Duas pontes arqueadas idênticas e paralelas definem a base estrutural e os elementos de acesso ao edifício. Distam dez metros entre si e vencem um vão de trinta metros, com uma flecha ascendente de três metros e meio, através de duas vigas metálicas perimetrais paralelas de trinta centímetros de altura, distanciadas quatro metros e meio. O distanciamento entre as pontes e o vão vencido por elas definem o piso retangular do edifício, cujas vigas longitudinais, também metálicas de trinta centímetros de altura, se apoiam sobre as vigas internas das pontes, diretamente em seu centro e configurando treliças nas laterais.
Quem vê São Paulo do alto se espanta com a grandeza e o cinza da cidade. A selva de pedras vista de cima causa uma sensação quase claustrofóbica, uma falsa impressão de que não há vida debaixo das sombras dos arranha-céus. Mas, se por um lado a falta de planejamento criou um caos urbanístico, por outro, as ruas, praças, becos e vielas da metrópole revelam-se verdadeiras galerias de arte ao ar livre. São Paulo é uma cidade que se apresenta através de suas intervenções urbanas.
São muitos os exemplos que reforçam que Sampa é um gigante palco a céu aberto. Na zona oeste, um pequeno beco apertado da Vila Madalena chama a atenção. É o “Beco do Batman”. As paredes de ambos os lados são grafitadas e os desenhos são trocados periodicamente, fazendo que a galeria renasça de tempos em tempos. Perto dali, em meio a edifícios históricos e cortiços mal conservados no bairro da Luz está o enorme painel estilo pop-art de Daniel Melim, e não muito longe dali, nas ruas do centro, estátuas vivas permanecem imóveis por horas, contrastando com o vai e vem frenético dos moradores da cidade.
Raquel Rolnik é conhecida por levantar a bandeira do direito à cidade, que vai muito além do acesso à água, luz, saneamento e mobilidade. Direito à cidade prevê a distribuição de todos os recursos que o meio urbano possa oferecer de maneira igualitária aos cidadãos.
Durante uma participação no programa Esquenta, da Rede Globo, Raquel Rolnik ainda ressaltou a importância de os cidadãos poderem participar da definição de como será a cidade em que moram. “As vezes aparece um baita viaduto no meio da rua. Quem é que resolveu fazer aquilo? Quem disse que tinha que fazer aquilo? Eu acho que nós deveríamos poder participar mais na decisão do que vamos fazer, aonde vamos fazer” exemplifica a urbanista.
Na palestra que será proferida em Caruaru-PE, no próximo dia 13 de abril, Raquel Rolnik abordará o tema “Desenvolvimento econômico e cidades do Brasil: Por que continuamos reproduzindo a precariedade?”. O assunto é propício para se repensar a realidade de Caruaru e cidades vizinhas.
O evento, promovido pelo curso de Arquitetura e Urbanismo da Unifavip | DeVry, se chama Diálogos Urbanos e terá inscrições gratuitas. As 500 vagas disponíveis deverão ser trocadas por um quilo de alimento não perecível, que será doado à Casa dos Pobres São Francisco de Assis.
Ministrada por Murilo Cavalcanti, estudioso na área de segurança cidadã e organizador do livro “As lições de Bogotá e Medellín: Do caos à referência mundial”, a palestra homônima visa explicar como essas cidades colombianas venceram a violência e a criminalidade e se tornaram modelos de gestão pública, passando do topo do ranking das cidades mais violentas do mundo à referência em mobilidade, segurança e soluções urbanísticas, devolvendo o espaço público aos cidadãos.
A palestra também contará com a presença de representantes do Estado do Ceará, da Prefeitura de Fortaleza e da Academia a fim de enriquecer o debate sobre o tema.
A ideia do Plano Piloto de Brasília pode ter surgido "já pronta", segundo seu autor, mas se apoia numa vasta cultura teórica e está inserida no contexto do pensamento da sua época. Das cidades-jardins à separação do tráfego e da monumentalidade clássica à destruição do quarteirão, é um universo amplo e, por vezes, contraditório que está sintetizado no projeto de Brasília.
A Secretaria de Cultura do Distrito Federal convida todos os interessados para a palestra “O Universo de Lucio Costa: Paradigmas de Brasília”, que acontecerá dia 10 de abril, sexta-feira, e será ministrada por Pedro Paulo Palazzo e Sylvia Ficher.
O evento acontece no Espaço Lucio Costa, em Brasília, e as inscrições podem ser realizadas aqui.
