Katherine Allen

NAVEGUE POR TODOS OS PROJETOS DESTE AUTOR

Trienal de Arquitetura de Oslo lança publicação "Being Tectonic"

Como parte da programação antecipada da Trienal de Arquitetura de Oslo em 2019, a equipe de curadores lançou um livro em parceria com a Escola de Arquitetura e Design de Oslo (AHO). Intitulada “Being Tectonic”, a publicação foi desenvolvida em conjunto com os alunos como parte de um curso com foco na arquitetura doméstica.

383 Projetos nomeados para o Prêmio Mies van der Rohe 2019

A Fundació Mies van der Rohe e a Comissão Europeia divulgaram os 383 projetos nomeados para o Prêmio da União Europeia de Arquitetura Contemporânea 2019 - Prêmio Mies van der Rohe. Os projetos, oriundos de 38 países do continente europeu, representam uma ampla gama de tipologias e tipos de escritórios. Dos países incluídos, a maioria dos projetos vem da Espanha e da Bélgica (27 e 21 indicados, respectivamente). Londres, que abriga 12 candidatos, possui mais projetos mais indicados de qualquer outra cidade, seguida por Vilnius (9) e Paris (8).

Projeto em vila japonesa define os padrões para uma arquitetura de resíduo zero

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Aninhada nos íngremes desfiladeiros e vales fluviais da província de Tokushima, no Japão, fica Kamikatsu - uma pequena cidade como qualquer outra. Mas Kamikatsu, ao contrário de seus vizinhos (ou a maioria das cidades do mundo), pode orgulhar-se de ser quase totalmente livre de resíduos.

Desde 2003 - anos antes de o movimento ganhar popularidade - a cidade comprometeu-se com uma política de desperdício zero. Os requisitos são exigentes: os resíduos devem ser classificados em mais de 30 categorias, itens quebrados ou obsoletos são doados ou separados em peças, itens indesejados são deixados em uma loja para troca de comunidade. Mas os esforços dos moradores ao longo dos anos foram recompensados - quase 80% de todos os resíduos da vila são reciclados.

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Kampung Admiralty Singapore, do WOHA, é nomeado o edifício do ano de 2018 no World Architecture Festival

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O Kampung Admiralty Singapore de WOHA em Cingapura foi eleito o Edifício do Ano de 2018 no World Architecture Festival, concluindo o evento de três dias deste ano em Amsterdã. O prédio, que combina instalações dedicadas a residências para idosos com um amplo programa de uso misto e uma cobertura verde exuberante, foi selecionado de uma lista extremamente ampla que incluiu obras de escritórios como Sanjay Puri Architects, Koffi e Diabate Architectes, Heatherwick Studio, Spheron Arquitetos e INNOCAD.

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Destaques da semana: reduzir, reutilizar, repensar

É muito comum, nos dias de hoje, sentir-se extenuado pela enorme quantidade de informações que consumimos, tanto consciente quanto inconscientemente. No mundo da arquitetura não é diferente, é preciso dedicar-se para acompanhar o feed diário do ArchDaily e por isso mesmo, entendemos que nem sempre é possível estar a par daquilo que é notícia no mundo. Mas isto que à primeira vista parece ser uma infinita linha de produção arquitetônica, não necessariamente vem ao encontro das mais recentes preocupações em nossa disciplina, aquelas voltadas à economia e compartilhamento de recursos.

Esta reflexão generosa, à respeito de como e para quem estamos construído nossos edifícios e cidades, encontrava-se oculta em meio a produção massiva que definiu a arquitetura durante o século XX, mas algo estava nascendo, mesmo que em estado embrionário - algo que está se tornando cada dia mais evidente nos dias de hoje. Cada vez mais, arquitetos estão incorporando processos e estratégias de sustentabilidade e/ ou reuso adaptativo. Os mais tradicionais prêmios e reconhecimentos do mundo da arquitetura estão operando uma efetiva mudança de direção em nossa disciplina, chamando à atenção não mais apenas aos mesmos grandes nomes, mas também para pequenos escritórios de arquitetura espalhados pelo mundo, aqueles que têm nos apresentado uma nova maneira de pensar e conceber a arquitetura.

O estereótipo do arquiteto foi por muito tempo o da obsessão pelo ego e pela novidade. Praticamente um sinônimo de egocentrismo e originalidade. Por outro lado, atualmente estamos testemunhando uma mudança de rumo à partir da prática de milhares e milhares de jovens profissionais. Os projetos que foram notícia nesta última semana nos ensinam a repensar a arquitetura à partir da redução e da reutilização, transformando a maneira como concebemos à arquitetura no século XXI. 

