O Mies Crown Hall Americas Prize (MCHAP) divulgou os quatro projetos finalistas desenvolvidos por práticas emergentes nas Américas para o MCHAP.emerge 2022, a quarta edição do prêmio.
Selecionados dentre um conjunto de 50 propostas, os quatro escritórios finalistas apresentarão seus trabalhos no próximo dia 21 de setembro no Illinois Institute of Technology, em Chicago, antes do anúncio oficial ser feito no mesmo dia. Além deste, o vencedor do prêmio principal MCHAP 2022 será anunciado em abril de 2023.
Após um hiato de três anos devido à pandemia, o festivalBurning Man está de volta ao deserto de Black Rock, no estado de Nevada. De 28 de agosto a 5 de setembro, o festival receberá milhares de participantes para celebrar a música e a arte em uma metrópole temporária dedicada à "comunidade, arte, autoexpressão e autoconfiança". Para celebrar a edição de 2022, relembramos algumas das melhores instalações construídas nas edições anteriores do Burning Man.
Como parte de uma nova colaboração entre os escritórios sediados na Cidade do México, o Esrawe Studio e Francisco Pardo apresentam um novo projeto intitulado "Comunidade Biodinâmica". Localizado em Los Altos de Jalisco, no México, o complexo será construído em um terreno de 820.000 metros quadrados e terá uma área construída total de 29.700 metros quadrados.
Nos últimos anos, a madeira tem ganhado espaço como um material de construção renovável, versátil e esteticamente atraente. Sua resistência, facilidade de manuseio e propriedades isolantes lhe conferem vantagens que outros materiais não conseguem alcançar, tornando-a uma alternativa cada vez mais utilizada por designers, arquitetos/as e construtores/as. No entanto, embora apresente múltiplos benefícios, ela também é suscetível a processos de degradação e apodrecimento, exigindo cuidados de preservação diante da passagem do tempo ou de outras ameaças externas.
Como resposta a esses problemas de durabilidade, antigamente existiam duas possibilidades: aplicar tratamentos químicos ou utilizar madeiras duras tropicais. Enquanto o primeiro caminho gera toxinas nocivas, o segundo incentiva o desmatamento em um contexto de mudança climática. Desse modo – e diante de uma maior demanda pelo material –, foram desenvolvidos métodos alternativos para protegê-lo. Um deles é a acetilação, um processo não tóxico que, além de oferecer alto desempenho, reduz significativamente o impacto ambiental.
Torre en PNC Plaza / Gensler. Image Cortesía de Gensler - Chris Leonard
Seja para uma fachada, janela ou porta, escolher o vidro mais adequado para uma construção pode ser uma decisão complexa. Acompanhando os recentes avanços tecnológicos, as melhorias na fabricação do material resultaram em uma ampla gama de alternativas, que vão desde vidros em uma grande variedade de cores até vidros de baixa emissividade (low-e) que proporcionam eficiência energética. Com tanta variedade no mercado, como definir o melhor tipo de vidro para um projeto? Essencialmente, a resposta depende de duas necessidades: as do espaço e as do/a cliente. Enquanto o tipo de projeto (e seu contexto espacial e climático) pode determinar as dimensões ou a quantidade de luminosidade e os isolamentos térmico e acústico necessários, o/a usuário/a pode influenciar em fatores como segurança ou exigências estéticas de cor e transparência.
O Estado de Massachusettsanunciou que o Edifício Hurley, o icônico complexo governamental de concreto de Boston, passará por uma reforma completa conduzida pelo escritório de arquitetura NBBJ. Projetado originalmente por Paul Rudolph, o edifício brutalista e seu terreno foram colocados à venda in 2019. O novo empreendimento de uso misto irá "catalisar um desenvolvimento econômico substancial neste terreno subutilizado e pouco atraente, com um novo edifício de ciências da vida, escritórios estaduais reformados, comércio no térreo, espaços públicos abertos aprimorados e 200 unidades de habitação de renda mista, como parte de um empreendimento dinâmico de uso misto que dará vida nova e reativará 5 acres no centro de Boston".
