Arquitetura - uma vez que saiu de suas origens cavernosas - começou inicialmente de forma nômade. Por muito tempo, a sombra das árvores e tendas móveis feitas de pele de animais foram utilizadas no lugar de moradias permanentes, atendendo a estilos de vida nômades e necessidades básicas de sobrevivência. Essas estruturas portáteis foram principalmente sustentadas por armações de madeira e foram usadas por diversas civilizações antigas, incluindo os beduínos na Península Arábica e as tribos nativas americanas na América do Norte. A chegada do tecido, cerca de 40.000 anos atrás, tornou as moradias ainda mais leves e fáceis de transportar, um benefício para as culturas nômades ao redor do mundo.
Embora as tendas tenham permanecido populares desde então, em contextos recreativos e como um elemento fundamental da forma arquitetônica, a arquitetura contemporânea redescobriu o princípio do drapeado de tecido e conduziu o seu desenvolvimento - não apenas para estruturas temporárias, mas também para edifícios e instalações permanentes. Materiais avançados e duráveis transformaram o tecido em uma alternativa de fachada e cobertura que tem despertado um setor altamente especializado dentro da indústria da construção e criado algumas das fachadas mais intrigantes ao redor do mundo.
O escritório português MASSLAB venceu um concurso promovido pelo Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU, IP) para o projeto de 100 unidades habitacionais de custo acessível em Lisboa. Dispondo de um terreno junto à Basília da Estrela, o concurso teve como principal objetivo a integração dos novos edifícios com os elementos de valor patrimonial e a malha urbana da cidade.
As instalações esportivas desempenham um papel vital na vida das cidades ao oferecer espaços públicos multifuncionais onde a população pode participar de grandes eventos voltados ao entretenimento e ao espetáculo, ao mesmo tempo em que promovem o bem-estar e fortalecem o engajamento comunitário. Além disso, arenas esportivas bem projetadas podem se tornar ícones urbanos, gerando um sentimento de orgulho e identidade, além de atrair tanto visitantes quanto moradores. Um exemplo disso são os torneios de tênis do Grand Slam, que mobilizam cidades como Paris, Londres e Nova York, atraindo torcedores do mundo todo. A quadra Philippe Chatrier e a estufa transformada na Quadra Simonne-Mathieu, em Paris, tornaram-se marcos arquitetônicos que atuam como catalisadores do desenvolvimento urbano e do intercâmbio cultural.
Espaços de menor escala também desempenham uma função importante na vida das comunidades, funcionando como pontos de encontro para pessoas com interesses comuns, promovendo o sentimento de pertencimento e contribuindo para a saúde geral dos bairros. A seleção desta semana de Melhores Projetos Não Construídos destaca propostas enviadas pela comunidade do ArchDaily que apresentam arenas esportivas de grande e pequena escala. Desde um pavilhão de basquete em formato de "caixa dentro de outra caixa" na Grécia, passando por uma arena multiesportiva translúcida em El Salvador, até um estádio que evoca dunas no Marrocos, esta seleção apresenta projetos que incentivam e celebram o movimento, o atletismo e a competição justa.
A proteção solar é uma necessidade universal dos seres humanos. Embora a luz solar traga benefícios para a nossa saúde e o nosso humor, também é fundamental nos protegermos de seus efeitos nocivos ao nosso bem-estar e conforto. Ao longo da história, a arquitetura buscou responder a essa necessidade, proporcionando abrigo e conforto por meio de áreas sombreadas. Desde o Antigo Egito, guarda-sóis feitos de folhas de palmeira presas a uma haste têm sido utilizados para proteção contra o sol em espaços abertos.
