"Harmonious Contradiction" é a terceira e última exposição de verão na Sotheby's East Hampton Gallery Nova York e a primeira colaboração entre a MASA e a Sotheby’s. Trata-se de uma exposição coletiva – que acontecerá de 24 de agosto a 18 de setembro – na qual são apresentados oito artistas contemporâneos que produzem obras de piso em latão e bronze polido da Masa Gallery – com sede na Cidade do México – em diálogo com uma seleção de obras contemporâneas e do pós-guerra sob a curadoria da Sotheby's.
Artifício da decoração de interiores, a determinação de pontos focais nos ambientes oferece dinamismo, personalidade e ativa ambientes internos e externos a partir do destaque de objetos decorativos ou de elementos construtivos. Veja a seguir o que é e como usar no projeto e decoração da sua casa.
A visualização em tempo real é uma excelente ferramenta para criar renderizações impressionantes e otimizar fluxos de trabalho em projetos de arquitetura e design. Ela se integra diretamente ao seu software CAD, permitindo visualizar o projeto enquanto ele é desenvolvido.
Além de gerar renderizações de alta qualidade, sua velocidade e facilidade de uso são alguns dos motivos pelos quais muitas empresas a integraram aos seus fluxos de trabalho. Veja a seguir como a visualização em tempo real beneficiou estas três empresas.
A borracha de pneus descartados pode substituir 100% dos agregados convencionais usados na fabricação de concreto. É o que descobriram os engenheiros da RMIT University, em Melbourne, na Austrália. O concreto fabricado com o material atende aos códigos de construção e prometendo ser um impulso para a economia circular.
O “concreto mais verde” usa a borracha de pneus que já não são mais usados no lugar de cascalho e brita. Segundo a equipe que desenvolveu o material, o novo concreto é mais leve e tem potencial para promete reduzir significativamente os custos de fabricação e transporte.
O novo complexo de apartamentos projetado por Venhoeven CS e DS Landschapsarchitecten destaca-se pelo objetivo de estimular a biodiversidade. Localizado em um lote de quatro acres no Sluisbuurt, em Zeeburgereiland, Amsterdã, o complexo incluirá 82 residências, garagem e espaços comerciais. O projeto de integração com a natureza dedica atenção especial ao desenho de coberturas verdes, terraços e fachadas para criar microambientes para a flora e a fauna locais, além de otimizar o consumo de energia.
Fundado em Xangai em 2013, o escritório genarchitects realiza uma ampla gama de projetos de design sob a liderança de seus/suas três arquitetos/as diretores/as: Fan Beilei, Kong Rui e Xue Zhe. A prática projetual e a pesquisa acadêmica do genarchitects têm sido amplamente publicadas em periódicos acadêmicos e mídias especializadas, como as revistas Architectural Journal, World Architecture, Time+Architecture, New Architecture e Architecture China, além de figurarem em diversas publicações profissionais de editoras internacionais de prestígio, como Thames & Hudson (Reino Unido), Birkhäuser (Alemanha), Images Publishing (Austrália) e China Architecture & Building Press. O projeto recentemente concluído “Escola de Educação de Adultos de Dingshu” foi destaque de capa na edição 05/2022 da Architectural Journal. Outras obras construídas do escritório também foram convidadas a participar de exposições relevantes, como a Bienal de Arquitetura de Veneza, a Exposição de Arquitetura China-Europa, a Exposição de Arquitetura Chinesa Contemporânea na Universidade de Harvard e a Bienal de Arte e Espaço Urbano de Xangai (SUSAS).
Os/as arquitetos/as diretores/as do genarchitects atuam atualmente como professores/as convidados/as de projeto no Departamento de Arquitetura da Universidade de Tongji, participando do ensino de projeto na classe experimental para talentos inovadores interdisciplinares. Também atuaram como críticos/as convidados/as na Universidade de Southeast, na Universidade de Tianjin e na Academia de Artes da China, além de terem proferido palestras acadêmicas em renomadas instituições e escolas de arquitetura, como a Universidade de Tongji, a Universidade de Nanjing, o Centro de Estudos de Xangai da Universidade de Hong Kong, o TEDx e o Museu de Arte Contemporânea de Xangai (PSA).