O escritório Grimshaw Architects revelou o projeto de um campus de produção de estúdio com 16 estúdios de gravação para a empresa independente East End Studios. Localizado em um antigo terreno industrial de 15 acres no Arts District, em Los Angeles, o campus oferecerá edifícios para espaços de trabalho criativos e áreas de apoio à produção, conectados por uma série de terraços ao ar livre e passarelas. O projeto responde à sua localização e contexto ao se afastar do layout tradicional de estúdio, optando por criar um “campus vertical”. Essa composição estabelece uma relação pública mais aberta com o bairro no centro da cidade, ao mesmo tempo em que garante a conectividade de todas as instalações do campus.
A era dos carros movidos a gasolina está chegando ao fim com o advento das baterias e carros elétricos – e com ela, os postos de gasolina e a poluição que eles trazem para as comunidades.
Postos de gasolina, por sua própria natureza, são riscos ambientais. Dos 450 mil locais perigosos somente nos EUA, metade está contaminada por petróleo, com grande parte vindo de tanques subterrâneos vazando de antigos postos de gasolina, gerando riscos de vazamentos e explosões.
Como resposta a desafios globais como mudanças climáticas, discriminação e vulnerabilidade física, designers e engenheiros de todo o mundo desenvolveram materiais de construção inovadores que colocam o bem-estar humano em primeiro lugar em projetos urbanos, de arquitetura e de interiores.
Nas conversas sobre arquitetura que estamos tendo no mundo de hoje, os materiais são um assunto muito difundido. Há discussões sobre a viabilidade do concreto no contexto contemporâneo, sobre como a madeira pode ser obtida de forma mais sustentável e sobre como materiais biodegradáveis, como o bambu, devem ser mais presentes em nossos ambientes urbanos.
Mas também precisamos falar sobre o que acontece nesses prédios – ou seja, os móveis que decoram, aprimoram e tornam habitáveis os prédios ao nosso redor. Os materiais usados para fabricar esses objetos evoluíram constantemente ao longo dos séculos e, à medida que nos aproximamos do final de 2022, vale a pena perguntar – o que o futuro reserva para os materiais que nossos móveis serão feitos?
Remodelación en la calle Molière / PPAA Pérez Palacios Arquitectos Asociados. Image
Ao longo dos anos, o design de interiores evoluiu de acordo com as necessidades que vão surgindo, mas sobretudo com as experiências que procura evocar no usuário. Nos últimos dois anos pudemos testemunhar uma mudança radical e um interesse especial por este tema porque a pandemia obrigou-nos a dar uma atenção específica à configuração dos lugares que habitamos. Isso trouxe consigo projetos muito mais abrangentes que buscam atender o bem-estar do usuário, combinando cores, experiências sensoriais, tecnologia e elementos naturais que promovem a saúde.
O ICLEI Circulars lançou um novo guia prático de transições equitativas para ajudar as cidades a garantir que seus projetos de desenvolvimento urbano sejam equitativos para todos os cidadãos. O guia é baseado em múltiplos estudos de caso de cidades do mundo inteiro sob o projeto Urban Transitions Alliance. O objetivo do guia é fornecer insights, recomendações e ferramentas para que os profissionais das cidades entendam melhor e exponham o que significa equidade social ao nível local. A publicação é gratuita para download.
Muitos planejadores urbanos preveem que até 2050 mais de 6 bilhões de pessoas viverão nas cidades e, muitas vezes, em condições que expandi-las não é uma opção. Portanto, a única maneira de acompanhar a densidade crescente é construir para cima. Construir mais alto sempre traz inúmeros desafios e também uma competição não tão sutil entre os escritórios de arquitetura para terem seu nome vinculado aos maiores edifícios. Tão logo um arranha-céu é nomeado um dos mais altos do mundo, outro chega à prancheta e leva o título poucos anos depois. Embora o céu seja o limite, como isso afeta a construtibilidade dos projetos e quais feitos de métodos e materiais de construção nos permitiram construir nas nuvens?
