A Quay Quarter Tower (QQT), projetada pelo escritório 3XN, foi eleita Edifício do Ano de 2022 durante o 15º World Architecture Festival (WAF), realizado em Lisboa.
A torre de 206 metros, localizada perto da Sydney Opera House, é um edifício de escritórios disposto como uma vila vertical, criando um senso de comunidade e proporcionando espaços que se concentram na colaboração, saúde e bem-estar, com diversos terraços externos.
Estamos nos últimos dias de 2022 e é o momento de revisar o que aconteceu de mais marcante no ano que passou. Dessa vez, buscamos pelas fotografias que foram as mais curtidas no Instagram do ArchDaily Brasil.
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O escritório de arquitetura sediado em Barcelona, Sanmartín Guix, propõe a valorização do patrimônio edificado por meio da reabilitação e da adaptação às necessidades das novas gerações, oferecendo serviços integrados de arquitetura e consultoria imobiliária. Dessa forma, buscam melhorar as condições e a estética das edificações, adaptando-as às demandas de quem deseja visitar ou habitar esses espaços.
A ludicidade é um conceito muitas vezes atribuído às crianças e pouco se conectada com a vida adulta. Na arquitetura, os projetos dedicados à idade infantil propõem uma combinação de objetos, cores e soluções voltadas a incentivar a imaginação e quebrar a rigidez dos espaços, ao passo que a grande maioria dos projetos convencionais se limitam ao regular e carimbam a sobriedade da vida adulta.
Sujeitas às forças do capital, populações migratórias e circunstâncias políticas, as cidades estão em constante evolução. Essa evolução contínua é evidente no tecido construído dos assentamentos, à medida que arquitetos e urbanistas constroem sobre camadas já existentes, alguns tendo a árdua tarefa de integrar com sucesso as áreas urbanas históricas com intervenções e sistemas arquitetônicos contemporâneos.
As cidades desta categoria estão frequentemente em conflito interno - muitas vezes tendo que lidar com os objetivos às vezes contraditórios de sustentar as populações locais e acolher investimentos externos e projetos de desenvolvimento nacional.
Juliana Terra, Fernanda Sakano, Danilo Terra e Pedro Tuma não são típicos arquitetos paulistanos. Ao menos, não na medida que o reconhecimento do escritório que lideram — Terra e Tuma Arquitetos Associados — poderia sugerir. Rejeitando a figura do gênio e dispensando a do empresário, o quarteto conduz a firma como artífices que trabalham o objeto. "Nós nos entendemos como um escritório de ofício", diz Danilo, que explica o processo de projeto como um refazer contínuo, livre de hierarquia, que envolve quatro cabeças e oito mãos.
O Royal Institute of British Architects concedeu o prêmio RIBA House of the Year 2022 a uma "nova casa unifamiliar contemporânea na área rural de Dorset", the Red House, projetada por David Kohn Architects. Inspirada no movimento Arts and Crafts, a estrutura "reinterpreta o estilo de forma intencionalmente provocativa [...] [com] uma excentricidade lúdica, incluindo beirais avantajados, alvenaria de tijolos vermelhos decorada e detalhes marcantes em verde contrastante".
Shigeru Ban acaba de lançar seu mais recente projeto em Nieuw Zuid, na Antuérpia, Bélgica. Batizado de Ban, em homenagem ao seu criador, e projetado em colaboração com o Bureau Bouwtechniek, o complexo consiste em uma torre residencial de 25 pavimentos e um edifício lateral, criando um total de 295 unidades residenciais. Durante a cerimônia de inauguração, o arquiteto também abriu uma exposição de imagens destacando seu trabalho humanitário em áreas de conflito e desastre, próximo ao canteiro de obras.
A Pantone revelou sua Cor do Ano para 2023, 18-1750 Viva Magenta, uma cor "corajosa e destemida, cuja exuberância promove uma celebração alegre e otimista". A tonalidade se enquadra na família dos vermelhos e é inspirada no tom do extrato de cochonilha, um dos corantes mais preciosos usados historicamente para colorir tecidos, cosméticos e alimentos.