Em três anos consecutivos, a finais da década de 1920, Gregori Warchavchik constrói seus três manifestos arquitetônicos, e mais que isso, as primeiras obras de Arquitetura Moderna construídas no Brasil, as denominadas Casas Modernistas: a Casa Modernista da Rua Santa Cruz, de 1928, construída para ser sua própria residência; a Casa Modernista da Rua Itápolis, de 1929; e a Casa Modernista da Rua Bahia, de 1930. Definiram em seu momento um novo caminho a seguir pela Arquitetura nacional, e mantêm até os dias atuais um caráter contemporâneo. As três obras são reconhecidas como patrimônio histórico pelo IPHAN.
Reveja os posts que preparamos para cada Casa Modernista.
Lina Bo Bardi faria 100 anos em 05 de dezembro de 2014. A arquiteta italiana, naturalizada brasileira, viveu na Casa de Vidro, no Morumbi, em São Paulo de 1952 até 1992, quando faleceu.
A Casa de Vidro, primeira obra construída da arquiteta, é o cenário da exposição Lina em Casa: Percursos,de 12 de abril a 19 de julho de 2015, que integra a programação de atividades relacionadas ao centenário de nascimento da artista, iniciado em agosto de 2014 e estendendo-se até julho deste ano.
A exposição, com o apoio da Secretaria da Cultura do Governo do Estado de São Paulo e patrocínio da Petrobrás, tem curadoria do professor do IAU-USP Renato Anelli e da museóloga Anna Carboncini e apresenta um recorte inédito a partir do acervo do Instituto Lina Bo e P.M. Bardi destacando a contribuição de Lina para a arquitetura, seu alinhamento com as revisões dos projetos desenvolvimentista e modernista no Brasil dos anos 1970 e 80.
Durante a segunda semana de maio, se realizará o segundo Workshop ArchDaily Brasil, em parceria com a Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, e contará com a participação de Ruth Verde Zein. Com o apoio do DOCOMOMO Brasil - Núcleo São Paulo, esta edição do curso estará centrada em Clássicos da Arquitetura Paulista, somando-se às celebrações dos centenários de Vilanova Artigas e Lina Bo Bardi.
Comissariada por Michelle Jean de Castro, a exposição acontece no arranha céu mais alto de São Paulo, o Edifício Mirante do Vale, e traduz sensivelmente a relação do trabalho de Bucher com o cenário deteriorado do centro da cidade, reunindo obras em três diferentes escalas. A escala urbana com a instalação que se estende pela fachada do edifício. A escala humana, com 12 imagens impressas em formato 150x100cm. E a escala afetiva com a intervenção em uma de suas salas abandonadas.
Como parte da exposição, no dia 7 de abril, terça-feira, às 19h, o LAMA.SP promove uma palestra com Bucher, Finotti e Michelle Jean de Castro.
Dois blocos prismáticos justapostos lateralmente através de uma parede comum elevam-se sobre um declive de onze metros. Deslocam-se entre si e definem alturas diferentes. O mais alto deles ultrapassa um pavimento em relação ao outro. Mede cinco metros e vinte centímetros por dez metros e quarenta centímetros, e incorpora um volume prismático secundário, alinhado à sua face frontal, ampliando-a dois metros e dez centímetros. Configura-se um volume opaco, branco, de poucas e pequenas aberturas laterais distribuídas com pouca regularidade. Uma abertura única marca a fachada da rua: uma seteira translúcida de nove metros de altura por um metro e vinte centímetros de largura atravessa os três pavimentos iluminando o percurso da escada interna.
A Livraria Cultura do Shopping Iguatemi, em São Paulo, recebe, no dia 2 de abril, o lançamento do Moleskine Studio MK27. O escritório, liderado por Marcio Kogan, participa como o único escritório de arquitetura da América Latina a integrar a coleção "Insipration and Process in Architecture" da Moleskine.
O livro consiste em um diário de 10 dias, em abril de 2014, sobre a vida e trabalho do Studio MK27, pontuado por reuniões, almoços e visitas à obras da equipe. Os projetos são explicados através de esboços, croquis e diagramas.
Ao edifício entra-se pelo lado do sol. Uma marquise quadrada cujo lado mede vinte e um metros sombreia o acesso principal e as vias de embarque e desembarque. A fachada frontal noroeste, a mais extensa, e as fachadas laterais sudoeste e nordeste configuram-se como um muro espesso de seção trapezoidal, marcado por reentrâncias, nichos, e pequenas aberturas recuadas. Incorporam recintos de serviço em seu interior de modo a ampliar sua espessura, e assim sua inércia térmica. Formam um U, ou um grampo, que circunda e encerra o interior do edifício.