Arquitetura Colombiana

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Quando a escola se torna cidade: 6 projetos no Sul Global que fortalecem suas comunidades

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A educação e a cultura sempre se consolidaram como pilares estratégicos para promover transformações sociais profundas. Nesse sentido, a qualidade das infraestruturas físicas não é apenas uma questão funcional, mas um elemento estruturante para a efetivação de políticas públicas consistentes — especialmente em territórios marcados pela precariedade urbana, desigualdades históricas e fragilidade institucional. Diante desse cenário, a arquitetura escolar pode assumir um papel que vai muito além da sala de aula, tornando-se catalisadora da transformação social.

Quando o modernismo encontra a resistência local: habitação e fricções urbanas na América Latina

A habitação moderna foi um dos campos em que o modernismo fez sua promessa mais ambiciosa: a de que a arquitetura poderia transformar não apenas a cidade, mas também a forma como as pessoas vivem dentro dela. Como argumenta o historiador da arquitetura argentino Ramón Gutiérrez, a habitação popular é "o grande tema não resolvido, aquele que geralmente não aparece nas histórias da arquitetura". Na América Latina, essa ausência é particularmente significativa. Ao longo do século XX, o crescimento das cidades transformou a habitação em um dos principais instrumentos para imaginar mudanças urbanas, e o modernismo passou a ocupar não apenas plantas e desenhos, mas também apartamentos, bairros, ruas e rotinas domésticas.

Do Pátio ao Bairro: Lições Latino-Americanas sobre a Construção Coletiva do Lugar

Na América Latina, os encontros não nascem necessariamente de grandes gestos arquitetônicos ou de planos urbanos monumentais. Eles emergem do entre, do espaço intermediário: o pátio, a varanda, a calçada, o corredor compartilhado. Esses espaços, muitas vezes considerados residuais ou informais pela disciplina tradicional, são precisamente aqueles onde o cotidiano constrói vínculos.

Infância e ancestralidade: O que podemos aprender com as comunidades indígenas sul-americanas sobre espaços para as crianças?

Nas comunidades indígenas da América do Sul, o lugar da criança é onde ela desejar estar. Os bebês engatinham pelo chão de terra, se aproximam das fogueiras, investigam formigueiros, experimentam o mundo com o corpo inteiro. Eles aprendem sentindo: descobrem limites, reconhecem perigos e colhem lições que nenhum manual poderia ensinar. No cenário urbano, por outro lado, as crianças costumam ser contidas em espaços pensados para adultos, repletos de regras que, embora bem-intencionadas, muitas vezes as afastam de experiências vitais. Diante dessas diferenças culturais, não nos caberia julgar qual modelo é melhor, mas sim, perceber que, quando culturas diferentes se observam, sempre há espaço para aprender.

Desenhando a escola do futuro: espaços multifuncionais para uma educação dinâmica

O século XXI trouxe mudanças significativas na arquitetura dos edifícios escolares, refletindo novas filosofias educacionais, avanços tecnológicos e valores sociais que priorizam sustentabilidade e inclusão. Essa evolução não é apenas estética, mas representa uma profunda reformulação do papel dos ambientes físicos na educação. Os corredores apertados e as inúmeras carteiras enfileiradas há tempos deram lugar a espaços dinâmicos, conectados com o entorno e com a comunidade, sendo a flexibilidade e a multifuncionalidade suas características fundamentais.

Entre o modular e o vernacular: como a mistura de técnicas construtivas pode trazer agilidade e identidade para as habitações sociais do sul global

As cenas iniciais do premiado filme brasileiro “Cidade de Deus” (2002) mostram um conjunto habitacional na periferia do Rio de Janeiro o qual, posteriormente, se transforma em um reduto de pobreza e violência. Apesar do filme se passar na década de 60, o conjunto habitacional escolhido como cenário era um complexo recém construído.

O uso de madeira e vidro em 11 projetos de arquitetura contemporânea

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Alguns materiais mudam a história da arquitetura a partir do momento que começam a ser empregados. Os primeiros materiais usados na construção certamente o fizeram: barro, pedra, madeira. A possibilidade de construir pode ser considerada a origem da disciplina. Com o desenvolvimento tecnológico, as técnicas também se apuraram e, no século XIX, a industrialização disseminou o uso de outros materiais, alterando e ampliando a possibilidade construtiva: ferro e vidro.

Cores em estruturas e fechamentos: aplicações em residências contemporâneas na América Latina

Embora o uso da cor possa ser utilizado para esconder ou disfarçar uma característica específica, também pode servir para destacá-las. Dentro do território latino-americano, podemos descobrir que em estruturas e fechamentos têm predominado tonalidades de vermelho, verde e azul no contexto de uma arquitetura residencial que pretende integrar uma linguagem adequada ao ambiente em que se insere.

A água na arquitetura latino-americana: estratégias de captação e armazenamento

Ano após ano, organizações, autoridades governamentais e outras entidades em todo o mundo enfrentam o desafio de implementar regulamentações e medidas para lidar com a escassez de água: até o ano de 2017, segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 3 em cada 10 pessoas não tinham acesso a água potável em casa, enquanto 6 em cada 10 também não tinham acesso a saneamento básico.

Antes e depois: o Tropicário do Jardim Botânico de Bogotá

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Há quase uma década, uma notícia inundou os meios de comunicação colombianos: o anúncio do projeto vencedor para o Tropicário do Jardim Botânico de Bogotá. Hoje, trazemos todas as informações que coletamos desde aquele momento, tanto sobre o concurso vencido pelo DARP e o processo de construção — até a inauguração em 2021 e sua evolução nos últimos tempos.