Nos dias 30 e 31 de maio o Museu Ferroviário de Juiz de Fora apresenta a exposição interativa Palimpsesto, que apresenta fotografias de um mesmo lugar em épocas diferentes, projetadas e descobertas a partir do movimento da silhueta do participante em contato com a obra, que vai continuamente, revelando as imagens sobrepostas.
Palimpsestos são pergaminhos nos quais se apagou o primeiro registro escrito para o reaproveitamento por outro texto. Nestes pergaminhos, havia uma escrita sucessiva de textos a partir da raspagem do anterior, entretanto, não era possível apagar totalmente os caracteres antigos, que muitas vezes, se mantinham visíveis e ainda possíveis de serem recuperados.
Pioneiro em energia renovável, o arquiteto carioca Sergio Conde Caldas apresenta na palestra Sustentabilidade Hoje, a evolução das alternativas sustentáveis na arquitetura high-end em uma conversa intimista que acontece no dia 28 de maio, a partir das 19h, na Livraria da Vila em São Paulo.
A palestra acontecerá através do formato Pecha Kucha, tradicional ferramenta utilizada em eventos de arquitetura no Japão. Trata-se de uma dinâmica apresentação de 20 imagens, sendo que para cada uma delas são reservados apenas 20 segundos, nos quais o arquiteto disserta sobre cada uma. Esses arquivos exploram, além do variado portfólio do escritório, fatos e curiosidades sobre sustentabilidade no Brasil e no mundo.
O Museu da Casa Brasileira realiza, a partir de 3 de junho, a exposição Cooperativas habitacionais no Uruguai – meio século de experiências, resultado de um trabalho de documentação e pesquisa conjunto desenvolvido pela Faculdade de Arquitetura de Montevidéu (Uruguai) e a Escola da Cidade.
No dia da abertura, 3 de junho às 19h, haverá uma mesa-redonda sobre habitação no Brasil e no Uruguai com a participação de arquitetos dos dois países: Mariano Arana e Raúl Vallés (Universidad de la República Uruguay – Facultad de Arquitectura), Elisabete França (FAAP e núcleo USPcidades) e Ciro Pirondi (Escola da Cidade). Será também lançado na ocasião um catálogo apresentando imagens e fichas técnicas dos projetos retratados na exposição junto a textos dos arquitetos uruguaios Alina del Castillo, Benjamim Nahoum, Miguel Cecilio, Raul Vallés e Ruben Otero sobre a experiência das cooperativas de habitação como solução de qualidade para a produção de moradias populares no Uruguai.
De 26 de maio a 12 de julho o Jockey Club abre suas portas para receber a 29ª CASA COR, que reflete, nesta edição, as qualidades de nossa cultura, arte, objetos e cores. Além de contar com a participação de importantes profissionais e jovens talentos, o evento também exibirá ambientes inovadores e opções de entretenimento para os visitantes.
Liderada pela primeira vez pela nova Presidente Livia Pedreira, a mostra segue sua premissa de unir profissionais, indústria, lojistas e toda a cadeia que está envolvida na arte do morar, para impactar os visitantes e trazer novas informações para o público.
O Rio Academy apresenta-se como um fórum favorecedor da observação, do aprendizado e da produção contextualizada dos frutos do conhecimento e da experiência compartilhadas. Propõe a reflexão sobre o passado e a projeção do aprendizado resultante para o aprimoramento do nosso presente e do futuro. Constitui-se deste modo como parceiro importante da desejável busca da sustentabilidade nas grandes cidades.
As vagas para os workshops estão chegando ao fim, com alguns subtemas quase completos, e o segundo lote de inscrições para o evento foi prorrogado até 10 de junho. Faça sua inscrição aqui.
A Boitempo Editorial, que completa 20 anos de história em 2015, e o Sesc São Paulo realizam entre os dias 9 e 12 de junho o Seminário Internacional Cidades Rebeldes, no Sesc Pinheiros, em São Paulo. A iniciativa faz parte de uma série de eventos promovidos pela Revista Margem Esquerda desde 2004. Estarão reunidos mais de 40 conferencistas para discutir o presente e o futuro das cidades como palco de disputas políticas, ideológicas e sociais.
