Romullo Baratto é arquiteto, doutor em arquitetura pela FAUUSP e Gerente Editorial do ArchDaily Global. Coordenou a equipe editorial da 11ª Bienal de Arquitetura de São Paulo em 2017 e atuou como Gerente Editorial do ArchDaily Brasil entre 2019 e 2024, período em que a plataforma conquistou o Prêmio FNA, tornando-se o primeiro veículo de mídia a receber a honraria. Colaborou na edição do livro "Concrete Jungle", publicado pela gestalten, e foi responsável pela curadoria de exposições de arquitetura no Brasil, Chile, Dinamarca e Itália, além de ter realizado palestras e moderações de debates na Espanha, Estados Unidos e Portugal. Sua tese de doutorado, intitulada "Comoções", investiga as paisagens urbanas de São Paulo a partir do cinema. Seu trabalho articula pesquisa acadêmica e prática editorial, comunicando a arquitetura por meio de textos, entrevistas, curadoria e fotografia. Siga no Instagram @romullobf.
Planejar e implementar projetos para priorizar os deslocamentos ativos deve ser prioridade nas cidades brasileiras, desde 2012, de acordo com a Política Nacional de Mobilidade Urbana. O deslocamento a pé é o transporte mais expressivo na vida urbana, representando 39% dos deslocamentos diários nas cidades brasileiras; além disso, cidades mais caminháveis são mais sustentáveis, resilientes, saudáveis, sociáveis e democráticas.
Nesse sentido, o Prêmio Cidade Caminhável, realizado pelo SampaPé! com apoio do ITDP Brasil e Walk 21, buscou conhecer e reconhecer os projetos e iniciativas que o poder público realizou nos últimos anos no caminho da priorização do caminhar. Sua primeira edição teve 28 projetos válidos inscritos, de 16 cidades diferentes, de 10 estados e do DF, tendo inscritos de todas as regiões do país, menos do norte. Todos os projetos, estão em um mapa de iniciativas públicas para caminhabilidade disponíveis no site do Prêmio, para que inspirem mais projetos.
Expressão artística mediada por aparato técnico, a fotografia tem seu lugar estabelecido entre as artes, sendo, junto do cinema, aquela que mais fielmente pode registrar a realidade e, portanto, a arquitetura. Das grandes caixas de madeira portando chapas de emulsão de prata às câmeras digitais e, finalmente, nossos smartphones, não há dúvida de que a fotografia se tornou mais acessível às pessoas, que pouco a pouco passaram de espectadoras a autoras das imagens.
Para celebrar o Dia Mundial da Fotografia, convidamos nossas leitoras e leitores a compartilharem conosco seus registros fotográficos de obras de arquitetura e cidades. Sem distinguir entre entusiastas, fotógrafos amadores ou profissionais, estão todos convidados a enviar fotos que deem a ver o espaço construído – nas mais variadas escalas. As imagens selecionadas por nossa equipe de conteúdo serão divulgadas em um próximno artigo.
Módulo de Acolhimento Amazônico. Ilustração da Maquete - Casa a partir dos módulos propostos. Crédito dos autores do projeto
O 4º Prêmio de DesignInstituto Tomie Ohtake Leroy Merlin dedicado a universitários e recém-formados anuncia os 10 projetos selecionados. O júri, composto por Cláudia Zacar (Curitiba - PR), Diego Mauro (Salvador - BA), Érico Gondim (Fortaleza - CE), Iran Pontes (Recife - PE) e Sâmia Batista (Belém - PA), analisou as 233 propostas inscritas por 412 autores, provenientes de 19 estados e Distrito Federal.
Área da comunidade Kalungase estende por Cavalcante, Monte Alegre e Teresina de Goiás, na região da Chapada dos Veadeiros. Crédito: Paulo de Araújo/Ministério do Meio Ambiente
Em homenagem ao Dia do Patrimônio Cultural, celebrado em 17 de agosto, o CAU/GO lançou o Concurso Nacional de Projeto para Habitação Quilombola. O objetivo é selecionar o melhor projeto para a construção de moradias nas comunidades remanescentes de quilombos localizados em Goiás, como parte dos programas habitacionais da Agehab (Agência Goiana de Habitação), parceira na realização do concurso.
