Crédito da imagem: Lina Bo Bardi, "Estudo preliminar – Esculturas praticáveis do Belvedere Museu de Arte Trianon", 1968. Coleção MASP
De 17 de março a 24 de julho de 2016, o MASPapresenta o projeto de arte contemporânea "Playgrounds 2016", que contará com seis novas propostas de artistas e coletivos em torno do que é o espaço comum, o lazer, o lúdico e a participação dos públicos no museu. Os convidados são: Ernesto Neto (Rio de Janeiro), Yto Barrada (Marrocos), Céline Condorelli (França/Inglaterra), Rasheed Araeen (Paquistão/Inglaterra) e os coletivos Grupo Contrafilé (São Paulo) e O Grupo Inteiro (São Paulo).
O nome "Playgrounds" é apropriado da exposição individual homônima do artista brasileiro Nelson Leirner, realizada na inauguração do edifício do MASP, na Avenida Paulista, em 1969. A exposição Playgrounds, de Leirner, ocupou o Vão Livre do museu com uma série de obras participativas dispostas ao ar livre, ativando a rua e o espaço urbano e misturando os limites entre arte e a vida. A nova montagem de "Playgrounds", porém, não pretende recriar a exposição original com obras de Leirner, mas sim recuperar a dimensão do engajamento e do jogo como uma forma emancipatória e um modo de organizar a vida social e coletiva da comunidade do museu.
Nas últimas duas décadas, a paisagem tem sido apontada como modelo e meio para a cidade contemporânea. Durante esse tempo, uma série de práticas arquitetônicas e urbanas alternativas têm surgido em toda a América Latina. Muitas destas práticas exploraram as implicações ecológicas e territoriais para o projeto urbano. A emergência destas práticas têm coincidido com transformações sociais e políticas em muitos países em toda a região.
Criado por iniciativa do Programa de Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal da Bahia, o Seminário de História da Cidade e do Urbanismo vem sendo realizado a cada dois anos, desde 1990. Anais, livros e coletâneas das treze edições organizadas por programas de pós- graduação de diferentes regiões do Brasil constituem material de referência e expressam os avanços alcançados e os desafios enfrentados por um número crescente de pesquisadores que, a partir da história, vêm contribuindo para o conhecimento das cidades e do urbanismo.
Ao voltar a acolher o Seminário, vinte e dois anos após a organização de sua terceira edição, em 1994, o Instituto de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo e seu Programa de Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo propõem a reflexão e o debate sobre a história e a historiografia da Cidade, da Arquitetura e do Urbanismo, voltando o olhar para o século XX .
O paisagista brasileiro Roberto Burle Marx ganhará sua primeira grande exposição nos Estados Unidos. A partir do dia 6 de maio, o Jewish Museum, com sede em Nova York, lança “Roberto Burle Marx: Brazilian Modernist”, que reúne 150 obras do paisagista – de pinturas e esculturas à peças de tapeçaria e jóias.
Série “Eu acho que fiz esta fotografia em Brasilia” de Marcelo Feijó
A mostra O vazio e o habitado ocupa a Referência Galeria, em Brasília, até o dia 12 de março. A exposição traz trabalhos dos fotógrafos Haruo Mikami, Kazuo Okubo, Marcelo Feijó, Márcio Borsoi, Vitor Schietti e Zuleika de Souza que se debruçam sobre o tema Brasília e suas formas de ocupação.
O Sesc São Paulo e a Associação Escola da Cidade realizam o ciclo de debates Espaços Livres na Cidade, no período de 8 de março a 5 de abril. Ermínia Maricato, José Guilherme Magnani, Heitor Frugoli, Alexandre Barbosa Pereira, Daniela Palma, Giancarlo Machado, entre outros convidados, debatem as diferentes experiências de ocupação de espaços físicos da urbe disponíveis para o usufruto do tempo livre. O ciclo antecede o XI Seminário Internacional Espaço Livre na Cidade da Associação Escola da Cidade, que acontece em abril, e antecipa as discussões que serão desenvolvidas no evento.
O Instituto Tomie Ohtake e a AkzoNobel dão continuidade ao mapeamento da produção arquitetônica contemporânea, ao destacar projetos que promovam debates acerca das formas urbanas atuais nos seus diversos aspectos, como mobilidade, habitação, relação entre espaços públicos e privados, paisagens naturais e construídas, sustentabilidade, entre tantos outros desafios.
