A arquitetura nasce dos materiais. Entre estrutura, luz, movimento e conforto, os materiais moldam profundamente nossas experiências. Mas os materiais também mudam com o tempo, novos tipos são criados, e uma ampla gama de montagens e técnicas de construção são introduzidas. Cada vez mais, arquitetos e designers estão analisando as possibilidades de materiais compósitos feitos com elementos naturais.
O título de grande impacto diz tudo: Architecture Unbound, de Joseph Giovannini, é uma tentativa ambiciosa de explorar as fronteiras mais ousadas do design e explicar como e por que arquitetos e arquitetas dissidentes ousaram tanto. A obra também serve como uma introdução abrangente a artistas que lançaram as bases para a inovação arquitetônica há um século; a pensadores e pensadoras que mapearam novas formas de pensar; e às complexidades da teoria do caos, do design paramétrico e dos softwares que moldaram edifícios excepcionais nas últimas décadas.
O Het Nieuwe Instituut em Roterdã, na Holanda, inaugura o The Energy Show e a Bienal Solar na sexta-feira, 9 de setembro de 2022. Em colaboração com a designer e curadora da Bienal Solar Matylda Krzykowski e os designers solares Marjan van Aubel e Pauline van Dongen, a exposição apresenta uma série de projetos que exploram o significado e as possibilidades do sol na sociedade, no meio ambiente e na arquitetura. Com a Europa em meio a uma crise energética, o Energy Show e a Bienal Solar são uma oportunidade para arquitetos e o público examinarem a transição para a energia solar e a tecnologia à medida que avançamos em direção a um futuro pós-carbono.
Está disponível on-line o Abaixo-Assinado Por Cidades Justas e Moradias Dignas em apoio às propostas do manifesto O Brasil precisa de Mais Arquitetura e Urbanismo, a carta aberta às candidatas e aos candidatos nas eleições de 2022 lançada pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil e pelas entidades do CEAU (IAB, FNA, ABEA, AsBEA, ABAP e FeNEA).
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O National Building Museum anunciou que Dolores Hayden, professora emérita de arquitetura, urbanismo e estudos americanos na Universidade de Yale, recebeu o Prêmio Vincent Scully deste ano. Como historiadora urbana e arquiteta, Dolores Hayden concentrou-se ao longo de sua carreira na política do lugar e nos estereótipos de gênero e raça incorporados em ambientes construídos nos Estados Unidos. Como a 24ª ganhadora do Prêmio Vincent Scully, Dolores Hayden se junta a outros premiados, incluindo Mabel O. Wilson, Elizabeth Meyer, Robert Campbell e Inga Saffron.
Tão pouco tempo após a comemoração de mais um dia mundial dos caminhantes pedestres, um artigo da revista Obras revela que 40% das vias das alcaldias de Xochimilco e Milpa Alta não têm calçadas. Isso apesar de a lei de mobilidade determinar a construção de ruas completas integrando o desenho universal nas vias das alcaldias da Cidade do México.
"Pequeño Infinito" de Cristina Fresca. Image Cortesía de Bisman Ediciones
Quais são as histórias, os processos e as mensagens ocultas que envolvem os murais inseridos em contextos urbanos? Como é a sua relação com a sociedade que convive com eles? “Murais Urbanos: Plano de Infraestrutura Solidário (PISO)”, da Bisman Ediciones, é um livro que reúne o trabalho da Saint-Gobain, destacando as intervenções urbanas promovidas desde 2005 por meio de seu programa Plano de Infraestrutura Solidário (PISO) nas 24 províncias argentinas.
Muito além de suas características decorativas, o paisagismo traz consigo questões biológicas e culturais que precisam ser trabalhadas nos projetos. O que se vê em grande parte dos jardins públicos, residenciais, condominiais, comerciais e empresariais, porém, é uma série de abordagens que distanciam o paisagismo de todos seus atributos, reduzindo-o a uma camada decorativa na construção. A seguir, reunimos estratégias para se esquivar dos principais problemas do projeto paisagístico, juntando a estética com suas possibilidades ambientais e culturais.
No último dia 31 de agosto, o Laboratorio Arte Alameda, na Cidade do México, sediou a apresentação "30/30", uma performance audiovisual dividida em duas partes de 30 minutos cada. Nela, por meio de sonoridades que transitam entre o drone, o noise, o techno e o dream pop, aliadas ao processamento digital de imagens ao vivo, abordou-se o conceito de memória, entendida como um espaço arquitetônico-digital em constante movimento e transformação.
O escritório de arquitetura ODA, com sede em Nova York, revelou o projeto de seu mais novo edifício em Fort Lauderdale, Flórida. A torre de 47 andares está localizada ao sul do New River, no bairro de Rio Vista. O programa compreende 830 unidades residenciais, que vão de estúdios a apartamentos de dois dormitórios, além de oferecer um amplo espaço para áreas de lazer e comércio com aproximadamente 1.200 metros quadrados (13.000 pés quadrados). No térreo, o projeto incorpora uma grande praça de esquina. Ao posicionar as funções públicas nos pavimentos inferiores, a proposta busca ativar os calçadões e espaços públicos, dinamizando a vida do bairro.
