Encomendado ao LAN (Local Architectural Network) pelo governo francês, o projeto da prisão de segurança mínima de Nanterre busca trabalhar com os conceitos do sistema prisional revisando criticamente o desenho destes edifícios. O complexo tem como partido a tentativa de melhor integrá-lo no tecido urbano, reforçando a importância da relação entre a cidade e as estruturas carcerárias como espaços de integração social. Dessa forma, a compreensão da proposta da Área de Segurança Mínima de Nanterre envolve fatores políticos, institucionais e históricos para recuperar e ressignificar as discussões históricas e contemporâneas sobre o sistema penitenciário de forma geral e, especificamente, o francês. A prisão é um espaço naturalmente entendido por seu confinamento, e o projeto desenvolvido pela LAN tem em seu desenho a valorização do caráter educativo e humanitário na transformação dos detentos e do olhar social sobre eles.
https://www.archdaily.com.br/pt/988167/reclusao-e-transparencia-como-a-area-de-seguranca-minima-de-nanterre-contribui-para-a-reformulacao-do-conceito-classico-de-prisaoAlexandre Kok, Caio França, Gabriela Rudge, Lara Girardi, Lia Soares, Maria Clara Calixto, Marina Liesegang, Marina Saboya, Pedro Trama, Tamara Silberfeld e Valentina Kacelnik
Barulho, prédios altos, carros, ônibus, metrôs e um altíssimo fluxo de pessoas indo e vindo pelas ruas. Assim são retratadas as grandes cidades no cinema. Essa imagem ainda se complementa com relações pessoais distantes e a possibilidade do anonimato em meio à massa, compondo uma rotina animada, conectada, que pode também ser opressora e solitária. Atualmente, vivemos em uma busca constante de equilíbrio entre os benefícios das megacidades e os prejuízos que essa escala apresenta.
Sob a premissa de dar visibilidade aos acontecimentos de terrorismo de Estado ocorridos durante a ditadura cívico-militar argentina iniciada em 1976, a Secretaria de Direitos Humanos do Ministério da Justiça e Direitos Humanos da Nação decidiu convocar o Instituto de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Nacional de San Martín (IA-UNSAM) para desenvolver uma proposta arquitetônica que envolvesse um novo espaço de memória a ser localizado no terreno de Campo de Mayo, na província de Buenos Aires.
Ao desenvolver um projeto, um arquiteto precisa lidar com inúmeras decisões: o edifício corresponde ao que o cliente demandou? A mão de obra contratada poderá construí-lo sem problemas? Os custos estão dentro do esperado? O projeto apresenta uma boa interface com o seu contexto? De que forma ele perdurará com o tempo? Para tal, o profissional deve equilibrar diversas questões que terão influência entre si e que alterarão diretamente o produto final. Dentre estas, os materiais e as técnicas construtivas escolhidas tem papel primordial, já que são os elementos que materializam os anseios dos projetistas e podem influenciar em fatores como a possibilidade de acesso, ou no impacto ambiental da edificação.
No entanto, estar ciente de todas as possibilidades, vantagens e desvantagens de cada decisão é uma tarefa hercúlea, que demanda muitos recursos, estudo e tempo - fatores que geralmente são escassos em nossa profissão. Sob o mote “O que é uma boa arquitetura”, compilamos abaixo uma série de artigos com boas práticas no uso de Materiais e Técnicas construtivas, buscando abranger o máximo possível de repertório para consulta:
Este mês, no dia 5, foi celebrado o dia da Amazônia. A data foi instituída em 2007 e preza pela conscientização da população sobre a importância deste bioma fundamental para o equilíbrio ambiental e climático do planeta. Em constante risco e conformando um território de disputa, o maior bioma natural da Terra é cenário constante de intervenções humanas. Como a arquitetura e o urbanismo tem se relacionado com isso?
O The Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pelos/as arquitetos/as David Lee e Marina Bourderonnet, o programa recebe diferentes profissionais da área criativa para conversas improvisadas que abrem espaço para reflexões profundas e debates pessoais.
Uma variedade de temas é abordada com honestidade e humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros oferecem dicas para colegas de profissão, avaliações de edifícios e outros projetos, ou explorações informais sobre o cotidiano e o design. The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify, e YouTube.
Esta semana, David e Marina recebem o arquiteto Greg Warner, sócio-diretor e fundador da Walker Warner Architects, para discutir sua infância e juventude no Havaí e a influência disso em sua carreira profissional; a cofundação de seu escritório e o crescimento da empresa; a experiência de trabalhar no Havaí; as responsabilidades de um sócio-diretor e a importância da liderança; sua filosofia e abordagem de projetos; e muito mais.