Os esforços arqueológicos destinados a explorar as civilizações do passado revelaram uma semelhança em todo o mundo, uma forma de arquitetura desenvolvida de forma independente em todos os continentes. As evidências mostram que as comunidades neolíticas usavam solos férteis e argila aluvial para construir habitações humildes, criando o primeiro material de construção durável e sólido da humanidade. A arquitetura de terra nasceu muito cedo na história da humanidade, e as técnicas sofreram um declínio gradual à medida que os estilos de vida mudaram, as cidades cresceram e os materiais industrializados floresceram. A arquitetura de terra tem lugar no mundo do século XXI?
Programas e séries televisivas sobre reformas são sedutoras. Sentimentos uma ansiedade em ver aquele lar remodelado de uma forma inimaginável, proporcionando uma reconexão da família com o novo espaço. As lágrimas no final, o apresentador-arquiteto-empreiteiro satisfeito com o resultado, os pisos intactos de madeira, eletrodomésticos brilhantes, banheiras novas prontas para serem estreadas. Não é à toa que esses programas estão ganhando cada mais público e, consequentemente, inspirando muitas transformações nas casas alheias.
Mas, se por um lado, eles fomentam a vontade de mudança nos espectadores, mostrando as infinitas possibilidades ao transformar e melhorar um espaço, por outro, eles podem reproduzir conceitos equivocados sobre a arquitetura, principalmente em relação ao processo de concepção e execução.
No último dia 19 de outubro, foi inaugurada em Nova York a exposição 'In Praise of Caves: Organic Architecture Projects from Mexico, de Carlos Lazo, Mathias Goeritz, Juan O\'Gorman e Javier Senosiain', que ocupa diversas galerias no primeiro andar do Museo Noguchi. O espaço – concebido pela Fundação Isamu Noguchi e Garden Museum, fundado em 1985 pelo artista que desafia categorizações, Isamu Noguchi – reúne uma seleção de projetos desses quatro artistas-arquitetos que exploram a adaptação de estruturas naturais à vida moderna, os benefícios práticos e ambientais de habitar o subsolo e como a humanidade poderia se reconectar com a felicidade essencial de viver em harmonia com a natureza.
Pensar o layout, rever questões estruturais. Projetar um apartamento requer o diálogo com uma construção prévia que podem desafiar arquitetos e designers. Trazer amplitude para pequenas áreas, levar iluminação para ambientes menos favorecidos, trazer características ímpares para uma planta tipo replicada em inúmeros pavimentos. Enfim, planejar uma residência é o tema que sempre orbitará a profissão - e se destacar no assunto nem sempre é fácil -, por isso, e para levantar distintas referências, apresentamos os apartamentos brasileiros que mais foram visitados pelo público no ArchDaily Brasil em 2022.
Em toda a Europa, cada vez mais empresas estão investindo em renovação e revitalização de espaços. Redes hoteleiras buscam, de forma crescente, soluções criativas de design para desenvolver propostas mais originais e exclusivas. Aeroportos e estações de trem estão contratando especialistas em experiência do passageiro para criar soluções de design mais centradas no ser humano. Empresas estão reduzindo seus escritórios físicos, ao mesmo tempo em que buscam formas de aprimorar a cultura do trabalho remoto. Profissionais, por sua vez, priorizam trabalhos com propósito, equipes menores e oportunidades para colaborar, mentorar, desenvolver habilidades e buscar inspiração.
À medida que a linha entre o mundo físico e o digital se torna cada vez mais tênue, a perspectiva de interagir em espaços virtuais, como o Metaverso, consolida-se rapidamente como realidade.
The Lofts of La Baume / Serge Botello, C + B Architect. Image Cortesia de Fundermax
Para tentar explicar a passagem do tempo, os gregos contavam com dois deuses: Cronos e Kairós. Enquanto o primeiro é representado como impiedoso tal qual um relógio que nunca para, Kairós evocava a um momento adequado ou oportuno para uma ação. Ou seja, enquanto Cronos é quantitativo, Kairós tem uma natureza qualitativa e permanente. De fato, a relação da humanidade com a passagem do tempo nem sempre é amigável.
