Para além de sua funcionalidade primária, as coberturas são um dos elementos mais fundamentais na estética de um edifício, podendo assumir diferentes formas, compostas por variadas estruturas e vedadas por diversos materiais. Mas, para além da estética, as coberturas precisam atender às condições climáticas de onde estão localizadas, considerando as mudanças periódicas em relação à chuva, sol e ventos.
Bergerheide / Iglesias Leenders Bylois Architects. Imagem cortesia de Vectorworks
O escritório de arquitetura Iglesias Leenders Bylois Architects (ILB Architects) começou a incorporar o uso de Modelagem de Informação da Construção (BIM). O maior defensor da metodologia é o arquiteto Meindert Leenders, que acredita que todo escritório de arquitetura deveria trabalhar com BIM:
“Não precisa ser um projeto grande. Pegue um caso real, defina algumas metas alcançáveis e tente desenvolvê-las em BIM." O ILB escolheu o 'Bergerheide' como projeto-piloto: uma proposta que consiste em três vilas urbanas em formato de parque, projetadas em colaboração com a construtora Dethier. As regras de colaboração foram claramente estabelecidas pelo diretor do projeto, Vlaanderen Bouwt vzw, proporcionando à equipe de arquitetura uma estrutura sólida para experimentar com o BIM.
O antigo aeroporto de Berlim-Tegel está previsto para ser reestruturado. O plano diretor inclui o Schumacher Quartier, um novo bairro residencial com 200 hectares de área verde, e um parque industrial de pesquisa para tecnologias urbanas, o Berlin TXL – a Urban Tech Republic. Além de criar um espaço para a indústria, os negócios e a ciência, o parque de inovação pretende pesquisar e testar tecnologias urbanas. O parque se concentrará em temas principais no desenvolvimento das cidades: o uso eficiente da energia, construção sustentável, mobilidade ecológica, reciclagem, controle de sistemas em rede, água limpa e aplicação de novos materiais.
Concéntrico é o já consagrado Festival Internacional de Arquitetura e Design de Logroño. Um evento sobre a cidade, aberto a moradores e visitantes, cuja principal proposta é descobrir e redescobrir os espaços de interesse do Centro Histórico, refletindo sobre o ambiente urbano por meio de diferentes propostas de instalações efêmeras, tanto de arquitetura quanto de design. Este ano, sua 8ª edição será realizada de 1 a 6 de setembro.
No mundo todo, as pessoas continuam se adaptando a novas formas de trabalhar, tornando a busca por mobiliário e equipamentos adequados — tanto para suas casas quanto para ambientes corporativos — mais relevante do que nunca. Além disso, é de vital importância encontrar opções que equilibrem estética, estilo pessoal e funcionalidade.
A Herman Miller, líder global em design inovador e soluções de mobiliário, anunciou o lançamento de uma cadeira de escritório inspirada no icônico design da cadeira Eames Shell. O escritório Studio 7.5 e a Herman Miller se unem novamente para revelar sua mais recente colaboração: a cadeira Zeph.
Augusto Malta, Demolição do Morro do Castelo, Rio de Janeiro, RJ, 1 de junho de 1922. Imagem cortesia da Biblioteca Nacional Digital Brasil, Fundação Biblioteca Nacional.
Na inauguração do Primeiro Congresso Brasileiro de Eugenia, em julho de 1929, o médico e antropólogo Edgar Roquette-Pinto dirigiu-se a um público preocupado com a questão de como um país tão vasto como o Brasil poderia aumentar e melhorar sua população da melhor forma. Para alcançar isso, Roquette-Pinto exaltou a "eugenia" como a nova ciência que, junto à medicina e à higiene, garantiria a eficiência e a perfeição da raça. Com as seguintes palavras, o cientista brasileiro sublinhou uma agenda positivista que trazia a arquitetura para o cerne do movimento eugênico — a chamada ciência do "melhoramento" racial: "É fundamental ressaltar que a influência [sobre a nossa raça] não provém do meio natural, mas sim do meio artificial, criado pelo homem." Com essas observações de abertura do Congresso, Roquette-Pinto chamou a atenção para o papel crucial que o ambiente construído desempenha no "melhoramento" do que ele chamava de "patrimônio biológico" da diversa população brasileira. Em seu convite à engenharia social, Roquette-Pinto apontou para o conluio genético-ambiental que se esperava trazer consigo a própria possibilidade de progresso.
