Romullo Baratto é arquiteto, doutor em arquitetura pela FAUUSP e Gerente Editorial do ArchDaily Global. Coordenou a equipe editorial da 11ª Bienal de Arquitetura de São Paulo em 2017 e atuou como Gerente Editorial do ArchDaily Brasil entre 2019 e 2024, período em que a plataforma conquistou o Prêmio FNA, tornando-se o primeiro veículo de mídia a receber a honraria. Colaborou na edição do livro "Concrete Jungle", publicado pela gestalten, e foi responsável pela curadoria de exposições de arquitetura no Brasil, Chile, Dinamarca e Itália, além de ter realizado palestras e moderações de debates na Espanha, Estados Unidos e Portugal. Sua tese de doutorado, intitulada "Comoções", investiga as paisagens urbanas de São Paulo a partir do cinema. Seu trabalho articula pesquisa acadêmica e prática editorial, comunicando a arquitetura por meio de textos, entrevistas, curadoria e fotografia. Siga no Instagram @romullobf.
Sede paulista do Instituto de Arquitetos do Brasil, na esquina das ruas Bento Freitas e General Jardim, em 1951
O prédio paulista do IAB (Instituto de Arquitetos do Brasil), ícone modernista dos anos 50, se encontra há tempos em estado de degradação. Seis décadas após sua construção – que só foi possível graças a uma vaquinha entre alguns arquitetos modernistas – um novo financiamento coletivo, organizado pelo IAB-SP, busca devolver ao edifício o prestigio que o tempo e a falta de cuidados lhe tomaram.
No dia 13 de março, quinta-feira, Leonardo Finotti vai expor na Galeria Pilar o seu preciso olhar sobre Higienópolis. O trabalho de Finotti está focado, por um lado, em revisitar o moderno, e por outro, em estruturar o informal.
Essa exposição é parte do LAMA, projeto em andamento, que leva Finotti a viajar por mais de 10 países de América Latina revisitando a arquitetura moderna.
Por trás do radicalismo desta afirmação está algo crucial para o futuro da arquitetura. Arquitetura como disciplina não deve mais pensar em termos de objetos. Paredes, fachadas, estruturas, são apenas modalidades de arquitetura, porém nunca sua finalidade. O projeto vem em conseqüência. Em conseqüência de quê? Em conseqüência de situações. Arquitetura lida com situações.
Em 2050, sete de cada dez pessoas viverão em cidades, segundo estimativas das Nações Unidas. Como já é visível, a maior parte da população mundial se estabeleceu em áreas urbanas, salientando que certas regiões protagonizaram um crescimento demográfico explosivo nos últimos anos. Frente a isso, a consultora norte americana Demographia determinou quais são as dez cidades - com 10 milhões de habitantes ou mais - de crescimento mais rápido nos últimos anos onde.
O site Atlantic Cities recentemente escreveu sobre o projeto do Schema Design, inicialmente produzido como resultado de uma chamada para projetos do Urban Data Design Challange. A intenção do desafio era usar vários métodos de visualização de dados para desenvolver constatações sobre o trânsito de três cidades: São Francisco, Zurique e Genebra.
A iniciativa tomada por Hans Dieter Temp, um alemão que vive em São Paulo, mudou consideravelmente a paisagem de sua vizinhança e está alinhada a algumas interessantes estratégias de ocupação do solo e desenvolvimento urbano: o empresário ajudou a transformar em horta um terreno baldio adjacente à sua casa. A partir desta iniciativa, outros espaços foram, também, se transformando, gerando a ONG Cidades Sem Fome.
Por José Tomás Franco via Plataforma Arquitectura. Tradução Archdaily Brasil.
O designer holandês Roel de Boer criou um novo conceito de moradia que combina perfeitamente a vida da cidade com a natureza. Sua idéia é gerar unidades de vida que se organizam em formas orgânicas nos troncos das árvores da cidade, acima do caos urbano da rua. A proposta reduz a casa ao básico, oferecendo um pouco mais do que um lugar para dormir, mas propõe espaços comunitários que trazem outros serviços.
Por Alexandra Molinare, via Plataforma Arquitectura. Tradução Archdaily Brasil.
Essa semana em Tecnologia e Arquitetura apresentamos o grupo espanhol Factoría5 Studio formado por cinco jovens arquitetos: Juan López, Mário Pérez,Manuel López, Mar Parreño e José Carlos Román.
Todos eles praticavam a elaboração de imagens virtuais enquanto eram estudantes e, devido à falta de trabalho, se organizaram para dedicar-se a este importante aspecto da arquitetura, fechando muitos contratos e encomendas em apenas dois anos de experiência no mercado.
A seguir apresentamos uma entrevista exclusiva com Factoría5 Studio e uma seleção de suas melhores imagens.
Confirmado o primeiro projeto da laureada do Pritzker de 2004, Zaha Hadid, no Brasil. Trata-se do projeto de um hotel na Avenida Atlântica, no Rio de Janeiro, no local onde hoje se encontra a conhecida “Casa das Pedras”, última residência da avenida.