As discussões sobre a forma arquitetônica demonstram como a deficiência está marcada negativamente no campo da arquitetura. Na teoria e na história da arquitetura, "forma" geralmente se refere à essência física e à configuração de uma obra arquitetônica. Na concepção moderna de forma, trata-se de uma qualidade que surge da atividade projetual, de maneiras que podem ser transmitidas às percepções do/a observador/a da arquitetura. A forma estabelece um elo entre as criações físicas do/a arquiteto/a e a recepção estética dessas obras. Ela ocupa um lugar central na compreensão geral da disciplina: a ideia do/a arquiteto/a como "configurador/a de formas", entre tantas outras expressões, transmite o sentido de uma atividade fundamental e do papel estético da forma na arquitetura — o que os/as arquitetos/as criam e como as pessoas percebem as obras arquitetônicas.
O apartamento de Josh e Matt personifica seu estilo de "maximalismo curado". Imagem cortesia de Josh and Matt Design
Os anos 2020 chegaram, e a Geração Z anuncia sua chegada ao mundo com perspectivas ousadas e uma estética ainda mais audaciosa. Experimentando constantemente suas próprias identidades, esses jovens cresceram em uma internet repleta de opiniões e atravessaram o período caótico dos lockdowns da pandemia, trazendo consigo uma mudança cultural na qual formas orgânicas, elementos coloridos e padrões contrastantes dominam a arte, a mídia, a moda e o design de interiores. Esta tendência afasta-se do minimalismo outrora dominante, transformando a famosa frase de Robert Venturi em seu próprio lema: “menos é tédio”.
Palacete abandonado de Margarida Bonetti. Ao fundo, vê-se o Edifício Louveira de oão Batista Vilanova Artigas e Carlos Cascaldi. Imagem: Divulgação. Image
Em 7 de junho de 2022 foi lançado o podcast A Mulher da Casa Abandonada, que narra a história real de uma mulher da aristocracia brasileira que escapou de um julgamento nos Estados Unidos nos anos 2000, causando grande comoção ao longo dos quase 2 meses em que os episódios foram lançados. Dos elementos que compõem a narrativa, a casa e o bairro acabaram por se tornar importantes coadjuvantes da história, e de sua repercussão, ilustrando e escancarando como nossa sociedade, e território, são moldados a partir do racismo estrutural.
O apartamento de Josh e Matt incorpora seu estilo de "maximalismo com curadoria". Imagem cortesia de Josh e Matt Design
Com o início da década de 2020, a Geração Z está visivelmente reivindicando seu lugar no mundo com perspectivas e estética ainda mais ousada. A Geração Z experimenta orgulhosamente diferentes identidades, tendo crescido em uma internet opinativa e confusos lockdowns. Eles estão em busca de uma mudança cultural com formas orgânicas, elementos coloridos e padrões conflitantes que dominam a arte, a mídia, a moda e o design de interiores. A tendência está afastando o minimalismo outrora reinante, gritando que menos é um tédio, como já dizia Venturi.
Um dos grandes desafios que arquitetos e arquitetas enfrentam diariamente no momento de projetar começa com a definição do local de implantação do projeto. Isso envolve o estudo e a análise de uma série de fatores, desde a insolação, a topografia e a vegetação circundante até o contexto — variáveis capazes de guiar ou definir os rumos da arquitetura a ser desenvolvida.
O curso de pós-graduação da Escola da Cidade – Geografia, Cidade e Arquitetura recebeu Gabriela Carrillo para uma série de aulas. Em março de 2022, o Coletivo Feminista Carmem Portinho entrevistou a arquiteta, que nesse primeiro semestre de 2022 foi curadora, junto a Loreta Castro Reguera, do módulo México.
Gabriela é formada e acadêmica da Faculdade de Arquitetura da UNAM, onde lidera o Seminário de Investigações e Titulação Estúdio RX, é membro do Sistema de Criadores de Arte do FONCA e membro da Academia de Arquitetura desde 2020, também levou o prêmio Architect of the Year 2017 pela The Architectural Review e pela Architectural Digest México em 2020. Leia a entrevista a seguir.