Tours Duo, as torres recém-concluídas de Jean Nouvel, redefiniram o horizonte de Paris. Registrado por Paul Clemence em sua última série de fotos, o projeto de uso misto se impõe como um marco na zona leste da cidade e pretende se tornar um catalizador econômico da região.
Tersane Istanbul. Cortesia de Contemporary Istanbul
A 17ª Bienal de Istambul, organizada pela Istanbul Foundation for Culture and Arts, anunciou os participantes da feira de arte Contemporary Istanbul, que acontecerá de 17 a 22 de setembro de 2022. Sessenta e cinco galerias e iniciativas artísticas de 22 países se reunirão em Tersane Istanbul, um sítio histórico de mais de seis séculos, renovado pelo premiado escritório Tabanlioglu Architects. Nesta edição, os visitantes experimentarão o “sentido do nosso tempo” contemplando a vida atual e o passado ricamente estratificado.
TNC / Taller de Arquitectura de Ricardo Bofill. Image Cortesía de Ricardo Bofill Taller de Arquitectura
O Teatro Nacional da Catalunha, conhecido pela sigla TNC, é um teatro público localizado na Praça das Artes, perto da Praça de Glòries, em Barcelona. Trata-se de um dos edifícios mais prestigiados da cidade e, ao mesmo tempo, uma das instituições culturais mais importantes da Catalunha.
“Devíamos admitir a natureza como uma imensa multidão de formas, incluindo cada pedaço de nós, que somos parte de tudo”, diz Ailton Krenak, renomado líder indígena, no seu livro Ideias para adiar o fim do mundo. A cultura dos povos originários não entende humanidade e meio ambiente como coisas separadas ou superiores uma à outra, mas sim, como partes de um todo. Por meio desse entendimento particular do universo, esse povos são conduzidos à uma apropriação sensível do território, com crenças estruturantes que se refletem também na sua arquitetura, elevando o próprio conceito de sustentabilidade a outro patamar, já que, a natureza não é vista como um recurso a ser utilizado, ela é pensada como parte da comunidade.
Imagem: achassignon via VisualHunt / CC BY-SA. Montagem com imagem de John Cunniff via Visual Hunt / CC BY
Jean-Luc Godard, através de seus filmes, fala de arquitetura quase com a mesma facilidade com que fala sobre o próprio cinema. Em homenagem ao ícone da nouvelle vague, que faleceu hoje aos 91 anos de idade, revisitamos Como a arquitetura fala com o cinema.
Há muitas formas de fazer filmes. Como Jean Renoir e Robert Bresson, que fazem música. Como Sergei Eisenstein, que pinta. Como Stroheim, que escrevia romances falados na era do cinema mudo. Como Alain Resnais, que esculpe. E como Sócrates, digo, Rossellini, que cria filosofia. O cinema, em outras palavras, pode ser tudo ao mesmo tempo, juiz e litigante. — Jean-Luc Godard [1]
O setor imobiliário avança rapidamente. Não faz muito tempo que potenciais compradores/as refinavam suas buscas dirigindo de um lado para o outro com um maço de anúncios impressos, e profissionais de design e construção dependiam de desenhos CAD e ilustrações artísticas para mostrar espaços ainda não construídos. Hoje em dia, os avanços na tecnologia gráfica nos trouxeram renderizações 3D interativas, facilitando para investidores/as, compradores/as e outras partes interessadas compreenderem de fato os projetos que estão visualizando.
Na esteira desses avanços, surgem também tecnologias capazes de entusiasmar e atrair compradores/as, como configuradores de vendas e tours interativos, nos quais visitantes podem escolher acabamentos e projetar seus próprios espaços bem diante de seus olhos; experiências de realidade virtual, em que arquitetos/as podem obter feedback de investidores/as sobre o projeto em etapas cruciais do processo; estudos de insolação, permitindo que potenciais ocupantes vejam como um espaço será afetado pela luz solar em diferentes momentos do dia; e gêmeos digitais, com os quais as cidades conseguem ter uma noção real do uso de um edifício, abrindo caminho para novas formas de otimizar a eficiência e projetar espaços melhores para os/as moradores/as.
A torre de uso misto de 311 metros de altura no centro de Austin, projetada por Kohn Pedersen Fox (KPF), se tornará a mais alta do Texas quando for inaugurada no final de 2026. Batizado de Waterline, o arranha-céu foi concebido para definir a silhueta urbana de uma das cidades mais dinâmicas e em maior crescimento nos Estados Unidos. Em busca da certificação LEED Gold, o projeto de 74 andares contará com apartamentos, escritórios, quartos de hotel e uma alameda de pedestres (paseo) no térreo. O empreendimento também incluirá duas novas pontes de pedestres e três novos pontos de acesso público para pedestres e ciclistas.