Alinhada com a agenda de neutralidade climática até 2050 das Nações Unidas, a Câmara Municipal de Roma anunciou a criação de um laboratório intitulado “Laboratorio Roma050 – il Futuro della Metropoli Mondo”, um projeto proposto e liderado pelo arquiteto italiano Stefano Boeri, que visa desenvolver uma visão ecológica para Roma até 2050. O projeto de regeneração urbana é composto por 12 jovens arquitetos e urbanistas com menos de 35 anos, juntos de 4 arquitetos renomados, como mentores, que têm experiência com estudos e pesquisas sobre a capital italiana.
Após dois anos de disputas judiciais, o vencedor da medalha de ouro AIA 2020, Marlon Blackwell, e a HBG Design chegaram a um acordo para o infame caso do Saracen Casino. A empresa premiada alegou que era responsável pelo projeto do Saracen Casino em Pine Bluff, Arkansas, no entanto, a HBG Design, uma empresa de design de Memphis contratada pela Blackwell para realizar o projeto legal, é que estava recebendo os créditos. Depois de realizar um extenso trabalho de design de 2017 a março de 2019 e ser abruptamente desligada do projeto, a HBG foi processadas pela MBA por “violação à propriedade intelectual, responsabilização como terceiro interessado (attribution), interferência indevida em relação alheia (tortious interference), violação contratual e enriquecimento sem causa”.
Embora o caso tenha sido resolvido, a batalha é mais um episódio no atual debate sobre propriedade intelectual na arquitetura e as implicações legais entre autores do projeto arquitetônico e firmas contratadas para assinar o projeto legal.
Estamos muito animados em compartilhar uma grande notícia: em breve lançaremos nosso primeiro livro, The ArchDaily Guide to Good Architecture [O Guia ArchDaily para uma Boa Arquitetura].
Em parceria com a renomada editora internacional gestalten, tiramos um tempo para recordar os mais de 40.000 projetos publicados nos últimos 15 anos, buscando identificar suas contribuições e responder à ousada questão do que é uma boa arquitetura. A grande abrangência do ArchDaily é um reflexo de quão importante é a arquitetura hoje, à medida que a complexidade cada vez maior do nosso mundo impõe cada vez mais pressão e demandas ao nosso ambiente construído. Para lidar com questões como a crise climática, escassez de energia, densidade populacional, desigualdade social, escassez de moradias, urbanização acelerada, identidade local e falta de diversidade, a arquitetura precisa se abrir.
A fotografia de arquitetura tem sido historicamente um gênero dominado por homens, assim como a própria arquitetura e a indústria da construção em geral. Mas esse cenário está mudando rapidamente. Alguns dos maiores nomes da fotografia de arquitetura muntial agora são mulheres e no campo nacional, não é diferente. Ao enfrentar barreiras de gênero, sendo uma das principais dificuldades a exposição ao espaço público em horas não usuais, carregando equipamentos valiosos — como a fotógrafa Ana Mello já afirmou em entrevista — essas profissionais estão rompendo paradigmas e eternizando as obras com seus olhares aguçados e sensíveis.
Profissionais de arquitetura assumem uma responsabilidade significativa ao conceber projetos que devem ser bem-sucedidos não apenas para seus clientes, mas para qualquer pessoa que habite ou seja impactada por seus espaços. Temas como sustentabilidade, inclusão social, oportunidades econômicas e equidade urbana global têm estado constantemente em pauta nos últimos anos, resultando em uma nova abordagem holística de projeto para um futuro melhor, que muitos vêm chamando de métricas Ambientais, Sociais e de Governança, mais conhecidas como ESG.
O escritório Snøhetta revelou o projeto de sua maior obra no Japão até o momento, o Shibuya Upper West Project, desenvolvido para a Tokyu Corporation, L Catterton Real Estate e Tokyu Department Store. O projeto busca oferecer experiências culturais em sintonia com o vibrante distrito de Shibuya, em Tóquio, conhecido por suas multidões movimentadas, grandes telas e pelo cruzamento em frente à Estação de Shibuya Hachikō. A torre de 36 andares incluirá um complexo cultural, espaços comerciais, um hotel contemporâneo e residências para aluguel.