O Alexander Team e a empresa de desenvolvimento imobiliário do metaverso Everyrealm, anunciaram o lançamento de "The Row", uma comunidade imobiliária do metaverso exclusiva para membros, com arquitetura projetada por artistas de renome mundial. The Row será lançado na plataforma Mona de construção de mundos do metaverso e contará com uma série limitada de 30 marcos arquitetônicos em 3D, cada um vendido como NFT projetado por artistas como Daniel Arsham, Misha Kahn, Andrés Reisinger, Alexis Christodoulou, Six N. Five e Hard.
Skyline de São Paulo. Foto de Thomas Hobbs, via Flirck. Licença CC BY-SA 2.0
Até meados da década de 1950, o Brasil era um país de população predominantemente rural, com menos de 30% dos habitantes vivendo em áreas urbanas. Entretanto, com o acelerado processo de industrialização, o país vivenciou um grande êxodo rural na transição de um modelo agrário-exportador para um modelo urbano-industrial, modificando drasticamente a paisagem de suas cidades em menos de 50 anos. Como consequência dessa rápida transformação produziu-se um modelo de urbanização predatório e desigual e é nesse contexto que surge o Estatuto da Cidade.
O arquiteto Félix Candela – de nacionalidades espanhola e mexicana – é um dos arquitetos do século XX mais reconhecidos mundialmente por construir uma trajetória que explorou o concreto armado por meio de diferentes experimentos que resultaram nas famosas cascas, elementos estruturais e de design que sustentam muitas de suas obras, tais como o Pavilhão de Raios Cósmicos na UNAM, Cidade do México (1951); a Capela de Palmira em Cuernavaca (1958); o Restaurante Los Manantiales, Xochimilco (1958); e o Palácio dos Esportes para os Jogos Olímpicos de 1968 na Cidade do México.
A flexibilidade dentro de um espaço surge como um conceito arquitetônico que segue as transformações da sociedade. Como o arquiteto americano Frank Lloyd Wright disse: "arquitetura é vida; ou pelo menos é a própria vida tomando forma e, portanto, é o registro mais verdadeiro da vida como foi vivida no mundo ontem, como é vivida hoje ou sempre será vivida." Nesse sentido, mudar o layout de uma cozinha vai além de meros ajustes estéticos; Isso reflete a maneira como as pessoas viverão. A abertura da cozinha fechada tradicional cria um espaço mais flexível no qual diferentes atividades compartilham uma conexão visual sem barreiras estruturais.
A retirada das paredes da cozinha permite maior interação dentro das áreas e dá lugar à fluidez em todo o espaço. O design de uma cozinha aberta envolve o uso de tipos específicos de produtos - cada um com seu próprio material, estilo e uso - que se adaptam às dimensões e necessidades de uma casa. Neste artigo, fornecemos uma seleção de produtos que podem ser encontrados na categoria "Cozinha" do Architonic.
Varanda fechada em vidro. Foto via Matison.se, usada sob termos de "fair use"
Vemos, nas cidades brasileiras, novas edificações residenciais sendo construídas com varandas em balanço, isso é, além do perímetro da edificação, avançando sobre os recuos mínimos exigidos (no Rio de Janeiro, sobre os afastamentos). Porém, o que temos visto nos últimos anos é um movimento crescente de fechamento dessas varandas com painéis de vidros e, consequentemente, o aumento dos compartimentos contíguos a eles. Mas qual seria o motivo deste fechamento? Se há necessidade de se aumentar os compartimentos, por que já não são projetados assim?
https://www.archdaily.com.br/pt/987252/o-fechamento-de-varandas-como-artificio-de-vendaDavid Cardeman e Rogerio Goldfeld Cardeman
O que acontece quando ruas, praças e prédios começam a desaparecer em uma cidade?
Este é o caso de Cerro de Pasco, capital do distrito de Chaupimarca e da província de Pasco, localizada 4.380 metros acima do nível do mar nas terras altas dos Andesperuanos. É neste lugar que a constante expansão da prática de mineração "a céu aberto" tem devorado o tecido urbano, resultando em danos permanentes ao território à medida que seus espaços públicos, bens tombados e, consequentemente, sua história, desaparecem.
