Romullo Baratto

Romullo Baratto é arquiteto, doutor em arquitetura pela FAUUSP e Gerente Editorial do ArchDaily Global. Coordenou a equipe editorial da 11ª Bienal de Arquitetura de São Paulo em 2017 e atuou como Gerente Editorial do ArchDaily Brasil entre 2019 e 2024, período em que a plataforma conquistou o Prêmio FNA, tornando-se o primeiro veículo de mídia a receber a honraria. Colaborou na edição do livro "Concrete Jungle", publicado pela gestalten, e foi responsável pela curadoria de exposições de arquitetura no Brasil, Chile, Dinamarca e Itália, além de ter realizado palestras e moderações de debates na Espanha, Estados Unidos e Portugal. Sua tese de doutorado, intitulada "Comoções", investiga as paisagens urbanas de São Paulo a partir do cinema. Seu trabalho articula pesquisa acadêmica e prática editorial, comunicando a arquitetura por meio de textos, entrevistas, curadoria e fotografia. Siga no Instagram @romullobf.

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Oito edifícios do Plano Piloto recebem o Selo CAU/DF – Arquitetura de Brasília

Dois edifícios do Plano Piloto de Brasília receberam o Selo CAU/DF – Arquitetura de Brasília 2020 e outros seis o receberão nos próximos dias. Lançado em agosto deste ano pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Distrito Federal, o selo tem o objetivo de reconhecer o valor histórico das edificações não monumentais de Brasília e de seus autores, bem como divulgar as boas práticas de conservação e manutenção predial que preservaram a linguagem arquitetônica do movimento moderno.

Oito edifícios do Plano Piloto recebem o Selo CAU/DF – Arquitetura de Brasília - Image 1 of 4Oito edifícios do Plano Piloto recebem o Selo CAU/DF – Arquitetura de Brasília - Image 2 of 4Oito edifícios do Plano Piloto recebem o Selo CAU/DF – Arquitetura de Brasília - Image 3 of 4Oito edifícios do Plano Piloto recebem o Selo CAU/DF – Arquitetura de Brasília - Image 4 of 4Oito edifícios do Plano Piloto recebem o Selo CAU/DF – Arquitetura de Brasília - Mais Imagens+ 4

Educação espacial e o futuro das cidades africanas: uma entrevista com Matri-Archi

Liderado por Khensani de Klerk e Solange Mbanefo, Matri-Archi é um coletivo com sede na Suíça e África do Sul que visa aproximar e empoderar mulheres para a educação espacial e o desenvolvimento das cidades africanas. Por meio da prática projetual, textos, podcasts e outras iniciativas, Matri-Archi — eleito um dos melhores novos escritórios de 2021 pelo ArchDaily — se dedica ao reconhecimento e à capacitação das mulheres no campo espacial e na indústria da arquitetura.

O ArchDaily teve a oportunidade de conversar com as codiretoras do coletivo sobre temas como espaço hegemônico, arquitetura informal, tecnologia, idiossincrasias locais e o futuro das cidades africanas e globais. Acompanhe a entrevista a seguir.

Oito exemplos históricos de habitação coletiva em São Paulo

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A história da habitação coletiva tem sido o tema de interesse do grupo de pesquisa PC3 - Pensamento Crítico e Cidade Contemporânea, da FAUUSP, coordenado pelos professores Leandro Medrano e Luiz Recamán. Através dos Cadernos de Habitação Coletiva – desenvolvidos a partir de um acordo de cooperação entre pesquisadores da FAUUSP e da ETSAM-UPM de Madri – o grupo explora os exemplares mais relevantes deste tipo de programa no Brasil.

Segundo a plataforma do grupo, "o objetivo principal dos Cadernos de Habitação Coletiva tem sido realizar uma base completa de dados organizada por décadas que inclui os edifícios de habitação coletiva brasileiros mais relevantes, tanto projetados quanto construídos." A seguir, reunimos oito experimentos de habitação coletiva construídos em São Paulo entre as décadas de 1930 e 1960, estudados em detalhes nos CHC e disponibilizados em artigos individuais aqui no ArchDaily.

