Arquiteto da Pontifícia Universidade Católica do Chile (2012). Interessado no debate sobre eficiência, materiais e a importância de se conectar com o usuário durante o processo de projeto.
'Luz Liquida' é o nome da proposta apresentada por Flores & Prats para a Exposição Internacional da Bienal de Arquitetura de Veneza de 2018. Reconstruindo em meio ao Arsenale di Venezia um fragmento em escala 1:1 da abóbada da Sala Beckett, originalmente construída na cidade de Barcelona, Eva Prats e Ricardo Flores buscam proporcionar aos visitantes a experiência física de um espaço distante, que descansa agora sob o céu de Veneza.
No contexto da inauguração do pavilhão espanhol para a Bienal de Veneza 2018, conversamos com a arquiteta Atxu Amann, curadora do espaço, para compreender melhor as ideias e motivações que lhe dão forma. Um dos conceitos mais interessantes — com o objetivo de evitar desperdícios desnecessários — é que a maior parte dos recursos foi direcionada para reconstruir o edifício do pavilhão, para depois "tatuar" suas paredes com mais de 140 projetos realizados por estudantes e arquitetos/as jovens:
(Yvonne Farrell e Shelley McNamara) destacam o conceito de generosidade, que é importante porque é preciso dar espaço e tempo àqueles que ainda não estão conseguindo construir. Nós fomos afortunados: eu aos 30 anos já construía e eles são jovens de 35 e 40 anos que nunca construíram.
Por um lado, isso fez com que não tivessem espaço de visibilidade, mas por outro lado, também fez com que durante esse tempo fossem provocadas outras leituras, outros temas de arquitetura, outros modos de ser arquitetos. (...) Então, sendo este um solo público espanhol, nós o cedemos para que vocês mostrem o que estão fazendo.
Cortesía de Solange Miranda Coletti / SERVIU Región de Coquimbo
Após a destruição provocada pelo terremoto e tsunami que atingiram o Chile – especificamente na Região de Coquimbo – em setembro de 2015, surgiu a iniciativa do Ministério da Habitação local de reconstruir o patrimônio arquitetônico edificado com técnicas ancestrais nas localidades rurais da região.
Com o objetivo de reduzir custos e construir de forma sustentável, o projeto liderado pela arquiteta Solange Miranda Coletti utilizou matéria-prima local, o que permite o resgate do ofício e das técnicas construtivas, beneficiando 500 famílias de 13 localidades.
Essa pergunta pode ser básica e você seguramente conhece a resposta. Mas nunca é demais recordar alguns cálculos elementares que nos ajudam a acelerar o processo de projeto.
Uma escada consiste basicamente de uma série de degraus, que por sua vez consistem em um piso (sua parte horizontal, onde o pé descansará) e um espelho (sua parte vertical). Dependendo do projeto, pode existir um ou mais patamares, corrimãos e uma pequena saliência que se projeta do piso sobre o degrau inferior, permitindo aumentar seu tamanho sem acrescentar centímetros às dimensões gerais da escada.
Confira a fórmula desenvolvida pelo arquiteto francês François Blondel, que permite determinar as dimensões corretas de uma escada confortável e eficiente de acordo com o seu uso.
Será que existem espaços no mercado imobiliário para gerar boa arquitetura e trazer uma contribuição para as nossas cidades? Convencidos do potencial do setor imobiliário, os arquitetos chilenos Eduardo Berlin e Nicolás Lipthay fundaram o MoDe Studio, um estúdio de inovação e design que busca maximizar as oportunidades presentes nas cidades para erguer bons projetos de arquitetura, sem comprometer seus resultados econômicos, e inclusive melhorando-os.
Com base nesses princípios, desenvolveram o projeto 'Casa Vitacura', um edifício que se configura como um 'bairro em altura', com unidades de padrão DFL2 que buscam oferecer os mesmos benefícios de uma casa: espacialidade, privacidade, pátio e independência.
Em épocas em que a abertura, o brilho e as vistas externas são altamente valorizados pelos usuários de nossos projetos, o vidro predomina nos revestimentos exteriores dos prédios ao redor do mundo. Isso nos força a procurar opções que permitam lidar com o excesso de radiação solar, mantendo um conforto térmico adequado em todas as estações, sem obstruir as vistas ou escurecer os espaços interiores.
As malhas pré-fabricadasde metal fornecem certas qualidades e flexibilidade que podem funcionar adequadamente em conjunto com o vidro. Aqui apresentamos 8 dicas para trabalhar com este material e obter o melhor de suas possibilidades.
Espaços pequenos e funções essenciais. Como incorporar a cozinha - da melhor maneira possível - quando os metros quadrados são limitados? Analisamos nossos projetos publicados para selecionar 7 residências nas quais seus arquitetos resolveram de forma inteligente essa questão, usando operações inventivas e configurações inovadoras.