Graças aos materiais contemporâneos, hoje é possível desenvolver estruturas e mobiliários externos muito mais duráveis do que as folhas de palmeira utilizadas pelos egípcios há 4.000 anos. O resultado são estruturas leves e esteticamente agradáveis, frutos do design e dos materiais que surgiram no século XX. Embora esses projetos não utilizem elementos naturais diretamente, eles incorporam peças que replicam suas características, proporcionando sombra com formas únicas e um design diferenciado. Nesse contexto, a cbdesign desenvolveu o ombrelone Daisy. Este ombrelone em forma de flor reproduz as cores encontradas na natureza, como o azul do mar, o amarelo da frangipani, o azul do céu e o roxo da bougainvillea.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138205/acentos-esteticos-guarda-chuvas-em-formato-de-flor-que-fundem-beleza-e-utilidadeEnrique Tovar
Ao projetar soluções contemporâneas para banheiros, tanto residenciais quanto para diversos contextos comerciais — como corporativos, comerciais, públicos e de hospitalidade —, diferentes abordagens podem moldar a estratégia de projeto. Alinhado às mais recentes tendências e descobertas, o uso de estratégias materiais disruptivas e a presença de linhas minimalistas e sóbrias, além de paletas de cores neutras, parecem predominar na criação de banheiros de vanguarda. O design disruptivo busca aprimorar a funcionalidade, a sustentabilidade e a estética por meio da integração de diferentes recursos, como tecnologias inteligentes ou unidades modulares, ao passo que as estratégias minimalistas enfatizam a simplicidade, as linhas limpas e um esquema de cores luminoso para criar ambientes relaxantes e sofisticados.
Transformando a nossa maneira de pensar os espaços de banheiros, a The Splash Lab reinterpreta essa experiência ao incorporar quatro princípios fundamentais: inclusão, inovação, sustentabilidade e uma abordagem holística. Combinando designs disruptivos com estratégias minimalistas, a empresa desenvolveu o The Aerofoil, um lavatório suspenso de plano único que se caracteriza por seus elementos inteligentes, mantendo um estilo de design refinado.
Jingru (Cyan) Cheng . Imagem Cortesia de Wheelwright Prize
A Escola de Pós-Graduação em Design da Universidade Harvard (GSD) anunciou Jingru (Cyan) Cheng como a ganhadora do Prêmio Wheelwright 2023, uma bolsa de estudos criada para apoiar pesquisas e abordagens investigativas de arquitetura contemporânea com perspectiva global. O projeto de pesquisa vencedor, intitulado "Rastreando a Areia: Territórios Fantasma, Corpos à Deriva", explora os impactos multifacetados da mineração e recuperação de areia, compreendidos a partir de perspectivas culturais, econômicas e ecológicas. Esse material discreto tornou-se um elemento indispensável para o nosso ambiente construído e comunidades, servindo como componente vital na produção de vidro, concreto, estradas asfaltadas e aterros. No entanto, o processo de dragagem de sistemas subaquáticos e mineração de areia leva à perturbação de ecossistemas em um processo que simultaneamente cria um habitat enquanto destrói outro.
A última parte da série The Architect's Studio, promovida pelo Museu de Arte Moderna da Louisiana, apresenta o trabalho do Cave_bureau, um estúdio de arquitetura do Quênia. A exposição explora as cavernas vulcânicas do país, enfatizando o conceito de "futurismo reverso". O Cave_bureau acredita que, ao se debruçar sobre o passado, pode desenvolver soluções sustentáveis para o futuro.
Entre os dias 11 e 16 de julho, está aberto o Pavilhão La Fuente no Parque Balmaceda, em Santiago do Chile. Uma nova instalação no espaço público assinada pelo arquiteto Camilo Palma (Abarca+Palma) que convida à "contemplação e tranquilidade em torno dos estímulos e sensações da água". Trata-se de uma estrutura de elementos construtivos seriados e pré-fabricados que se apoia sobre a fonte original de 1931, projetada por Oscar Prager, Sergio Larraín e Jorge Arteaga.
O ArchDaily, com o objetivo de vivenciar essa experiência pública, visitou a instalação em um dia de chuva.
A Escuela Guaraní Mbya, desenvolvida pelo escritório brasileiro Studio Guimarães Rosa, foi selecionada como finalista na 5ª edição do Prêmio Félix Candela, um dos maiores concursos do México. A competição refletiu sobre o conceito do "homem do milho", ou seja, o homem que retorna ao campo. O escritório propôs uma escola rural que capacita esse indivíduo a voltar ao campo. A pergunta que norteou os arquitetos foi: como retornar sem destruir? Talvez possamos aprender com os povos originários, foi a resposta encontrada.