Demolições entre as ruas do Rosário e Ouvidor, avenida Central, atual avenida Rio Branco, Rio de Janeiro, 1904. Crédito: João Martins Torres / Acervo Instituto Moreira Salles
No dia 13 de setembro, o IMS Paulista abre a exposição Moderna pelo avesso: fotografia e cidade, Brasil, 1890-1930. Com entrada gratuita, a mostra apresenta a produção fotográfica realizada em algumas das principais capitais do país — Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife e Belém — durante a Primeira República, de 1889 a 1930. A exposição documenta reformas urbanas radicais que aconteceram no período, abordando as tensões e contradições desses processos, que alteraram as paisagens e as formas de habitar e circular nas cidades.
https://www.archdaily.com.br/pt/987858/exposicao-no-ims-paulista-investiga-relacoes-entre-fotografia-e-cidade-nas-primeiras-decadas-do-seculo-xxArchDaily Team
O The Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pelos/as arquitetos/as David Lee e Marina Bourderonnet, o programa traz diferentes profissionais criativos em conversas espontâneas que abrem espaço para reflexões profundas e debates pessoais.
Uma variedade de temas é abordada com honestidade e bom humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros oferecem dicas para colegas designers, análises de edifícios e projetos, ou reflexões informais sobre o cotidiano e o design. The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Esta semana, David e Marina recebem o crítico de arquitetura e escritor Paul Goldberger, vencedor do Prêmio Pulitzer. No episódio, eles conversam sobre sua trajetória até se tornar crítico; a importância dos críticos, seu papel na sociedade e os desafios da profissão; a adaptação à era digital; seu processo de análise; o estado atual da arquitetura e muito mais.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134337/the-second-studio-podcast-entrevista-com-paul-goldbergerThe Second Studio Podcast
De acordo com o World Happiness Report, a Dinamarca lidera a pesquisa dos países mais felizes há anos. Copenhague, capital da Dinamarca, é conhecida por seus edifícios coloridos à beira-mar e sua arquitetura contemporânea radical, ambos refletindo o espírito alegre da cidade. A metrópole marítima é o estudo de caso favorito de um designer urbano com infraestrutura neutra em carbono, facilidade para pedestres e bicicletas, além de uma próspera esfera pública. Os designers dinamarqueses decifraram o código para construir cidades mais felizes, deixando muitos modelos a serem aprendidos.
Imagem produzida a partir de fotografia evidenciando a construção do Viaduto Júlio de Mesquita Filho. Acervo do Museu da cidade de São Paulo, Ivo Justino. http://www.acervosdacidade.prefeitura.sp.gov.br/PORTALACERVOS/ExibirItemAcervo.aspx?id=439575
Que relações entre o campo social da memória e a construção da cidade podem ser identificadas no período da ditadura civil-militar brasileira? Partimos da ideia de que a formação da cidade envolve uma série de disputas e concessões entre os mais diversos entes que compõem a sociedade. Uma vez que, como sabemos, cada agente social possui um lugar de fala diferente dos demais, as suas opressões ou privilégios são transportadas ao campo das memórias, que por sua vez se transcrevem na construção do ambiente urbano. Isto é, as opiniões e vontades de determinadas comunidades, por dotarem de mais recursos, determinam muitas vezes como os lugares serão erguidos e as narrativas tecidas sobre eles.
https://www.archdaily.com.br/pt/986807/o-arco-da-destruicao-politicas-de-apagamento-no-desenvolvimentismo-do-regime-militarLuiza Gibertoni Leite e Pedro Flosi Trama
Cidades e comunidades no mundo todo estão avançando para reduzir as emissões de gases do efeito estufa (GEE) e prevenir os impactos mais perigosos das mudanças climáticas. Em geral, as estratégias focam na redução de emissões em setores como transportes, energia, habitação e resíduos. Mas existe outro setor que muitas comunidades têm subestimado em seus planos climáticos: árvores e florestas.