A urbanização é o motor de uma economia de escala planetária, que vem despejando concreto em um ritmo sem precedentes sobre a superfície terrestre. Estudos apontam que em 2050 mais de 75% da população mundial habitará cidades. No entanto, o boom de urbanização não tem se traduzido em maior qualidade de vida para a população; pelo contrário, a vida nas cidades está cada vez mais difícil.
É neste contexto que grupos de pensadores e ativistas estão explorando alternativas, por vezes no despertar de revoltas urbanas, e em outras instâncias, como neste seminário internacional, para estimular a busca por melhores formas de vida urbana.
A Caixa Cultural, instituição ligada à Caixa Econômica Federal, promove, até o dia 19 de julho, a exposição “Casa Brasileira” em sua filial em São Paulo.
Apresentando a trajetória e os desdobramentos da moradia no Brasil e a infinidade de influências que marcaram nossa cultura, a exposição conta com aproximadamente 60 obras entre croquis, plantas e fotografias.
A Editora da Cidade, da Escola da Cidade, lança no dia 27 de maio (quarta-feira), o livro Glauco Campello: Caderno de Arquitetura, que apresenta a obra e trajetória deste importante arquiteto brasileiro que iniciou sua carreira na construção de Brasília e segue atuando no século XXI.
Com textos críticos dos pesquisadores Lauro Cavalcanti e Luiz Amorim e alguns textos do próprio arquiteto, a publicação contribui com a documentação e divulgação da obra de Campello, enriquecendo a história arquitetônica ao reunir os projetos mais relevantes ao longo de sua trajetória.
A estreia do Rio Academy, de 20 a 26 de julho próximo, no MAM Rio, convida arquitetos, urbanistas e interessados, para estar frente a frente com grandes nomes da arquitetura mundial e para propor ideias para o Rio de Janeiro. O Fórum Internacional de Arquitetura e Urbanismos do Rio Academy vai acontecer justo quando o Brasil bate recordes de concentração urbana, quando mais se fala na reinvenção das cidades, e quando no Brasil há mais arquitetos animados com o que fazem e interessados em abrir seus horizontes.
Vivemos um dos processos de urbanização mais acelerados do mundo: em 1940, 46% da população do país estava concentrada nas cidades, pulando para 61% em 1975 e 75% em 1991. Atualmente, o índice estimado é de 80% e em 2025 deverá ser de 88%. Em termos globais, no início do século XX, 10% da população mundial vivia em cidades. 100 anos depois, somos mais de 50%, e uma projeção da ONU indica que teremos 61% da população mundial vivendo em cidades em 2025.
O Centro de Pesquisa e Formação do Sesc São Paulo promove, a partir do dia 16 de junho, o curso “Instituto Inhotim: Um olhar para a arte contemporânea”, que concluirá com uma viagem ao Instituto Inhotim, em Brumadinho, Minas Gerais. Esta é a primeira atividade com turismo social realizada pela unidade.
O curso vai até 25 de junho e reunirá cinco curadores brasileiros que, ao longo dos encontros, discutirão o panorama da arte contemporânea, a importância do Instituto Inhotim e a obra de alguns dos artistas expostos por lá. A viagem acontecerá entre os dias 08 e 12 de julho e as inscrições poderão ser realizadas até um dia antes do inicio do curso (ou até serem preenchidas as vagas).
É possível um desenvolvimento não-predatório das aglomerações humanas frente aos recursos naturais? São Paulo pode reverter a destruição de seus rios? Veneza do séc. XV ainda tem algo a nos ensinar?
Estes são alguns dos questionamentos apresentados pela revista Contravento que, em sua sexta edição, aborda a relação entre cidade e natureza, tendo São Paulo e as águas como fio condutor. A revista traz textos de Oscar Niemeyer, do crítico inglês Tim Benton (especialista na obra de Le Corbusier), do crítico italiano Daniele Pisani (autor do mais recente livro sobre a obra de Paulo Mendes da Rocha); e entrevistas com o grupo Teatro da Vertigem, com o urbanista e professor da FAU/USP Alexandre Delijaicov (autor do projeto de um hidroanel que liga e torna navegáveis os grandes rios da cidade de São Paulo), dentre outros conteúdos.