https://www.archdaily.com.br/pt/1003396/escritorio-brasileiro-e-finalista-do-5o-premio-felix-candela-com-projeto-de-escola-rural-baseada-em-saberes-indigenasArchDaily Team
No campo da arquitetura e do design de interiores, a iluminação é um elemento fundamental para valorizar a atmosfera geral de um espaço. A interação harmoniosa entre luz e design pode elevar a ambiência e a funcionalidade de qualquer ambiente arquitetônico. Com atenção minuciosa aos detalhes e princípios de design inovadores, profissionais de arquitetura e design podem criar espaços que não apenas encantam visualmente, mas também enriquecem a experiência dos usuários. Ao considerar cuidadosamente esses fatores, espaços arquitetônicos criativos ganham vida, despertando emoções e transformando a maneira como percebemos e interagimos com o ambiente ao nosso redor.
Em um mundo em constante evolução, o design de iluminação tem dado especial destaque a propostas contemporâneas e fluidas. Projetada por Ramos & Bassols, a coleção Spa da Vibia destaca-se por sua adaptabilidade, design integrado e alto desempenho luminoso. Com sua forma minimalista e refinada, o sistema de iluminação LED Spa oferece liberdade de composição, permitindo que designers criem uma ampla gama de atmosferas, desde cantos intimistas dedicados ao bem-estar pessoal até áreas funcionais voltadas para o uso geral.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138353/luz-atraves-das-linhas-design-continuo-para-espacos-arquitetonicos-criativosEnrique Tovar
Resultado de uma colaboração entre OMA / Jason Long e o Y.A. studio, o empreendimento conjunto do 730 Stanyan, no bairro de Haight Ashbury, em São Francisco, teve suas obras iniciadas. Quando concluído, o edifício de 8 pavimentos abrigará 160 unidades de moradias altamente acessíveis e comodidades para pessoas de baixa renda, incluindo famílias que antes se encontravam em situação de rua, bem como habitações e serviços para a população de baixa renda de São Francisco, abrangendo famílias, pessoas anteriormente sem-teto e jovens em transição para a vida adulta (TAY, na sigla em inglês). A conclusão do projeto está prevista para o outono de 2025.
Saint Laurent Men’s Summer 24 na Neue Nationalgalerie de Mies van der Rohe. Imagem cortesia de Saint Laurent
A arquitetura e a moda compartilham uma interação interessante no processo de expressão cultural e na formação da identidade. Ambas as disciplinas funcionam, em diferentes níveis, como canais de criatividade. Enquanto a arquitetura é frequentemente descrita como a “terceira pele” humana, o vestuário é visto como a segunda pele; ambos protegem o corpo e, simultaneamente, desempenham funções semelhantes de autoexpressão e manifestação da individualidade.
A relação entre arquitetura e moda também se reflete em princípios de design compartilhados, como forma, proporção, escala humana e materialidade. Longe de ser um mero plano de fundo para desfiles de moda, a arquitetura pode criar atmosferas, servir de fonte de inspiração e orientar a circulação pelo espaço. Parcerias entre profissionais da arquitetura e marcas de moda, como a célebre colaboração entre o OMA/AMO e a Prada, diluem ainda mais os limites entre as duas disciplinas, revelando as inúmeras conexões entre esses campos criativos.
Unfolding Pavilion é um projeto expositivo e editorial encabeçado por Daniel Tudor Munteanu e Davide Tommaso Ferrando que tem como objetivo destacar espaços arquitetonicamente significativos, mas até então inacessíveis. Em sua quarta edição, a exposição se dedica aos Giardini della Biennale, os jardins que se tornaram o principal núcleo de uma das exposições de arquitetura mais importantes do mundo: a Bienal de Veneza. Através de uma série de intervenções site-specific e fotografias de Laurian Ghinițoiu, o Unfolding Pavilion #OPENGIARDINI busca explorar a natureza paradoxal deste espaço público que não é acessível ao público.
A 18ª Exposição Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza, inaugurada em 20 de maio, está sendo uma verdadeira materialização do tema O laboratório do futuro, definido por Lesley Lokko. A curadora convidou "arquitetos e profissionais de um campo ampliado de disciplinas criativas a buscarem exemplos nas práticas contemporâneas que apresentem um caminho para que o público avance, imaginando eles mesmos o que o futuro pode trazer".