https://www.archdaily.com.br/pt/986623/5-motivos-para-as-cidades-incluirem-as-arvores-nas-acoes-pelo-climaJohn-Rob Pool, David Gibbs, Sadof Alexander e Nancy Harris
Na arquitetura, um dos desafios enfrentados pelos profissionais são os projetos em terrenos inclinados. As encostas íngremes tornam possível pensar em uma arquitetura em que o visual predomina, como mirantes naturais. Uma oportunidade de trabalhar o contato com o território, a espacialidade e as diferentes alturas. Diversas soluções são possíveis, resultando em uma arquitetura única e sempre contextual.
Selecionamos 10 projetos residenciais no Peru que revelam diversas abordagens arquitetônicas em terrenos inclinados a partir de seus cortes.
Recife, Pernambuco. Imagem: Paulo Lopes/Prefeitura do Recife
Cada vez mais pessoas vivem em espaços urbanos. O Relatório das Cidades Mundiais 2022, da ONU Habitat, revela que esse índice passou de 25% em 1950 para mais de 50% em 2020 e a estimativa para as próximas cinco décadas é que ele chegue a 58%. O levantamento indica ainda que até 2070 o número de municípios em países de baixa renda aumentará em 76% enquanto que nas nações de renda alta e média-baixa essa elevação ficará em cerca de 20%. O estudo observa também que esse cenário mostra a urgência das localidades serem projetadas e gerenciadas de maneira que o seu crescimento futuro não sobrecarregue a infraestrutura, as áreas abertas e os serviços existentes — levando a uma expansão insustentável.
https://www.archdaily.com.br/pt/986625/o-que-e-densidade-urbana-e-quais-sao-suas-vantagens-e-desvantagensSomos Cidade
Em 2016, na comuna de Limache, localizada na região de Valparaíso, no Chile, foram descobertos, sob uma escotilha nos jardins da emblemática “Casona Eastman”, túneis que se conectam a diferentes pontos da cidade, entre eles a fábrica de cerveja CCU. Diante da incerteza sobre o motivo de sua construção, foi iniciada uma investigação que revelou recentemente, em 2021, as razões que impulsionaram essa iniciativa.
As florestas de eucalipto na Austrália são conhecidas por queimarem periodicamente. Essa também é uma forma de propagação das suas árvores, já que os frutos dessas espécies, conhecidos como “Gumnuts”, possuem uma camada isolante que é rompida com o calor do fogo. Ao se abrirem, banham o solo queimado com sementes, iniciando um processo de renovação da floresta. Glenn Murcutt, arquiteto australiano, tem uma obra enraizada na paisagem do país. A inovação de suas casas é que elas não negam a possibilidade dos frequentes queimadas, mas trazem elementos que as permitem controlá-los com o mínimo possível de perda. Em suma, as residências são construídas com envoltórias de materiais muito pouco inflamáveis, sempre contam com enormes reservatórios de água e com um “sistema de inundação” que possibilita que a edificação e seu entorno imediato sejam poupados em um incêndio florestal.
Sistema BENO: un sistema constructivo conformado por placas prefabricadas de bovedilla armada que incluyen la instalación eléctrica, muro y estructura de hormigón armado. Image Cortesía de Centro Experimental de la Vivienda Económica-AVE-CEVE-CONICET
A Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado aprovou, na última quarta-feira, 17 de agosto, o projeto do marco regulatório para a exploração de energia — seja eólica, solar ou das marés — em alto-mar, lagoas e espelhos d’água no Brasil. O PL 576/2021 regulamenta a autorização para aproveitamento do potencial energético offshore. Do senador Jean Paul Prates (PT-RN), o projeto foi aprovado em caráter terminativo e, por isso, deve seguir para análise da Câmara dos Deputados.