No País dos Arquitectos é um podcast criado por Sara Nunes, responsável também pela produtora de filmes de arquitetura Building Pictures, que tem como objetivo conhecer os profissionais, os projetos e as histórias por trás da arquitetura portuguesa contemporânea de referência. Com pouco mais de 10 milhões de habitantes, Portugal é um país muito instigante em relação a este campo profissional, e sua produção arquitetônica não faz jus à escala populacional ou territorial.
Neste episódio da quarta temporada, Sara conversa com José Carlos Nunes de Oliveira sobre o Edifício dos Paços do Concelho da Trofa. Ouça a conversa e leia parte da entrevista a seguir.
Na última quarta-feira, 7 de dezembro de 2022, o Ministério da Habitação e Urbanismo do Chile (Minvu) anunciou que a arquiteta Joan MacDonald, que foi subsecretária deste mesmo ministério entre 1990 e 1994, tornou-se a primeira mulher a vencer o Prêmio Nacional de Urbanismo. A cerimônia de premiação será realizada em janeiro de 2023.
Ao revitalizar os pavimentos de reunião do edifício existente, o Projeto EY Melbourne dá um passo à frente em direção aos espaços colaborativos e à reinvenção dos ambientes de trabalho. Em um layout arquitetônico que combina o reuso adaptativo com a incorporação de produtos de destaque, a Gensler projetou um espaço flexível que foi selecionado entre os cinco vencedores do prêmio 2022 Best of Globe Winner.
O CAU Brasil lançou a campanha do Dia do Arquiteto e Urbanista 2022. Para comemorar a data, celebrada em 15 de dezembro, estão sendo publicados diversos conteúdos com histórias reais de arquitetos e arquitetas que venceram diversos desafios na carreira e na vida. Objetivo é promover a valorização profissional, mostrando como a arquitetura e urbanismo trazem mais qualidade de vida para as pessoas.
https://www.archdaily.com.br/pt/993469/cau-lanca-campanha-do-dia-do-arquiteto-e-urbanista-2022-para-a-valorizacao-profissionalArchDaily Team
Uma seleção de escritórios e profissionais de arquitetura de todo o mundo será anunciada como parte da geração de 2023 do Novas Práticas do ArchDaily nesta terça-feira, 13 de dezembro, no ArchDaily e em suas versões em português, espanhol e chinês.
Nesta terça-feira, 13 de dezembro, diversos escritórios de arquitetura e profissionais de todo o mundo serão selecionados como parte da convocatória Novas Práticas do ArchDaily 2023.
SAARET. Imagem Cortesia de White Arkitekter e K2S Architects
A cidade de Helsinki divulgou que os escritórios White Arkitekter e K2S Architects venceram o concurso para projetar um novo destino cultural à beira-mar na área de Makasiiniranta, no porto sul de Helsinki. O plano de remodelação da área inclui um Novo Museu de Arquitetura e Design. Intitulada "Saaret", que significa "As Ilhas", a proposta visa criar um projeto bem integrado que reúna ambientes culturais e sustentáveis. Também promete melhorar o microclima da área e criar habitats diversos biologicamente usando o espaço disponível nos telhados para adicionar colmeias, hortas e jardins de ervas.
A Quay Quarter Tower (QQT), projetada pelo escritório 3XN, foi eleita Edifício do Ano de 2022 durante o 15º World Architecture Festival (WAF), realizado em Lisboa.
A torre de 206 metros, localizada perto da Sydney Opera House, é um edifício de escritórios disposto como uma vila vertical, criando um senso de comunidade e proporcionando espaços que se concentram na colaboração, saúde e bem-estar, com diversos terraços externos.
Estamos nos últimos dias de 2022 e é o momento de revisar o que aconteceu de mais marcante no ano que passou. Dessa vez, buscamos pelas fotografias que foram as mais curtidas no Instagram do ArchDaily Brasil.
https://www.archdaily.com.br/pt/993475/as-fotos-mais-curtidas-no-instagram-do-at-archdailybr-em-2022ArchDaily Team
O escritório de arquitetura sediado em Barcelona, Sanmartín Guix, propõe a valorização do patrimônio edificado por meio da reabilitação e da adaptação às necessidades das novas gerações, oferecendo serviços integrados de arquitetura e consultoria imobiliária. Dessa forma, buscam melhorar as condições e a estética das edificações, adaptando-as às demandas de quem deseja visitar ou habitar esses espaços.
A ludicidade é um conceito muitas vezes atribuído às crianças e pouco se conectada com a vida adulta. Na arquitetura, os projetos dedicados à idade infantil propõem uma combinação de objetos, cores e soluções voltadas a incentivar a imaginação e quebrar a rigidez dos espaços, ao passo que a grande maioria dos projetos convencionais se limitam ao regular e carimbam a sobriedade da vida adulta.
