivo
O Programa Novo Rio Pinheiros anunciou os resultados das ações que o Governo do Estado de São Paulo está realizando para despoluir o rio, desde 2019. De acordo dados de janeiro da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente, houve uma melhora importante na oxigenação e a redução da matéria orgânica nas águas. Em junho de 2019, o governador João Dória prometeu despoluir o rio até 2022.
Seguindo o ambicioso projeto de promover ainda mais institutos culturais no país, a Xeica Al Mayassa bint Hamad bin Khalifa Al Thani, diretora da Qatar Museums anunciou que os escritórios OMA, Herzog & de Meuron, e ELEMENTAL irão projetar três novos museus em Doha que abordam os temas da arte islâmica, arte contemporânea, e evolução da indústria automobilística, respectivamente.
Whittier Heights Village. Foto: Low Income Housing Institute, via CicloVivo
Uma pequena comunidade de mini-casas foi construída em Seattle, nos Estados Unidos, com o objetivo de ajudar mulheres sem-teto a voltarem a ter um abrigo. O que torna o projeto ainda mais especial é o fato da chamada Whittier Heights Village, ter sido construída por mulheres voluntárias.
O local escolhido fica escondido entre um estacionamento de um banco e um complexo de apartamentos de quatro andares no bairro de Ballard. O lote cercado abriga 16 mini-casas (tiny homes, em inglês) capazes de abrigar temporariamente até 20 mulheres por vez.
Desde os primeiros rabiscos de um projeto, é imprescindível que as restrições estejam bem definidas. Isso guiará o projeto, tornando-o mais adequado ao local, às possibilidades dos proprietários e às condicionantes locais. Dentre as restrições mais comuns, reduzir o custo da obra talvez seja a mais comum. Conversamos com a equipe do VAGA, escritório sediado em São Paulo, sobre os desafios e as possibilidades que trabalhar em obras com orçamentos apertados impõem:
Após uma ampla restauração de cinco anos realizada pelo escritório David Chipperfield Architects e pela Generali, as icônicas Procuratie Vecchiena Praça de São Marcos reabriram para a cidade, com uma instalação do artista italiano Edoardo Tresoldi. Intitulada "Monumento", a obra responde às novas funções de caráter social apresentadas pelo vasto espaço, "renovando a linguagem da coluna monumental e os valores aos quais a sociedade aspira para refletir sua própria época".
Chandler Boulevard Bridge Home Village. Imagem cortesia de Lehrer Architects
A questão das pessoas em situação de rua é um problema persistente e alarmante, crescendo quase 17% em todo o país a cada ano. Diante do último censo de Los Angeles, que registrou um total de mais de 60.000 pessoas nessa situação — das quais quase 14.000 vivem nas ruas do centro da cidade —, uma intervenção urgente tornou-se necessária. O escritório Lehrer Architects, em parceria com a Secretaria de Engenharia de Los Angeles, desenvolveu um projeto comunitário inovador, transformando um lote urbano ocioso em microcasas (tiny homes) para a população local em situação de rua, utilizando abrigos modulares pré-fabricados (os chamados pallet shelters).
Quando o estimado Blair Kamin deixou o cargo de crítico de arquitetura do Chicago Tribune no início de 2021, a cidade ficou sem profissionais na cobertura diária de crítica em seus veículos de imprensa locais. Essa triste situação foi parcialmente corrigida recentemente, quando o Chicago Sun-Times anunciou que Lee Bey iniciaria uma coluna mensal de arquitetura. O escritor, historiador, fotógrafo e crítico traz uma vasta experiência para a nova função: ele foi crítico de arquitetura do Sun-Times por cinco anos no final da década de 1990, atuou como chefe de gabinete adjunto de planejamento e desenho urbano na gestão do prefeito Richard M. Daley, foi diretor de relações governamentais na SOM e lecionou no IIT. Seu livro mais recente é Southern Exposure: The Overlooked Architecture of Chicago’s South Side. Na semana passada, conversei com Bey sobre sua nova função, sobre como a cidade mudou desde sua última passagem como crítico e sobre a importância singular da arquitetura para Chicago.