Com as edificações não é diferente. John Ruskin, em seu seminal The Seven Lamps of Architecture (1849), dizia que somente edificações em ruínas preservariam nossas percepções passadas e, simultaneamente, nos permitiriam enfrentar nosso estado de mortalidade. Nesse sentido, as manchas de tempo e escombros eram testemunhas cruciais para demonstrar o envelhecimento na arquitetura, que, em sua concepção, atingiam uma estética entre o sublime e o pitoresco. Ainda que esta seja uma opinião um tanto contraditória, a ideia de considerar como uma edificação irá perdurar no tempo vem ganhando mais atenção. É sabido que alguns materiais envelhecem melhor que outros: enquanto uma parede branca rebocada rapidamente apresenta trincas e manchas, um muro de pedra parece melhorar com os anos, se fundindo com o seu entorno, por exemplo. O tempo traz matizes novas, conta a história do que passou e dá autenticidade às superfícies.
Annabelle Tan (Bartlett School of Architecture, UCL) por 'Past, Present and Post-Tropicality: Viewing Singapore through an ‘Infra(-)structural’ Field'. Imagem cortesia de RIBA 2022 President’s Medals
O Royal Institute of British Architects (RIBA) acaba de anunciar os projetos vencedores do 2022 President’s Medals, destacando os melhores trabalhos acadêmicos de arquitetura do mundo. Em sua 186ª edição, a premiação mais antiga do RIBA registrou um recorde histórico de inscrições, recebendo 347 propostas indicadas por 100 escolas de arquitetura de 27 países.
No ciclo de 2022, a RIBA Silver Medal (Medalha de Prata), concedida ao melhor projeto de design desenvolvido na Etapa 2 do RIBA (Part 2) ou equivalente, foi entregue a Annabelle Tan, da The Bartlett School of Architecture, UCL, pelo projeto A Journey through Past, Present, and Post-Tropicality, que também recebeu a RIBA Dissertation Medal (Medalha de Dissertação). Já a RIBA Bronze Medal (Medalha de Bronze), destinada ao melhor projeto de design da Etapa 1 do RIBA (Part 1) ou equivalente, foi para Mary Holmes, da Universidade de Cambridge, pelo projeto Out of the Closet, Into the Garden.
Impulsionado em grande parte pela migração rural para as cidades e pelo crescimento populacional geral, 68% das pessoas em todo o mundo viverão em áreas urbanas até 2050. Com isso, grande parte da população se beneficiará de um maior acesso a serviços básicos, da proximidade com o transporte público e de melhores oportunidades de educação e emprego. No entanto, a busca por uma vida urbana também leva ao isolamento do ambiente externo — seja uma floresta, um campo ou as montanhas —, o que pode impactar negativamente nossa saúde física e mental. Há muito se comprovou que a exposição à natureza reduz os níveis de estresse, melhora o humor, estimula a produtividade e, acima de tudo, potencializa o bem-estar. Portanto, considerando que costumamos passar cerca de 93% do nosso tempo em espaços fechados (e que a pandemia ampliou essa estatística), hoje, mais do que nunca, buscamos uma conexão com o exterior e todos os seus benefícios inerentes. Assim, os/as arquitetos/as enfrentam o importante desafio de trazer a natureza para o interior, que é justamente onde o design biofílico entra em cena.
O arquiteto Daniel Libeskind revelou planos para transformar a torre Boerentoren, localizada no centro de Antuérpia, na Bélgica, em um novo centro cultural público. A torre Art Déco será ampliada para abrigar espaços de exposição, uma plataforma de observação panorâmica, um jardim de esculturas na cobertura e novos restaurantes e bares. Segundo o arquiteto, as características originais do edifício histórico serão preservadas, ao mesmo tempo em que o seu estatuto de marco será reforçado com a intervenção. Se os planos forem aprovados pelas autoridades patrimoniais e urbanísticas e pelos bombeiros, o edifício deverá ser inaugurado em 2028.