Sujeitas às forças do capital, populações migratórias e circunstâncias políticas, as cidades estão em constante evolução. Essa evolução contínua é evidente no tecido construído dos assentamentos, à medida que arquitetos e urbanistas constroem sobre camadas já existentes, alguns tendo a árdua tarefa de integrar com sucesso as áreas urbanas históricas com intervenções e sistemas arquitetônicos contemporâneos.
As cidades desta categoria estão frequentemente em conflito interno - muitas vezes tendo que lidar com os objetivos às vezes contraditórios de sustentar as populações locais e acolher investimentos externos e projetos de desenvolvimento nacional.
Juliana Terra, Fernanda Sakano, Danilo Terra e Pedro Tuma não são típicos arquitetos paulistanos. Ao menos, não na medida que o reconhecimento do escritório que lideram — Terra e Tuma Arquitetos Associados — poderia sugerir. Rejeitando a figura do gênio e dispensando a do empresário, o quarteto conduz a firma como artífices que trabalham o objeto. "Nós nos entendemos como um escritório de ofício", diz Danilo, que explica o processo de projeto como um refazer contínuo, livre de hierarquia, que envolve quatro cabeças e oito mãos.
O Royal Institute of British Architects concedeu o prêmio RIBA House of the Year 2022 a uma "nova casa unifamiliar contemporânea na área rural de Dorset", the Red House, projetada por David Kohn Architects. Inspirada no movimento Arts and Crafts, a estrutura "reinterpreta o estilo de forma intencionalmente provocativa [...] [com] uma excentricidade lúdica, incluindo beirais avantajados, alvenaria de tijolos vermelhos decorada e detalhes marcantes em verde contrastante".
Shigeru Ban acaba de lançar seu mais recente projeto em Nieuw Zuid, na Antuérpia, Bélgica. Batizado de Ban, em homenagem ao seu criador, e projetado em colaboração com o Bureau Bouwtechniek, o complexo consiste em uma torre residencial de 25 pavimentos e um edifício lateral, criando um total de 295 unidades residenciais. Durante a cerimônia de inauguração, o arquiteto também abriu uma exposição de imagens destacando seu trabalho humanitário em áreas de conflito e desastre, próximo ao canteiro de obras.
A Pantone revelou sua Cor do Ano para 2023, 18-1750 Viva Magenta, uma cor "corajosa e destemida, cuja exuberância promove uma celebração alegre e otimista". A tonalidade se enquadra na família dos vermelhos e é inspirada no tom do extrato de cochonilha, um dos corantes mais preciosos usados historicamente para colorir tecidos, cosméticos e alimentos.
Os esforços arqueológicos destinados a explorar as civilizações do passado revelaram uma semelhança em todo o mundo, uma forma de arquitetura desenvolvida de forma independente em todos os continentes. As evidências mostram que as comunidades neolíticas usavam solos férteis e argila aluvial para construir habitações humildes, criando o primeiro material de construção durável e sólido da humanidade. A arquitetura de terra nasceu muito cedo na história da humanidade, e as técnicas sofreram um declínio gradual à medida que os estilos de vida mudaram, as cidades cresceram e os materiais industrializados floresceram. A arquitetura de terra tem lugar no mundo do século XXI?
Programas e séries televisivas sobre reformas são sedutoras. Sentimentos uma ansiedade em ver aquele lar remodelado de uma forma inimaginável, proporcionando uma reconexão da família com o novo espaço. As lágrimas no final, o apresentador-arquiteto-empreiteiro satisfeito com o resultado, os pisos intactos de madeira, eletrodomésticos brilhantes, banheiras novas prontas para serem estreadas. Não é à toa que esses programas estão ganhando cada mais público e, consequentemente, inspirando muitas transformações nas casas alheias.
Mas, se por um lado, eles fomentam a vontade de mudança nos espectadores, mostrando as infinitas possibilidades ao transformar e melhorar um espaço, por outro, eles podem reproduzir conceitos equivocados sobre a arquitetura, principalmente em relação ao processo de concepção e execução.
No último dia 19 de outubro, foi inaugurada em Nova York a exposição 'In Praise of Caves: Organic Architecture Projects from Mexico, de Carlos Lazo, Mathias Goeritz, Juan O\'Gorman e Javier Senosiain', que ocupa diversas galerias no primeiro andar do Museo Noguchi. O espaço – concebido pela Fundação Isamu Noguchi e Garden Museum, fundado em 1985 pelo artista que desafia categorizações, Isamu Noguchi – reúne uma seleção de projetos desses quatro artistas-arquitetos que exploram a adaptação de estruturas naturais à vida moderna, os benefícios práticos e ambientais de habitar o subsolo e como a humanidade poderia se reconectar com a felicidade essencial de viver em harmonia com a natureza.
Pensar o layout, rever questões estruturais. Projetar um apartamento requer o diálogo com uma construção prévia que podem desafiar arquitetos e designers. Trazer amplitude para pequenas áreas, levar iluminação para ambientes menos favorecidos, trazer características ímpares para uma planta tipo replicada em inúmeros pavimentos. Enfim, planejar uma residência é o tema que sempre orbitará a profissão - e se destacar no assunto nem sempre é fácil -, por isso, e para levantar distintas referências, apresentamos os apartamentos brasileiros que mais foram visitados pelo público no ArchDaily Brasil em 2022.