3XN divulga projeto para o mercado de peixes de Sydney

O escritório dinamarquês 3XN revelou o projeto para o Mercado de Peixes de Sydney após anunciar a contratação em junho. O projeto, que deve começar a ser construído em 2019, combina o programa tradicional do mercado com características contemporâneas e tem como objetivo estabelecer uma forte conexão pública com a orla de Blackwattle Bay.

Arquitetura é um produto corporativo - e estamos todos comprando

A arquitetura, ao contrário de outros aspectos da cultura (como moda ou música), só pode realmente ser experimentada e entendida pessoalmente. Para marcas famosas, projetar uma nova sede pode ser uma excelente oportunidade para sinalizar gostos e valores - mas também cria uma questão arquitetônica interessante. Embora os edifícios sejam habitados (quase 24 horas por dia) pelos funcionários da empresa, eles também são muito povoados pela imaginação de pessoas em todo o mundo. Como é estar nesses lugares?

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Destaques da semana: o que significa modernismo hoje?

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Metropol Parasol / Jürgen Mayer. Imagem © Nikkol Rot for Holcim

É compreensível estar cansado do modernismo. Aquilo que despontou no início do século vinte como uma mudança radical em nossa disciplina - afastando-se dos cânones então tradicionais da arquitetura - acabou se tornando apenas uma sombra daquilo que um dia fora, uma fantasia por trás da qual muitos arquitetos passaram a se esconder. A racionalidade (genuína ou não) passou a ser assumida como uma estratégia para defender-se das críticas e justificar os resultados. O limite entre a arquitetura moderna de fato e suas outras tantas formas oportunistas e perversas, tornou-se invisível e praticamente impossível de identificar.  

Destaques da semana: o que os olhos não veem

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Arquitetura é uma prática profundamente dependente do visual. É concebida, comercializada, criticada e consumida quase que inteiramente através daquilo que é capaz (ou não é capaz) de comunicar visualmente. Selecionamos e produzimos imagens o tempo todo, ângulos impossíveis e perspectivas inexistentes somente para admirar as qualidades arquitetônicas de objetos que nunca verão a luz do dia.

World Architecture Festival anuncia os vencedores do Prêmio de Desenho de 2018

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O World Architecture Festival, com os co-curadores Make Architects e o Museu Sir John Soane, anunciaram hoje os vencedores do seu anual Architecture Drawing Prize, estabelecido em 2017 para reconhecer a “importância contínua do desenho manual, ao mesmo tempo que abraça o uso criativo das renderizações digitalmente produzidas.”

O que acontece com os Pavilhões da Serpentine Gallery quando são desmontados?

Se o sinal mais seguro do início do verão em Londres é a aparição de um novo pavilhão em frente à Serpentine Gallery, talvez seja justo dizer que o verão termina quando o pavilhão é desmontado. As instalações ganharam destaque desde sua edição inaugural em 2000, atuando como uma espécie de honra exclusiva e indicação de talento para os escolhidos para construir ali. Arquitetos anteriores incluem Zaha Hadid, Rem Koolhaas e Olafur Eliasson.

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Destaques da semana: temporada de prêmios

As grandes novidades desta semana foram as publicações dos vencedores do Prêmio Stirling e do Mies Crown Hall Americas Prize pelo RIBA e pelo IIT respectivamente. Foster + Partners recebeu o Prêmio Stirling de melhor edifício do Reino Unido pela sede da Bloomberg em Londres. Como disse um dos membros do júri, Sir David Adjaye, "o Bloomberg é um projeto único, resultado das mais recentes pesquisas e inovações na disciplina da arquitetura." A escolha do projeto como o grande vencedor de um dos prêmios mais importantes do mundo da arquitetura não se deu sem certas controvérsias, quando ainda muito se discute à respeito do custo total da obra em meio a atual crise imobiliária do Reino Unido.

10 casas futuristas apresentadas na exposição China House Vision em 2018

House Vision China 2018 foi inaugurada com 10 projetos residenciais futuristas de arquitetos como Penda, Open Architecture e MAD. Localizada fora do estádio Ninho de Pássaro no Parque Olímpico de Pequim, a House Vision é um projeto de pesquisa cultural iniciado com o conceito de "nova vida no futuro". Conjuntamente com arquitetos e empresas, a exposição tem como objetivo construir uma pesquisa cultural em torno da casa do futuro em uma proporção de 1:1. House Vision apresenta uma variedade de projetos residenciais, desde um abrigo para a vida em Marte até um Living Garden.

