A 7ª edição do prêmio ArchDaily Brasil Obra do Ano chegou e novamente precisamos da sua ajuda para selecionar os melhores projetos de arquitetura do ano. Ao votar, você passa a fazer parte de uma rede imparcial de jurados reconhecendo os projetos mais relevantes de 2022.
Nas próximas três semanas, a inteligência coletiva de nossos leitores filtrará centenas de projetos de países lusófonos — Brasil, Portugal, Moçambique, Angola, Guiné-Bissau, Timor-Leste, Guiné Equatorial, Macau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe —publicados em 2022, selecionando as melhores obras construídas em território de língua portuguesa.
De um universo de centenas de obras publicadas em 2022, os leitores escolherão seus favoritos, dos quais os 15 mais votados passarão à segunda fase do Prêmio.
O Premio Obra do Ano 2023 é oferecido pela Dornbracht, empresa conhecida internacionalmente por seus produtos para cozinhas e banheiros.
Neighbours, Karin Sander, Philip Ursprung, Swiss Pavilion, 18th International Architecture Exhibition - La Biennale di Venezia, 2023. Image via KS 2023
O projeto da Suíça para seu pavilhão nacional na 18ª Exposição Internacional de Arquitetura-La Biennale di Venezia terá curadoria de Karin Sander e Philip Ursprung para explorar as relações territoriais dentro do Giardini de La Biennale. Com o título Vizinhos, o projeto se concentra na proximidade espacial e estrutural entre o Pavilhão Suíço e seu vizinho venezuelano. Ao transformar a própria arquitetura na exposição, o projeto também destaca a ligação entre os arquitetos das duas estruturas: o suíço Bruno Giacometti (1907 - 2012) e o italiano Carlo Scarpa (1906 - 1978). A exposição ficará aberta de 20 de maio a 26 de novembro de 2023.
A cultura refletida em um material. Os azulejos portugueses narram temas históricos, do religioso ao profano. Conformam a paisagem e os cenários lusitanos ao revestir edifícios, interiores e espaços públicos. E, desta forma, sua expressão segue em constante mudança e adaptação para tecer a ancestralidade mourisca com a contemporaneidade.
O Design X anunciou a lista de artistas participantes que apresentarão instalações na quarta edição das exposições internacionais de arte site-specific. Os/as doze artistas da Europa, América do Norte e Sul da Ásia estão preparando obras imersivas que abrangem escultura, pintura, arquitetura, design, cinema, performance e ativismo ambiental. A exposição fica aberta de 4 de março a 7 de maio de 2023, em locais por todo o Coachella Valley, no Deserto do Colorado, nos Estados Unidos.
Fruto de duas décadas de desenvolvimento, o Grande Museu Egípcio (GEM), no Cairo, é um dos edifícios culturais mais aguardados do mundo, projetado para se tornar uma maravilha arquitetônica e um destacado centro de estudos científicos, históricos e arqueológicos. O vasto megaprojeto bilionário ocupa uma área de cerca de 500.000 metros quadrados, adjacente às Pirâmides de Gizé, sítio declarado Patrimônio Mundial pela UNESCO. Em suas galerias, aquele que em breve será o maior museu de arqueologia do mundo exibirá 3.500 anos da história do Antigo Egito, revelada por meio de um acervo de mais de 100 mil artefatos — muitos dos quais serão expostos pela primeira vez.
"Fábrica de afetos" é uma obra em exposição de Antonio Yemail que ficou à mostra na Galeria Policroma, em Medellín, até meados de fevereiro. Ela foi criada a partir de um longo processo envolvendo diferentes estudos de caso sobre a relação entre gatos e pessoas. Há mais de uma década Antonio pesquisa uma arquitetura específica para seres esquivos a partir de vários campos, incluindo pesquisa, academia, prática arquitetônica e artística.
A Bienal de Arquitetura de Veneza 2023 anunciou nesta terça-feira, 21 de fevereiro, que a edição deste ano incluirá 63 pavilhões nacionais. A exposição internacional, com curadoria de Lesley Lokko, contará com 89 participantes, mais da metade dos quais são da África ou da diáspora africana.
Entre os escritórios convidados estão Adjaye Associates, atelier masōmī, Kéré Architecture, MASS Design Group, Sumayya Vally e Moad Musbahi, Theaster Gates Studio, Andrés Jaque / Office for Political Innovation, Liam Young e Neri&Hu Design and Research Office, para citar apenas alguns.