A Galeria Leme apresenta o terceiro site-specific comissionado para o projeto SITU, curado por Bruno de Almeida, dando continuidade a uma pesquisa mais ampla sobre formas de pensar e discutir a produção do espaço (urbano) através de um diálogo entre arte, arquitetura e cidade. SITU convida desta vez o artista Venezuelano Ricardo Alcaide a conceber uma obra que resulte de uma reflexão sobre o contexto urbano entendido como ampla matriz físico-social, e que se relacione simultaneamente com o exterior do edifício da galeria e com o espaço público contíguo.
O Centro de Pesquisa e Formação do Sesc realiza em maio o minicurso "Instituto Inhotim: um olhar para a arte contemporânea", que levará os alunos a uma viagem ao Instituto. O minicurso será conduzido por dois importantes nomes da Curadoria, pesquisa e difusão da Arte Contemporânea no Brasil: o professor, crítico e curador de arte Agnaldo Farias e a artista plástica Stela Barbieri.
Reposicionar as estratégias, estimular a internacionalização e antecipar as tendências e lançamentos que serão destaques em 2016 estão entre os pontos fortes da 14ª edição da Expo Revestir, que acontece de 1 a 4 de março, no Transamerica Expo Center, em São Paulo.
Projeto de passeios para fotografar as cidades, o “Click a Pé” terá sua quarta edição no próximo domingo, 28 de fevereiro, a partir das 10h, na Pinacoteca do Estado de São Paulo. Idealizado pela fotógrafa e arquiteta Mariana Orsi, o evento é gratuito e voltado tanto aos clicadores profissionais quanto amadores. Para participar, os interessados devem se cadastrar no site www.projetoclickape.com.br. Cadastros realizados até sexta-feira garantem a entrada gratuita na Pinacoteca. O roteiro a ser percorrido também inclui a parte externa da Estação da Luz e Parque da Luz.
O Habitar Portugal 12-14, pretende ser um olhar sobre a produção arquitetônica portuguesa do último triênio (obras concluídas entre 1 de Janeiro de 2012 e 31 de Dezembro de 2014). O comissariado desta edição, Luis Tavares Pereira, Bruno Baldaia e Magda Seifert, propôs um tema de fundo, um princípio de análise a partir do momento que o País vive a que, presumimos, a produção de arquitectura não será alheia.
O tema proposto - está a arquitectura sob resgate? - estabelece desde logo um lugar onde situar as obras e um enquadramento para as poder ver e analisar. Foi a partir destes pressupostos que o Habitar Portugal selecionou um conjunto de obras que representem este contexto, este espaço específico de tempo.
O Habitar Portugal 12-14, pretende ser um olhar sobre a produção arquitectónica portuguesa do último triénio (obras concluídas entre 1 de Janeiro de 2012 e 31 de Dezembro de 2014). O comissariado desta edição, Luis Tavares Pereira, Bruno Baldaia e Magda Seifert, propôs um tema de fundo, um princípio de análise a partir do momento que o País vive a que, presumimos, a produção de arquitectura não será alheia. O tema proposto - está a arquitectura sob resgate? - estabelece desde logo um lugar onde situar as obras e um enquadramento para as poder ver e analisar. Foi a partir destes pressupostos que o Habitar Portugal seleccionou um conjunto de obras que representem este contexto, este espaço específico de tempo.
https://www.archdaily.com.br/pt/782323/habitar-portugal-2012-14-esta-a-arquitectura-sob-resgateEquipe ArchDaily Brasil
O ciclo Distância Crítica, co-produção Trienal de Arquitectura de Lisboa e Centro Cultural de Belém, continua em 2016 com a conferência de Ellen van Loon. A arquitecta holandesa é, desde 1998 juntamente com Rem Koolhaas, um dos pilares do atelier amplamente reconhecido e premiado OMA.
Com o propósito de fomentar o interesse, a difusão e experimentações sobre a arquitetura com terra crua e suas técnicas construtivas, o Abricó e o LEMC – FAU/UFRJ realizarão nos dias 19 e 20 de fevereiro as OFICINAS DE TERRA, que são parte do Ciclo de Oficinas do Canteiro Experimental da FAU/UFRJ.
O evento contará com palestras sobre a arquitetura com terra crua no Brasil, sobre a rede Terra Brasil e sobre as técnicas de construção com Adobe, Taipa de Pilão e de Revestimentos com Terra. Haverá ainda atividades práticas onde serão ensinadas estas três técnicas.