O segundo lançamento desta edição ocorrerá no próximo dia 20 de maio, quarta-feira, às 18h, na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, na cidade universitária. Na ocasião do lançamento, ocorrerá um debate sobre o conteúdo da revista entre o urbanista Milton Braga e a geógrafa Odette Seabra.
Cidade das Artes, de Christian de Portzamparc. Image Cortesia de AECDP
A programação do Fórum de Arquitetura e Urbanismo do Rio Academy integra mais um Pritzker no elenco de seus conferencistas: agora foi a vez de Christian e Elizabeth de Portzamparc confirmarem presença, no dia 21 de julho. Eles se unirão a Giancarlo Mazzanti e Reinier de Graaf no segundo dia do Ciclo de Conferências do Fórum, precedidos pelo Pritzker brasileiro Paulo Mendes da Rocha, o escritório BIG, o escritório Triptyque e Alejandro Aravena no dia 20.
Esses nomes praticamente dispensam apresentações. Christian de Portzamparc foi vencedor do Pritzker em 1994. O arquiteto e urbanista francês é responsável pela Cidade das Artes, na Barra da Tijuca, e por inúmeros outros trabalhos de tirar o fôlego de quem aprecia a "arte e a ciência da arquitetura". Em perfeita sintonia com o pretendido pelo Rio Academy, a cidade e o modo de viver, circular e trabalhar nela são a coluna vertebral de seu trabalho.
Na sequência do I Congresso Internacional de Habitação Coletiva Sustentável, realizado na Escuela Técnica Superior de Arquitectura de Barcelona (ETSAB-UPC), em 2014, a FAU-USP recebe entre os dias 18 e 20 de abril de 2016 a segunda edição do Congresso.
A partir da primeira edição seus organizadores decidiram tornar o evento itinerante, com edições a cada dois anos. A iniciativa tem como objetivo oferecer a estudantes, profissionais e membros da academia um espaço de reflexão de caráter internacional dedicado ao tema da habitação coletiva e suas relações com a cidade contemporânea e histórica.
Mauro Restiffe, São Paulo, Parque Dom Pedro, 2009. Image Cortesia de Instituto Tomie Ohtake
Nesta quarta edição do programa Arquitetura Brasileira, concebido pelo Instituto Tomie Ohtake - espaço que desde a sua fundação contempla a arquitetura, ao lado das artes plásticas e do design -, o curador convidado Nelson Brissac reuniu três fotógrafos para mostrar um olhar sobre a superfície do plano urbano, de dentro da metrópole, "como o mato que cresce entre as pedras".
O curador observa que uma das características mais marcantes da metrópole contemporânea é ela não se dar a ver. Dai a sua proposta aos fotógrafos ArnaldoPappalardo, Mauro Restiffe e Pio Figueiroa para que apreendessem a cidade, desde suas ruas, praças e estações de trem, imersos nas situações que os habitantes experimentam cotidianamente. Desta forma a exposição não está pautada por monumentos e edifícios de rápido reconhecimento. "Trata-se de uma metrópole em que nos confundimos com aquilo que lhe é típico, às vezes algumas fotos parecem pertencer a locais distintos aos do registro", acrescenta o Núcleo de Pesquisa e Curadoria do Instituto Tomie Ohtake.
O Instituto Tomie Ohtake organiza e traz ao Brasil, em parceria com a Fundação Joan Miró de Barcelona, a maior exposição dedicada ao artista Joan Miró (1893-1983). Serão 112 obras: 41 pinturas, 22 esculturas, 20 desenhos, 26 gravuras e três objetos (pontos de partida de esculturas), além de fotografias sobre a trajetória do pintor catalão. As peças pertencem à Fundação Joan Miró, de Barcelona, e a coleções particulares. A mostra fica em cartaz na sede do Instituto Tomie Ohtake em São Paulo até 16 de agosto, e segue para o MASC - Museu de Arte de Santa Catarina (Florianópolis), de 02 de setembro a 14 de novembro.
Até o dia 25 de julho a Graham Foundation apresenta uma exposição sobre a visão da arquiteta ítalo-brasileira Lina Bo Bardi. Conhecida por sua abordagem social do modernismo e uso expressivo dos materiais, Lina Bo Bardi: Together explora o legado da arquiteta através de suas obras coletivas e do trabalho de outros artistas que lhe fazem homenagem. Com curadoria de Noemi Blager, a exposição conta com fotografias, filmes e objetos que refletem a diversidade do trabalho e a imersão de Lina na cultura brasileira.