Em toda a Europa, cada vez mais empresas estão investindo em renovação e revitalização de espaços. Redes hoteleiras buscam, de forma crescente, soluções criativas de design para desenvolver propostas mais originais e exclusivas. Aeroportos e estações de trem estão contratando especialistas em experiência do passageiro para criar soluções de design mais centradas no ser humano. Empresas estão reduzindo seus escritórios físicos, ao mesmo tempo em que buscam formas de aprimorar a cultura do trabalho remoto. Profissionais, por sua vez, priorizam trabalhos com propósito, equipes menores e oportunidades para colaborar, mentorar, desenvolver habilidades e buscar inspiração.
À medida que a linha entre o mundo físico e o digital se torna cada vez mais tênue, a perspectiva de interagir em espaços virtuais, como o Metaverso, consolida-se rapidamente como realidade.
The Lofts of La Baume / Serge Botello, C + B Architect. Image Cortesia de Fundermax
Para tentar explicar a passagem do tempo, os gregos contavam com dois deuses: Cronos e Kairós. Enquanto o primeiro é representado como impiedoso tal qual um relógio que nunca para, Kairós evocava a um momento adequado ou oportuno para uma ação. Ou seja, enquanto Cronos é quantitativo, Kairós tem uma natureza qualitativa e permanente. De fato, a relação da humanidade com a passagem do tempo nem sempre é amigável.
Com as edificações não é diferente. John Ruskin, em seu seminal The Seven Lamps of Architecture (1849), dizia que somente edificações em ruínas preservariam nossas percepções passadas e, simultaneamente, nos permitiriam enfrentar nosso estado de mortalidade. Nesse sentido, as manchas de tempo e escombros eram testemunhas cruciais para demonstrar o envelhecimento na arquitetura, que, em sua concepção, atingiam uma estética entre o sublime e o pitoresco. Ainda que esta seja uma opinião um tanto contraditória, a ideia de considerar como uma edificação irá perdurar no tempo vem ganhando mais atenção. É sabido que alguns materiais envelhecem melhor que outros: enquanto uma parede branca rebocada rapidamente apresenta trincas e manchas, um muro de pedra parece melhorar com os anos, se fundindo com o seu entorno, por exemplo. O tempo traz matizes novas, conta a história do que passou e dá autenticidade às superfícies.
Annabelle Tan (Bartlett School of Architecture, UCL) por 'Past, Present and Post-Tropicality: Viewing Singapore through an ‘Infra(-)structural’ Field'. Imagem cortesia de RIBA 2022 President’s Medals
O Royal Institute of British Architects (RIBA) acaba de anunciar os projetos vencedores do 2022 President’s Medals, destacando os melhores trabalhos acadêmicos de arquitetura do mundo. Em sua 186ª edição, a premiação mais antiga do RIBA registrou um recorde histórico de inscrições, recebendo 347 propostas indicadas por 100 escolas de arquitetura de 27 países.
No ciclo de 2022, a RIBA Silver Medal (Medalha de Prata), concedida ao melhor projeto de design desenvolvido na Etapa 2 do RIBA (Part 2) ou equivalente, foi entregue a Annabelle Tan, da The Bartlett School of Architecture, UCL, pelo projeto A Journey through Past, Present, and Post-Tropicality, que também recebeu a RIBA Dissertation Medal (Medalha de Dissertação). Já a RIBA Bronze Medal (Medalha de Bronze), destinada ao melhor projeto de design da Etapa 1 do RIBA (Part 1) ou equivalente, foi para Mary Holmes, da Universidade de Cambridge, pelo projeto Out of the Closet, Into the Garden.
Impulsionado em grande parte pela migração rural para as cidades e pelo crescimento populacional geral, 68% das pessoas em todo o mundo viverão em áreas urbanas até 2050. Com isso, grande parte da população se beneficiará de um maior acesso a serviços básicos, da proximidade com o transporte público e de melhores oportunidades de educação e emprego. No entanto, a busca por uma vida urbana também leva ao isolamento do ambiente externo — seja uma floresta, um campo ou as montanhas —, o que pode impactar negativamente nossa saúde física e mental. Há muito se comprovou que a exposição à natureza reduz os níveis de estresse, melhora o humor, estimula a produtividade e, acima de tudo, potencializa o bem-estar. Portanto, considerando que costumamos passar cerca de 93% do nosso tempo em espaços fechados (e que a pandemia ampliou essa estatística), hoje, mais do que nunca, buscamos uma conexão com o exterior e todos os seus benefícios inerentes. Assim, os/as arquitetos/as enfrentam o importante desafio de trazer a natureza para o interior, que é justamente onde o design biofílico entra em cena.