Os conhecidos benefícios climáticos e ambientais proporcionados pela presença de áreas verdes nos centros urbanos – como controle da poluição, regulação de temperaturas e manutenção da biodiversidade – reverberam também no âmbito social. Como áreas de convívio comum, usados para práticas recreativas e esportivas, os espaços verdes impactam diretamente na saúde e bem estar dos habitantes de quadras, bairros e cidades nos quais estão inseridos.
Quase quatro meses após a declaração de emergência de saúde pública de importância internacional pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 30 de janeiro, o número de casos de coronavírus no mundo continua a aumentar. Ainda que países onde houve declínio na taxa de transmissão do vírus estejam reabrindo negócios e voltando à normalidade, os impactos da pandemia, que vão além da saúde dos habitantes, continuam atingindo seu cotidiano, com mudanças no trabalho, nos hábitos e na economia. Tais mudanças ainda podem perdurar e afetar o futuro do campo da arquitetura e construção, com a perspectiva de uma crise no setor.
Os blocos de concreto são peças utilizadas sobretudo na execução de paredes e muros, podendo assumir função estrutural ou de vedação. Por ser um material pré-fabricado de baixo custo, comumente utilizado de forma aparente, é adotado em muitos projetos com o intuito de executar uma obra econômica, rápida e prática, sem necessidade de mão de obra especializada.
Os conceitos de autonomia, colaboração e participação têm ganhado destaque no âmbito da arquitetura e urbanismo em práticas realizadas por comunidades em conjunto com arquitetos, urbanistas e designers. Em um período no qual o número de desastres climáticos tem aumentado significativamente – a quantidade dobrou nos últimos 40 anos segundo relatório divulgado em 2016 pelo CRED (Centre for Research on the Epidemiology of Disasters) –, somado a conflitos e outras tragédias, a demanda por reconstrução de habitações e da infraestrutura nas localidades atingidas têm crescido simultaneamente. Este fator tem demandado um grande esforço colaborativo para a reconstrução arquitetônica e urbana.
Após séculos de colonização portuguesa e recente conquista da independência, Moçambique passa por um período com novos desafios, como o combate à pobreza e ao déficit de infraestrutura frente à expansão urbana descontrolada. No âmbito da arquitetura, é possível notar o reflexo desses desafios nas diretrizes de projetos moçambicanos, como na previsão da necessidade de expansão do edifício no futuro, na adoção de medidas para controle climático de forma passiva e na utilização de técnicas construtivas vernaculares adaptadas ao contexto local (como forma de minimizar o consumo energético nas diferentes fases de construção do edifício e os custos provenientes delas).
Uma das formas de separar ambientes é por meio do uso de divisórias leves, que podem ser fixas ou móveis. Além de estabelecerem determinados limites entre os cômodos, estas divisórias possuem menores espessuras quando comparadas às tradicionais paredes de alvenaria e até mesmo de drywall, o que permite um melhor aproveitamento do espaço e maior flexibilidade nas suas configurações.
De modo geral, existem determinados fatores em projetos de espaços expositivos que contribuem para uma eficaz apresentação das obras: iluminação difusa, distribuição espacial e pé-direito altos são alguns deles. A combinação destas características com a capacidade de transformação dos ambientes (com a presença de elementos que possam ser perfurados, repintados e adaptados de acordo com cada exposição), são recorrentes em muitas galerias de arte e expressam o diálogo entre arte e arquitetura.
Como forma de promover maiores distâncias entre as pessoas e incentivar formas alternativas de transporte tanto para profissionais de atividades essenciais que continuam trabalhando no período da pandemia do novo coronavírus, como para os cidadãos que podem sair para se exercitar, cidades ao redor do mundo estão revisando políticas de transporte e revertendo vias destinadas a veículos motorizados para o uso de ciclistas e pedestres.
O uso da inteligência artificial (AI) se embasa na ideia de otimizar, dinamizar e ampliar o alcance das mais diversas operações. Seus sistemas são programados para identificar padrões e, com isso, tornarem-se aptos à realizar previsões e ações com velocidade e acurácia. A eficiência dos modelos depende da quantidade e qualidade dos dados, que podem ser obtidos por aplicativos, câmeras, sensores etc. No âmbito urbano, a tecnologia baseada no uso da inteligência artificial tem sido vista como forma de aperfeiçoar o gerenciamento destes territórios, sobretudo daqueles mais densos e de maior extensão.