Vista do Hotel Naciona. Fotografia de Guilherme de Sá. Image Cortesia de Fórum Rio Academy
Um convite que tem se tornado comum em diferentes encontros de arquitetura e urbanismo, é para se pensar as cidades de maneira orgânica, para projetá-las em sentido amplo e transversal, não abordando os seus componentes isoladamente. Este é também o convite formulado pelo Rio Academy, que estreia com o Fórum Internacional de Arquitetura e Urbanismo de 20 a 26 de julho próximo, no MAM Rio. Pensar nossas cidades hoje, buscando futuros de convivência saudável.
O Rio Academy apresenta-se como um fórum favorecedor da observação, do aprendizado e da produção contextualizada dos frutos do conhecimento e da experiência compartilhadas. Propõe a reflexão sobre o passado e a projeção do aprendizado resultante para o aprimoramento do nosso presente e do futuro. Constitui-se deste modo como parceiro importante da desejável busca da sustentabilidade nas grandes cidades.
As inscrições para o Fórum Rio Academy 2015já estão abertas, e para ajudar os interessados o ArchDaily Brasil, media partner do evento, está oferecendo 50 ingressos para o Fórum com desconto de 10%. Para aproveitar a oportunidade basta inserir a o código promocional “ARCHDAILY” ao finalizar a compra.
É possível um desenvolvimento não-predatório das aglomerações humanas frente aos recursos naturais? São Paulo pode reverter a destruição de seus rios? Veneza do séc. XV ainda tem algo a nos ensinar?
Estes são alguns dos questionamentos apresentados pela revista Contravento que, em sua sexta edição, aborda a relação entre cidade e natureza, tendo São Paulo e as águas como fio condutor.
O discurso sobre "Cidades Inteligentes" está em toda parte. Ele promete uma era de planejamento urbano inovador, impulsionado por tecnologias urbanas inteligentes que vão tornar as cidades mais seguras, mais limpas e, acima de tudo, mais eficientes. O termo eficiência não parece controverso, mas o que isto faz para as grandes cidades?
O urbanismo inteligente precisa encontrar soluções que o urbanismo moderno do século 20 esqueceu de considerar: o "metabolismo" das cidades - a variedade de fluxos que ligam a vida da cidade com a natureza. O que estamos considerando, o que estamos descartando, e quão eficientemente estamos fazendo isto?
A partir de sua experiência com o livro Smart Cities - Visualising the Challenge for 21st Century Urbanism, elaborado em colaboração com Maarten Hajer, Ton Dassen convida para um "urbanismo global em rede", que permite que as cidades do mundo possam aprender mais rapidamente e identificar em conjunto estratégias eficazes. Um planejamento viável para o século 21,onde ao invés de inovações de cima para baixo, a opção seja por integrar tecnologia à inovações sociais.
A estreia do Rio Academy, de 20 a 26 de julho próximo, no MAM Rio, convida arquitetos, urbanistas e interessados, para estar frente a frente com grandes nomes da arquitetura mundial e para propor ideias para o Rio de Janeiro. O Fórum Internacional de Arquitetura e Urbanismos do Rio Academy vai acontecer justo quando o Brasil bate recordes de concentração urbana, quando mais se fala na reinvenção das cidades, e quando no Brasil há mais arquitetos animados com o que fazem e interessados em abrir seus horizontes.
Vivemos um dos processos de urbanização mais acelerados do mundo: em 1940, 46% da população do país estava concentrada nas cidades, pulando para 61% em 1975 e 75% em 1991. Atualmente, o índice estimado é de 80% e em 2025 deverá ser de 88%. Em termos globais, no início do século XX, 10% da população mundial vivia em cidades. 100 anos depois, somos mais de 50%, e uma projeção da ONU indica que teremos 61% da população mundial vivendo em cidades em 2025.
Quando um centro cultural é projetado, ele geralmente é pensado para ser um espaço agregador, onde o público possa ter contato fácil e direto com várias manifestações culturais. Mas, para além do tamanho do espaço, qual a importância da arquitetura e do design na percepção do público quanto ao espaço cultural? Sem dúvidas é grande!