Apesar da má reputação das habitações públicas nos Estados Unidos, organizações, urbanistas e profissionais de arquitetura em Portland, no Oregon, estão determinados a criar habitação acessível que não sacrifique a qualidade nem o apelo estético. Embora Portland tenha desenvolvido uma reputação negativa em relação ao seu problema de pessoas em situação de rua, nos últimos quatro anos os recursos fluíram na direção certa, e as equipes de projeto souberam responder à altura para projetar edifícios habitáveis e impactantes, dentro de orçamentos altamente restritivos. Por meio de abordagens inovadoras e criativas de construção e design, essas organizações e profissionais de projeto utilizaram recursos federais, estaduais e municipais para viabilizar esse tipo de empreendimento.
A frase “Demografia é destino” é repetida mais de uma vez em Smaller Cities in a Shrinking World (Island Press). Este novo livro do renomado pesquisador urbano Alan Mallach aborda, em detalhes minuciosos e fascinantes, o “problema complexo” das cidades em encolhimento nos EUA e no mundo. No entanto, não são apenas as nossas cidades que estão encolhendo — os países que as abrigam também estão. Conversei com Mallach sobre a necessidade imperativa de planejar para essa nova realidade demográfica.
Designer e chefe de produtos do BIG, Jakob Lange, interagindo com um dos designs de sofá da nova coleção Nawabari. Imagem cortesia de BoConcept
A nova coleção de mobiliário Nawabari é a manifestação de uma visão compartilhada. No início da colaboração criativa entre a marca de design de mobiliário BoConcept e o escritório de arquitetura BIG, ambas as partes se reuniram para compartilhar suas percepções sobre as necessidades dos consumidores atuais e sobre como criar espaços sociais e de convivência ideais.
Uma banheira escultural totalmente preta fica sozinha no centro do espaço, cercada pela cor rica e cheia de corpo de mármore verde amadurecido. Banhada pela luz de uma parede de blocos de vidro durante o dia, uma banheira sensorial é imersa em um manto de noite à noite, quando a casa está em seu momento mais silencioso.
Sinônimos de "escuro" são associados a uma atmosfera de negatividade. Palavras como tristeza e escuridão estão longe da leveza e do ar dos projetos de interiores apresentados por revistas ou influenciadores. Mas para muitas pessoas que buscam tranquilidade no banheiro, a iluminação de baixa intensidade oferecer conforto.
Muitos de nós tendemos a fechar os olhos enquanto procuramos paz e atenção plena. Ao desligar o sentido da visão, podemos nos refugiar em nós mesmos e focar em nosso próprio autocuidado. Os quatro banheiros pouco iluminados apresentados a seguir fazem uso da ideia de escuridão pacífica para criar espaços tranquilos com iluminação suave e baixa, materiais naturais e superfícies escuras.
Intervenção realizada na rua em frente a 4 escolas públicas. Foto: Acervo CoCriança
Ao longo das últimas décadas, as cidades vêm sofrendo profundas e rápidas transformações, as quais vêm impactando muito também a infância. Enquanto as cidades estão cada vez maiores e mais complexas, vem crescendo uma população infantil cuja qualidade de vida urbana deteriorou-se notavelmente. As crianças perderam seus espaços na cidade e encontram-se, cada vez mais, em espaços fechados e institucionalizados.
O imaginário da cidade enquanto perigosa vem se fortalecendo, estabelecendo uma relação cíclica: com menos crianças nas ruas, estas são dominadas por carros que circulam em alta velocidade, o que dificulta o uso do espaço, o que por sua vez incita o aumento da violência, o que afasta as crianças — e todos — das ruas. A baixa frequência de crianças brincando nas ruas e demais áreas públicas dos centros urbanos também faz com que este segmento seja pouco visível aos olhos dos adultos e das políticas públicas.
À medida que o mundo luta contra os efeitos das mudanças climáticas, desastres naturais como inundações e a propagação de incêndios incontroláveis estão cada vez mais ameaçando as cidades e seus habitantes. Embora a arquitetura e o urbanismo não possam evitar esses eventos, há estratégias para minimizar os danos associados a esses eventos e ajudar a proteger os cidadãos. Eventos trágicos ao longo do último ano, como o terremoto que atingiu o centro da Turquia e o noroeste da Síria em fevereiro deste ano ou o terremoto mais recente no oeste do Afeganistão, as inundações e o rompimentos de barragens na Líbia, e os incêndios que devastaram a cidade de Lahaina, no Havaí, demonstram a urgência de implementar medidas preventivas e de mitigação, além de criar procedimentos para intervenção de emergência. Este artigo explora as estratégias e recursos disponíveis para arquitetos e urbanistas enfrentarem esses desafios em três tipos de desastres naturais: enchentes, incêndios florestais e terremotos.