Nos dois casos, área reduzida, materiais simples e orçamento modesto não foram impeditivos para um projeto arquitetônico virtuoso que tirou máximo proveito das qualidades do entorno e da orientação do terreno, provando que limitações podem servir de impulso para projetos de grande qualidade.
O comitê da UNESCO decidiu inscrever o Centro Histórico da Cidade Portuária de Odesa, na Ucrânia, na Lista do Patrimônio Mundial da Humanidade. A decisão simboliza o reconhecimento do valor excepcional do sítio e o compromisso dos 194 Estados da Convenção de não realizar nenhuma ação deliberada que possa prejudicá-lo, mas sim, auxiliar na sua proteção. O local também foi inscrito na Lista do Patrimônio Mundial em perigo, o que lhe dá acesso a assistência financeira ou técnica internacional para garantir sua proteção e, se necessário, contribuir para sua reabilitação.
Soluções construtivas tradicionais tendem a funcionar bem para seus respectivos contextos, por terem resistido a centenas de anos de testes e melhoramentos, e utilizarem técnicas e materiais disponíveis localmente. Ainda que a globalização e a democratização no acesso a tecnologias tenha trazido mais conforto e novas oportunidades à humanidade, no setor da construção civil observou-se uma homogeneização das soluções e a dependência nas cadeias de suprimentos globais para materiais e componentes de construção. Isso também constituiu uma ruptura entre a passagem de conhecimentos entre gerações e um apagamento das tradições.
Em relação a soluções passivas de resfriamento de edificações, atualmente há um esforço para recuperar antigas técnicas utilizadas no curso da história em localidades que sempre tiveram que lidar com o clima quente. Isso é ainda mais latente devido ao alto custo energético que o resfriamento impõe, a um cenário de aquecimento global e, principalmente, pelo fato de que dentre as projeções de incrementos populacionais, boa parte das megalópoles se localizarão na África e Ásia, com climas quentes. Pensando em um cenário futuro, é possível se inspirar no passado e aplicar essas técnicas antigas de resfriamento para edificações contemporâneas?
Por duzentos anos, a cidade de Nova York tem sido a maior metrópole dos Estados Unidos e continua a superar suas concorrentes. A cidade é uma das mais antigas e prósperas do país. Sua região metropolitana produz bens e serviços que equivalem em termos monetários à metade do que o Brasil produz. A sua estrutura urbana, capacidade produtiva e elevada renda per capita evidenciam sua posição privilegiada no mundo, e uma das chaves para entender a sua ascensão está no início da sua história e ao longo do seu processo de desenvolvimento. Em 1624, as terras da ilha de Manhattan foram compradas do povo indígena Lenape pelo holandês Peter Minuit, da Companhia Holandesa das Índias Ocidentais, que fundou a chamada Nova Amsterdã. A ilha é uma extensa área plana de 59 km² situada em meio à foz do Rio Hudson e do Rio do Leste. A baía permitia atracar grandes navios e era também um local mais fácil de se defender.
The Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pelos/as arquitetos/as David Lee e Marina Bourderonnet, o programa recebe diferentes profissionais de áreas criativas para conversas espontâneas, que dão espaço a reflexões profundas e debates pessoais.
Uma grande variedade de temas é abordada com honestidade e bom humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros oferecem dicas para profissionais do design, análises de edifícios e outros projetos, ou explorações descontraídas sobre o dia a dia e o design. The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify, e YouTube.
Esta semana, David e Marina conversam com o arquiteto Joshua Aidlin, sócio-fundador do escritório Aidlin Darling Design, para discutir sua trajetória nas artes, sua abordagem e filosofia de projeto, a experiência de acampar nos locais das obras, a criação de uma boa cultura de escritório, sua parceria com David Darling e muito mais.