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11 Ícones arquitetônicos nova-iorquinos deslocados por Anton Repponen

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Sabemos que a boa arquitetura refere-se totalmente ao seu contexto, seja como uma maneira de encontrar harmonia com o entorno ou trazer um contraponto a ele. Mas o que acontece quando você tira  inteiramente, o contexto da imagem?

O designer Anton Reponnen, em sua série de fotos Misplaced, retirou 11 dos marcos mais emblemáticos de Nova Iorque, desde o Empire State Building até o Museu Whitney de Renzo Piano, e os transplantou para desertos, tundras e planícies. Com os edifícios implantados em uma condição "errada", os espectadores são desafiados a avaliar a arquitetura de uma maneira diferente. Nos olhos de Reponnen (e nas histórias que acompanham as imagens), cada estrutura é tão viva quanto nós, e sua nova localização é um mistério com razões para descobrir.

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MPavilion projetado por Carme Pinós é inaugurado em Melbourne

Após uma série de eventos relacionados à arquitetura, Melbourne anunciou a inauguração do MPavilion 2018, projetado por Carme Pinós. O pavilhão é considerado a correspondente do hemisfério sul ao Serpentine Pavilion de Londres e já teve como protagonistas nomes como Rem Koolhaas, Bijoy Jain e Amanda Levete.

O projeto deste ano, da arquiteta espanhola Carme Pinós, foi inspirado no origami, com as asas se abrindo para receber a cidade. A cobertura, composta por duas metades distintas, se apoia sobre três pontos de apoio que, em seu desenho, incorporam assentos para o público. 

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Destaques da semana: o que define um lugar?

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Todos nós sabemos que o conceito de lugar é um valor essencial para todas as pessoas, assim como para os arquitetos e as cidades que eles projetam. Arquitetos,  urbanistas e até mesmo os administradores públicos costumam profetizar que "lugares" podem transformar uma cidade para melhor - mas o que nem todos sabem ao certo é, o verdadeiro significado deste conceito.

Pós pós-modernismo: 10 projetos que reinterpretam o movimento na era digital

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Não é nenhum segredo que o pós-modernismo, ao longo dos últimos anos, tem passado por uma espécie de renascimento. Sua exuberância e entusiasmo, duramente criticados por muitos arquitetos, talvez sejam um bálsamo nestes momentos tão difíceis pelos quais o mundo está passando. Ou ainda, para parte de nossos colegas, o movimento talvez sirva apenas para criar edifícios fotogênicos que são posteriormente publicados no Instagram. 

Dito isto, vale ressaltar que não estamos tratando aqui exatamente daquele pós-modernismo que surgiu durante os anos 60. O pós-modernismo que aqui nos referimos, é aquele que além de preocupar-se com as preexistências e com o contexto, também procura se reinventar através das novas tecnologias. Instalações e outras formas efêmeras de arquitetura também podem possibilitar uma nova perspectiva sobre a nossa prática profissional, e quando documentadas e catalogadas, estas obras ficam a disposição de todos para futuras pesquisas e consultas. Talvez estejamos lidando não mais com algo reacionário, contra a hegemonia do modernismo; a bandeira que os principais pós-modernistas de outrora levantavam e defendiam. O pós-modernismo de hoje pode ser algo ao mesmo tempo alegre e reservado, vernacular e altamente tecnológico.

Pós pós-modernismo: 10 projetos que reinterpretam o movimento na era digital - Image 11 of 4Pós pós-modernismo: 10 projetos que reinterpretam o movimento na era digital - Image 18 of 4Pós pós-modernismo: 10 projetos que reinterpretam o movimento na era digital - Image 25 of 4Pós pós-modernismo: 10 projetos que reinterpretam o movimento na era digital - Image 30 of 4Pós pós-modernismo: 10 projetos que reinterpretam o movimento na era digital - Mais Imagens+ 65

Destaques da semana: complexidade e contradição

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A obra de Robert Venturi - e o movimento pós-modernista que se desenvolveu paralelamente a sua carreira - foram momentos que frequentemente causam discórdia dentro da história da arquitetura. Para os modernistas mais ferrenhos, sua apropriação de estilos históricos era uma afronta à arquitetura da contemporaneidade. Para os mais tradicionalistas, o classicismo transformado em cafonice foi um insulto imperdoável à elegância do passado.