
O que acontece quando a cidade repleta de sensores adquire a capacidade de ver – quase como se tivesse olhos? Às vésperas da Bienal de Urbanismo\Arquitetura de Shenzhen (UABB) de 2019, intitulada "Interações Urbanas" (Urban Interactions), o ArchDaily colabora com os/as curadores/as da seção "Eyes of the City" (Olhos da Cidade) na Bienal para estimular um debate sobre como as novas tecnologias – e a Inteligência Artificial em particular – podem impactar a arquitetura e a vida urbana. Aqui você pode ler o texto curatorial da seção “Eyes of the City”, escrito por Carlo Ratti, pelo Politecnico di Torino e pela SCUT.
A história da Times Square e da 42nd Street é uma história do olhar humano. Os teatros da Broadway e os espetáculos de classificação "X" costumavam desfrutar de uma relação de vizinhança baseada no "olhar" e "ser olhado" em teatros musicais, peep shows e cinemas de conteúdo adulto. O voyeurismo era a engrenagem de um mercado que se perdeu diante de um contexto urbano hoje transformado em um distrito de comércio e entretenimento quase asséptico.