Romullo Baratto

Romullo Baratto é arquiteto, doutor em arquitetura pela FAUUSP e Gerente Editorial do ArchDaily Global. Coordenou a equipe editorial da 11ª Bienal de Arquitetura de São Paulo em 2017 e atuou como Gerente Editorial do ArchDaily Brasil entre 2019 e 2024, período em que a plataforma conquistou o Prêmio FNA, tornando-se o primeiro veículo de mídia a receber a honraria. Colaborou na edição do livro "Concrete Jungle", publicado pela gestalten, e foi responsável pela curadoria de exposições de arquitetura no Brasil, Chile, Dinamarca e Itália, além de ter realizado palestras e moderações de debates na Espanha, Estados Unidos e Portugal. Sua tese de doutorado, intitulada "Comoções", investiga as paisagens urbanas de São Paulo a partir do cinema. Seu trabalho articula pesquisa acadêmica e prática editorial, comunicando a arquitetura por meio de textos, entrevistas, curadoria e fotografia. Siga no Instagram @romullobf.

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Primeiro ônibus convertido em unidade de saúde contra Covid-19 já está em operação no Brasil

Desenvolvido pelo estúdio brasileiro Democratic Architects, o O-SI - Ônibus de Saúde Imediata nasceu de ideias elaboradas por designers e médicos focados em desenvolver uma plataforma modular que disponibilizasse serviços de atendimento de saúde para a população, de forma moderna, segura e ágil, tendo como base a utilização de tecnologias de ponta e conceitos atuais de healthcare com mobilidade, reuso sustentável e inclusão social.

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"Êxito é a apropriação e uso do espaço construído": entrevista com Noelia Monteiro

Falar é mais fácil que fazer, e quando nos referimos à prática da arquitetura – uma atividade fortemente condicionada por inúmeros fatores que lhe são, digamos, externos – essa afirmação toma ainda mais corpo. Não é qualquer profissional que se dispõe a contribuir com a solução de problemas de comunidades distantes, relativamente isoladas, e em condições de vulnerabilidade social e ambiental; este é, porém, precisamente o foco de atuação de Noelia Monteiro, arquiteta argentina que trabalha no Brasil e, junto de Christian Teshirogi, fundou em 2015 o Estúdio Flume.

Desenvolvendo projetos na companhia de equipes multidisciplinares que envolvem profissionais da arquitetura, engenharias, ciências sociais, geologia e antropologia, a abordagem da arquiteta não é, por isso, menos pessoal. Exige, na realidade, certa dose de envolvimento com as comunidades, aproximando as pessoas do processo de projeto desde os primeiros momentos até a conclusão. O resultado desta prática vem sendo reconhecido com importantes prêmios nacionais e, mais recentemente, o ArchDaily selecionou Noelia para sua lista de melhores jovens escritórios e práticas de 2020.

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Edifícios transparentes e a ilusão da democracia

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Entre 1914 e 1915, Le Corbusier projetava a Maison Dom-Ino, uma proposta de sistema estrutural que subvertia os modelos de então substituindo densas paredes portantes por pilares e lajes de concreto reforçado com aço. Muito mais leve e composto por elementos esbeltos, a este sistema se uniria o uso de grandes superfícies de vidro que garantiriam, de uma só vez, a entrada de higiênica luz solar nos espaços interiores e uma almejada transparência arquitetônica que diluiria as fronteiras entre interior e exterior – ao menos, metaforicamente.

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Designer retrata cotidiano do isolamento em livro ilustrado

Nos primeiros dois meses do isolamento em decorrência da Covid-19, o designer Ivan Jerônimo acumulou mais de quarenta desenhos que mostram objetos e ambientes de seu apartamento. São cenas comuns mas que, de repente, foram promovidas a primeiro plano durante a pandemia.