Sesc 24 de Maio receberá a exposição "Infinito Vão: 90 Anos de Arquitetura Brasileira"

Uma das maiores exposições dedicadas à arquitetura brasileira realizadas fora do Brasil, Infinito Vão chega a São Paulo. Idealizada pela Casa da Arquitectura - Centro Português de Arquitectura em 2018, a mostra tem curadoria de Guilherme Wisnik e Fernando Serapião e será inaugurada no dia 25 de novembro no Sesc 24 de Maio.

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Casa 239 do UNA Arquitetos entre os finalistas do Prêmio Panamericano da Bienal de Quito 2020

A Casa 239, projetada pelo escritório paulistano UNA Arquitetos, foi selecionada como finalista do Prêmio Panamericano da Bienal de Arquitectura de Quito 2020. Único brasileiro na extensa lista de selecionados, o projeto foi coordenado pelos arquitetos Fernanda Barbara e Fabio Valentim, agora sócios do UNA barbara e valentim, e concorre ao prêmio final na categoria Habitação Unifamiliar.

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Habitações compactas e o futuro das cidades: uma entrevista com Gary Chang

Habitações compactas se tornaram a regra na maioria das grandes cidades do mundo. Altas densidades e o valor do solo nas áras urbanas tornou obrigatório que a maioria dos empreendimentos explorassem ao máximo a área edificável. O resultado disso são residências cada vez menores. Hong Kong talvez seja o caso mais extremo – com cerca de três quartos de seu território preservado como mata nativa, a porção restante é lar de mais 7 milhões de pessoas que vivem em um dos ambientes urbanos mais densos do planeta.

Recentemente, tivemos a oportunidade de conversar com o arquiteto Gary Chang, fundador do Edge Design Institute de Hong Kong, sobre sua visão em relação a habitações compactas, arquitetura de pequena escala, flexibilidade e o futuro de nossas cidades.

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Erieta Attali e Philipp Valente exploram as sombras do passado industrial da Alemanha

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O passado industrial das cidades pode deixar marcas inquietantes no presente. Grandes estruturas abandonadas e amplas instalações esquecidas são um atrativo tanto para o voraz mercado imobiliário como para a imaginação daqueles que sonham acordados com um passado que já não promete nenhum futuro. Este é o caso do Vale do Ruhr, a região metropolitana mais populosa da Alemanha e maior zona industrial da Europa.

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Em busca de uma identidade para a arquitetura angolana: entrevista com o grupo BANGA

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O momento talvez nunca tenha sido tão propício a investirmos nossas energias em projetos virtuais, afinal, fomos parcialmente privados do contato com o mundo concreto das coisas. Explorando a particularidade do momento atual e a potência de engajamento da internet, um grupo de arquitetas e arquitetos de Angola deu início a um trabalho ambicioso: buscar uma nova identidade para a arquitetura angolana.

Formado por Yolana Lemos, Kátia Mendes, Mamona Duca, Elsimar de Freitas e Gilson Menses, o Grupo BANGA é responsável pelo projeto Cabana de Arte, que une os esforços de jovens arquitetos e artistas de Angola em trabalhos virtuais que buscam trazer visibilidade a profissionais emergentes e aproximar a arquitetura do cotidiano das pessoas.

Leia, a seguir, a entrevista realizada com o grupo.

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Álvaro Siza projeta novo conjunto residencial em Gallarate, Itália

Assentado em um lote suburbano de Gallarate, na região italiana da Lombardia, ergue-se, em dois blocos de mármore travertino, o mais recente projeto de Álvaro Siza: um condomínio residencial de 20 unidades desenvolvido em parceria com o escritório português COR Arquitectos. Fazendo frente para a movimentada Via Roma e a pacata Via Postporta, o conjunto reinterpreta duas tipologias locais – o pátio lombardo e a vila isolada – em um jogo de volumes que faz lembrar as geometrias de outra obra-prima de Siza, a Faculdade de Arquitetura do Porto.