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Paris, França. Foto de Lespinas Xavier, via Unsplash
Até alguns anos atrás, a margem direita do Rio Sena, em Paris, era uma via de trânsito rápido por onde passavam mais de 40 mil veículos todos os dias. Apesar de ter sido nomeada Patrimônio Mundial da Unesco, a via costumava estar totalmente engarrafada nos horários de pico ou funcionar como um corredor para os carros em alta velocidade. Por isso, colaborava para as taxas de poluição atmosférica da cidade, que com frequência costumavam ultrapassar os limites da União Europeia, e para milhares de mortes na capital francesa todos os anos.
https://www.archdaily.com.br/pt/996966/cidade-de-15-minutos-a-visao-de-paris-que-tem-inspirado-um-movimento-globalSalome Gongadze e Anne Maassen
A verdadeira beleza da arquitetura reside em sua capacidade de servir e melhorar a experiência humana, mas esse princípio fundamental nem sempre é respeitado. Muitas vezes, vemos edifícios “públicos” que não se integram ao tecido urbano, são desconectados de seu entorno e não contribuem para a vitalidade e qualidade de vida de uma cidade. Alguns podem até ser muito bonitos, mas se não forem funcionais, confortáveis e acolhedores para as pessoas, seu valor como espaços públicos torna-se bastante questionável. Ícones arquitetônicos como a Ópera de Sydney e o Museu Guggenheim de Bilbao, por exemplo, são celebrados não apenas por suas silhuetas impressionantes ou interiores de tirar o fôlego, mas porque aprimoram a cultura e a vida na cidade, enriquecem a comunidade e oferecem diversas oportunidades de interação e envolvimento do público. É essa abordagem holística de projeto, centrada no ser humano, que permite que esses marcos se tornem partes integrantes da identidade de uma cidade.
Fotografias de Marcel Gautherot presentes no acervo do Instituto Moreira Salles (IMS) editadas pela autora
O Museu de Arte Popular de Recife (MAP), inaugurado em 1955, foi um dos primeiros museus dedicados ao gênero no país. Foi organizado e idealizado pelo advogado e colecionador recifense Abelardo Rodrigues (1908 - 1971) e projetado pelo arquiteto carioca Acácio Gil Borsoi (1924 - 2009). Embora extinto, o projeto do museu foi uma adaptação de uma antiga escola infantil em um espaço com características modernas para a exposição de arte popular, localizado na entrada do Parque Zoobotânico de Dois Irmãos. Os únicos registros deste espaço foram realizados pelo fotógrafo francês Marcel Gautherot (1910 - 1996) no ano de inauguração do museu. Apesar das suas singularidades, estes três personagens estavam especialmente interessados no aspecto popular das narrativas modernas, e por esse motivo, é importante analisar as perspectivas que contribuíram no interesse dos usos dessa noção.
Paulo Mendes da Rocha. Fotografia de Maria Isabel Villac
Paulo Mendes da Rocha será homenageado com duas grandes exposições realizadas este ano pela Casa da Arquitectura, em Matosinhos, norte de Portugal. Geografias Construídas: Paulo Mendes da Rocha, uma Retrospectiva tem curadoria de Jean-Louis Cohen e Vanessa Grossman e projeto expositivo de Eduardo Souto de Moura e Nuno Graça Moura, enquanto que Paulo conta com curadoria de Rui Furtado e Marta Moreira e projeto expositivo de Ricardo Bak Gordon. Ambas inauguram em 26 de maio.
https://www.archdaily.com.br/pt/996690/paulo-mendes-da-rocha-sera-homenageado-com-duas-exposicoes-na-casa-da-arquitectura-em-2023ArchDaily Team
"Nosso planeta está sufocando com plástico", afirma as Nações Unidas. Embora o material feito pelo homem tenha muitos usos valiosos, nosso vício em produtos plásticos de uso único levou a severas questões econômicas, de saúde e ambientais. Aproximadamente um milhão de garrafas plásticas são compradas a cada minuto e cinco trilhões de sacos plásticos são usados todos os anos em todo o mundo - usados apenas uma vez e depois jogados fora. Plásticos e microplásticos chegaram a todos os cantos de nosso ambiente natural, desde os picos das montanhas mais altas até as profundezas dos oceanos. Tanto que eles se tornaram parte do registro fóssil da Terra e criaram um habitat microbiano marinho totalmente novo conhecido como "Plastisfera".
Munique — capital da Baviera desde 1506 — é uma cidade com ricas camadas de história. Seus muitos anos como um crescente epicentro arquitetônico deixaram uma mistura interessante e única de edifícios. De igrejas e catedrais medievais a sinagogas contemporâneas. De arranha-céus a pequenos pavilhões. Do brutalismo ao Art Nouveau. A arquitetura de Munique é verdadeiramente vasta e maravilhosa.