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"O Brasil é sinônimo de desigualdade": imagens aéreas mostram o abismo socioeconômico em cidades brasileiras

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"O Brasil é sinônimo de desigualdade": imagens aéreas mostram o abismo socioeconômico em cidades brasileiras - Image 1 of 4"O Brasil é sinônimo de desigualdade": imagens aéreas mostram o abismo socioeconômico em cidades brasileiras - Image 2 of 4"O Brasil é sinônimo de desigualdade": imagens aéreas mostram o abismo socioeconômico em cidades brasileiras - Image 3 of 4"O Brasil é sinônimo de desigualdade": imagens aéreas mostram o abismo socioeconômico em cidades brasileiras - Image 4 of 4O Brasil é sinônimo de desigualdade: imagens aéreas mostram o abismo socioeconômico em cidades brasileiras - Mais Imagens+ 7

Desigualdade socioeconômia é um termo com o qual a maioria de nós está familiarizado, no entanto, embora sentida na pele por boa parte da população mundial, permanece relativamente abstrata para muita gente. Torná-la visível é a proposta do fotógrafo Johnny Miller que, através do projeto Unequal Scenes, vem registrando territórios de tensão a partir de uma perspectiva bastante esclarecedora: a imagem aérea.

Iniciado na África do Sul, país social e espacialmente marcado pelo apartheid, o projeto foi recentemente trazido ao Brasil para registrar contextos em que pobreza e riqueza extremas coexistem a poucos metros, mostrando que distância não é apenas uma grandeza fisicamente mensurável, mas também pode assumir aspectos mais complexos, profundamente enraizados em nossa sociedade.

6 Filmes que usam visualizações arquitetônicas para contar histórias e criar atmosferas

Representar o mundo real está, sem nenhuma dúvida, na gênese do cinema, uma arte que nasce da fotografia, posta em sequência para oferecer ao espectador a impressão de movimento. Tão verdade, que o primeiro registro fílmico de que se tem notícia, de 1895, mostrava a chegada de um trem à estação de Ciolat, na França – um acontecimento banal no cotidiano das cidades europeias do século XIX. 

Entretanto, por mais que a realidade concreta faça parte do cinema, não se pode negar que o fascínio exercido por esta arte venha, em grande medida, de sua capacidade de criar mundos imaginários, ativar espaços mentais e desencadear emoções. Nesse sentido, o mundo real pode muitas vezes não bastar como combustível, inspiração ou pano de fundo das histórias elaboradas por diretoras e roteiristas, exigindo das equipes de direção de arte e cenografia a criação de realidades outras, imateriais, que sirvam de base para a narrativa. 

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As melhores entrevistas de arquitetura de 2020

Um dos aspectos mais gratificantes de trabalhar com publicações de arquitetura é a possibilidade de conhecer e se aproximar dos profissionais que estão efetivamente transformando o campo profissional, seja com projetos construídos, especulativos, experimentais, teorias ou, ainda, trabalhos em campos externos à disciplina mas que se relacionam com ela. Nesse sentido, dentre todos os tipos de conteúdo que o ArchDaily se dedica a publicar diariamente, as entrevistas têm um lugar especial: é com elas que nos aproximamos para ouvir o que algumas das vozes mais proeminentes e promissoras têm a dizer sobre o presente e o futuro da arquitetura e das cidades.

Com mais de duzentas entrevistas publicadas em nossas plataformas em inglês, espanhol, português e chinês, realizadas em diferentes formatos – de registros em vídeo, conversas transcritas, entrevistas por email, vídeo-chamada ou, ainda, podcasts –, podemos dizer com toda a certeza que 2020 foi um ano de intenso aprendizado em que, paradoxalmente, nos aproximamos como nunca antes de um grupo inspirador de profissionais da arquitetura.

Como impactamos o planeta? Transformações na Terra pela ação humana vistas de cima

Os impactos causados pelo ser humano no planeta Terra passaram e ser tema recorrente, e cada vez mais se fala em um caminho sem volta. Aquecimento global, gases de efeito estufa, exploração dos recursos naturais e produção de resíduos sólidos e atmosféricos são alguns dos assuntos mais urgentes com os quais a comunidade global precisa lidar se desejamos um futuro de qualidade para as próximas gerações. Essas questões são tema e podem ser visualizadas em cores e alta definição no novo livro Overview Timelapse: How We Change the Earth, de Benjamin Grant e Timothy Dougherty, que reúne 250 fotografias feitas por satélite ou drone de regiões em transformação na Terra.

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Gabriela de Matos é eleita Arquiteta do Ano pelo IAB-RJ

A arquiteta Gabriela de Matos, criadora do projeto Arquitetas Negras, foi eleita a Arquiteta do Ano pelo Departamento Rio de Janeiro do Instituto de Arquitetos do Brasil. Junto dela, o IAB-RJ homenageou também a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em evento online realizado esta semana para o anúncio dos selecionados da 58ª Premiação Anual e do 37º Prêmio Arquiteto do Amanhã.