Os pisos de taco de madeira, ou simplesmente pisos de taco, são feitos a partir do conjunto de peças retangulares de madeira maciça, que podem ser instaladas seguindo padrões gráficos em diagonal, espinha de peixe, xadrez, entre outros. Os diferentes desenhos, somados aos variados padrões de textura e cores das peças, abrem caminho para inumeráveis arranjos compositivos a partir da aplicação e repetição de unidades de mesma dimensão.
Seja por uma necessidade de adaptação ao terreno ou qualquer outro fator que leve à verticalização de um edifício, a presença de diferentes níveis requer soluções que os conectem. As escadas cumprem a função de interligar os diferentes pavimentos e desenvolver os fluxos de uma edificação por meio de uma grande variedade de conformações, desenhos e materiais. Quando são feitas de madeira, as diferentes espécies proporcionam ainda uma abundância de cores e texturas que contribuem para dar um aspecto singular a este componente em cada projeto.
Conhecida por ser um material versátil, resistente, barato e longevo, a pedra vem sendo há muito tempo utilizada em sistemas construtivos tradicionais de diversas partes do mundo. Sua praticidade, neutralidade e disponibilidade em determinadas regiões são fatores diretamente relacionados a tais características e que, combinados ao seu apelo estético, influenciam no uso deste material em projetos arquitetônicos contemporâneos.
Considerados marcos paisagísticos por suas imponentes dimensões, os gasômetros surgiram no contexto da Revolução Industrial e estiveram presentes em muitas cidades ao redor do mundo, acompanhando seu processo de urbanização. Com as mudanças na geração e distribuição de gás na segunda metade do século XX e surgimento de novas tecnologias, os gasômetros foram gradualmente desativados. Embora muitos tenham sido condenados à demolição nos últimos anos, muitos também ainda permanecem no tecido urbano e são testemunhas de um passado industrial. Seu potencial para intervenções arquitetônicas, artísticas e paisagísticas nos leva a questionar quais seriam as possibilidades para seu futuro.
Em períodos de pandemias, como a que enfrentamos agora com o COVID-19, a quarentena é uma medida fundamental para conter os riscos à população e não sobrecarregar o sistema de saúde. Nestes momentos de reclusão, são comuns a revisão de hábitos e os questionamentos sobre o modelo de vida que levamos. Como arquitetos, um dos desafios da profissão é projetar locais que satisfaçam as necessidades básicas comuns a todos, mas também as especificidades de cada indivíduo, de forma que as residências deem conta de abarcar o necessário para a vida cotidiana durante tempo indeterminado.
O período compreendido pelo século XX foi palco de mudanças que vão desde o surgimento e consolidação da arquitetura moderna à difusão de críticas e teorias ao movimento tão diversas quanto a produção arquitetônica do mesmo período. A expressão e experimentação de arquitetos refletiram em interiores que hoje consideramos “clássicos”, devido à relevância que tiveram para o debate e produção das décadas seguintes.
Os espaços internos de museus, por meio de exposições, constroem narrativas que atribuem lógica e sentido (em outros contextos talvez não existentes) aos objetos expostos. Isto é, os recursos utilizados em uma mostra são capazes de conferir significados à medida em que são estabelecidas as conexões não só entre as peças expostas, mas também entre o projeto expográfico e a obra de arte.
Fachada da Villa Müller mostrando as janelas em diferentes alturas: consequência das diferenças internas de nível e pé-direito. Imagem de euphrosyne_3.14. Via Instagram
Entre 1928 e 1930, na cidade de Praga, capital da então Tchecoslováquia, Adolf Loos, com colaboração de Karel Lhota, projetou uma de suas mais influentes obras: a Villa Müller. A casa se tornou não só um marco na trajetória de Loos e na história da arquitetura, mas também um símbolo da expressão do Raumplan, caracterizado por Loos como uma sequência de espaços que, em diferentes níveis e variados pés-direitos, se relacionam e interagem uns com os outros.