No meio de um dos desertos mais áridos do mundo, localizam-se os aquedutos de Nasca. Eles compõem um sistema hidráulico que, há quase dois mil anos, demonstra avançados conhecimentos geológicos e hidrológicos, permitindo obter água tanto para o consumo humano quanto para a agricultura, gerando férteis oásis no deserto. Os Aquedutos de Nasca representam um sistema hidráulico único na América, seja por seu desenho característico, técnica construtiva, localização ou função. Eles são um testemunho excepcional da grande capacidade do ser humano na antiguidade de superar condições adversas, cujas soluções poderiam ser aplicadas à problemática climática dos nossos tempos.
No Dia Mundial da Bicicleta, celebrado no dia 3 de junho, a Prefeitura de São Paulo, em parceria com as empresas Tembici, Itaú Unibanco e iFood, lançou o primeiro projeto de bicicletas elétricas compartilhadas com sistema de estações fixas na capital paulista.
As 500 bikes elétricas começam a chegar ao sistema de forma gradual na semana passada, em modelo similar ao já em operação no Rio de Janeiro. Até o final do ano, o número deve subir para 1000 unidades. São Paulo possui 700 quilômetros de ciclovia e, conforme o Plano e Metas da Prefeitura, terá em dezembro de 2024 mil quilômetros.
Localizado na área entre a avenida Sachsendamm e a estação de trem S-Bahn Berlin Südkreuz, em Schöneberg, o novo complexo de uso misto EDGE Suedkreuz Berlin foi concluído no mês passado pelo/a arquiteto/a radicado/a em Berlim Sergei Tchoban e seu escritório Tchoban Voss Architekten, que conta com filiais em Hamburgo e Dresden. O complexo é composto por duas estruturas independentes: o edifício Carré, de maior porte, e o edifício Solitaire, menor. Juntos, eles ocupam uma quadra inteira. Trata-se atualmente do maior complexo de edifícios em estrutura híbrida de madeira da Alemanha e um dos maiores da Europa.
Para começar o dia com a mente relaxada, é fundamental contar com uma sensação natural de calma interior ou, na falta desta, com um refúgio tranquilo onde o estresse possa ser deixado da porta para fora. Em sua primeira colaboração, a Duravit e o designer Sebastian Herkner transformam o banheiro em um espaço de verdadeiro bem-estar – voltado para a purificação restauradora do corpo, da mente e da alma. Nesse ambiente, nada remete à rotina diária, pois a linha de banheiros Zencha nos transporta para longe, prestando homenagem à tradicional cerimônia do chá japonesa.
A Foster + Partners revelou seu mais recente projeto comercial na mundialmente famosa Shibuya Crossing, em Tóquio, no Japão. Apelidado de Loja de Departamentos Shibuya Marui, o empreendimento de varejo de nove andares deve se tornar um novo espaço para marcas que vendem um estilo de vida sustentável, adotando os mais altos padrões de sustentabilidade e princípios fundamentais de responsabilidade ambiental e bem-estar. O design da estrutura de madeira e a seleção de materiais reduzirão significativamente o carbono incorporado do edifício, ao mesmo tempo em que criarão uma experiência acolhedora e aberta para os visitantes.
"Os detalhes não são os detalhes. Eles fazem o design." -Charles Eames. A criação de espaços atraentes que antecipem as necessidades dos usuários depende de vários fatores: escala, circulação, funcionalidade e conforto. No entanto, as últimas décadas provaram que o apelo visual de um projeto também é muito importante para o espaço interno. Neste artigo, exploraremos o lado estético do design de interiores, analisando estilos populares em todo o mundo e como arquitetos e designers usam elementos como cores, móveis, acessórios e acabamentos para definir sua identidade espacial.
Todos os movimentos de arquitetura ao longo da história surgiram de mudanças na sociedade que exigiram um novo estilo que refletisse melhor a maneira como a tecnologia avançou e como as pessoas expressam suas crenças e valores políticos, religiosos e morais. Enquanto algumas mudanças ocorrem ao longo de um período de vários anos, outras são vivenciadas de maneira repentina. A Secessão de Viena foi, sem dúvida, o último caso. No final do século XIX, um grupo de artistas e arquitetos pretendia explorar o que a arte deveria ser no que se refere à restrições de influências globais que poderiam introduzir um novo modernismo.
E se tivésssemos que voltar ao início, a qual início seria? Os últimos dois anos nos marcaram como uma forte incisão na pele de todas e todos nós, mas, ao mesmo tempo, cada uma dessas marcas tem sido tão distinta e diversa que seria impossível dizer que passamos pela mesma situação. Na Faculdade de Arquitetura da UNAM, esses dois anos foram marcados por dois momentos-chave em nossa história: a própria pandemia de covid-19, que nos aproximou de novas maneiras de aprender e ensinar, e uma greve estudantil contra a violência de gênero, convocada por coletivos de estudantes mulheres, que se tornou a greve estudantil mais longa de que se tem registro nesta faculdade.
