A Chapa 1 CAU+Plural, protagonizada só por mulheres arquitetas e urbanistas, recebeu 11.568 votos na eleição para o CAU/SP, realizada no último dia 15 de outubro. O pleito, que teve a maior participação das arquitetas e arquitetos na história do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo, teve pela primeira vez uma chapa que atingiu quase 40% dos votos válidos.
A Chapa conseguiu, de maneira inédita, obter o maior número de vagas no Conselho, elegendo 49 cadeiras no plenário. Do total de 77 cadeiras, 52 serão ocupadas exclusivamente por mulheres. Graças à estratégia, o próximo mandato contará com 77% de mulheres - 54 e 66 entre titulares e suplentes, respectivamente. Inverteu-se, portanto, a composição anterior que tinha 76% dos conselhos estaduais representados por homens.
https://www.archdaily.com.br/pt/950016/mulheres-ganham-protagonismo-na-proxima-gestao-do-cau-spEquipe ArchDaily Brasil
A Google acaba de divulgar novas imagens do plano diretor do projeto de reurbanização de uma área de 32 hectares na região central de San Jose, Califórnia. Chamado de “Downtown West” e concebido como uma nova área de desenvolvimento urbano, o projeto procura enfatizar os espaços públicos e parques, incorporando edifícios de uso misto e distanciando-se assim, das típicas áreas urbanas corporativas.
A luta pelo direito à cidade passa pelo direito à moradia digna, definitiva e de acesso. Projetos de revitalização de edifícios nos centros, a partir de uma ampla participação social, sobretudo das mulheres, arrimos da família. Experiências multiplicadoras na cidade. Guilherme Wisnik conversa com Carmen Silva, mulher preta e nordestina, ativista pelo direito à cidade. Liderança do Movimento Sem-Teto do Centro (MSTC). Conselheira Municipal de Habitação por dois biênios. E pelo mesmo período foi coordenadora do Conselho Participativo da região da Sé.
Maria Inês Sugai é a Arquiteta e Urbanista do Ano de 2020. A premiação é concedida anualmente pela Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA) a profissionais que se destacam por sua atuação voltada ao desenvolvimento da profissão e das cidades brasileiras. Graduada, mestre e doutora pela FAU-USP e com especializações em Desenvolvimento Urbano e Regional e em Utilização e Conservação em Recursos Naturais pela UFSC, a professora teve sua indicação defendida pelo Sindicato dos Arquitetos e Urbanistas de Santa Catarina (SASC). Atualmente, Maria Inês Sugai é professora da graduação e pós-graduação da UFSC, autora de artigos e livros, entre eles o “Espaço e Desigualdade”. Também foi membro do Conselho de Cidades do Estado de Santa Catarina.
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Proyecto de Saeta Estudi. Instalaciones para el Fórum Universal de las Culturas en Barcelona. Image Cortesía de LABASAD
Um dos limites e desafios mais interessantes do projeto arquitetônico ocorre em torno da conceituação e do design do espaço efêmero. A arquitetura efêmera é, em essência, comunicação em formato espacial e tridimensional, motor e geradora de percepções com o objetivo de conectar-se com o/a visitante para transmitir mensagens específicas.
Evidentemente, o adjetivo efêmero refere-se a uma temporalidade finita, o que traz condicionantes que afetam todo o processo de desenvolvimento de um projeto. Desde a forma de propor seu design e concepção inicial, passando pela construção do projeto executivo orçado e acordado com o/a cliente, até a desmontagem e a reciclagem de seus materiais.
https://www.archdaily.com.br/pt/1126564/por-que-aprender-e-estudar-sobre-espacos-efemerosSponsored Post
A Diretoria do AIA New York divulgou recentemente um comunicado desestimulando o projeto de instalações de justiça criminal que sustentam o sistema atual. Ao se posicionar contra a criação de espaços de encarceramento injustos, cruéis e prejudiciais, o AIA NY convocou os/as profissionais de arquitetura a refletirem sobre as implicações sociais mais amplas de seu trabalho.
O escritório de arquitetura ZGF Architects apresentou uma nova perspectiva do terminal principal do Aeroporto Internacional de Portland (PDX), no Oregon. Com conclusão prevista para 2025, o terminal de US$ 1,5 bilhão será o maior de cinco projetos de melhoria de infraestrutura do Port of Portland. A estrutura apresenta uma série de claraboias e uma ampla cobertura de madeira de origem regional sustentável. O projeto se inspira na natureza e na vegetação característica do Oregon.