Dedicando-se a explorar o debate racial de forma interseccional ao debate de gênero, de arquitetura e de cidade, Gabriela destacou em seu discurso a importância de reconhecer que "embora o campo da arquitetura e urbanismo seja ainda um campo elitista e racista, é justamente a formação de arquitetas e arquitetos urbanistas que vejam a arquitetura como ferramenta social, que pode contribuir para a diminuição dos abismos e desigualdades presentes em nossa sociedade". 

Explorando a anatomia arquitetônica: entrevista com Corpo Atelier

Fundado por Filipe Paixão em 2014, Corpo Atelier é um estúdio de arquitetura e arte com sede em Faro, Portugal, voltado para a exploração e expansão da anatomia arquitetônica com uma prática baseada na tradição do desenho à mão. Com projetos que englobam reabilitações de estruturas preexistentes, edifícios novos, design de produto, textos e editoração de livros, o ateliê enxerga essa diversidade como algo natural à prática arquitetônica, "processos conceituais que são exatamente os mesmos."

Após o estúdio ter sido selecionado para a lista dos melhores Jovens Escritórios de Arquitetura de 2020 do ArchDaily, tivemos a oportunidades de conversar com Filipe Paixão sobre as abordagens projetuais do ateliê, sua visão interdisciplinar e seu gosto pelo trabalho do artista Gordon Matta-Clark. Leia a entrevista a seguir:

Explorando a anatomia arquitetônica: entrevista com Corpo Atelier - Image 1 of 4Explorando a anatomia arquitetônica: entrevista com Corpo Atelier - Image 2 of 4Explorando a anatomia arquitetônica: entrevista com Corpo Atelier - Image 3 of 4Explorando a anatomia arquitetônica: entrevista com Corpo Atelier - Image 4 of 4Explorando a anatomia arquitetônica: entrevista com Corpo Atelier - Mais Imagens+ 6

Explorando uma estética do frio e do rural: entrevista com sauermartins

Distante dos maiores centros econômicos e culturais do Brasil, o escritórios sauermartins, de Porto Alegre, vem colecionando reconhecimentos nacionais e internacionais que não condizem com sua dimensão e estrutura. Fundado por Cássio Sauer e Elisa T. Martins e, atualmente, composto por apenas mais dois profissionais, o estúdio foi um dos selecionados para a participação brasileira na Bienal de Arquitetura de Veneza em 2018, finalista do Prémio Debut da Trienal de Lisboa de 2019, teve uma obra escolhida para a seleção nacional do 3º Prêmio Oscar Niemeier, foi recentemente selecionado como um dos melhores Jovens Escritórios de 2020 pelo ArchDaily e representará o Brasil na próxima Bienal de Arquitectura Latinoamericana de Pamplona

Com uma prática caracterizada por sua singular posição geográfica e cultural, que condensa referências tanto do Brasil como de outros países do sul da América Latina, sauermartins explora uma estética do frio e do universo rural, matizada por influências modernas e preocupada em responder problemas concretos e atuais.

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"Habitação popular é um exercício de fazer mais com menos": Entrevista com Jirau

No interior de Pernambuco, na cidade de Caruaru – cerca de 130 quilômetros a oeste de Recife – um escritório de arquitetura se destaca por soluções originais para um problema de sempre: habitação de interesse social. Fundado em 2010 e dirigido por Pablo Patriota e Bernado Lopes, o Jirau vem explorando um fazer projetual profundamente ligado aos modos de habitar de sua região, construindo em diversas escalas e tipologias para diferentes programas.

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"Não acredito em fronteiras disciplinares, geográficas ou geracionais": entrevista com Andreia Garcia da Architectural Affairs

Portugal é um país de dimensões singelas, população pouco numerosa, mas um profundo legado no campo da arquitetura, sobretudo a produzida a partir de meados do século XX, que dispensa a necessidade de citar aqueles nomes que se destacaram no contexto do modernismo. Sua produção contemporânea, contudo, também merece atenção – e não apenas pelo virtuosismo com que projetam e constróem estes jovens profissionais do Porto, Lisboa e outras localidades, mas por tensionarem os limites de nosso campo disciplinar, na prática e na teoria.