Soluções para apartamentos de pequena escala estão se tornando cada vez mais necessárias, haja vista a redução da área dos apartamentos que vêm sendo construídos nos centros das maiores cidades do país. O alto preço do solo, associado às legislações em vigor, tem estimulado a construção de unidades cada vez mais diminutas – o que pode, por vezes, ser associado a uma redução na qualidade de vida dos residentes.
Mas isso nem sempre é o caso, e o projeto arquitetônico pode desempenhar um papel fundamental em tornar uma pequena caixa de concreto e alvenaria em um lar agradável e que atenda às necessidades de quem lá habitará. A seguir, reunimos 10 exemplos de apartamentos entre 24m2 e 48m2 construídos no Brasil que convertem as limitações físicas em qualidades espaciais.
Cappadocia Spa Hotel por GAD ARCHITECTURE. Imagem cortesia de GAD ARCHITECTURE
Ao oferecer acomodação de curta permanência para viajantes, os hotéis representam um dos principais pilares do setor de hotelaria. Frequentemente, buscam criar um ambiente sereno, isolado do ritmo acelerado da vida urbana, sem deixar de representar a identidade local. Os hotéis-boutique constituem um subsegmento em ascensão no design hoteleiro. Trata-se de hotéis de pequeno porte, geralmente com 10 a 100 quartos e um design de interiores meticulosamente selecionado, que proporcionam uma experiência memorável aos seus hóspedes. De reformas históricas a hotéis contemporâneos construídos do zero, os projetos hoteleiros oferecem uma grande oportunidade para que arquitetos e arquitetas criem ambientes singulares voltados ao lazer e ao relaxamento.
A seleção com curadoria desta semana de Melhores Projetos Não Construídos destaca propostas enviadas pela comunidade do ArchDaily. Localizados nas florestas de Portugal, na costa da ilha grega de Creta ou nos desertos do Egito, esta seleção de projetos não construídos demonstra como as equipes de projeto respondem às condições locais para criar propostas que atendem às necessidades de turistas e viajantes.
No início da era do automóvel, suponha que Henry Ford e John D. Rockefeller tivessem perguntado como os planejadores urbanos poderiam aumentar a demanda por carros e gasolina. Considere três opções. Primeiro, divida a cidade em zonas separadas (moradia aqui, empregos ali, compras acolá) para criar viagens entre as zonas. Depois, limite a densidade para espalhar tudo e aumentar ainda mais as viagens. Terceiro, exija amplo estacionamento fora das vias em todos os lugares, para que os carros sejam a maneira mais fácil e barata de viajar.
A Global Designing Cities Initiative (GDCI) lançou um Guia Global de Desenhos de Ruas para ajudar urbanistas na difícil tarefa de incluir em seus projetos todos os atores dos cenários urbanos. A publicação se tornou uma referência e ganhou agora um guia especial, destinado às crianças. O guia Desenhando Ruas para Crianças, tradução para o português do original em inglês Designing Streets for Kids, já está disponível em diferentes idiomas, inclusive o português.
Muitos de nós concordamos com Roman Mars, do 99% Invisible, quando ele diz que "tendemos a não notar as coisas bem projetadas" – mas também concordamos que o design costuma ser considerado algo voltado apenas para alguns. Por isso, devemos nos perguntar o que é verdadeiramente democrático na questão do design – e, a partir daí, podemos ajudar a definir e a colaborar com a nossa visão para uma sociedade mais justa.
Sob a perspectiva do design e da arquitetura, podemos olhar para a democratização do design a partir de diferentes ângulos. Desde como incluir soluções de design para as necessidades diárias até como projetar de maneira inclusiva. Na base de tudo isso está a busca por respostas para melhorar a acessibilidade e a habitabilidade em nossas vidas.
Vitrines de lojas são o meio de comunicação com a clientela, a camada de transição entre a rua e o estabelecimento comercial. De seu surgimento no século II, no Império Romano, até hoje, muitas mudanças ocorreram até chegarmos nas vitrines atuais, que não exibem apenas produtos, mas também a identidade das marcas. Veja aqui o que considerar ao projetar uma vitrine.
O que entendemos por patrimônio? Essa é uma das principais questões levantadas por Alejandro Orellana, diretor do Relatos de Barrios, um projeto chileno que busca resgatar o valor patrimonial e histórico dos conjuntos habitacionais, destacando a dimensão comunitária por trás da vida de seus habitantes.
Um documentário e um livro são o resultado da experiência vivenciada com as “Casas para obreros CCU” em La Serena, posteriormente denominadas “Conjunto Habitacional Rengifo”. Projetado em 1957 pelo arquiteto Carlos Feuereisen Polanco e construído em 1958 por Negochea e Vergara, o complexo corresponde a uma tipologia característica da habitação na cidade.