O escritório David Chipperfield Architects recebeu permissão para seguir com o projeto Hertogensite Residences para uma torre habitacional de 14 pavimentos em Leuven, na Bélgica. A proposta envolve a transformação de um antigo bairro hospitalar, conectando nove residências e quatro edifícios de apartamentos de 4 pavimentos.
Questionando “como o ofício da arquitetura, o ambiente construído e a paisagem cultural em que vivemos afetam a nossa imaginação e compreensão de mundo”, o último documentário de Beka & Lemoine é uma espécie de passeio em companhia de um dos arquitetos japoneses mais famosos da atualidade: Ryue Nishizawa. De carona em seu antigo Alfa Romeo, eles vagueiam pelas ruas de Tóquio. Após receber o mais importante prêmio no festival de cinema DocAviv 2020, o documentário em preto e branco chamado Tokyo Ride estreará, em breve, nos dos principais festivais de cinema de arquitetura da Europa e da América do Norte.
Etherea, a instalação projetada por Edoardo Tresoldi para o festival Coachella em 2018, desembarcou em Roma para o Back to Nature, um projeto expositivo com curadoria de Costantino d'Orazio. A grande escultura translúcida feita de malha metálica dialogará com as árvores do Parco dei Daini, em Villa Borghese, até 13 de dezembro deste ano.
A segunda edição do EDIT Napoli, dedicada a designers independentes, aconteceu de 16 a 18 de outubro de 2020, em Nápoles, Itália. A primeira feira presencial do país durante esta era de pandemia foi idealizada pelas curadoras Domitilla Dardi, curadora de design do setor de Arquitetura do museu MAXXI em Roma, e Emilia Petruccelli, compradora e empreendedora, em colaboração com o Assessorato alla Cultura e al Turismo del Comune di Napoli.
O júri do Concurso Internacional Maré-Cidade, promovido pelo 27º Congresso Mundial de Arquitetos – UIA2021RIO, selecionou os três projetos vencedores e as três menções honrosas. A escolha não foi fácil: de 180 projetos, vindos de lugares tão diversos quanto Alemanha, China, Egito, Brasil, Rússia, Polônia, Turquia, Colômbia, França, Portugal, Oman e Ucrânia, o júri listou 28 finalistas para, então, chegar aos premiados. Os chineses são maioria entre os autores premiados: conquistaram a primeira e a segunda colocação e as menções honrosas Roberto Burle Marx e Demetre Anastassakis. O terceiro lugar ficou para um projeto de estudantes brasileiros de São Paulo, e a menção honrosa Luiz Paulo Conde coube ao projeto de estudantes de Bogotá, na Colômbia.
O 2 Finsbury Avenue, primeiro projeto do escritório 3XN no Reino Unido, desenvolvido em parceria com o GXN, consiste em um complexo arquitetônico composto por um embasamento de 12 pavimentos e duas torres – a East Tower com 35 pavimentose a West Tower com 20. O projeto será construído no bairro de Broadgate, próximo à movimentada estação intermodal Liverpool Street Station. Este primeiro projeto compõe uma ampla iniciativa de transformar a área em uma atrativa região de uso misto.
New York NY / USA-2 de julho de 2020 Jantar ao ar livre em um restaurante no bairro de Greenwich Village, em Nova York. Imagem via Shutterstock / Por rblfmr
Como parte da New York’s Recovery Agenda, uma série de compromissos que tem como objetivo manter a cidade de Nova Iorque saudável e segura em relação a pandemia de Covid-19, o Open Restaurants Program, estabelecido em junho de 2020, foi prorrogado durante todo este ano e poderá se tornar permanente. O prefeito Bill de Blasio recentemente permitiu que os restaurantes usem aquecedores e fechamentos, além de poderem também expandir suas mesas para calçadas vizinhas. Essa prorrogação também se aplicará para o Open Streets: Restaurans, "o qual oferece atualmente áreas de expansão em 85 ruas peatonais em toda a cidade, a depender do dia".
A mais recente obra de Oscar Niemeyer acaba de ser inaugurada na cidade de Leipzig. Concebido pelo arquiteto brasileiro em seu último aniversário, e desenvolvido por seu assistente Jair Valera após a sua morte em 2012, o projeto foi então executado pelos arquitetos do escritório Harald Kern e se trata de uma obra de ampliação do refeitório existente de uma fábrica no leste da Alemanha.
