Romullo Baratto é arquiteto, doutor em arquitetura pela FAUUSP e Gerente Editorial do ArchDaily Global. Coordenou a equipe editorial da 11ª Bienal de Arquitetura de São Paulo em 2017 e atuou como Gerente Editorial do ArchDaily Brasil entre 2019 e 2024, período em que a plataforma conquistou o Prêmio FNA, tornando-se o primeiro veículo de mídia a receber a honraria. Colaborou na edição do livro "Concrete Jungle", publicado pela gestalten, e foi responsável pela curadoria de exposições de arquitetura no Brasil, Chile, Dinamarca e Itália, além de ter realizado palestras e moderações de debates na Espanha, Estados Unidos e Portugal. Sua tese de doutorado, intitulada "Comoções", investiga as paisagens urbanas de São Paulo a partir do cinema. Seu trabalho articula pesquisa acadêmica e prática editorial, comunicando a arquitetura por meio de textos, entrevistas, curadoria e fotografia. Siga no Instagram @romullobf.
A Escola da Cidade – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo promove, no dia 26 de novembro, uma palestra com o arquiteto chileno Felipe Assadi, decano da Facultad de Arquitectura y Diseño, da Universidad Finis Terrae, no Chile.
Intitulada “Casi Nada”, a palestra apresentará, através de uma seleção dos últimos projetos de Felipe Assadi Arquitectos, uma postura determinante frente às intervenções em paisagens frágeis, extremas, ou que possuem fortes compromissos contextuais, seja por sua geografia, seja por uma situação patrimonial.
Desde a construção da Pirâmide do Louvre, em Paris, em 1989, o museu teve um aumento de fluxo exponencial: na época, cerca de 3 milhões de pessoas visitavam anualmente o maior museu da França, hoje o número chega a 9 milhões e para 2025 a previsão é de 12 milhões anuais.
Para acompanhar o crescimento, o Museu do Louvre investirá 5,3 milhões de Euros em um projeto para sua pirâmide, principal entrada do público, visando tornar o acesso mais confortável e silencioso.
Um dos grandes nomes da arquitetura paulistana, Eduardo de Almeida encanta cada um que tem o privilégio de conhecer suas obras, localizadas, sobretudo, em São Paulo. Doutor pela FAUUSP, não só realiza, mas também pensa os caminhos a serem seguidos pela arquitetura.
Um obra de tal porte merece ser transmitida e apresentada ao maior número possível de pessoas, assim, a produtora Mariana Tassinari e o diretor Thomas Piper iniciaram a realização do documentário Arquiteto da Medida Justa, que apresenta, através de uma série de depoimentos, as criações do grande arquiteto.
Palestrantes nacionais e internacionais discutirão sobre ecossistemas urbanos, parques, telhados verdes, jardins verticais, ciclovias e permacultura, entre outros temas, na 1ª Semana de Ecologia Urbana de Goiânia.
O evento ocorre entre os dias 25 e 30 de novembro no auditório da Área II da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), situado na Praça Universitária. A programação contribuirá para que profissionais e cidadãos aprofundem seus conhecimentos sobre como o meio ambiente e a cidade se relacionam, de forma a encontrar soluções ou prevenir situações ligadas às secas, ilhas de calor, enchentes, poluição do ar e da água e perda de biodiversidade.
Apresentamos a seguir o projeto de Vigliecca & Associadosvencedor do concurso Anexo da Biblioteca Nacional, promovido pela Fundação Biblioteca Nacional (FBN) e pela Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (CDURP), e organizado pelo Departamento Rio de Janeiro do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-RJ).
O arquiteto e restaurador espanhol Adolfo B. Ibañez Vila dará, na segunda-feira, 24 de novembro, uma palestra técnica sobre "Fotogrametria Arquitetural Digital 3D". O evento, promovido pelo IAB-RJ, tem como objetivo apresentar ferramentas, baseadas em fotogrametria arquitetônica em 3D e de baixo custo, que podem facilitar o escaneamento do patrimônio histórico e construído.
De acordo com Adolfo Ibañez, a utilização da fotogrametria arquitetônica em 3D pode baratear os custos da restauração de patrimônios históricos e reduzir o tempo da obra, além de oferecer a vantagem da precisão 3D. “A técnica também pode ser utilizada na elaboração de projetos. O processo, inclusive, é muito utilizado na criação de cenários para filmes e games”, explicou Ibañez.
A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) lança, em conjunto com o IAB-SP e com apoio do CAU/SP, uma série de concursos de projetos para as moradias estudantis de seus campi universitários. Todos os núcleos terão moradias estudantis, e a série de concursos começa com as unidades de Osasco e São José dos Campos, que já possuem terrenos próprios destinados a este programa.