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Portugal em pequena escala: 15 projetos de arquitetura com menos de 25m²

Fazer mais com menos em áreas cada vez mais enxutas é uma premissa que se mostra urgente na atuação de arquitetas e arquitetos, sobretudo quando se constrói em regiões urbanizadas onde o valor do solo é, muitas vezes, a maior condicionante econômica do projeto. Esta é uma verdade em países como Portugal, por exemplo, onde a disponibilidade de lotes urbanos é escassa e os imóveis disponíveis para remodelações são, em geral, pequenos.

Trabalhar em pequena escala oferece uma flexibilidade um tanto lúdica. De interiores adaptáveis a instalações urbanas e casas na árvore, é preciso forçar a imaginação para resolver os problemas da falta de espaço ou orçamento. Veja, a seguir, 15 projetos em Portugal – de estabelecimentos comerciais a pequenos pavilhões – que mostram que restrições espaciais não limitam a qualidade da arquitetura.

Portugal em pequena escala: 15 projetos de arquitetura com menos de 25m² - Image 1 of 4Portugal em pequena escala: 15 projetos de arquitetura com menos de 25m² - Image 2 of 4Portugal em pequena escala: 15 projetos de arquitetura com menos de 25m² - Image 3 of 4Portugal em pequena escala: 15 projetos de arquitetura com menos de 25m² - Image 4 of 4Portugal em pequena escala: 15 projetos de arquitetura com menos de 25m² - Mais Imagens+ 11

Visite a Pinacoteca de São Paulo sem sair de casa com este passeio em realidade virtual

Distâncias físicas já não são um problema para os grandes museus do mundo. Outrora presos às suas localizações geográficas e, assim, acessíveis apenas a quem pudesse chegar visitá-los, hoje, muitos museus já têm seus acervos digitalizados e outros estão em vias de fazer o mesmo - uma estratégia de difusão e, em certa medida, democratização do acesso à cultura.

Tudo o que causa a gentrificação, de A a Z

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Um dos temas mais presentes nas discussões atuais sobre a cidade é a gentrificação. Definido, de modo geral, como "quando alguém diferente de você muda-se para o seu bairro", o fenômeno urbano é muito mais complexo que isso e envolve questões de uso do solo, especulação imobiliária, espaços públicos e de lazer e planejamento territorial.

Wes Anderson no Rio de Janeiro: a arquitetura fantástica do Palácio Quitandinha em Petrópolis

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A indústria do entretenimento costuma oferecer à arquitetura alguns de seus programas mais inusitados. De parques temáticos que exploram tempos perdidos e mundos ainda não descobertos a Las Vegas, cidade já muito estudada por suas características urbanas particulares e numerosos edifícios de hotéis e cassinos que apresentam, lado a lado, uma infinidade de estilos arquitetônicos.

No Brasil não é diferente e o impulso em explorar a economia do entretenimento resultou, em meados do século XX, em um singular edifício em estilo normando-francês, construído na serra do Rio de Janeiro: o Palácio Quitandinha

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"Há um grande poder em ver o mundo de cima": entrevista com o fundador do Overview, Benjamin Grant

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Ver do alto – do ponto de vista aéreo – é a ilusão do saber, disse em certa ocasião Michel de Certeau, historiador francês muito interessado nas páticas cotidianas que acontecem no solo, no nível da rua. Entretanto, imagens de satélite podem ser ferramentas poderosas para compreender, prever e lutar para um futuro melhor para a humanidade, como nos mostra Benjamin Grant, fundador do Overview, uma plataforma que explora a atividade humana da Terra por meio de imagens aéreas. 

Interessado em proporcionar "uma experiência do sublime" através da privilegiada perspectiva aérea de nosso mundo, Overview oferece fotografias que mostram traços da atividade humana na superfície do planeta. Fotos de cidade e outros artefatos culturais se unem a imagens hipnotizantes de topografias e belezas naturais em um enorme arquivo imagético produzido por drones e satélites. Um sentimento misto de temor e admiração profunda é alcançado não apenas quando vemos do céu algumas das façanhas humanas mais espetaculares da história, mas, sobretudo, quando somos confrontados com os tenebrosos efeitos colaterais de nossa própria existência na Terra.

