O Pavilhão de Israel apresenta Cloud-to-ground, uma instalação imersiva que explora a natureza das redes de comunicação modernas na 18ª Exposição Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza. A exposição, que tem curadoria do arquiteto Oren Eldar e das arquitetas Edith Kofsky e Hadas Maor, tem como objetivo iniciar uma discussão ampla sobre os aspectos físicos das redes virtuais: os centros de dados (data centers) e as centrais telefônicas comumente referidas como "caixas-pretas". O tema escolhido é relevante para Israel devido à sua localização estratégica no cruzamento de continentes e culturas. O pavilhão nos Giardini permanecerá aberto para visitantes até 26 de novembro de 2023.
A biofilia nos espaços de escritório não é uma tendência passageira. Pelo contrário, representa uma grande mudança na forma como projetamos e construímos nossos espaços corporativos e ambientes de trabalho, abrangendo desde gigantes multinacionais da indústria até as menores startups. Mas esse universo de espaços de trabalho empáticos e focados no bem-estar ainda tem muito a ser explorado.
A Foster + Partners concluiu recentemente o Centro de Ciências do Cérebro Edmond e Lily Safra, um novo centro de pesquisa dentro do campus da Universidade Hebraica de Jerusalém. O projeto apresenta uma série de laboratórios flexíveis dispostos em duas alas paralelas em torno de um pátio central aberto, que recria a paisagem circundante através de suas árvores cítricas e cursos d'água. A distinta tela da fachada representa a estrutura neurológica do cérebro, desenhada pelo neurocientista espanhol Santiago Ramon y Cajal no início do século XX.
London Design Biennale 2021 Medal: Chile - Tectonic Resonances. Image Courtesy of ER
O júri da Bienal de Design de Londres 2021 anunciou os pavilhões vencedores da terceira edição do evento. Respondendo ao tema Ressonância proposto pela diretora artística e curadora Es Devlin, a Bienal reuniu mais de 30 pavilhões para mostrar como o design pode oferecer soluções para os desafios de nossos tempos – da sustentabilidade à globalização, da migração ao futuro da humanidade.
Localizada a pouco mais de 100 quilômetros de distância de Tel Aviv, Beerseba (Be'er Sheva) é considerada uma das cidades mais antigas do Estado de Israel. Ainda que tenha sido fundada a mais de dois mil anos, a cidade de Beerseba foi destruída e reconstruída muitas vezes ao longo de sua vasta história, de forma que a sua identidade hoje pode ser definida por uma sobreposição de diversas camadas temporais. Uma das principais forças que veio a transformar a estrutura urbana da cidade de Beerseba foi o avassalador crescimento populacional da década de 1950 (logo após o estabelecimento do Estado de Israel em 1948). Naquele momento, o governo israelense decidiu por expandir e revitalizar a estrutura urbana da cidade, a qual passou de um pequeno vilarejo de pouco mais de 4.000 habitantes—em sua maioria militares—, para um dos maiores e mais importantes centros urbanos junto ao deserto de Negev. Desta forma, Beersheba, como muitas outras cidades do país, se transformou em um canteiro de obras a céu aberto, um lugar onde muitos jovens arquitetos modernistas puderam explorar a nova forma de se fazer arquitetura.
O escritório ODA, com sede em Manhattan, apresentou recentemente seu projeto para a nova sede da Academia da Língua Hebraica em Israel. Concebido como um novo ponto de referência no distrito cultural da capital israelense, o novo edifício encontra-se localizado entre a Suprema Corte, o Palácio do Congresso, o Museu e a Biblioteca Nacional e a Universidade Hebraica de Israel. Desta forma, o projeto concebido pela equipe do ODA busca se adaptar ao seu entorno específico, permitindo novas conexões físicas e visuais entre estas importantes estruturas do centro da capital.
Fundada por Walter Gropius em 1919, a Bauhaus passou rapidamente da gloria à angustia. Perseguida durante boa parte dos anos vinte pelo recém fundado partido nazista, a escola foi finalmente fechada em 1933 e seus membros perseguidos e exilados. Muitos dos seus mais talentosos e visionários integrantes migraram para outros países da Europa e América. Tel Aviv foi uma das cidades à receber um considerável contingente de professores da extinta Bauhaus. Fundada em 1909, a recém criada cidade de Tel Aviv estava começando a se desenvolver e atrair interesse da comunidade internacional, firmando-se como um terreno sedutor onde os antigos membros da Bauhaus poderiam aplicar seus novos conceitos. Desde 2003 a cidade de Tel Aviv é reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Mundial da Humanidade, a qual conta atualmente com mais de 4.000 edifícios construídos no estilo Bauhaus. No ano passado, como parte das comemorações dos 100 anos da fundação da instituição, a prefeitura da Cidade Branca – em parceria com o governo alemão – inaugurou o White City Center com o principal objetivo de promover a preservação e a salvaguarda da arquitetura bauhausiana na cidade. O White City Center conta hoje com uma série de exposições onde os visitantes podem descobrir e aprender mais sobre a história da Bauhaus e as principais características deste icônico estilo. Se você estiver pensando em ir à Israel, o Bauhaus Center também merece uma visita. Todas às sextas-feiras o instituto organiza uma série de visitas guiadas pela cidade por um valor simbólico. Aqui apresentamos nossa seleção dos seis principais edifícios da Bauhaus que você não pode deixar de visitar quando for à Tel Aviv.
Winning projects of 2019 Archiprix International / Hunter Douglas Awards. Image Courtesy of Archiprix
321 projetos de graduação de 407 jovens arquitetos, arquitetos paisagistas e planejadores urbanos foram apresentados para o 2019 Archiprix International / Hunter Douglas Awards. Entre 22 finalistas anunciados em dezembro de 2018, um júri internacional selecionou sete projetos vencedores que destacam as tendências internacionais em arquitetura, design urbano e arquitetura paisagística.
Moshe Safdie foi laureado com o Prêmio Wolf de Arquitetura 2019. A honraria anual elege um vencedor nos campos da pintura, música, escultura ou arquitetura. Sendo um dos mais prestigiados prêmios internacionais de Israel, reconhece realizações no avanço da ciência e da arte para o bem da humanidade. Na escolha deste ano, o júri citou a carreira exemplar de Safdie motivada por preocupações sociais da arquitetura e experimentações formais.