A moradia é importante instrumento da permanência estudantil. Ela faz parte de um conjunto de ações da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis para garantir direitos estudantis, condições de acesso e de estudo, bem como o fortalecimento de sua autonomia e protagonismo na universidade.
Projetar a moradia de uma universidade pública em crescimento ultrapassa o desafio de projetar um espaço residencial. A moradia é um lugar que constrói identidades, novas redes de sociabilidade e pode ser entendida como um espaço de fortalecimento da autonomia estudantil. Além de quartos, banheiros, lavanderias e cozinhas, os estudantes contarão com uma série de ambientes de estudo, lazer, cultura e esportes para caracterizar uma verdadeira res-pública estudantil.
Ana Cristina Wanzeler na cerimônia de premiação do Concurso Anexo da Biblioteca Nacional. Image Cortesia de IAB
Uma arquiteta está à frente do Ministério da Cultura. A paraense Ana Cristina Wanzeler, que semana passada assumiu interinamente o posto, após Martha Suplicy deixar o cargo, se formou pela Universidade Federal do Pará (UFPA) nos anos 80.
Wanzeler se envolveu durante parte da carreira com temas associados à arquitetura, especialmente durante os anos em que esteve na Caixa Econômica Federal, onde trabalhou com habitação e, nos últimos anos, em São Paulo, lidando com obras como a do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
A partir de 31 pontos desse território, identificados por elementos visuais distintivos e apresentados em textos concisos, a publicação traça um percurso revelador das muitas camadas de história acumuladas nesse pedaço da cidade. Entre a praça da Sé e os largos de São Francisco e São Bento, descobre desde traços das disputas entre Igreja e Estado no período colonial até histórias pitorescas da modernização, como a disputa pelo título de arranha-céu mais alto da cidade no início do século passado.
Nesta quinta-feira, 20 de novembro, acontece a terceira edição do Provocações Urbanas - Ciclo de Diálogos do Parque Capibaribe, que traz ao Brasil, com apoio da Embaixada Holandesa, o urbanista holandês Evert Verhagen, para discutir ideias inovadoras sobre a gestão de espaços públicos. O evento conta também com a participação do presidente da Emlurb, o sociólogo Antônio Barbosa. A mediação será do arquiteto e urbanista do projeto Luiz Carvalho.
O público poderá dar sua opinião sobre os temas, pensando a gestão das cidades e a utilização efetiva e democrática dos espaços urbanos.
O Arq.Futuro, o Instituto Semeia e a FGV Direito Rio promovem o evento "Parques do Brasil", que acontece hoje (19 de novembro) no Espaço Tom Jobim, no Rio de Janeiro. Nesse encontro, especialistas discutem modelos de gestão para parques urbanos e unidades de conservação no país.
Entre os exemplos debatidos estarão o Parque do Flamengo, que completará 50 anos em 2015, e o Parque Sitiê, nascido do esforço comunitário no Morro do Vidigal.
O LAMA.SP convida o fotógrafo Thomaz Harrell para dividir seus conhecimentos no curso “A fotografia e suas sete chaves" que abordará desde a concepção e história dessa arte até sua prática e noções de edição e finalização. Os alunos também participarão de uma jornada fotográfica e o material produzido fomentará discussões, estabelecendo um diálogo entre os trabalhos dos participantes. O curso busca fornecer uma visão ampla dos princípios da fotografia e inspirar novos fotógrafos.
Primeiro Lugar - Hector Vigliecca . Image Cortesia de IAB-RJ
Na última sexta-feira, 14 de novembro, foi anunciado o resultado do Concurso Anexo da Biblioteca Nacional, promovido pela Fundação Biblioteca Nacional (FBN) e pela Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (CDURP), com organização do Departamento Rio de Janeiro do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-RJ) e coordenado pela Norma Taulois.
O estudo preliminar dos arquitetos Hector Vigliecca, Luciene Quel, Ronald Werner Fiedler e Neli Yumi Shimizu, do escritório Vigliecca & Associados, foi eleito o vencedor do concurso, que contou com a participação de 66 inscritos.
De acordo com o presidente da FBN, Renato Lessa, o Anexo da Biblioteca Nacional marca uma nova fase da relação da instituição com o Rio de Janeiro: “A Biblioteca qualifica a sua relação com a cidade. O edifício Anexo será um equipamento cultural de ponta e um presente para a cidade. Os benefícios que esse equipamento vai trazer para a sociedade são incalculáveis.”
