No México, a prática da autoconstrução ainda é um assunto que divide opiniões entre a comunidade de arquitetos, com adeptos tanto à favor quanto em contra a esta prática extremamente convencional e difusa por todo território. Entretanto, ainda que longe de ser um consenso entre os profissionais da construção civil, os processos autônomos de construção são uma realidade inegável e que se impõe sobre condições econômicas, culturais e sociais — não apenas no México, mas como um fenômeno que desconhece quaisquer tipo de fronteiras. Pensando nisso, ao longo dos últimos anos, arquitetos e arquitetas deram início à uma série de iniciativas com o principal objetivo de desenvolver e disponibilizar materiais informativos, guias de apoio e manuais de acompanhamento aos processos de autoconstrução, abordando temas de segurança, bem estar e em última instância, colocando em evidência uma prática que a cada dia se torna mais difícil de omitir.
Um dos fatores mais importantes a se levar em consideração quando se projeta um edifício é o clima específico do lugar. O clima pode ser um verdadeiro obstáculo e até um grande desafio, principalmente quando se trata de projetar em situações extremas. Nestes casos, se faz necessário utilizar materiais isolantes e desenvolver soluções práticas que possam favorecer as condições de conforto no interior do edifício. Entretanto, a maioria dos países latino-americanos como o México, possui um clima pra lá de privilegiado, algo que se transforma em um ponto à favor dos arquitetos, os quais podem então explorar relações mais diretas entre a arquitetura e a paisagem.
O estado de Guanajuato está localizado na região centro-norte do México, fazendo fronteira geográfica com os estados de Zacatecas, San Luis Potosí, Querétaro, Michoacán e Jalisco. Ele possui 30 607 km² de superfície e é uma das regiões mais populosas do país. Alguns de seus municípios mais importantes são León, Irapuato, Celaya, Salamanca e San Miguel de Allende, este último declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 2008, que se caracteriza por sua arquitetura barroca e espanhola. Além disso, nesta cidade está a Paróquia de San Miguel Arcángel, construída em pedra rosada típica da região.
Tulum é uma região localizada no sudeste do México, dentro dos limites geográficos do estado de Quintana Roo, na costa do mar do Caribe, conformando parte da Riviera Maia. Historicamente, a região já foi uma cidade murada, de onde vem seu nome, que em Maia significa muralha.
No ano de 2014, um grupo de amigos de Ciudad Juárez, na fronteira do México com os Estado Unidos, se uniu para somar forças no trabalho de recuperação de espaços públicos ociosos da cidade, ajudando a transformar praças, parques, ruas e calçadas através de uma série de projetos socioculturais e intervenções urbanas. Foi assim que nasceu o Nómada Laboratório Urbano de Ciudad Juárez, uma cidade fronteiriça junto à El Paso, Texas. Ao longo dos anos, Juárez foi se estabelecendo como uma cidade de economia de ‘fachada’, muitas vezes figurando entre as cidades mais violentas do mundo, principalmente entre os anos de 2008 e 2012.
Como bem disse o filósofo sul-coreano Byung-Chul Han: toda época está marcada por suas mazelas emblemáticas. Estes malesrepresentam alguns dos desafios mais importantes da história da humanidade, adversidades que trazem consigo uma série de mudanças não apenas no que se refere à saúde pública, mas principalmente em termos econômicos e políticos, revelando a complexidade oculta por trás daquilo que costumamos chamar de “normalidade”.
O Valle de Bravo é uma região do Estado de México localizada poucos quilômetros à sudoeste da capital do país. Caracterizada pela presença de um grande lago artificial criado em 1947 com a construção da barragem Miguel Alemán, o Valle de Bravo é hoje responsável pelo abastecimento de água para boa parte da população da Cidade do México e Toluca. Por sua proximidade à capital, a represa é um importante destino de viagens de final de semana, o que acabou despertando o interesse de muitos arquitetos e arquitetas, responsáveis por projetos de arquitetura que encontram ressonância na paisagem oferecendo uma experiência única junto à natureza exuberante de um dos principais vales da planície central mexicana.
Chegando a sua sétima edição, o Prêmio Internacional de Arquitetura Sacra — organizado pela Fundação Frate Sole — é direcionado a todos os profissionais que tenham realizado projetos de igrejas cristãs ao longo dos últimos dez anos.
Um dos elementos de maior potencial escultórico da arquitetura é a circulação vertical – sejam rampas ou escadas. E apesar de serem frequentemente desenhadas a partir de uma abordagem puramente funcionalista, em alguns momentos tornam-se a peça fundamental do espaço.
