Arquiteto da Pontifícia Universidade Católica do Chile (2012). Interessado no debate sobre eficiência, materiais e a importância de se conectar com o usuário durante o processo de projeto.
Os arquitetos equatorianos José Fernando Gómez e Fausto Quiroz, do escritório Natura Futura Arquitectura, foram convidados a ir a Lima para intervir em um espaço na região de Lomas de Collique, por ocasião do Encuentro Nacional de Estudiantes de Arquitectura del Perú CNEA, realizado entre os dias 15 e 23 de janeiro deste ano.
O exercício foi realizado junto ao professor Lucio Torres e uma equipe de 35 estudantes de arquitetura, e resultou em um módulo mínimo habitável construído a partir de materiais básicos disponíveis na região.
Acaba a temporada de chuvas e o pássaro João-de-barro (o 'construtor') se prepara para construir seu ninho: a água molhou a terra criando material para começar o seu trabalho. Barro, palha, raízes e outros galhos são unidos até formar uma massa argilosa que é esculpida pelo João-de-baro e sua parceira gerando uma espécie de forno espesso onde, muito em breve, a fêmea colocará seus ovos. A estrutura construída - em poucas semanas - é tão sólida depois de secar e endurecer que pode suportar climas adversos e permanecer em um bom estado durante anos, transformando-se em sua casa por várias estações.
Este pássaro atua como o melhor dos arquitetos, respondendo a uma necessidade específica para construir uma estrutura pequena, firme e duradoura, que utiliza os materiais que estão a sua disposição cumprindo sua função com perfeição... inclusive permitindo que seja usada posteriormente por outros animais.
Isso não seria arquitetura sustentável? A natureza faz arquitetura e parece ter muito a ensinar (ou lembrar).
Imagens e um vídeo do processo construtivo, a seguir.
A fim de apoiar o trabalho dos nossos leitores, a empresa Velux compartilhou conosco uma série de arquivos em formato .DWG do seus diferentes modelos de aberturas zenitais. Os arquivos podem ser baixados diretamente neste artigo e incluem um bom nível de detalhes e informações.
Confira os arquivos a seguir, separados em 'Coberturas Inclinadas', 'Coberturas Planas' e 'Túneis Solares'.
Desenvolvido pelos arquitetos do Archquid think-act tank, em parceria com a comunidade indígena e outras instituições da freguesia de San Rafael de la Laguna (Otavalo, Equador), este projeto gira em torno da pesquisa material da totora, implicando o entendimento profundo da arte e ofício com que têm sido trabalhadas estas fibras deses dos tempos incas.
O resultado é uma estrutura experimental que, além de promover o artesanato local e estimular a consciência sobre sua própria cultura, apresenta um alto grau de flexibilidade que permite o funcionamento de diferentes programas.
“O papel do designer é o de um bom anfitrião, reflexivo, capaz de antecipar-se às necessidades dos seus hóspedes”. Charles Eames.
Herman Miller é uma empresa de design e fabricação de móveis que, além de produzir objetos contemporâneos, mantem uma estreita relação com o desenho de peças clássicas. Neste caso em particular, sua relação com Charles e Ray Eames começa na década de 1940, ao desenvolver em conjunto suas cadeiras de madeira compensada moldada e sua clássica espreguiçadeira lounge.
Após uma longa pesquisa explorando a curvatura da madeira compensada e a construção de formas orgânicas com base nas novas tecnologias e materiais, o casal de arquitetos desenvolveu a Cadeira Shell, um ícone do design que é fabricado em série até os dias de hoje. Confira seu processo construtivo a seguir.
Acompanhado do relato de Handel Guayasamín, presidente do Colegio de Arquitectos del Ecuador - Província de Pichincha, documentário apresenta o testemunho de arquitetos e estudantes de arquitetura da Universidad Laica Eloy Alfaro de Manabí, das atividades de apoio realizadas para enfrentar a emergência; desde os trabalhos de urgência nos primeiros dias após o sismo até a visita de Shigeru Ban.