O Buffalo AKG Art Museum (anteriormente conhecido como Albright-Knox Art Gallery) anunciou que receberá seus primeiros visitantes em 25 de maio de 2023. Renovado e ampliado, o novo campus projetado por OMA/Shohei Shigematsu em colaboração com Cooper Robertson apresenta um “edifício completamente novo e uma extensa renovação dos blocos existentes”.
Uma das mais importantes descobertas da humanidade, o vidro é usado pelo homem há cerca de 75 mil anos – originalmente empregado como ferramenta de corte. Os primeiros registros de fabricação do vidro, porém, datam da civilização Egípcia e Mesopotâmica. Desde então, o domínio da técnica da fabricação foi se desenvolvendo em diferentes civilizações e nações, até que a Revolução Industrial popularizou o material e permitiu sua produção em larga escala. Na arquitetura, o vidro começa a aparecer como elemento de vedação em meados de 100 d.C. e é até hoje largamente utilizado.
Proposta vencedora do Pavilhão do Brasil na Expo Osaka 2025. Autoria Studio MK27 e Magnetoscópio. Image Cortesia de Apex Brasil
O projeto liderado pelo arquiteto Marcio Kogan, de São Paulo, foi o vencedor do concurso para o Pavilhão Brasil na próxima Exposição Universal, a Expo Osaka 2025, organizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (ApexBrasil). O projeto é assinado pelos profissionais dos escritórios MK27 e Magnetoscópio, que além de Kogan, tem os arquitetos Renata Furlanetto e Marcello Dantas como autores.
https://www.archdaily.com.br/pt/993308/studio-mk27-e-magnetoscopio-vencem-concurso-para-o-pavilhao-brasil-na-expo-osaka-2025ArchDaily Team
Áustria – Projetado por Büro Wagner – Fabricado por Bau- und Möbelschreinerei Leutenbauer / Fotografia de Florian Holzherr . Imagem
Este ano trouxe mais uma rodada de projetos impressionantes inscritos no FritsJurgens Best Pivot Doors 2022, reunindo uma quantidade surpreendente de portas pivotantes de alto padrão — abrangendo portas internas e externas, divisórias móveis, passagens ocultas e muito mais. Após um período de deliberação, o júri tomou sua decisão: confira a seguir os vencedores do FritsJurgens Best Pivot Doors de 2022.
Pode-se dizer que a qualidade do ar no interior dos ambientes nunca recebeu a atenção devida na história. Enquanto a poluição atmosférica é considerada uma ameaça desde a época de Hipócrates, em 400 aC, tornando-se uma preocupação real com a industrialização na Revolução Industrial, pouco é falado sobre como estão as condições de conforto nos ambientes internos. Essa é uma questão cada vez mais grave visto que a humanidade tem passado cerca de 90% de seu tempo em ambientes internos e a qualidade desses espaços interfere diretamente no bem-estar e na saúde a longo prazo. Na verdade, a qualidade ambiental interna (IEQ, do inglês Indoor Environmental Quality) abrange bem mais que a poluição interna. Refere-se a um equilíbrio entre a qualidade do ar, da acústica, da iluminação, temperatura, e outros fatores que contribuirão para um ambiente agradável e, acima de tudo, saudável aos seus ocupantes. A empresa Armstrong, sob o mote “todo espaço pode ser um espaço saudável”, tem desenvolvido soluções para contribuir com a melhoria de espaços que passamos mais tempo, como edifícios educacionais, de saúde, escritórios e residências.
Com a urbanização desenfreada das cidades, os animais que originalmente chamavam esses ambientes de lar foram deslocados e forçados a encontrar outros meios de refúgio.
Os pássaros talvez sejam uma das espécies mais atingidas pelo crescimento urbano já que são atraídos durante o vôo por estímulos como iluminação e correntes de ar que podem ser transformadas dependendo de como se deu o processo construtivo e de organização territorial de uma cidade.