Em 2021, a Generalitat da Catalunha reconheceu como Bem Cultural de Interesse Nacional, na categoria de Monumento Histórico, a Casa Gomis, projetada pelo/a arquiteto/a Antoni Bonet Castellana para a família Gomis-Bertrand entre 1949 e 1956.
Projetada à distância, a partir da Argentina, "La Ricarda" — como a residência também é conhecida devido à sua proximidade com a lagoa homônima que recentemente esteve no centro de debates devido à ampliação do aeroporto de Barcelona — destaca-se por sua cobertura abobadada e fechamentos envidraçados que dialogam com o entorno de Prat de Llobregat.
A pequena cidade de Illueca situa-se em um vale tectônico, flanqueada pelos maciços das serras de la Virgen e de la Camamila, que se estendem próximas à Reserva Natural de Moncayo (Saragoça, Espanha). É nesse cenário que o escritório Permán & Franco Architects Studio projetou um centro de saúde de atenção primária, com um desenho singular e fachada ventilada da Faveker.
O Centro de Saúde de Illueca localiza-se em uma nova área de expansão urbana da cidade, atendendo a toda a região com serviços de saúde, o que inclui 11 municípios e povoados vizinhos. O edifício foi construído em um terreno de quase 1.400 m² que apresenta um desnível de mais de dois metros entre o acesso ao nível da rua e a base da edificação.
Cortesia de AKAA | Sob Uso Aceitável | Princesa Zahra Aga Khan com o Comitê Diretor de 2025
Na noite de ontem, o Prêmio Aga Khan de Arquitetura anunciou a composição de seu novo Comitê Diretor para o ciclo 2023-2025. Composto por cinco membros principais do júri, esse grupo desempenha um papel fundamental na governança do prêmio de renome mundial. Criado inicialmente em 1988, o prêmio é reconhecido internacionalmente como uma das principais distinções que celebram projetos de arquitetura que estabelecem um novo padrão de excelência em diversas áreas, incluindo arquitetura, planejamento urbano, preservação histórica e paisagismo. A premiação também é amplamente conhecida por sua ênfase em valorizar projetos que utilizam recursos locais e respeitam o entorno contextual.
Presidido por Sua Alteza o Aga Khan, o Comitê Diretor para o ciclo 2023-2025 é composto por membros de origens bastante diversas. Entre eles estão Meisa Batayneh, de Amã, Jordânia; Souleymane Bachir Diagne, de Nova York, EUA; Lesley Lokko, de Acra, Gana; Gülru Necipoğlu, de Cambridge, EUA; Hashim Sarkis, também de Cambridge, EUA; e Sarah M. Whiting, também vinculada à Universidade de Harvard, em Cambridge, EUA. Cada integrante possui uma carreira consolidada em sua respectiva área de atuação e, juntos, dirigem o prêmio, estabelecendo os critérios de elegibilidade para a submissão dos projetos. O Comitê define as diretrizes temáticas da premiação e planeja o futuro da instituição. Por fim, sua tarefa mais importante consiste em selecionar um Grande Júri independente, que posteriormente escolherá os projetos premiados.
Estamos felizes em apresentar uma série de workshops em colaboração com a Parametric Architecture, parceira da iniciativa ArchDaily Supporters. Estes workshops foram elaborados para capacitar arquitetos, designers e entusiastas com as habilidades mais recentes no campo do design paramétrico.
Ministradas por especialistas da indústria, estas sessões imersivas explorarão técnicas de ponta, ferramentas inovadoras e aplicações do mundo real, fomentando um ambiente de aprendizado dinâmico no qual os participantes podem elevar suas capacidades de design a novos patamares.
Eva Prats e Ricardo Flores iniciaram sua prática arquitetônica em Barcelona, criando o escritório Flores & Prats Arquitectes em 1998, após terem trabalhado no escritório de Enric Miralles, entre 1993 e 1994. Após um período de nove anos trabalhando com Miralles, Eva ganhou um concurso internacional chamado EUROPAN III com um amigo. Esse prêmio resultou em uma comissão real que seria efetivamente construída e marcou o início de sua carreira independente. Pouco depois, eles venceram outra competição. Ricardo se uniu a Eva. Nesse momento, eles já eram um casal há três anos e decidiram iniciar uma colaboração profissional conjunta. Hoje, trabalham em um amplo apartamento onde antes o estúdio original de Eva alugava um quarto, quando compartilhavam o espaço com outros jovens arquitetos e designers. Embora o escritório agora ocupe todo o espaço disponível, empregando de dez a doze pessoas, eles mantêm traços e memórias dos antigos locatários vivos. Curiosamente, Eva e Ricardo também aplicam a mesma estratégia em seus projetos arquitetônicos.