Obra “Pindorama” feita no mural em São Paulo pelo artista Rimon Guimarães. Foto: Converse City Forests
Diversas cidades do mundo estão recebendo as cores e os benefícios de murais pintados com tinta fotocatalítica, reconhecida por ajudar a limpar o ar. Os murais são parte do projeto Converse City Forests, da criadora do famoso modelo de tênis All Star. O objetivo é pintar mais de 14 mil metros quadrados murais ao redor do mundo até o final deste ano. Juntos, os murais equivalem ao plantio de aproximadamente 40 mil árvores.
A 5ª Bienal de Design de Istambul foi aberta ao público, tanto de forma digital quanto física. Com curadoria de Mariana Pestana com Sumitra Upham e Billie Muraben, a Bienal reúne diferentes formatos de exibição sob o tema Empathy Revisited (Empatia Revisitada). O evento começa com intervenções em diversos espaços de exposição, áreas externas em Istambul e plataformas digitais.
Localizado em uma área marcada pela desigualdade e diversidade urbana, o edifício é uma afirmação ousada neste ambiente urbano e ajudará a desenvolver os bairros adjacentes.
Com o apoio de uma bolsa da Fundação Graham, o artista explora a possibilidade e a sincronicidade de materiais e processos por meio da arquitetura e das artes visuais em uma nova série de esculturas e desenhos inspirados nas inovadoras técnicas de arquitetura e construção de Miguel Fisac.
Vivencie tudo por meio do curta-metragem da Spirit of Space.
Com o objetivo de inspirar nosso público, gerar debates críticos e desenvolver ideias, o ArchDaily vem questionando continuamente profissionais da arquitetura sobre o futuro da disciplina. Para definir as tendências emergentes que moldarão as cidades do amanhã, questionar “Qual será o futuro da arquitetura?” tornou-se uma investigação essencial. Ainda mais relevante neste momento de constantes transformações, descubra 10 entrevistas das playlists arquivadas do canal do ArchDaily no YouTube que destacam visões diversas de 10 nomes pioneiros no campo da arquitetura.
A Virgin Hyperloop anunciou que construirá um novo Centro de Certificação em uma área de 800 acres na Virgínia Ocidental. Projetado para testar o sistema de transporte futurista da empresa, o centro servirá como um local para o desenvolvimento e a validação da tecnologia hyperloop. Com um custo estimado em US$ 500 milhões, o projeto expandirá os atuais esforços de testes da Virgin Hyperloop no deserto ao norte de Las Vegas.
O escritório Herzog & de Meuron projetou a primeira escola da Suíça a ser implantada sobre a cobertura de um shopping center. O centro comercial MParc Dreispitz, localizado Basel-Stadt, acomodará uma escola de ensino médio para 600 estudantes. O projeto visa estabelecer um precedente para futuros desenvolvimentos urbanos, tornando-se parte central do plano diretor geral da região.
A pandemia da Covid-19 trouxe consequências inéditas para a economia global. No Brasil, se abateu sobre uma economia que mal havia se recuperado da recessão de 2015-16. Mas a resposta à crise não exige apenas relaxar regras orçamentárias, e sim repensar o próprio papel do Estado para superar carências históricas que a pandemia tornou cristalinas.
Guilherme Wisnik conversa com Laura Carvalho, professora da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo e doutora em economia pela New School for Social Research. Escreve quinzenalmente para o jornal Nexo. É autora de "Valsa Brasileira: do boom ao caos econômico" (Todavia, 2018) e "Curto-Circuito: o vírus e a volta do Estado" (Todavia, 2020).
Luanda, Angola. Foto de Eugene Kaspersky, via Visualhunt. Licença CC BY-NC-SA
A pandemia da Covid-19 veio a exacerbar as várias deficiências sanitárias e de infraestrutura nos países em vias de desenvolvimento, em particular Angola, que já carrega o fardo de sucessivas recessões econômicas.
As periferias dos principais polos urbanos, tendo Luanda como caso paradigmático, são territórios críticos para a doença. Com quase um terço da população do país, em que 80% vivem em condições urbanas muito precárias, a mistura de condicionantes – a saber, a falta de saneamento básico, altas densidades construídas e populacionais, sobrelotação das moradias (3 pessoas por cômodo), inacessibilidade para serviços urbanos (bombeiros, recolha de resíduos sólidos, polícia), falta de espaço público e áreas verdes, condições internas de insalubridade, forte dependência do sector informal e dificuldade de acesso à segurança alimentar e aos serviços sanitário – constitui um cenário bastante complexo.