Já imaginou uma cidade sem calçadas ou semáforos? A primeira coisa que vem à mente é “caos”, mas foi o que a cidade de Poynton (Inglaterra) fez, apostando no efeito contrário: segundo o vídeo, tirar o controle de tráfego da sinalização e confiá-lo às pessoas faz com que elas prestem mais atenção e se respeitem mais. O resultado é que os motoristas dirigem mais devagar e os pedestres encontram menos obstáculos, o que é especialmente útil para deficientes visuais, físicos e ciclistas. A sinalização dos espaços por onde transitar é feita no chão, usando diferentes tons e texturas. Confira o vídeo na sequência:
A destruição de um parque, ou melhor, a destruição do último grande parque do centro de Istambul foi o que gerou a manifestação de milhares de pessoas nesta e em outras cidades da Turquia.
O governo turco decidiu que o Parque Gezi – localizado junto à Praça Taksim, uma das principais praças de Istambul – seria substituído por um novo shopping center. Isso fez com que, um dia antes das máquinas chegarem ao local, um pequeno grupo de pessoas decidisse ocupar o parque para evitar sua destruição.
Por Hernán Silva B. via Plataforma Urbana. Tradução Archdaily Brasil
O Chile está começando a experimentar os benefícios dos projetos destinados a pedestres e bicicletas - Sistemas de Contagem Automática e Permanente de Fluxos. Trata-se de uma tecnologia inteligenteque pode ser utilizada em todo tipo de espaços públicos, como ciclovias, passeios de pedestres, praças, parques, orlas, núcleos urbanos centrais, vias interurbanas e rurais, bem como nas imediações de parques nacionais e áreas de proteção ambiental para aferir o número de pessoas praticando atividades como trilhas e mountain bike.
A ponte Mauá, obra arquitetônica de grande valor simbólico e de integração entre o Brasil e o Uruguai, será o primeiro bem declarado Patrimônio Cultural do MERCOSUL, segundo o diretor geral da Comissão do Patrimônio Cultural da Nação (do Uruguai), Alberto Quintela. Ele também destacou o trabalho realizado pelas instituições patrimoniais do Brasil e do Uruguai para valorizar a ponte que une as cidades de Río Branco e Jaguarão.
A decisão é da VII Reunião da Comissão do Patrimônio Cultural do MERCOSUL, que reuniu representantes dos países do bloco em Montevidéu até o último dia 30 de maio. O diretor geral pediu que a reunião buscasse uma aproximação e o diálogo entre os países do bloco. Ainda, defendeu o “posicionamento da Comissão do Patrimônio Cultural do MERCOSUL no referido bloco regional, para alcançar um melhor diálogo com os diferentes atores das esferas patrimonial, social e turística”.
Um grupo de pessoas, sob o nome de downtown Project, propõe-se a ajudar a transformar e reinventar o centro da cidade de Las Vegas, dando poder à comunidade, inspirando e conectando seus cidadãos.
Com este objetivo, estão desenvolvendo o Projeto 100, um sistema que visa que os moradores de Las Vegas possam se livrar de seus carros, oferecendo um plano com um custo mensal inferior do que se eles estivessem dirigindo seus próprios carros.
O projeto integra ônibus com 100 paradas em toda a área metropolitana de Las Vegas, aluguéis de bicicletas, aluguéis de automóveis elétricos, compartilhamento de carros, motocicletas e motoristas profissionais, entre outros. O sistema funcionará através de um aplicativo, que fornecerá distintas alternativas de viagem. Ele estará em versão beta nos próximos meses.
Cinco meses depois da morte de Oscar Niemeyer, a sede do Partido Comunista em Paris está dedicando uma exposição à obra-prima do arquiteto, a construção da cidade de Brasília. Com uma coleção de 200 peças entre documentos inéditos, fotografias e maquetes, a mostra “Brasília, Meio Século da Capital do Brasil” relembra a concepção modernista e comprometida da maioria de seus criadores, como o urbanista Lúcio Costa, o paisagista Roberto Burle Marx e o próprio Niemeyer.
High Line em Nova Iorque é um bom exemplo do que está por vir
Merete Ahnfeldt-Mollerup é professor associado em The Royal Danish Academy of Fine Arts. Este artigo aparece originalmente em GRASP.
Arquitetura é inseparável do planejamento, e o grande desafio para a geração atual é o crescimento e o encolhimento das cidades. Algumas, principalmente no hemisfério Sul, estão crescendo exponencialmente, enquanto antigos centro globais no Norte estão se tornando rurais. No Sul a população ainda cresce muito, enquanto diminui na Europa, Rússia e nordeste da Ásia. O sonho do efeito Bilbao se baseou na esperança de haver uma solução rápida para os dois problemas. Bem, não há.
Daniel Libeskind foi escolhido entre dois outros renomados artistas para o projeto do Memorial do Holocausto da Assembléia Legislativa em Ohio. O memorial, de 5,5 m de altura em aço inoxidável escovado, será pontuado pela estrela de seis pontas de David e acompanhada por uma passarela de 12 m com palavras gravadas em pedra calcária.
A data de conclusão ainda não foi estabelecida, poisRichard H. Finan, presidente do Capitol Square Review e Advisory Board, acredita que o memorial, que apresenta um símbolo judeu, será contestado judicialmente pela American Civil Liberties Union e outras organizações, devido à laicidade do estado.
O Programa de Murais Artísticos da Filadélfia, Estados Unidos, teve início em 1984 como parte de uma campanha para erradicar as pichações da cidade. Desde então, mais de 3.000 murais foram cridos e cada um se transformou em um ponto distinto da paisagem urbana. Na Filadélfia, os murais se transformaram em uma oportunidade única para o desenvolvimento e a participação das comunidades, uma vez que fomentam as relações entre escolas, organizações populares, órgãos municipais e filantropos.