Desde 1985, há 38 anos, a Faculdade de Arquitetura da Universidade Nacional Autônoma do México organiza e realiza as convocatórias do Prêmio de Composição Arquitetônica Alberto J. Pani, com a finalidade de reunir os/as melhores estudantes das instituições afiliadas à Associação de Instituições de Ensino de Arquitetura da República Mexicana (ASINEA). A organização é realizada em colaboração com uma instituição da ASINEA que, este ano, é a Faculdade de Arquitetura, Desenho e Urbanismo da Universidade Autônoma Benito Juárez (UABJO) de Oaxaca.
O ambiente construído é responsável por aproximadamente 42% das emissões anuais globais de CO2. Durante a vida útil de um edifício, metade dessas emissões provém de sua construção e demolição. Para tornar a arquitetura mais sustentável e controlar as emissões globais, é essencial repensar e reduzir os impactos de carbono gerados durante as demolições, bem como implementar estratégias sustentáveis na construção de edifícios. As demolições geralmente envolvem a desmontagem, derrubada, destruição ou eliminação de edifícios e estruturas, resultando em níveis insustentáveis de emissões de carbono, esgotamento de recursos, resíduos e poluição. Esses métodos apressados para encerrar o ciclo de vida de um edifício têm impactos negativos no meio ambiente, nos materiais envolvidos e nas possibilidades de reciclagem. Portanto, é evidente a necessidade de repensar como abordamos o fim da vida de um edifício ou projeto de infraestrutura, em vista de um sistema de desconstrução mais sustentável.
Patagonia Jardín Global. Mapa de territorialidades pulsantes de la Patagonia Atlántica. (Fuente: elaboración propia de Capandeguy D, rediseñado por Sosa & Walasek, 2022). Image Cortesía de Revista Rita
Este artigo de Diego Capandeguy foi publicado originalmente na Revista Rita com o título "As vastidões do sul. Encontro com a Patagônia". O texto baseia-se nas influências sobre a arquitetura e a construção na Patagônia Atlântica, tais como paisagens, história, cultura, aspectos geopolíticos e pactos ecossociais.
O layout dos espaços internos tem passado por uma evolução constante desde o primeiríssimo projeto residencial. Por muitos anos, a funcionalidade ditou sua organização; logo depois, contudo, mudanças culturais, sociais e econômicas influenciaram a maneira como as pessoas projetam seus espaços de vida, dando origem ao conceito amplo e versátil da planta integrada. Muito já se escreveu — e criticou — sobre a planta integrada: quem a introduziu, como se desenvolveu, seus benefícios e/ou a falta deles. Nas últimas décadas, as plantas integradas estiveram talvez entre os conceitos de design de interiores mais solicitados, mas, hoje, profissionais de arquitetura parecem inclinar-se para o oposto.
Oana Stănescu é uma arquiteta, designer, escritora e educadora romena, radicada em Nova York e Berlim, com um portfólio diversificado de intervenções ao redor do mundo. Selecionada como parte das Novas Práticas de 2023 do ArchDaily, a jovem arquiteta reconhece o valor da arquitetura como disciplina, mas, ainda assim, admite que a profissão não consegue resolver sozinha os complexos desafios do nosso mundo. “A arquitetura é mais potente quando reconhecida como parte de um sistema maior, em vez de servir apenas a si mesma”, acrescenta ela em conversa com a editora-gerente do ArchDaily, Christele Harrouk. Dessa forma, Oana vê a arquitetura como uma peça-chave em um contexto mais amplo, trabalhando para enfrentar questões sociais significativas.
Com diversos projetos em andamento, desde a reabilitação de uma infraestrutura industrial existente na Romênia até uma residência integrada ao seu ambiente natural no Canadá, o processo criativo de Oana centra-se no compromisso de servir às pessoas. Assista à entrevista completa e descubra a seguir os principais pontos da conversa.