“O objetivo da arte não é representar a aparência exterior das coisas, mas o seu significado interior”, observou o polímata grego Aristóteles. A arte urbana em espaços públicos busca esse objetivo, oferecendo significado e identificação aos moradores de cidades do mundo todo. Tomando a forma de murais, instalações, esculturas e estátuas, a arte urbana envolve o público fora dos museus e no espaço público. Esta arte apresenta uma maneira democrática de redefinir coletivamente conceitos como comunidade, identidade e engajamento social.
Como é a experiência de caminhar ao longo dos prédios e casas da rua onde você mora? Ou da rua onde você trabalha, estuda, faz compras, leva as crianças para a escola? Que relação esses prédios/casas têm com a calçada? Como eles tratam os pedestres? Dá vontade de passar na frente deles? Eles acolhem ou repelem?
O espaço ocupado pelas construções nas cidades tem crescido rapidamente. Em todo o mundo, a área ocupada pelo piso de edifícios pode dobrar até 2060. Construir e manter a infraestrutura urbana exige quantidades significativas de energia e recursos materiais. Dessa forma, a maneira como as cidades constroem – e com quais materiais – exerce um impacto sobre até que ponto as metas de sustentabilidade são atingíveis ou mesmo realistas. As cidades precisam se certificar de que estão usando materiais de baixo impacto para o planeta e que possam ser renovados. Esse cenário aponta uma oportunidade para a madeira.
https://www.archdaily.com.br/pt/988501/como-as-cidades-podem-adquirir-madeira-de-origem-sustentavelWhitney Light, Scott Francisco e Sadof Alexander
Estação Fairview Park Comfort, Staten Island. Imagem via NYC Parks, projeto de Sage e Coombe Architects
No campo do design, muitas vezes falamos em garantir que haja espaços públicos suficientes para atender a uma comunidade. Discutimos a necessidade de parques públicos para que as pessoas tenham acesso a espaços ao ar livre. Pensamos no transporte público e em como nossa dependência cada vez menor de carros ajudará a garantir um planeta mais saudável. Mas e quanto aos espaços públicos que nos faltam? O que acontece quando não temos banheiros públicos suficientes?
Junto à parede ou num canto da sala, a maioria dos sofás parecem relegados a permanecerem encostados em alguma superfície, de preferência com uma TV à frente. Sendo peças geralmente muito grandes, sua localização pode ser motivo de preocupação, engessando o espaço e conformando fluxos sem a flexibilidade tão valorizada nos tempos atuais. É por isso que alguns apontam o sofá como uma peça âncora em um design de interiores, já que dificilmente mudará e interferirá no restante dos elementos da casa.
Sofás modulares, por outro lado, conferem flexibilidade e versatilidade a estes móveis. Compostos por partes separadas, podem adotar diversas configurações conforme a necessidade, criando distintas ambiências e mudando completamente o layout e a distribuição dos ambientes. Neste artigo abordamos algumas opções de sofás modulares e como as suas geometrias podem dinamizar os interiores rapidamente, trazendo exemplos de produtos presentes no catálogo do Architonic.
OHM Edición 2021. Image Cortesía de Open House Madrid
A oitava edição do festival Open House Madrid retorna com uma programação que inclui 93 edifícios, 33 estúdios, 8 rotas, 7 atividades e 10 itinerários. Sob o lema “Más open que nunca”, o evento busca refletir o caráter acolhedor da cidade e, ao mesmo tempo, sua abertura para o exterior.
Estação de Tratamento de Água da Sanasa em Campinas, São Paulo. Foto: Renan Pissolatti/WRI Brasil
A Região Metropolitana de Campinas é um dos maiores centros urbanos do país. Com mais de três milhões de habitantes e um PIB superior a R$ 150 bilhões por ano, é uma das regiões econômicas mais dinâmicas do Brasil.
O Museu de Belas Artes do Arkansas em Little Rock, EUA, está pronto para abrir ao público em 22 de abril de 2023. Projetado pelo escritório de arquitetura Studio Gang em colaboração com Polk Stanley Wilcox e arquitetura paisagística e escritório de design urbano SCAPE. A nova identidade arquitetônica do Museu visa mostrar o seu papel de instituição artística de referência na região. Uma das características mais notáveis do Museu, o telhado dobrado de placas de concreto, agora está completo. A nova linha de cobertura abrange toda a extensão do edifício, conectando a nova construção e os espaços reformados para criar um caráter arquitetônico coerente para a instituição cultural.
"A arquitetura e o urbanismo têm a oportunidade de apresentar soluções que ampliem o olhar para além da própria disciplina, de modo que as margens e as fronteiras da necessidade nos conduzam a buscar ações à margem da prática. Posicionar-nos à margem nos permite ver novas alternativas, expandir a prática e ter uma visão não central, mas perimetral", dizem Anna Vergés e Guillem Augé (UNDO), que assinam a curadoria da XII Bienal Ibero-Americana de Arquitetura e Urbanismo, cujo tema central é "Habitar à margem".