A Embaixada Brasileira no México lançou no início de setembro a exposição Una nueva arquitectura brasileña com curadoria do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) e fotografias de Joana França. A mostra é realizada totalmente em espaço público, na Avenida Paseo de la Reforma, uma das mais importantes vias da Cidade do México. A estimativa é que aproximadamente um milhão de pessoas passe pelo local durante o período de exposição.
O arquiteto de Boston Brian Healy passou por diversas cidades no início de sua carreira antes de se estabelecer e construir na Nova Inglaterra. Ele manteve estúdios na Flórida, Califórnia e Nova York, até finalmente abrir seu escritório em Boston. Healy obteve seu bacharelado em arquitetura na Pennsylvania State University em 1978 e continuou seus estudos em Yale, onde teve contato com professores influentes como James Stirling, Vincent Scully, John Hejduk, Aldo Rossi e Cesar Pelli, entre outros.
Graduou-se com o título de mestre em arquitetura em 1981 e, em seguida, utilizou bolsas de viagem de Yale, do Van Allen Institute e da American Academy in Rome para viajar pelo mundo por um ano, explorando ruínas antigas na Irlanda, Itália, Grécia, Sudão, Egito, Índia, Nepal e Tailândia. Antes da viagem, havia trabalhado nos escritórios de Charles Moore e Cesar Pelli. Ao retornar, projetou e construiu residências na Flórida antes de colaborar com Richard Meier em Nova York. Em 1985, fundou o escritório Brian Healy Architects. Paralelamente, lecionou em mais de vinte universidades na América do Norte, incluindo Yale, Harvard, MIT e a University of Pennsylvania. Healy foi presidente da Boston Society of Architects em 2004 e, de 2011 a 2014, atuou como diretor de design na Perkins + Will.
O desempenho das edificações é uma marca registrada da arquitetura no século XXI. Como os edifícios e a indústria da construção civil são grandes contribuintes para as emissões de carbono, os/as profissionais de projeto devem fazer todo o possível para reduzir o consumo de energia e a pegada de carbono de suas obras. Além disso, as edificações precisam contribuir para uma experiência positiva dos ocupantes, melhorando a saúde e a produtividade de quem as utiliza por meio de maior conforto visual e térmico e melhor qualidade do ar. Atualmente, espera-se também que os edifícios tenham um desempenho que extrapole seus limites físicos e impacte positivamente as comunidades do entorno, reduzindo suas contribuições para as ilhas de calor locais e o escoamento de águas pluviais, além de apoiar economias verdes locais e sistemas sustentáveis.
Com as metas de projeto de alto desempenho se tornando uma referência padrão para o mercado, os/as projetistas devem identificar os aspectos de alta performance que desejam contemplar e definir metas para os principais indicadores de desempenho. Ao acompanhar a performance de um edifício em cada etapa do projeto por meio de diversas simulações, as análises de desempenho fornecem um roteiro que conecta gradualmente a performance prevista aos valores projetados como meta.
A Sydney Opera House reabriu seu maior espaço de apresentação, o Concert Hall. Desde que o local foi fechado para renovações em fevereiro de 2020, o espaço passou por amplas reformas para melhorar o desempenho acústico, o acesso para pessoas com necessidades de mobilidade e atualizar os sistemas do palco. O processo de renovação respeita o projeto original, ao mesmo tempo, em que equipa melhor o salão para apresentar uma ampla gama de espetáculos. Este é o maior e último projeto da Década de Renovação da Opera House, um programa de 10 anos de obras totalizando quase 300 milhões de dólares para atualizar o monumento tombado pelo Patrimônio Mundial antes de seu 50º aniversário em 2023.
O volume recorde das chuvas de monções e, em partes, o derretimento das geleiras nas montanhas do norte do Paquistão, criaram condições para as enchentes devastadoras que cobriram mais de um terço da superfície do país. Segundo a BBC e a ONU, cerca de 33 milhões de paquistaneses, uma em cada sete pessoas, foram afetados pelas inundações, já que mais de 500.000 casas foram destruídas ou severamente danificadas. As águas das enchentes também varreram cerca de 700.000 cabeças de gado e danificaram 1,5 milhões de hectares de plantações. A província de Sindh é a mais atingida, recebendo 464% mais chuva do que a média de 30 anos.
Fundamental para o desenvolvimento das grandes metrópoles tais quais conhecemos hoje, o cimento é um material utilizado historicamente cujos avanços tecnológicos revolucionaram a técnica e tecnologia da construção civil, possibilitando a verticalização da construção e o adensamento dos centros urbanos. O cimento, tanto somado à água e areia para fazer argamassa quanto combinado com o aço e agregado para formar o concreto, desempenha diferentes funções em uma obra, aparecendo da estrutura até o acabamento.