O fenômeno da criação de novas cidades ao redor do mundo parece ganhar cada vez mais destaque na busca por amenizar os efeitos das mudanças climáticas, conter migrações massivas de população e fuga de intelectuais, ou melhorar a qualidade de vida oferecida por algumas cidades e que tem se tornando mais evidente após os períodos de confinamento produzidos pela pandemia, entre muitos outros motivos. Os urbanistas e profissionais da arquitetura, engenharia e outras disciplinas enfrentam, sem dúvida, grandes desafios onde vale a pena perguntar se devemos concentrar todos os nossos esforços na criação de novos centros urbanos ou antes focar a nossa atenção na melhoria das condições e na resolução dos problemas que já existem?
Olhando para o futuro do nosso ambiente construído, escolher somente uma abordagem simplesmente não funcionará. Questões como o aumento do nível do mar, das temperaturas e escassez de água nas comunidades urbanas precisam de soluções localizadas que levem em consideração questões de sustentabilidade, cultura e saúde pública. Tendo investigado infraestrutura vernacular em comunidades nativas para seu livro Lo-TEK. Design by Radical Indigenism, a designer Julia Watson é especialista em tecnologias locais baseadas na natureza que são inerentemente adaptáveis e resilientes. Conversamos com ela sobre o futuro de nossas cidades, materiais de construção e seu mais recente projeto para Our Time on Earth – uma exposição de cinco anos e turismo que acabou de abrir no Barbican Centre de Londres para investigar como ideias colaborativas e radicais da maneira como vivemos podem nos levar a um local muito melhor até o ano de 2040.
Alcançar o máximo aproveitamento dos espaços, reduzir a projeção de implantação das edificações e projetar uma distribuição ideal que atenda às necessidades de seus habitantes estão entre as demandas e os desafios enfrentados diariamente por arquitetos e arquitetas em todo o mundo. Por meio da utilização de materiais específicos, da definição da morfologia ou mesmo das condições geográficas e naturais do terreno, é possível adotar diversas estratégias para projetar residências com o conforto de que seus habitantes necessitam, ocupando a menor área possível.
A cidade espanhola de Valência está usando pictogramas para ajudar seus moradores autistas a atravessarem a rua com segurança. A medida teve início no bairro La Torre, onde estão sendo pintadas 44 faixas de pedestres.
Culinária e arquitetura são paralelas uma à outra. Combinando ingredientes para formar um todo, ambos os processos estão vinculados ao contexto cultural, à criatividade e ao significado. Podemos entender como as culturas mudaram através dos tempos observando as mudanças na culinária, e o mesmo pode ser dito da arquitetura. Em ambos os casos, os produtos finais são baseados na interação humana e ganham vida através da experiência.
Localizada em meio à vegetação, quase invisível para quem vê da rua, uma joia da arquitetura moderna brasileira se esconde no bairro paulistano do Jardim América. A Casa Zalszupin, projetada em 1960 pelo arquiteto polonês radicado no Brasil, Jorge Zalszupin, combina traços do modernismo local com influências que o arquiteto trouxe consigo da Europa, notadamente a arquitetura escandinava.
“Ninguém terá deixado de observar que com frequência o solo se dobra de tal maneira que uma parte sobe em ângulo reto com o plano do solo, e depois a parte seguinte se coloca paralela a este plano, para dar lugar a uma nova perpendicular, comportamento que se repete em espiral ou em linha quebrada até alturas sumamente variáveis”, diz Julio Cortázar em suas Instruções para subir uma escada.
De todos os elementos arquitetônicos existentes, as escadas sempre estiveram entre os mais interessantes e curiosos. Teóricos/as, arquitetos/as e escritores/as falaram sobre elas ao longo do tempo, compartilhando suas percepções e descrevendo seus diferentes aspectos. Este enigmático elemento, que muitas vezes é o protagonista de obras arquitetônicas emblemáticas, esconde muitas histórias e abriga tantas outras.
Na cordilheira dos Andes peruanos, a mais de 3.700 metros de altitude, está localizada a ponte suspensa de corda Q'eswachaka, declarada Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO. A ponte tecida à mão, que une as duas encostas sobre o rio Apurimac, tornou-se a última ponte inca em uso que sobreviveu à modernidade. Isso foi possível graças à transmissão da cultura e engenharia inca ao longo de suas gerações, que renovam a ponte todos os anos para sua conservação.
O premiado escritório londrino Jan Kattein Architects usa seus projetos arquitetônicos para concretizar oportunidades cívicas e espaciais. Desta forma, busca estabelecer um legado social e físico, alcançado ao adotar um processo de design aberto e interativo que responde positivamente às necessidades e aspirações dos clientes.
Ao permitir que o processo conduza cada projeto individualmente, seu método estimula uma arquitetura inovadora, buscando agregar benefícios através da educação, do crescimento econômico, das atividades culturais e uma maior coerência comunitária.