Toda obra de arquitetura requer espaços que permitam a seus usuários armazenam os elementos necessários para habitar em seu interior. Estes dispositivos podem ser resolvidos pelos arquitetos e em muitos casos passam de um simples espaço funcional - residuais e invisíveis - a mobiliários incorporados ao edifício, ganhando importância dentro dos recintos e somando outros usos.
A seguir, veja uma seleção de dez espaços de armazenamento.
Com o desafio de gerar o mínimo impacto no entorno natural, o Centro Holístico Punto Zero - desenvolvido pelos arquitetos do escritório DioSustentable - ergue-se a base de materiais ecológicos e sistemas limpos de geração de energia, além de incorporar a permacultura e o estudo de geometrias sagradas durante o processo de projeto.
Veja como seus diferentes edifícios são construídos em madeira, palha e adobe, através de uma série de detalhes, a seguir.
O pátio interior é um "espaço exterior contido", diversos elementos básicos qualificam o espaço criado como mobiliários, vegetação, presença da água, paredes - opacas ou transparentes - e pisos.
Além de cumprir com um papel fundamental na configuração de plantas dos edifícios, o pátio interior funciona na maioria dos casos como o ponto central do edifício, a partir do qual se organizam os demais recintos e funções do projeto. É através dele que os ambientes ganham iluminação e ventilação natural quando as aberturas nas fachadas não são suficientes.
A seguir, apresentamos uma seleção de 13 pátios interiores de residências e edifícios.
Há muitos anos, uma série de práticas e técnicas orientais chegaram com força no ocidente. Um programa novo que enquanto arquitetos temos que resolver com mais frequência, e que proporciona desafios interessantes do ponto de vista funciona, ambiental e estético.
Estas disciplinas estão centradas completamente no ser humano, já que buscam trabalhar e satisfazer suas necessidades físicas, psicológicas e espirituais, e por isso nos parece importante analisar como estão sendo resolvidas espacialmente pelos arquitetos. Muitas das operações adotadas nestes espaços geram ambientes propícios para reflexão, a introspecção e cura, e portanto poderiam ser aplicadas em outros programas relevantes, como habitações, espaços educativos, hospitalares e até escritórios.
A ideia deste artigo é extrair lições de projetos já publicados aqui para criar uma espécie de guia de projeto que ajude a nossa comunidade de leitores com referências eficazes.
Utilizando cimento e tijolos de lama crua, os arquitetos Solanito Benitez, Solano Benitez, Gloria Cabral, Maria Rovea e Ricardo Sargiotti construíram um muro que pôde ser erguido graças ao trabalho conjunto de ambos os materiais. Após a cura do cimento, os tijolos foram desmanchados com água, deixando vazios no muro como uma espécie de negativo dos blocos.
A intervenção fez parte da mostra de arte MUVA em Unquillo, Córdoba, Argentina, que aconteceu entre os dias 11 de abril e 3 de maio de 2014.
Através de uma carreira de somente 13 anos, o arquiteto italiano Giuseppe Terragni (1904-1943) deixou um importante legado de obras construídas que hoje são referências obrigatórias da arquitetura moderna e racionalista.
Viajamos às cidades de Como e Milão para visitar quatro obras emblemáticas que refletiam claramente sua forma de projetar; baseado na configuração organizada dos elementos arquitetônicos, que aparecem limpos, puros e expressivos... individuais, mas conformando parte essencial de um conjunto harmônico.
Novocomum, Casa Rustici, Asilo Sant'Elia, Casa Giuliani Frigerio e um bônus, a seguir.
Em 1978, os ecologistas australianos David Holmgren e Bill Mollison cunharam pela primeira vez o conceito de permacultura como um método sistemático. Para Mollison, "permacultura é a filosofia de trabalhar com e não contra a natureza, após uma observação longa e porfunda." [1] Enquanto isso, Holmgren define o termo como "aquelas paisagens conscientemente projetadas que simulam ou imitam os padrões e as relações observadas nos ecossistemas naturais." [2]
Em 2002, Holmgren publicou o livro Permacultura: Princípios e Caminhos Além da Sustentabilidade, que define 12 princípios de projeto que podem ser utilizados como um guia ao gerar sistemas sustentáveis. Estes princípios podem ser aplicados a todos os processos diários a fim de humanizá-los, aumentar a eficácia, e, a longo prazo, assegurar a sobrevivência da humanidade.