Em seguida à palestra, na manhã do dia 18, haverá debate com o público e dois convidados especiais: um representante de movimentos sociais, Miguel Lobato Silva, e o arquiteto e urbanista José Roberto Bassul Campos, ex-presidente do IAB/DF. Antes, haverá uma breve exposição sobre processo legislativo, por Jenner de Morais, Secretário Executivo do Fórum dos Conselhos Federais de Profissões Regulamentadas.
Na próxima quarta-feira, 17 de fevereiro, será votado pela Câmara Municipal de São Paulo o texto de revisão da Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo, também conhecida como Lei de Zoneamento.
Trata-se do conjunto de regras que definirá a cidade nos próximos anos ou mesmo décadas. Cabe então a pergunta: é essa a cidade que queremos? ou seria esta a cidade que deveríamos evitar?
O programa educativo Uma Tarde no Museu, organizado pelo Museu da Casa Brasileira (MCB) e voltado às famílias e ao público em geral, apresenta nos dias 13 e 27 de fevereiro a oficina Casinha, que propõe a construção de casinhas com diversos materiais, a partir das próprias lembranças e memórias dos participantes.
O Museu de Arte Moderna do Rio de janeiro promove a exposição "Matéria e Luz: Josep Ferrando Architecture", que aborda questões fenomenológicas relativas à materialidade e a luz na arquitetura através da obra de Josep Ferrando Bramona, do escritório Josep Ferrando Architecture. A exposição permanece em cartaz até o dia 10 de abril deste ano.
Intervenção feita pelo argentino Tec nas ruas de São Paulo. Via O Beijo
No dia do aniversário de São Paulo, 25 de janeiro, a galeria Choque Cultural abriu as portas para arte pública. A exposição Laboratório da Cidade, de forte caráter experimental, conta com artistas que exploram novas formas de uso do espaço público e mídias tecnológicas, apresentando trabalhos que se inspiram ou se materializam nas ruas e em seu ritmo incessante.
O grupo de artistas convocados é bastante diverso: enquanto Regina Silveira faz uma projeção pública do vídeoarte Surveillance, Lucas Bambozzi e Gisela Domsche levam uma kombi-cinema para porta da galeria. O argentino Tec, por sua vez, convida os visitantes a construir um desenho colaborativo na rua.
Memória da Amnésia, uma intervenção urbana da curadora Giselle Beiguelman, artista e professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, apresenta um olhar atento e crítico às obras de arte que foram removidas de seus locais de implantação e alocadas em um depósito.
A exposição, que acontece no Arquivo Histórico de São Paulo, aborda esse peculiar nomadismo por meio de alguns itens como os fragmentos do Monumento a Olavo Bilac, conjunto implantado em 1922 na Rua Minas Gerais, que foi disperso pela cidade e chegou a ser alvo de protestos. As peças remanescentes foram recolhidas e voltam a ser expostas nesta oportunidade.
Fernando Távora. Cortesia de "Revisitar Fernando Távora"
Organizada pelos arquitetos Ana Motta Veiga, Pedro Pacheco e José Aguiar, o passeio "Revisitar Fernando Távora" acontecerá nos dias 23, 24 e 25 de fevereiro. Serão três dias e duas noites dedicadas à vida, obra e história do arquiteto e do homem que deixou uma marca tão profunda no norte de Portugal, região onde se concentra o roteiro.
Com as inscrições abertas até 15 de fevereiro e um número limitado de vagas, a viagem à obra de Távora conduzirá os participantes por um longo roteiro de Lisboa ao Minho, acompanhados, durante todo o percurso, por docentes da Faculdade de Arquitetura de Lisboa e antigos colaboradores do arquitecto portuense.
Escultura de Pedro Léger. Image Cortesia de Pedro Léger
um (longo) caminho para um qualquer (outro?) lugar …
A exposição explora uma vez mais a estranha e íntima relação entre o espaço e o tempo... ou melhor, a quarta dimensão; aquela que não se mede através de coordenadas cartesianas, aquela que se exprime pela experiência singular do Ser quando do movimento no espaço durante um determinado período de tempo.
Esta mostra não trata de onde se chega ou de onde se parte, incide sim sobre o caminho que se percorre, mais ou menos denso, mais ou menos lento... caminho esse que se reflete numa distância (quase sempre) mensurável entre um ponto de chegada mais distante ou mais próximo de onde originalmente se iniciou a experiência.