"Há um grande poder em ver o mundo de cima": entrevista com o fundador do Overview, Benjamin Grant - Image 1 of 4"Há um grande poder em ver o mundo de cima": entrevista com o fundador do Overview, Benjamin Grant - Image 2 of 4"Há um grande poder em ver o mundo de cima": entrevista com o fundador do Overview, Benjamin Grant - Image 3 of 4"Há um grande poder em ver o mundo de cima": entrevista com o fundador do Overview, Benjamin Grant - Image 4 of 4Há um grande poder em ver o mundo de cima: entrevista com o fundador do Overview, Benjamin Grant - Mais Imagens+ 15

As virtudes e limites da fotografia na representação da arquitetura - cinco fotógrafos discutem

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Enquanto meio de representação da arquitetura, a fotografia apresenta qualidades indiscutíveis. Com ela, é possível apresentar a um público distante obras erguidas em qualquer lugar do mundo, de vistas gerais a espaços internos e pormenores construtivos - ampliando o alcance e, de certo modo, o acesso à arquitetura.

Entretanto, como qualquer outra forma de representação, não é infalível. Na medida que avanços tecnológicos permitem fazer imagens cada vez mais bem definidas e softwares de edição oferecem ferramentas para retocar e, por vezes, alterar aspectos substanciais do espaço construído, a fotografia, por sua própria natureza, carece de meios para transmitir aspectos sensoriais e táteis da arquitetura. Não é possível - ao menos não satisfatoriamente - experienciar as texturas, sons, temperatura e cheiros dos espaços através de imagens estáticas. 

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Sem espaço para o distanciamento social: estudante cria mapa com a largura das calçadas de São Paulo

A qualidade das ruas e calçadas é um tópico bastante debatido no Brasil e a pandemia de coronavírus acrescentou mais um fator de complexidade ao tema – a saúde pública —, fazendo-nos questionar se é, efetivamente, possível para o pedestre praticar o distanciamento social. A inquietação levou o estudante de arquitetura Conrado Freire a desenvolver um mapa da largura das calçadas de São Paulo.

Adaptado do projeto Sidewalk Widths NYC de Meli Harvey, sobre as calçadas de Nova Iorque, o Largura do Passeio toma os dados das calçadas disponibilizados pelo portal GeoSampa e sintetiza de forma visual informações sobre os passeios de São Paulo que não são acessíveis ao público em geral. A partir dos códigos abertos disponibilizados por Harvey, que já foram também adaptados para cidades como Toronto, Washington, Berlim e Milão, Freire cria uma cartografia visual que informa aquilo que é apenas sentido pelos pedestres ao se deslocarem no espaço urbano de São Paulo.

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Iphan disponibiliza gratuitamente milhares de publicações sobre patrimônio brasileiro

Desde sua fundação em 1937, e apesar das recentes controvérsias envolvendo sua gestão e presidência, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) tem constituído um dos maiores acervos bibliográficos, documentais e iconográficos do Brasil. Ao todo, são 13 bibliotecas que guardam mais de 500 mil livros e periódicos, interligadas entre si e às principais bibliotecas do país. Deste rico material, parte considerável está disponível online – e gratuitamente – na plataforma online do Instituto.

O minimalismo contextualista de Eduardo Souto de Moura

Eduardo Elísio Machado Souto de Moura nasceu no Porto em 25 de julho de 1952, formou-se em arquitetura pela Escola de Belas Artes do Porto e iniciou sua carreira trabalhando com Álvaro Siza, com quem mantém até hoje uma relação profissional muito rica.

Sua obra é frequentemente associada a uma suposta corrente de influência miesiana, no entanto, seus projetos revelam um virtuosismo singular na escolha dos materiais – granito, madeira, mármore, tijolo, aço, concreto e vidros são apenas algumas das texturas que compõe a paleta de Souto de Moura.

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