Apesar do reconhecimento pela UNESCO de locais específicos do patrimônio mundial, alguns estão em constante perigo de desaparecer devido a fenômenos naturais como terremotos, e fenômenos humanos como a urbanização. Por definição, estes marcos são relevantes na história da humanidade e têm características que refletem os valores mais humanos de várias civilizações. No entanto, muitos deles não foram experienciados pessoalmente por uma grande parte da população.
Ao longo da história da arquitetura, instalações efêmeras e pavilhões temporários têm se mostrado estruturas tão importantes quanto edifícios concebidos sem uma data de validade precisa. Estruturas leves, provisórias, recicláveis e fugazes, os pavilhões se tornaram uma importante ferramenta para se falar de arquitetura, extraordinários exemplos que materializam — ainda que por um pequeno intervalo de tempo — o espírito do seu tempo. Transcendendo a sua própria transitoriedade, algumas destas estruturas foram trazidas de volta à vida devido ao seu inestimável valor arquitetônico, como é o caso do famoso Pavilhão Barcelona concebido por Ludwig Mies van der Rohe e Lilly Reich durante a Exposição Internacional de Barcelona em 1929. Entretanto, a maioria destes protótipos permanecem apenas em sua imagens e fotografias, plantas e na experiência do espaço que felizmente, é tão arraigada à arquitetura quanto a sua própria materialidade concreta.
Durante as férias de inverno muitos arquitetos aproveitam para viajar e conhecer outras cidades e monumentos. Durante esta breve pausa, convidamos todos os arquitetos à repensar seus próximos destinos e visitar um dos mais incríveis projetos de arquitetura da América Latina. Ainda que seja importante para um arquiteto revisitar projetos clássicos, tenha em conta que explorar lugares desconhecidos pode surpreendê-lo de uma maneira como você nunca imaginou. Tendo isso em mente, decidimos fazer uma lista de importantes obras arquitetônicas pouco conhecidas, as quais chamamos de "pérolas ocultas da arquitetura latino-americana". Veja a seguir a lista completa, compilada especialmente para vocês.
A história da representação na arquitetura passou por inúmeras transformações ao longo dos séculos. Sua relação com o objeto construído vai muito além da mera e simples reprodução de sua imagem objetiva, atuando principalmente, como uma ferramenta de expressão e crítica que, tem influenciado diretamente a forma como percebemos, nos relacionamos e até mesmo, como concebemos e construímos nossos edifícios e cidades.
O clima talvez seja a mais elementar e fundamental das condicionantes em um projeto de arquitetura. As condições atmosféricas de um determinado lugar podem ser vistas como um desafio e até mesmo, um problema o qual solucionar. Muitas vezes, em climas extremos, é preciso utilizar materiais isolantes e soluções construtivas específicas para poder lidar com a hostilidade das condições ambientais. Entretanto, quando se trata de um país tropical como o México, com seu clima privilegiado, o clima passa a ser um ponto positivo, um aliado dos arquitetos, algo que os permite transitar entre a arquitetura e a paisagem de forma fluida e dinâmica, criando microclimas e espaços que se esparramam para fora ou incorporando a natureza em seu centro, jogando com os limites entre interior e exterior de uma forma criativa e fecunda para a própria arquitetura.
Floor Plan Croissant é um projeto dirigido por Boryana Ilieva, criado para examinar espaços cinematográficos e trazer a linguagem espacial do filme ao universo arquitetônico. No entanto, mais tarde, essas traduções tiveram uma virada social: arquiteta e apaixonada pelo cinema, Boryana percebe uma lacuna geral entre cinema e arquitetura, ou em outras palavras, um espaço que permite aos arquitetos explorar além da tela. Com isso em mente, seu trabalho baseia-se na análise das plantas dos principais lugares de filmes e séries, pois acredita que um plano de cinema forma uma matriz fantasma em torno da qual os diretores não apenas constroem argumentos, mas também inserem mensagens ocultas.
Como parte da agenda cultural da LIGA, Espacio para arquitectura na Cidade do México, o quarteto brasileiro Terra e Tuma, formado por Danilo Terra, Fernanda Sakano, Pedro Tuma e Juliana Terra, apresenta um projeto que descreve sua arquitetura de ofício: um trabalho de cópia e repetição. Tal e como se anuncia no site oficial da LIGA, a inauguração foi cancelada pelos recentes acontecimentos relacionados à COVID-19 na Cidade do México. No entanto, através de publicações digitais como esta, procura-se difundir o projeto para abrir o diálogo e a reflexão acerca do mundo da arquitetura.