O Centro Brasileiro da Construção em Aço (CBCA) anunciou os vencedores do 14º Concurso CBCA para Estudantes de Arquitetura. Com abrangência nacional, a competição foi direcionada aos estudantes de escolas ou faculdades de arquitetura do país, e abordou o tema “Saúde e Bem-Estar”.
Poucas pessoas têm a oportunidade de projetar uma cidade. Ainda menos o fazem por acaso. Essa é a história do ilustrador e quadrinista Eloar Guazzelli, que desde 1990 vem desenvolvendo um projeto artístico intitulado Cidade Nanquim. A partir de folhas de papel de tamanho A4, o artista compõe uma espécie de mosaico urbano em preto sobre branco que retrata fragmentos de uma cidade imaginária.
A Carta do Rio de Janeiro, que apresenta proposições para o desenvolvimento urbano de cidades ao redor do mundo nos próximos anos, foi apresentada durante o encerramento do 27º Congresso Mundial de Arquitetos, no dia 22 de julho. O documento defende um novo modelo de cidade no mundo pós-pandêmico, mais atento às mudanças climáticas, aos bons espaços, à saúde pública, à dignidade da moradia e à redução das desigualdades. O Comitê Executivo do UIA2021RIO anunciou que a Carta do Rio será entregue aos prefeitos de todas as capitais do Brasil, marcando a consolidação das propostas debatidas ao longo do evento, que foi sediado pela primeira vez no país.
A atmosfera vibrante da laneway. Image Cortesia de Equipe de projeto
Uma equipe de arquitetas brasileiras foi premiada com o terceiro lugar no concurso internacional Toronto Affordable Housing Challenge, organizado pela Bee Breeders. Desenvolvido por Ana Luisa Rolim (Coletivo-rt arquitetura), Isabella Trindade, Beatriz Bueno e Larissa Falavigna, o projeto LaneWAY OF LIVING: Green Villages in The Heart Of Toronto’s Urban Fabric propõe uma série de unidades de estrutura de madeira laminada colada cruzada e acabamento externo em madeira carbonizada.
Madeira de demolição é aquela que tem origem no desmonte de uma construção, geralmente casas antigas, barracões ou armazéns rurais. Por desinteresse ou inviabilidade econômica de adaptação, resta a opção de demolir estas estruturas, resultando em escombros e, também, elementos que podem ser reciclados e reutilizados na arquitetura. É o caso da madeira de demolição, que vemos empregada, do revestimento à estrutura, em projetos contemporâneos em todo o mundo.
Para inspirar seus projetos, reunimos 12 casas brasileiras fazem uso deste material reciclado em pisos, paredes, decks, banheiros, áreas externas e escadas.
Primeiro lugar. Equipe coordenada por Rodrigo Quintella Messias. Image Cortesia de IAB/RJ
O Departamento Cultural do Abrigo do Marinheiro (DCAMN), em parceria com a Marinha do Brasil, e o Departamento do Rio de Janeiro do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB/RJ) anunciaram o resultado do Concurso de Arquitetura para o Museu Marítimo do Brasil. A equipe coordenada pelo arquiteto e urbanista Rodrigo Quintella Messina, de São Paulo-SP, conquistou o primeiro lugar no certame, que teve 110 estudos preliminares entregues. Ao todo, 191 equipes, distribuídas por 17 estados do país, candidataram-se para enviar projetos – um recorde na história das chamadas públicas do IAB/RJ.
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A Greater London Authority buscou garantir que caminhada e bicicleta, além do transporte público, fossem opções viáveis para a população de Londres. Foto: WRI Ross Center for Sustainable Cities
Há meio século, uma névoa letal de fumaça e neblina, também conhecida como o Grande Nevoeiro de 1952, cobriu Londres e matou pelo menos 12 mil pessoas. Mais recentemente, em 2013, Ella Adoo-Kissi-Debrah morreu em decorrência da poluição do ar. “[Ella] foi a primeira pessoa no mundo a ter a poluição do ar apontada como a causa de sua morte”, diz Anjali Raman-Middleton, de 17 anos, cofundadora da organização Choked Up e amiga de Ella. Mas o ar tóxico de Londres, um problema de longa data associado a 9 mil mortes prematuras por ano, é mais do que uma questão ambiental e de saúde pública.
A Escola da Cidade, por meio da disciplina Seminário de Cultura e Realidade Contemporânea, recebeu o professor Alfredo Bosi para discutir a noção de cultura ou culturas. Na conversa, o professor partindo de experiências vividas por ele que tangenciam diversos tipos de vivências espaciais, tensiona e expõe várias faces que a palavra cultura apresenta.