E se nós aplicá-los ao processo de concepção de um projeto de arquitetura?
Convidado por Alejandro Aravena, o arquiteto colombiano Simón Vélez viajou a Veneza para fazer parte da Mostra Coletiva "Reporting from the Front", composta por 88 participantes de mais de 30 países. Sua exibição apresenta o trabalho realizada em Guadua durante os últimos 10 anos, utilizando maquetes, fotografias e uma instalação que expõe no local sua exploração com o material.
Segundo o catálogo da mostra internacional, "Simón Vélez é conhecido há tempos por ter desenvolvido uma variedade de projetos com bambus. O que é menos conhecido é a quantidade de caminhos que teve de percorrer para poder realizá-los. Cada um de seus edifícios é uma pequena e discreta batalha que foi vencida com o intuito geral de ampliar os benefícios do material, em favor de muitas pessoas e do meio ambiente".
Segundo informações de Handel Guayasamín, Presidente do Colegio de Arquitectos del Ecuador – Província de Pichincha, foi concluída em Quito a construção do primeiro protótipo de abrigo temporário projetado por Shigeru Ban.
O abrigo foi adaptado por uma equipe de arquitetos locais e construído com o auxílio de um grupo de voluntários arquitetos e estudantes, alguns oriundos de Manabi (região onde ocorreu o terremoto). Todos eles irão liderar a construção em série e in loco de cerca de 120 unidades em Manta, uma das cidades mais afetadas pelo terremoto do dia 16 de abril.
Veja, a seguir, algumas imagens exclusivas da construção do protótipo.
"Our Amazon Frontline" é o conceito central apresentado pelo Pavilhão do Peru na Bienal de Veneza. Inaugurado na sexta-feira, 27 de maio, o espaço está centrado na Amazônia: uma fronteira histórica onde constantemente se travam importantes batalhas.
Acompanhando os visitantes com os Amazogramas do fotógrafo Roberto Huarcaya, a exibição relata uma ação sem precedentes: combater a pobreza e preservar a floresta amazônica através da educação. O pavilhão foi premiado com uma Menção Especial na categoria das Participações Nacionais.
Francesco Borromini (1599-1667), Giuseppe Terragni (1904-1943) y Antoni Gaudí (1852-1926)
Ao rever a história da arquitetura, nos deparamos com uma série de arquitetos cuja vida nesta terra terminou em circunstâncias curiosas. Alguns - que deixaram o mundo de forma inesperada - nem chegaram a ver suas obras concluídas; outros, cansados ou doentes - mas deixando um importante legado - deliberadamente decidiram acabar com suas próprias vidas.
A arquitetura, no entanto, nos permite superar a barreira do tempo e embora um dia deixemos este mundo, nossa obra permanece, influenciando e sendo habitada por diferentes gerações. Ao mesmo tempo, ela pode ser reutilizada, transformada e adaptada para novas formas de vida.
Os sete arquitetos a seguir conseguiram enganar a morte através de seu talento e dificilmente serão esquecidos. Mas como passaram seu último dia neste mundo? Descubra a seguir.
Convidados pelo The Architecture Project e no contexto de um Tourde Imprensa relacionado com a arquitetura da saúde, visitamos a cidade de Aarhus, na Dinamarca, para conhecer os últimos projetos de 'cura' (healing) que se estão sendo construídos na cidade.
Após anos suplantada por Copenhague, Aarhus é uma cidade portuária que procura reinventar-se e voltar a brilhar - e está conseguindo. A grata surpresa é que foram os arquitetos que impulsionaram esta mudança e que foi a arquitetura que invadiu todos os espaços, desde seu esquecido porto industrial até seu centro histórico cheio de valiosos edifícios patrimoniais.
Esta visita nos deixou importantes lições: "a arquitetura da cura" não se relaciona exclusivamente com os projetos hospitalares, mas com espaços que estimulam positivamente as pessoas, criam lugares amáveis para viver e conviver, ao conectar-se (o máximo possível) com o usuário para dar o que ele realmente necessita.