Essas propostas alcançam o objetivo de parecer maiores do que realmente são quando anexadas a espaços vizinhos, como salas de estar, salas de jantar ou outros. Em si, são cozinhas que ocupam espaços muito pequenos e que se afastam da cozinha tradicional que normalmente ocupa uma sala independente e exclusiva.
Enquanto o CAD produz desenhos bidimensionais ou tridimensionais sem distinguir essencialmente os diferentes componentes ou elementos construtivos, a lógica do BIM incorpora as dimensões 4D (tempo) e 5D (custos). Essa metodologia permite que arquitetos/as se beneficiem de uma gestão inteligente da informação ao longo de todo o ciclo de vida do projeto, automatizando processos em etapas como planejamento inicial, projeto conceitual, detalhamento, análise, documentação, fabricação, logística de construção, execução, manutenção, reforma e demolição.
Qualquer projeto de arquitetura conta com inúmeros envolvidos, entre os quais ocorrem incontáveis trocas e comunicações. A arquitetura é uma área interdisciplinar, mas nem todas as informações são igualmente importantes para cada um dos participantes. Afinal, quem é responsável pelo quê em um projeto? Como coordenar as responsabilidades entre as partes? A tecnologia BIM pode nos ajudar a gerenciar esses fluxos de trabalho complexos.
Unindo a inteligência material da mão de obra vernacular com a precisão e flexibilidade proporcionadas pelas novas tecnologias de fabricação e design digital, o Laboratório de Fabricação de Robótica da Escola de Arquitetura da HKU desenvolveu o "Pavilhão de Informação Cerâmica" (CeramicINformation Pavilion), com o objetivo de encontrar níveis adequados de automação para serem utilizados em favor das economias emergentes e em transição.
Parte de uma série em evolução, cada um dos seus 1000 componentes é único e se relaciona especificamente com as unidades vizinhas. Os elementos são construídos através da impressão em 3D e são feitos de tijolos de terracota, material comumente usado na construção chinesa moderna.
À medida que nossos projetos se tornam mais conscientes da diversidade de pessoas que os utilizarão diariamente, é necessário considerar certas normas básicas para que esse uso seja confortável e eficaz em todos os casos. Atualmente, o uso da tecnologia BIM tem fomentado a incorporação de produtos pré-modelados nos projetos, facilitando os processos, mas aumentando a possibilidade de negligenciar esse tipo de consideração, especialmente quando não se tem experiência ou conhecimento sobre as diretrizes de design acessível.
Bradley Corporation USA, fabricante de acessórios para banheiros e hidráulica, desenvolveu modelos padrão de banheiros para pessoas com deficiência, fornecendo parâmetros básicos que devem ser incorporados de acordo com as diretrizes especificadas por normas como a ADA e a ANSI. Apresentamos aqui um exemplo de banheiro acessível para uma pessoa, incorporando uma pia sem contato e barras de apoio de diferentes tamanhos e posições. Antes de incluí-lo em seu projeto, não se esqueça de verificar a norma de acessibilidade do seu país ou região.
Com o objetivo de promover maneiras mais eficientes de isolar e proteger as envoltórias de construção, a equipe chilena Rootman desenvolveu Thermoroot; um isolante biodegradável e 100% natural fabricado com base em raízes sem modificações genéticas ou aditivos químicos. Essas raízes constituem um Colchão Radicular (CR) que, além de isolar termicamente e acusticamente as paredes, pisos e tetos do edifício, proporciona uma resistência muito alta ao fogo.
Esta última categoria agrupa uma série de edifícios privados que se caracterizam por manter uma escala adequada aos seus contextos urbanos, tornando-se bons exemplos de uma arquitetura que permite a habitação conjunta de várias famílias em um mesmo terreno, mantendo, contudo, uma baixa densidade geral. Sua baixa altura, além disso, é acompanhada por operações sugestivas em suas fachadas e recintos internos, insinuando uma busca consciente por gerar bons espaços de vida para seus habitantes.
BIM (Building Information Modeling) é uma metologia que permite criar simulações digitais, manejando coordenadamente toda a informação de um projeto de arquitetura.
Enquanto o CAD permite o desenho em 2 ou 3 dimensões, sem distinguir seus elementos, este sistema de dados incorpora a quarta e a quinta dimensões (tempo e custos), permitindo gerenciar a informação de forma inteligente ao longo do ciclo de vida de um projeto, automatizando processos de programação, projeto conceitual, detalhes, análises, documentação, fabricação, logística de construção, operação e manutenção, renovação e / ou demolição.
Em qualquer projeto e construção há infinitos participantes e interações diversas entre as partes. Os projetos são multidisciplinares e incluem informações que nem todos gerenciam. Então, quem é responsável pelo que em cada projeto? Até onde minha responsabilidade vai e onde a sua começa? O BIM permite ordenar a complexidade desse processo.