A circulação vertical pode ser apenas uma das funções de uma escada. Sempre ocupando um tamanho razoável, esse elemento pode servir para trazer alguns outros usos ao ser pensado de forma mais integrada com todo o espaço, brindando espaços de estar, depósito e também um maior apelo estético. Por isso, reunimos algumas ideias de como ocupar as áreas ao redor de uma escada em diferentes projetos: da escala do lar à industrial.
Ao olhar ao redor, fica claro que o mundo está se desenvolvendo em um ritmo acelerado, assim como as cidades. Profissionais de arquitetura e design assumem, inevitavelmente, o desafio de construir melhores cidades e habitações, de modo que o tempo precisa ser devidamente otimizado em prol da eficiência. Afinal, nesta área, tempo é realmente dinheiro.
Durante anos, profissionais de arquitetura se acostumaram a trabalhar de maneira convencional: dependendo de renderizadores offline tradicionais e esperando a conclusão de toda a etapa de modelagem para, só então, começar a renderização do zero.
É aí que softwares como o D5 Render entram em cena para solucionar esses problemas e mudar as regras do jogo. O mercado está crescendo e se transformando, e as ferramentas utilizadas por profissionais de arquitetura devem acompanhar essa evolução.
O primeiro serviço de trem a hidrogênio começou a operar na Alemanha, um feito inédito no mundo. A linha ferroviária 100% a hidrogênio estreou na pequena cidade de Bremervörde, perto de Hamburgo. No total, serão 14 veículos que vão substituir locomotivas a diesel, no norte do país, em quase 100 quilômetros de linha. Além de Bremervörde, a linha regional atende as cidades de Cuxhaven, Bremerhaven e Buxtehude.
Em tempos de agitação global, intolerância crescente e, como alguns poderiam argumentar, de crescente secularização, será que a capela universitária ainda é relevante? Ela estaria prestes a desaparecer por completo? O que se observa, no entanto, é que o espaço sagrado nos campi parece estar se transformando para desempenhar um papel ainda mais importante, à medida que muitas universidades se concentram em formar estudantes com maior consciência global.
https://www.archdaily.com.br/pt/1135348/os-espacos-sagrados-nos-campi-estao-se-transformandoMichael J. Crosbie
O estádio St. Jakob-Park, casa do FC Basel, está recebendo uma reforma para estender sua vida útil após 20 anos de uso. Originalmente projetada por Herzog & de Meuron, a reforma arquitetônica visa proporcionar melhor hospitalidade aos visitantes, reestruturando o acesso e melhorando a segurança para manter o estádio aberto mesmo em dias sem jogos. A proposta também contempla a substituição da icônica fachada por uma cobertura ampla para dar ao estádio uma aparência unificada e transmitir os eventos do lado de fora.
As mudanças climáticas estão se tornando cada vez mais reais a cada dia: em todo o mundo, testemunhamos um aumento evidente de desastres climáticos. Além disso, o relatório mais recente do IPCC nos alerta para possíveis "pontos de inflexão" a partir dos quais a transição climática deixaria de ser gradual para se tornar súbita e irrevogável.
Imagem: Elif Ayiter/Alpha Auer/..../, via VisualHunt
Imagine o dia a dia de um arquiteto hoje. Surge a demanda de um novo projeto, uma tela em branco repleta de inúmeras possibilidades. O deleite criativo prestes a ser iniciado. Estabelece-se as condicionantes principais: programa de necessidades, análise do terreno e entorno, orientação solar e ventos predominantes. Criam-se os primeiros esboços, sempre aliados com um conhecimento estrutural, mesmo que básico, fundamentalmente determinante para quem vive na aceleração gravitacional de 9,807 m/s².
Mas, e se dessas premissas básicas, restar apenas o programa de necessidades?
The Quadracci no Milwaukee Art Museum. Imagem via Flickr user bvincent licensed under CC BY-ND 2.0
O Pavilhão Quadracci de Santiago Calatrava e o Centro de Arte Contemporânea da vencedora do Pritzker, Zaha Hadid, estão comemorando seu 20º aniversário. Ambos os edifícios, primeiros desses arquitetos nos EUA, contribuíram para o desenvolvimento econômico das cidades do centro-oeste nas últimas duas décadas. Por esse mesmo motivo, o prefeito de Milwaukee declarou o dia 16 de setembro como "Santiago Calatrava Day" para celebrar a abertura do Pavilhão.
A quarta edição da Bienal de Arquitetura de Timișoara, ou Beta, tem como foco o tema “a Cidade como Bem Comum”. Por meio de uma ampla programação de eventos, a Beta busca abordar tópicos globalmente urgentes e relevantes, explorando seu impacto no ambiente construído local e sua resposta às necessidades das comunidades. Realizado em diversos locais da cidade de Timișoara, na Romênia, o festival deste ano começa em 23 de setembro e termina um mês depois, em 23 de outubro.