Embora fosse um erro não reconhecer as maravilhas cervejeiras de Munique, a única menção a essa bebida aqui se dará por meio dos impressionantes edifícios que as abrigam (como a nova sede da Paulaner, projetada pelo escritório Hierl Architekten). De fato, outros aspectos da cidade são grandiosos, mas vamos nos concentrar na principal atração de Munique: sua arquitetura.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134873/guia-de-arquitetura-de-munique-dos-arranha-ceus-aos-pequenos-pavilhoes-do-brutalismo-ao-art-nouveauVirginia Duran
De 20 a 30 de abril, Barcelona será novamente palco do Festival Model. Um evento que busca transformar a cidade em uma plataforma para o talento emergente da arquitetura e do design, bem como para líderes de pensamento de todo o mundo. Fundado em 2022 pelo Ajuntament de Barcelona e gerido este ano pela Fundació Mies van der Rohe, o festival tem como objetivo criar um espaço de exploração e inspiração para toda a cidadania, transformando as ruas da cidade em um laboratório de experimentação e divulgação arquitetônica e urbana. O evento contará novamente com a direção artística de Eva Franch i Gilabert, ao lado de uma ampla equipe de arquitetos/as, curadores/as e mais de 50 instituições e organizações da cidade selecionadas por meio de uma convocatória aberta.
O Arquicast conversa com Gustavo Utrabo, arquiteto brasileiro cujo trabalho se destaca por sua capacidade de experimentação e pesquisa contínua, além de ser formado no Paraná, ele tem experiências em Harvard, MIT, Hong Kong e Escola da Cidade. Foram abordados no episódio sua experiência em comunicação no podcast "Entre Mundos", as dificuldades iniciais da carreira autoral, a dinâmica e estrutura de seu trabalho atual, seus projetos notáveis, como as Moradias Infantis Canuanã, além de sua visão sobre o futuro da profissão e ainda um debate sobre as redes sociais.
O Nieuwe Instituut nomeou Jan Jongert, do Superuse Studios de Roterdã, como curador do Pavilhão dos Países Baixos na 18ª Exposição Internacional de Arquitetura - La Biennale di Venezia. Em resposta ao tema abrangente de Lesley Lokko para esta edição da Bienal, Laboratório do Futuro, a equipe curatorial holandesa pretende explorar os complexos sistemas que sustentam as estruturas de nossa sociedade. A exposição estará aberta de 20 de maio a 26 de novembro de 2023.
Como parte do programa de exposições do Museu Experimental El Eco, foi lançada a convocatória para o Pavilhão Eco 2023, onde profissionais que atuam na prática arquitetônica no México possam dialogar com o espaço do museu. Esta edição marca os 13 anos do Pavilhão Eco, concurso iniciado em parceria com o Buró-Buró com a missão de oferecer uma plataforma para a produção arquitetônica com ênfase na experimentação e na reflexão espacial.
A história da visualização na arquitetura passou por diversas transformações ao longo dos séculos. Sua relação intrínseca com a própria arquitetura desencadeou manifestações e críticas que, além de servirem como ferramenta para representar o mundo habitado, influenciam diretamente a percepção deste e a produção dos objetos construídos. No ArchDaily, exploramos, por meio de diversos artigos, as histórias que compõem a representação pós-digital e, especificamente no México, este é um tema que tem sido profundamente explorado.
Escritório LANO FRUITS / Laura Ortín. Imagem cortesia de Laura Ortín
Dos cubículos predefinidos aos escritórios compartilhados em plano aberto, os espaços de trabalho têm transformado suas estratégias de projeto para acompanhar as mudanças no estilo de vida da sociedade. Se, por um lado, os layouts tradicionais estimulavam o trabalho mais isolado (evitando distrações sociais), a adaptação às novas tecnologias e dinâmicas de pensamento impulsionou a produtividade, respeitando a comunicação, a consciência sobre o bem-estar e os benefícios de se sentir confortável no ambiente profissional.
A comunidade de arquitetura tem acompanhado essas tendências de mudança, propondo diversas tipologias de espaços de trabalho, adaptando-se a múltiplos estilos profissionais e organizando-os de modo a criar ambientes de produtividade ideal. Entre eles, escritórios de arquitetura liderados por mulheres espanholas, de diferentes origens e estilos, destacam-se por apresentar layouts que redefinem o conceito tradicional de espaço de trabalho. Abaixo, apresentamos uma seleção de projetos inovadores de reforma, que exemplificam o design de espaços de trabalho flexíveis e dinâmicos.