O Pavilhão do Chile, com a curadoria de Gonzalo Carrasco, Alejandro Beals e Loreto Lyon (Beals Lyon Arquitectos), explorou o tema Ecologias em Movimento. A exposição apresenta os desafios atuais acerca da reparação e restauração ecológica com o estudo dos processos de recuperação do solo com sementes endêmicas.
https://www.archdaily.com.br/pt/1003257/ecologias-em-movimento-o-futuro-nao-sera-apenas-construido-sera-semeado-e-plantadoArchDaily Team
A cidade de San Miguel de Allende está localizada no estado de Guanajuato, na região centro-norte do México, limitando-se geograficamente com os estados de Zacatecas, San Luis Potosí, Querétaro, Michoacán e Jalisco. Tem uma área de 43,6 ha e é uma das regiões mais populosas de seu estado. Em 2008, foi declarada Patrimônio Mundial pela UNESCO, caracterizando-se por sua arquitetura barroca e espanhola. Faz parte da lista de Pueblos Mágicos do México. Além disso, a cidade abriga a Paróquia de San Miguel Arcángel, construída com a cantera rosa típica da região.
Por mais que eu seja crítico ao impacto dos shopping centers na vida urbana paulistana, ainda não consigo evitá-los completamente. Seja porque tenho pouco tempo, mas preciso passar no supermercado e também comprar um presente de aniversário; seja porque o filme que quero ver só está sendo exibido naquele horário e naquele shopping; seja porque meus filhos adoram o espaço de brincar no terraço do Shopping Pátio Higienópolis e, como preciso mesmo comprar um tênis novo, acabamos indo lá.
https://www.archdaily.com.br/pt/1003394/quanta-gente-quanta-alegria-o-papel-dos-shopping-centers-na-vida-urbanaVitor Meira França
Solução de Material com Baixo Carbono - ECOPlanet. Imagem Cortesia de Holcim
Cidades são definidas como áreas geográficas densamente povoadas, caracterizadas pelo desenvolvimento urbano. Elas funcionam como centros econômicos, políticos e culturais, oferecendo diversos serviços, infraestrutura e oportunidades. No entanto, o adensamento urbano frequentemente é associado a aspectos negativos, tais como problemas de saúde, poluição e desigualdades sociais. Países como a Índia e a China, com suas populações massivas que ultrapassam a marca dos bilhões, enfrentam uma demanda significativa por serviços e moradia.
Pesquisas recentes, incluindo estudos de instituições como a Berkeley Cool Climate Network, trouxeram uma mudança de paradigma na percepção do adensamento urbano. Essa mudança visa reduzir a pegada de carbono das cidades e apoiar esforços colaborativos para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. O adensamento é proposto como uma estratégia crucial para promover a prosperidade social, o bem-estar e o combate às mudanças climáticas. Diante disso, surge uma questão relevante: como podemos viabilizar o adensamento de forma eficaz e, ao mesmo tempo, enfrentar o aquecimento global? Empresas como a Holcim têm respondido a esse desafio desenvolvendo soluções construtivas sustentáveis e promovendo discussões produtivas com profissionais de arquitetura, como Shajay Bhooshan, diretor associado na Zaha Hadid Architects. Essas colaborações trazem reflexões valiosas sobre o conceito de adensamento urbano como um catalisador para a ação climática.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138527/repensando-o-desenvolvimento-urbano-adensando-as-cidades-para-uma-acao-climatica-aceleradaEnrique Tovar
Durante a visita ao Serpentine Pavilion deste ano, a equipe do ArchDaily teve a oportunidade de conversar com a arquiteta franco-libanesa Lina Ghotmeh, a designer por trás da estrutura temporária construída no Kensington Gardens, em Londres. A conversa abordou as motivações e os conceitos que guiaram a concepção do pavilhão, intitulado À table, idealizado como um convite para sentar-se à mesa, compartilhar uma refeição e participar de diálogos abertos. Aprofundando-se em suas raízes libanesas, a arquiteta também detalha sua metodologia e o desejo de criar espaços de conversa e tomada de decisões, incentivando a convivência entre pessoas de diferentes origens e experiências. A equipe do ArchDaily também conversou com Hans Ulrich Obrist, diretor artístico das Serpentine Galleries, sobre o pavilhão como uma plataforma para a arquitetura e as artes.