Um exemplo destes escritórios e coletivos que se situam num território entre campos é a Architectural Affairs, liderada pela arquiteta Andreia Garcia. Fundado no Porto em 2016, o grupo lida com a prática arquitetônica a partir de três dimensões – o projeto, a curadoria e a editoração – e vem sendo reconhecido com diversos prêmios nacionais e internacionais. Dentre seus trabalhos mais recentes, Andreia Garcia e o Architectural Affairs ficaram a cargo da curadoria da Bienal de Arte Contemporânea da Maia’19 e da exposição em homenagem aos 20 anos de carreira de Fernando Guerra, na Roca Lisboa Gallery.

"Não acredito em fronteiras disciplinares, geográficas ou geracionais": entrevista com Andreia Garcia da Architectural Affairs - Image 1 of 4"Não acredito em fronteiras disciplinares, geográficas ou geracionais": entrevista com Andreia Garcia da Architectural Affairs - Image 2 of 4"Não acredito em fronteiras disciplinares, geográficas ou geracionais": entrevista com Andreia Garcia da Architectural Affairs - Image 3 of 4"Não acredito em fronteiras disciplinares, geográficas ou geracionais": entrevista com Andreia Garcia da Architectural Affairs - Image 4 of 4Não acredito em fronteiras disciplinares, geográficas ou geracionais: entrevista com Andreia Garcia da Architectural Affairs - Mais Imagens+ 7

Voma, o primeiro museu de arte totalmente virtual do mundo

Em um ano profundamente marcado pelas relações virtuais, uma temporária supressão dos espaços públicos das cidades e uma profusão de mostras e exposições em meio digital, foi inaugurado o Virtual Online Museum of Art (Voma), primeiro museu de arte totalmente virtual do mundo. Localizado em um contexto tão intangível quanto toda a proposta – pode ser às margens de um lago ou uma enseada, não se sabe ao certo – o edifício virtual tem uma arquitetura peculiar, composta por volumes complexos não muito claros e uma materialidade simulada que faz lembrar concreto pigmentado.

Casas brasileiras: 30 projetos com concreto em planta e corte

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O concreto talvez seja o material mais facilmente associado à arquitetura moderna brasileira; de alta resistência à compressão e, quando armado, capaz de assumir variadas formas, sua plasticidade fez com que se tornasse o material favorito de alguns dos mais expressivos arquitetos brasileiros do século passado. 

Hoje, ainda é bastante explorado na arquitetura produzida no Brasil, seja por sua robustez estrutural, facilidade de manutenção ou valor estético. 

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Ginásio do Ibirapuera corre risco de ser transformado em shopping

Centro de discussão nas últimas semanas, o Ginásio do Ibirapuera, projetado pelo arquiteto Ícaro de Castro Mello, corre o risco de ser convertido em "centro comercial, de entretenimento e gastronomia". Este é o possível destino da estrutura de notório valor patrimonial caso a iniciativa privada coloque em marcha os termos do Relatório de Modelagem Econômico Financeira da concessão do Parque Ibirapuera, articulado pelo Governo do Estado de São Paulo.

"A transdisciplinaridade é essencial à arquitetura": entrevista com Vão

Formado por Anna Juni, Enk te Winkel e Gustavo Delonero, Vão é um escritório transdiciplinar de arquitetura fundado em 2013 com sede em São Paulo. Explorando temáticas e escalas tão diversas quanto instalações artísticas e arquiteturas residenciais, passando equipamentos culturais, estabelecimentos comerciais e escritórios, Vão trabalha num território entre campos, buscando diluir, ou tensionar, as fronteiras disciplinares com o intuito de enriquecer a reflexão e a prática arquitetônica.

Tivemos, recentemente, a oportunidades de conversar com os sócios sobre alguns dos temas que estruturam a abordagem do escritório e, também, aprofundar em alguns dos projetos mais conhecidos do grupo. Leia a entrevista a seguir.

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Lina Bo Bardi, entre o moderno e o primitivo

Hoje, 05 de dezembro, celebramos o dia de nascimento da arquiteta ítalo-brasileira Lina Bo Bardi (1914-1992). Uma das arquitetas de maior importância e expressividade na arquitetura brasileira do século XX, Lina estudou arquitetura na Faculdade de Arquitetura da Universidade de Roma e, logo após se graduar, mudou-se para Milão, onde foi editora da Revista Quiaderni di Domus após ter trabalhando para Gio Ponti.

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