Pautas y Exigencias para un Proyecto Arquitectónico de Inclusión / Rosario, Argentina. Image via Municipalidad de Rosario
Com o objetivo de difundir e facilitar o acesso ao material relacionado à acessibilidade e desenho universal, compilamos uma série de manuais que podem te ajudar a incorporar esses importantes conceitos em seu próximo projeto. Por mais que todos estejam em espanhol e se apliquem a outros contextos, sempre conseguimos aproveitar e aprender alguma coisa.
Estes documentos, publicados em formato PDF, foram desenvolvidos por instituições, empresas e outras organizações locais, e referem-se à realidade de cada país segundo suas leis e normas. A partir de semana que vem o ArchDaily Brasil começará a publicar posts com as normas NBR, para facilitar a vida dos estudantes e arquitetos.
É sempre bom ampliar nossos conhecimentos, ainda mais se esses permitem melhorar substancialmente os resultados de nosso trabalho cotidiano. Os temas relacionados a estruturas, sistemas construtivos e o comportamento dos materiais, são fundamentais em nossa disciplina. Conhecê-los com maior detalhe pode fazer uma grande diferença na maneira que fazemos arquitetura.
Você gostaria de aprender mais sobre carpintaria, energia solar ou alvenaria? Exploramos plataformas e bases de dados MOOC para destacar uma série de cursos online relacionados com esses e outros temas. Muitos dos cursos estão disponiveis permanentemente e podem ser iniciados de imediato. Mas convidamos você a entrar em contato direto com as universidades e instrutores responsáveis por perguntar sobre datas, certificados, custos, idiomas disponíveis e outros detalhes relevantes. Estes cursos são em inglês ou espanhol Se você conhecer algum curso online em português, comente ou envie para nós. Ficaremos felizes em montar uma nova lista.
O quanto você gostaria de saber mais sobre carpintaria, energia solar ou alvenaria? Leonardo Da Vinci disse que "o prazer mais nobre é a alegria da compreensão". Pessoas abertas a aprender e a expandir seus horizontes têm mais chances de aprimorar sua abordagem projetual. Se você sempre quis entender melhor sobre processos de construção, estruturas ou materiais, esta lista de cursos online é para você.
Pesquisamos em plataformas de MOOC e bancos de dados para selecionar uma série de cursos online voltados à construção e aos materiais de construção. Muitos deles estão permanentemente disponíveis e podem ser iniciados imediatamente; também reunimos informações para que você possa entrar em contato com as universidades ou instrutores/as para consultar datas de início, certificados, custos, idioma das aulas e outros detalhes relevantes.
A arquitetura é amplamente conhecida como uma das carreiras mais caras de se estudar, devido aos altos custos dos materiais. O ritmo acelerado das disciplinas tradicionais de projeto exige que estudantes apresentem suas ideias por meio de desenhos, diagramas, renderizações e colagens — geralmente plotados em papel —, o que se soma ao custo já elevado de criação de maquetes físicas. O preço de se estudar e praticar arquitetura é um custo que toda a profissão assumiu, para o bem ou para o mal.
Para quem não faz parte do restrito grupo de pessoas afortunadas que vivem em um país ou estado com ensino gratuito, ou onde existem sistemas robustos de assistência financeira, o custo extra constante com a confecção de maquetes e a impressão de materiais de apresentação gera um grande impacto. No melhor dos cenários (e apenas quando a família tem condições financeiras para isso), os pais ou responsáveis complementam o valor necessário; contudo, em muitos casos, estudantes precisam trabalhar durante a graduação. O que mais se pode fazer quando a expectativa é entregar um trabalho final ou tese cujo custo de produção pode chegar a centenas ou até milhares de dólares?
A arquitetura é conhecida por ser um dos cursos universitários mais caros em relação aos gastos cotidianos, no mesmo nível de outras disciplinas como o design, as artes plásticas, a odontologia e a medicina. O ritmo frenético das disciplinas de projeto obriga os/as estudantes a apresentarem suas propostas por meio de peças gráficas, renders e/ou fotomontagens impressas, somando-se, na maioria dos casos, maquetes de estudo ou modelos em escala bem executados, dependendo da importância da entrega. Tudo isso gera um custo extra que parece já ser aceito como natural pelo corpo docente, estudantes e pela comunidade em geral.
Para quem não tem a sorte de ter nascido em um país onde o ensino superior é gratuito, ou pelo menos onde existem bons sistemas e bolsas de apoio, o financiamento de este gasto extraordinário (mas constante) torna-se exaustivo e precisa sair do bolso dos/as próprios/as estudantes. Com o apoio dos pais – no melhor dos casos – ou com a necessidade de trabalhar paralelamente para gerar renda, muitos/as estudantes se veem forçados/as a cumprir uma exigência normalizada que poderia ser abordada de outras maneiras.