Veja a seguir os projetos vencedores e as menções honrosas:
Nossos parceiros da Escola da Cidade compartilharam conosco o vídeo da palestra da arquiteta e pesquisadora portuguesa Ana Vaz Milheiro, que falou aos estudantes da graduação da Escola da Cidade sobre a Arquitetura Portuguesa atual e a falta de influência do arquiteto Rem Koolhaas sobre ela.
Da palestrante: No otimismo da abertura do século XXI, parecia possível que a presença da Casa da Música, um único objeto "koolhaasiano" na paisagem urbana da cidade do Porto, conseguiria alterar o curso da cultura arquitetônica portuguesa. Eduardo Souto de Moura e o estágio de Braga, inaugurado em 2004, funcionariam como contraponto.
O futuro luminoso da arquitetura portuguesa se inscrevia entre dois extremos: o vanguardismo radical da arquitetura centro-europeia versus o modernismo vernacular que vingou entre a cultura portuguesa e que Álvaro Siza representava. O vaticínio da crítica de arquitetura da época dependia naturalmente da estabilidade das condições existentes, situação que a crise econômica de 2008 haveria de alterar.
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1,2,3 Group: Samuel Meyering, Rem Kolhaas, Frans Bromet, Rene Daalder, Jan de Bont. Cortesia de Rene Daalder. Via The Architecture Foundation
Antes de iniciar seus estudos de arquitetura na Architecture Association de Londres, Rem Koolhaas embarcou em uma breve carreira no cinema como membro do 1,2,3 Group, um grupo composto por cinco jovens que compartilhavam diferentes funções em frente e atrás das câmeras numa espécie de cinema anti-autoral.
O primeiro filme produzido pelo grupo surgiu da longa amizade de Rem com o roteirista e diretor Rene Daalder que, juntamente com Jan de Bont, Frans Bromet e Samuel Meyering, produziram o curta metragem 1,2,3 Rhapsody(1965), filme em que os membros do grupo desempenharam múltiplas funções, com Rem atuando como ator e operador de câmera em algumas sequências.
Em maio deste ano foi inaugurada a primeira das três linhas do Mi Teleférico, o novo transporte público que une La Paz com El Alto, a maior população urbana da Bolívia, que totaliza 1,6 milhões de habitantes.
A mais de 4.000 metros de altura e com uma rede de 11 quilômetros – quando as três linhas estiverem em funcionamento – este serviço se tornará o mais alto e extenso do mundo, permitindo realizar deslocamentos em menos tempo - o que diminuirá os congestionamentos que afetam ambas cidades e suprirá 30% da demanda de transporte público.
O projeto, que levou quase quatro décadas para ser implementado, transportará até 18 mil passageiros por hora em um total de 443 cabines.
Fartos de não terem seu trabalho reconhecido ou publicado, os fotojornalistas franceses Benjamin Girette e Pierre Terdjman fundaram este ano o movimento#Dysturb, em que se apropriam das ruas para expor trabalhos fotográficos seus e de outros profissionais realizados em zonas de conflito.
O objetivo dessa iniciativa é “aumentar a consciência sobre o que está realmente acontecendo no mundo”, e nenhum espaço é mais apropriado para essa tomada de consciência que a rua, “a única plataforma social maior que o Facebook”, diz Girette.
Segundo a dupla, as revistas raramente estão interessadas em mostrar o que está acontecendo em países com regiões de instabilidade sócio-política, como o Egito, Geórgia ou Afeganistão, reservando-se a publicar poucas fotos. Nesse sentido, Girette e Terdjman pretendem destacar a importância do fotojornalismo como veículo e ferramenta de conscientização.
Na sombra desta “Escola do Porto” existe um “Lado B”, um lado outro, de estórias que escaparam às teses e aos livros. São estórias esquecidas, estórias secundárias, algumas inconsequentes outras rasuradas, estórias que tentámos pensar com um conjunto de entrevistas nem sempre concordantes entre si e que, no seu desacordo, evidenciam uma realidade mais complexa, com posições mais marginais.
Desacordos que põem em causa a linearidade da história oficial e a imagem homogeneizadora da ideia de “Escola do Porto”. Estas estórias oscilam entre dois polos: entre a utopia social e política fortemente influenciada pelo Maio de 68; e a utopia formal e disciplinar que caracterizou o pensamento radical na década de 70. A narrativa proposta centra-se na geração que iniciou os estudos na ESBAP em 1970, e que opôs marxistas, leninistas, ou maoistas a trotskistas, situacionistas ou anarquistas.