Vista externa do hospital l’Eau Vive, Soisy-sur-Seine, França, anos 1960. Imagem cortesia dos Arquivos de Nicole Sonolet, coleção de Christine de Bremond d’Ars
O que significaria projetar edifícios que transcendam a contabilidade econômica da biopolítica liberal, oferecendo, em vez disso, uma lógica inteiramente diferente para a promoção da saúde? Nos anos em que Michel Foucault conceituou o termo biopolítica, ele fazia parte de uma constelação de pesquisadores/as e arquitetos/as que desenvolveram práxis de cuidado que definiam o valor da vida e de sua manutenção por meio de um cálculo baseado no desejo. As instituições do Estado de bem-estar social da arquiteta Nicole Sonolet, em particular — hospitais psiquiátricos, conjuntos de habitação social e novas tipologias de aldeias construídas principalmente na França do pós-guerra e na Argélia pós-colonial, entre as décadas de 1950 e 1980 —, foram projetadas não apenas para apoiar, mas para centralizar as necessidades de pessoas frequentemente excluídas dos processos de projeto. Os centros de saúde mental de Sonolet para residentes do 13º arrondissement de Paris, em especial, foram projetos fundamentais para a descoberta de uma prática projetual vinculada à prestação do cuidado em si.
The Smile. Imagem cortesia de Alison Brooks Architects.
A arquiteta estabelecida em Londres Alison Brooks nasceu e cresceu no Canadá, onde estudou arquitetura na Universidade de Waterloo, em Waterloo, Ontário. Após se formar em 1988, partiu para Londres, onde, depois de trabalhar com o designer Ron Arad por sete anos, fundou o escritório Alison Brooks Architects em 1996. Suas obras mais representativas incluem o Accordia Brass Building em Cambridge (vencedor do Stirling Prize), o Cohen Quad do Exeter College em Oxford, o pavilhão The Smile para o London Design Festival de 2016 e diversas residências unifamiliares expressivas em Londres: VXO House, Fold House, Lens House, Mesh House e Windward House.
Entre os projetos atuais do escritório estão o The Passages em Surrey, no Canadá; o Homerton College em Cambridge, além de outros projetos residenciais e culturais no Reino Unido e na América do Norte. Este mês, a proposta do escritório foi selecionada para a lista de finalistas do LSE Firoz Lalji Global Hub e do Institute for Africa, em Londres. Junto ao escritório nigeriano Studio Contra, a equipe liderada pelo ABA foi uma das seis finalistas escolhidas entre 190 propostas internacionais.
A edição de 2022 da Shenzhen Fashion Home Design Week (doravante denominada "Semana de Design") chegou ao fim com sucesso. Em meio aos desafios impostos pela pandemia, o ArchDaily, em parceria com a MEFine, apresentou o fórum temático "Um Passo à Frente: Reflexões Contemporâneas sobre o Habitar". Integrado ao "Design Loud" — espaço de debates focado em design e criatividade idealizado pelo Design Dome —, o evento foi concluído com êxito, deixando reflexões marcantes.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134773/forum-archdaily-x-shenzhen-creative-home-design-week-um-passo-a-frente-reflexoes-contemporaneas-sobre-o-habitarDai Le
Plano Diretor para o Terminal Rodoviário Port Authority New York New Jersey Midtown. Imagem cortesia de Foster + Partners
A Autoridade Portuária de Nova York e Nova Jersey anunciou a escolha de Foster + Partners e da empresa de design multidisciplinar A. Epstein and Sons International Inc, com sede nos EUA, para repensar o terminal de ônibus de Manhattan, o mais movimentado do mundo. O projeto visa expandir a sua capacidade, substituindo o antigo terminal de ônibus de 72 anos por uma nova instalação de padrão internacional. O novo terminal será projetado para oferecer a melhor experiência ao usuário, atendendo às necessidades de transporte público da região no século XXI, ao mesmo tempo em que impulsiona a comunidade ao redor e permite a remoção de ônibus intermunicipais das ruas locais.
A consultoria digital japonesa Gluon planeja preservar no metaverso a Nakagin Capsule Tower em Tóquio, um dos exemplos mais representativos do Metabolismo japonês de Kisho Kurokawa. O "3D Digital Archive Project” está usando uma combinação de técnicas de medição para registrar o icônico edifício em três dimensões e recriá-lo no metaverso. A torre encontra-se em fase de demolição devido ao estado precário da estrutura e à incompatibilidade com as normas sísmicas vigentes, bem como ao estado geral de decadência e falta de manutenção.