O concurso de projeto Casa das Mulheres na África tinha como objetivo promover o envolvimento e emancipação da comunidade das mulheres no Senegal. A competição foi encabeçada pela Kaira Looro International, uma instituição sem fins lucrativos que organiza concursos abertos a estudantes e jovens arquitetos com o objetivo de fomentar projetos humanitários em países em desenvolvimento e lançar luz sobre novos talentos da arquitetura.
O concurso, que desafiava os participantes a desenvolverem uma “casa das mulheres” através de uma arquitetura simbólica, ecológica e inspirada das tradições locais, selecionou entre os finalistas a equipe brasileira composta pelos estudantes Marcela Luana Sutti, Adenir Filho. Conheça a proposta destacada, acompanhada de seu memorial descritivo, a seguir.
No dia 29 de julho de 2021, chegamos mais uma vez ao Dia da Sobrecarga da Terra. Esta data marca o momento em que o nosso consumo anual de serviços e recursos naturais ultrapassa o que a Terra pode regenerar naquele mesmo ano. Ou seja, entramos no “cheque especial” do planeta, de acordo com a Global Footprint Network, entidade responsável pelos cálculos de sobrecarga da Terra desde 1970.
O Instituto Akatu, que promove o consumo consciente, emitiu um comunicado lembrando que O Dia da Sobrecarga da Terra em 2021 caiu na mesma data que em 2019, o que significa que voltamos aos padrões anteriores a 2020, quando a pandemia atrasou a data para 22 de agosto.
Naoshima, Teshima e Inujima são as três principais ilhas de um arquipélago no Mar Interior de Seto, no Japão. O que as diferencia dos demais arquipélagos japoneses – que são muitos, característica daquele país insular – é a concentração de obras de arquitetura de qualidade excepcional, projetadas por alguns dos maiores nomes da arquitetura mundial. Tais projetos fazem parte do Benesse Art Site Naoshima, um complexo dedicado às artes idealizado pelo magnata Soichiro Fukutake ainda na década de 1980, composto por dezoito museus, galerias e instalações a céu aberto.
O Concurso do Museu dos Emboabas, uma iniciativa do município de Caeté-MG que buscava propostas arquitetônicas que homenageassem a memória da guerra dos emboabas, selecionou o escritório ARQLIQ arquitetura e a arquiteta Laila Bentes, com a colaboração de Márcio Motta e Giulia Sgarbi, como vencedores. O projeto premiado foi escolhido por seu cuidado tanto com o interior da edificação, com espaços amplos e versáteis, quanto com o seu entorno.
O Brasil acaba de receber mais um título de Patrimônio Mundial. Legado de um dos maiores paisagistas do século XX, o Sítio Roberto Burle Marx (SRBM) foi reconhecido nesta segunda-feira, 26 de julho, durante a 44ª Sessão do Comitê do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
O Sítio foi reconhecido na categoria de Paisagem Cultural, na qual se enquadram bens que referenciam a interação entre o ambiente natural e as atividades humanas, resultando em uma paisagem natural modificada. O Brasil passa agora a ter 23 bens inscritos na Lista do Patrimônio Mundial da Unesco, registro dos bens considerados como portadores de valor universal excepcional para a cultura da humanidade.
Concebido pelo Atelier Marko Brajovic, o projeto ROOTS - mangrove ecosystem participa da exposição Future Assembly, com curadoria do Studio Other Spaces, do artista plástico Olafur Eliasson e do arquiteto Sebastian Behmann, que responde ao tema Como vamos viver juntos? proposto por Hashim Sarkis, curador da 17ª Mostra Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza. O projeto conta com uma maquete de impressão 3D, desenhos à mão e vídeos, que permanecem abertos à visitação até 21 de novembro de 2021 no Giardini.
Future Assembly tem como objetivo introduzir na Bienal de Arquitetura de Veneza o sistema de valores multilateral alternativo das Nações Unidas, refletindo sobre os últimos 75 anos de multilateralismo da ONU e imaginando novos futuros sobre como podemos nos unir de forma colaborativa. O Atelier acredita que um multilateralismo futuro deve expandir-se além da visão de mundo centrada no homem para uma reunião mais do que humana.