Toda cidade é um ambiente complexo, reunindo pessoas, culturas, arquitetura, comércio e até a natureza. Ao vivenciar uma cidade, muita atenção é dada à sua aparência, mas isso não é tudo. A teoria do design sensorial visa ir além da visão e explorar a riqueza do ambiente construído por meio de texturas, cheiros e sons. Para as autoridades e urbanistas da cidade, muita atenção geralmente vai para a paisagem visual e sonora de uma cidade, mas em termos de odor, o foco está principalmente no gerenciamento de resíduos ou na limpeza de áreas insalubres. No entanto, o olfato, tão frequentemente negligenciado, está fortemente ligado à criação de memórias afetivas. O sentido contribui para nossa compreensão do mundo; revela práticas culturais de outra forma ocultas, e completa a experiência de um ambiente.
Ao longo dos anos, o design de interiores vem evoluindo de acordo com as necessidades emergentes mas, acima de tudo, em sintonia com as experiências que busca evocar no/a usuário/a. Nos últimos dois anos, fomos testemunhas de uma mudança radical e de um interesse especial por esse tema, já que a pandemia nos obrigou a prestar atenção redobrada à configuração dos lugares que habitamos. Isso trouxe consigo projetos muito mais integrados que buscam atender ao bem-estar do/a usuário/a, combinando cores, experiências sensoriais, tecnologia e elementos naturais que promovem a saúde.
As áreas verdes são consideradas uma das formas mais adequadas e acessíveis para mitigar os efeitos do aumento das temperaturas nos ambientes urbanos. À medida que o clima global aquece, as cidades em todo o mundo enfrentam ondas de calor mais frequentes e extremas, colocando seus cidadãos em risco. Muitas cidades estão adotando estratégias para reduzir o impacto das ilhas de calor urbanas, que são geradas quando a cobertura natural do solo é substituída por superfícies que absorvem e retêm calor, como pavimentos e edifícios. Isso aumenta a temperatura em vários graus. As cidades têm seu microclima, influenciado por esse fenômeno aliado a uma série de fatores muitas vezes esquecidos. Para que uma estratégia climática seja eficiente, todos os fatores precisam ser levados em consideração.
JULIA GUARINO FICHTER, Primer arquitecta recibida en Uruguay, Revista Mundo Uruguayo Nº2049 (31/07/1958), pág.6 (ejemplar del IHA). Tomado para Nómada Uy. Image Cortesía de Medios Audiovisuales FADU - UdelaR
Nascida em 17 de julho de 1897, Julia Guarino Fiechter tornou-se a primeira mulher a obter o título de arquiteta no território uruguaio, por volta de 1923. Embora fosse natural de Éboli, na província de Salerno, Itália, cresceu e desenvolveu toda a sua vida profissional no Uruguai após se formar na Faculdade de Arquitetura da Universidade da República, atuando também como desenhista e professora.
A socialização humana possui um grande vínculo com a refeição. Seja para sentar-se ao redor de uma mesa ou na hora de preparar um alimento, a interação que surge a partir do ato de cozinhar se torna ainda mais gostosa quando o espaço favorece o bem-estar. Além disso, a forma como as receitas são preparadas fazem toda a diferença, seja no fogão a lenha ou numa churrasqueira, cada um traz o seu tempero para essa atividade, assim como o forno a lenha.
A pergunta-título deste artigo parte da dedução de que, se as cidades — nos moldes modernos — são entes espaciais possuidores de um ponto originário e demarcatório de desenvolvimento, logo, as mesmas também detêm um ponto (ou linha) equivalente de finitude. A questão poderia ser sanada de imediato ao se valer da cartografia. Sob a ótica administrativa e organizacional, mapas permitem, de certo modo, definir a extensão de todo e qualquer aglomerado urbano. Contudo, os limites arbitrados por bases de representação escalar não dão conta de derrogar a reflexão, pois o senso de apreensão da cidade é muito mais complexo. Como elabora Ferrão (2003), numa fala que abarca, para além da geografia e arquitetura, a dimensão sociopolítica da matéria: a cidade é um “objeto de contornos cada vez mais invisíveis.”
https://www.archdaily.com.br/pt/985913/onde-comeca-e-onde-termina-uma-cidadeJoão G. Santos