O Laboratorio Arte Alameda (LAA) –espaço da Rede de Museus do Instituto Nacional de Bellas Artes y Literatura (Inbal)– em colaboração com a Fundación Telefónica, apresenta Joanie Lemercier. Paisajes de luz, primeira exposição individual de Joanie Lemercier, artista de origem francesa, no México. A proposta oferece "um percurso por diferentes paisagens que transportam desde a contemplação de linhas abstratas depuradas e o fascínio provocado por majestosas montanhas virtuais geradas por computador, até a preocupante realidade de uma natureza superexplorada."
https://www.archdaily.com.br/pt/1134648/joanie-lemercier-apresenta-a-instalacao-paisagens-de-luz-no-laboratorio-arte-alameda-cidade-do-mexicoArchDaily Team
Ao longo dos anos, as configurações urbanas foram mudando e assumindo novas formas. Os espaços de trabalho tornaram-se mais flexíveis, os escritórios em casa são comuns e os crescentes custos na construção levaram a mudanças na forma como as edificações são concebidas e construídas, nos direcionando para áreas externas públicas e comunitárias destinadas à atividades de lazer e encontros sociais. Nossos estilos de vida em constante transformação estão, portanto, moldando uma nova paisagem urbana que influencia na maneira como concebemos e usamos esses espaços. Entretanto, algumas tipologias menores e muitas vezes não reconhecidas persistiram e permanecem tão necessárias como sempre foram.
Estes não são lugares de função definida, mas abrigam instâncias valiosas em nosso dia-a-dia. São os espaços intersticiais (ou intermediários) que atuam como amortecedores e conectam nossos espaços privados aos edifícios ou ambientes públicos e funcionais. São os corredores, áreas de espera, elevadores, escadas, entradas e outras zonas de transição que entrelaçam nosso ambiente construído.
https://www.archdaily.com.br/pt/987010/espacos-intersticiais-e-vida-publica-pequenas-intervencoes-que-tecem-nosso-ambiente-construidoHana Abdel & Paula Pintos
As últimas duas décadas mostraram ao mundo novas maneiras de viver como resultado de diferentes mudanças sociais, econômicas e ecológicas. Naturalmente, essas mudanças chegaram à arquitetura e à prática urbana, provocando novos conceitos dentro das tipologias tradicionais. Ao projetar um espaço, independentemente de sua função, sempre se priorizaram as necessidades dos usuários, garantindo-se a praticidade e funcionalidade, mas, recentemente, palavras-chave como flexibilidade, privacidade, inclusão e consciência ecológica tornaram-se forças motrizes por trás dos processos de design. Neste Interior Focus, veremos como as cidades atuais e as tendências de vida em todo o mundo reformularam o design de interiores e introduziram modificações nas tipologias típicas.
Neste dia 19 de agosto, celebra-se o Dia Internacional da Fotografia. Para homenagear a data, apresentamos os registros vencedores do recente concurso fotográfico "Interculturalidade e Patrimônio Habitado".
O A' Design Awards — a principal competição internacional anual de design com júri do mundo — foi criado para promover e reconhecer os melhores trabalhos de design de todos os países e em todas as disciplinas criativas. A premiação conta com 100 categorias principais, incluindo Design de Arquitetura, Edificações e Estruturas, Design de Interiores e Exposições e Design de Mobiliário, além de outras relacionadas às áreas de Iluminação, Paisagismo, Materiais de Construção, entre muitas outras. A edição deste ano já está com inscrições abertas; profissionais de design podem inscrever seus projetos aqui.
Entre todas as tendências inusitadas de design de interiores residencial que estão voltando com força, o poço de conversa — ou espaço de conversa rebaixado — é talvez uma das mais inesperadas. Esse famoso elemento dos anos 1970, simultaneamente retrô e moderno, oferece um refúgio acolhedor na residência, totalmente livre das distrações da televisão e do cinema. Longe de ser um local para se conectar a dispositivos eletrônicos, trata-se de uma ampla área projetada para que as pessoas se sentem e conversem de verdade — um espaço de que, talvez, todos nós precisemos atualmente.