Surgida originalmente como uma maneira de reaproveitar sobras de pedras naturais — como mármore, quartzo e granito —, a técnica de 600 anos para a criação de superfícies em terrazzo vive um momento de grande destaque na atual cultura de reutilização. No entanto, a sustentabilidade está longe de ser o seu único atrativo.
As características que realmente colocam esse material composto no topo da lista de desejos de profissionais de design e arquitetura são sua alta durabilidade, a impermeabilidade livre de fissuras e uma paleta de cores e padrões quase infinitamente personalizável. E embora o uso do terrazzo tenha surgido, como o próprio nome sugere, no revestimento de pisos, o material também se adapta perfeitamente a outras superfícies e até mesmo ao design de produtos.
A Índia ultrapassou recentemente a China, sua vizinha subcontinental, tornando-se o país mais populoso do mundo, com uma população de mais de 1,4286 bilhão de pessoas. Com dados das Nações Unidas estimando também uma taxa de crescimento populacional anual de 0,7%, o ambiente construído do país está prestes a interagir com um novo discurso demográfico e a apresentar sua própria perspectiva sobre como construir para bilhões. Diante disso, o país enfrentará novos desafios de infraestrutura, transporte e habitação adequada que, à primeira vista, forçarão as cidades a uma expansão constante para responder a essas demandas dinâmicas. Contudo, um olhar crítico sobre a distribuição demográfica interna revela que a maioria dos indianos ainda vive em áreas rurais, as quais abrigam 65% da população, apesar da crescente migração campo-cidade. Esse cenário aponta para um caminho diferente — um em que o planejamento e o desenvolvimento das áreas rurais têm precedência sobre as cidades. Um caminho que explora a arquitetura no meio rural, sua relação com os centros urbanos e seu futuro como estrutura primordial para abrigar esse contingente populacional em rápida expansão.
Casa Carlson-Reges (1992-1996). Imagem cortesia de Michael Rotondi
Os edifícios de Michael Rotondi — museus, centros cívicos, instalações educacionais, mosteiros, restaurantes e residências — evocam mecanismos cinéticos que se dobram, articulam, torcem e se abrem. Eles expressam os sentimentos, o pensamento e o estado de espírito do arquiteto no momento em que foram projetados e, em algumas ocasiões, durante sua montagem e construção. Rotondi nasceu em 1949 em Los Angeles.
Ele fundou a RoTo Architects, um escritório voltado para a pesquisa em sua cidade natal, em 1991, após codirigir o Morphosis por 16 anos com Thom Mayne. Paralelamente à sua prática profissional, o arquiteto leciona e profere palestras no SCI-Arc (Southern California Institute of Architecture), instituição que ele cofundou in 1972, cujo programa de pós-graduação liderou de 1978 a 1987, e da qual foi o segundo diretor por uma década, de 1987 a 1997.
Cortesia do Aranya Theatre Festival, MAD Architects Qi Ziying
O arquiteto Ma Yansong, do escritório MAD, projetou A Cidade do Tempo, um espaço de performance e residência artística criado para o Festival de TeatroAranya na China. Inspirado na migração das aves, o Migratory Birds 300 é um programa de residência artística que reúne 300 criadores de diversos campos e origens. Durante o mês de junho, a proposta arquitetônica de Ma Yansong recebeu uma ampla variedade de expressões artísticas, incluindo espetáculos, instalações, esculturas, arte performática, pinturas e vídeos, sendo 131 trabalhos em grupo e 194 projetos individuais.
Cortesia de Abeer Seikaly | Foto por Hussam Da’na.
Um grupo de 31 arquitetos, escritórios e designers foram convidados a participar da Trienal de Arquitetura de Sharjah, de 11 de novembro a 10 de março de 2024. Para sua segunda edição, o evento visa explorar soluções de projeto inovadoras que surgem das condições de escassez no sul global. Os participantes, representando 27 países, oferecem uma resposta diversa e internacional ao tema, abordando suas implicações para o futuro da arquitetura. A Trienal tem curadoria de Tosin Oshinowo e gira em torno do tema A Beleza da Impermanência: Uma Arquitetura de Adaptabilidade.