Cortesía de BANL XXII - Bienal de Arquitectura de Nuevo Leon
Foram anunciados os vencedores da XXII Bienal do Colegio de Arquitectos de Nuevo León, Monterrey, cujo discurso propõe estabelecer diálogos e expressões para reconhecer, no fazer profissional, o correto ato expressivo e material da arquitetura. O tema desta edição é "Coerência". Esta Bienal propõe reconhecer a forma como o objeto arquitetônico e o projeto urbano trabalham sob as seguintes temáticas: coerência social, coerência ética, coerência estratégica, coerência participativa, coerência produtiva e coerência material.
A Comissão Europeia e a Fundació Mies van der Rohe anunciaram a lista de projetos indicados para o Prêmio da União Europeia de Arquitetura Contemporânea / Prêmio Mies van der Rohe 2024. Este ano, 362 projetos de arquitetura construídos em 38 países foram selecionados, marcando a primeira fase da 18ª edição do EUmies Awards. A próxima etapa consiste na seleção de 40 finalistas, seguida de visitas às obras e entrevistas com os arquitetos e equipes responsáveis.
O EUmies Awards 2024 tem como objetivo reconhecer as melhores obras construídas na Europa entre abril de 2021 e maio de 2023. A seleção dos projetos reflete as mudanças atuais no contexto europeu, com a crescente atenção à consciência ambiental, social e econômica expressa através da arquitetura, paisagismo, planejamento urbano e design. O júri deste ano é presidido por Frédéric Druot (Paris/Bordeaux) e composto por Martin Braathen (Oslo), Pippo Ciorra (Roma), Tinatin Gurgenidze (Tbilisi/Berlim), Adriana Krnáčová (Praga), Sala Makumbundu (Luxemburgo) e Hrvoje Njiric (Zagreb).
No dia 14 de outubro, teve início a XXVIII edição do Encontro Latino-Americano de Estudantes de Arquitetura (ELEA) em San Juan, na Argentina. Sob o tema “Resiliência – Territórios e Desafios”, estudantes de arquitetura de toda a América Latina se reúnem para compartilhar conhecimentos, ideias e experiências. A programação desenvolve atividades acadêmicas — como apresentações, palestras e exposições — além de ações culturais e de trabalho em equipe, que buscam promover a participação coletiva, a integração, o intercâmbio e o aprendizado.
Aplicações inspiradoras da coleção MEM em ambientes arquitetônicos inspirados por IA. Imagem cortesia de Dornbracht
Além de contribuir para a funcionalidade do ambiente, os metais sanitários definem a estética geral do estilo de design escolhido. Para além de suas características técnicas — bem como da variedade de materiais, acabamentos e estilos —, essas peças desempenham um papel crucial tanto no apelo visual do espaço quanto no conforto e na experiência do/a usuário/a. Isso faz parte da constante reinvenção dos banheiros como espaços de convivência promovida pela Dornbracht, marca que busca criar soluções inovadoras fundamentadas em proporção, precisão, progressividade, desempenho e personalidade.
Entre as séries da Dornbracht, a coleção MEM traz uma seleção completa de metais sanitários minimalistas para lavatórios, chuveiros e banheiras. Em colaboração com a marca de design ético Nature Squared e a fabricante artesanal italiana Glass Design, o desenho original da coleção foi enriquecido com novos e versáteis recursos de personalização para banheiros. Essas possibilidades surgem da combinação de materiais de alta qualidade com técnicas artesanais sustentáveis e da incorporação de um vidro cristal artístico de estética futurista.
Como um edifício pode ser mais eficiente? Essa é uma inquietação que os/as arquitetos/as enfrentam diariamente, respondendo às demandas de uma indústria cada vez mais consciente de seu impacto ambiental. Hoje, mais do que nunca, o foco está em projetar edifícios que integrem a sustentabilidade, a eficiência e o conforto térmico como pilares fundamentais na busca por um ambiente construído mais saudável.
Ter uma boa estratégia de controle solar é crucial para alcançar uma arquitetura mais eficiente, especialmente quando, além de oferecer proteção solar e gerar economia financeira, também são geradas vantagens em termos estéticos, acústicos, de conforto térmico, durabilidade e manutenção.
Ao projetar e construir um refúgio paradisíaco em uma ilha, existem certas comodidades essenciais esperadas até mesmo por visitantes que buscam uma experiência mais essencial para encontrar paz e conforto em um ambiente inacessível — como alimentação, abrigo, água potável e um meio de contato com o continente. No entanto, viabilizar isso exige um equilíbrio delicado: tornar habitáveis e acolhedores esses locais que estão entre os menos visitados da Terra, sem destruir sua integridade ou serenidade no processo.