Entre os dias 11 e 16 de julho, está aberto o Pavilhão La Fuente no Parque Balmaceda, em Santiago do Chile. Uma nova instalação no espaço público assinada pelo arquiteto Camilo Palma (Abarca+Palma) que convida à "contemplação e tranquilidade em torno dos estímulos e sensações da água". Trata-se de uma estrutura de elementos construtivos seriados e pré-fabricados que se apoia sobre a fonte original de 1931, projetada por Oscar Prager, Sergio Larraín e Jorge Arteaga.
O ArchDaily, com o objetivo de vivenciar essa experiência pública, visitou a instalação em um dia de chuva.
O projeto 'Construye para Crecer', de Susana Biondi Antunez de Mayolo e René Poggione Gonzáles (Poggione+Biondi Arquitectos), foi o vencedor da XIX Bienal Nacional de Arquitetura do Peru 2022 com uma "proposta integral de sustentabilidade vinculada à eficiência da gestão da água, da energia e do ciclo de vida dos materiais propostos", como indicou o júri. O aspecto mais interessante é que a proposta não busca apenas criar uma zona úmida artificial que contribui para a ecologia da região, mas também se materializa principalmente em madeira.
Isso tornaria o complexo residencial um dos mais altos construídos em madeira na América do Sul, abordando a questão do uso do material e da eficiência energética no país: por um lado, estimulando a indústria florestal por meio de prácticas de manejo sustentável e, por outro, oferecendo uma opção com menor impacto ambiental em nosso planeta, exigindo um consumo mínimo de energia com baixíssimo impacto em seu ciclo de vida.
Com sede em Barcelona, a Puente Editores é uma editora independente de arquitetura e arte dirigida por Moisés Puente que busca servir de plataforma para projetos independentes.
A exposição "Motor de igualdad: La Residencia de Señoritas (1915-1936)" estará aberta ao público até 15 de outubro, celebrando uma instituição única, icônica e fundamental na promoção da igualdade na Espanha. A mostra está em cartaz no recém-inaugurado espaço cultural da Fundação Ortega-Marañón, uma ampliação na parte posterior da "casa" central em Madri que se soma ao edifício histórico da década de 1930 projetado por Carlos Arniches na esquina da rua Miguel Ángel com a General Martínez Campos.
A arquitetura de Navarra é um reflexo fiel da diversidade cultural do norte da Espanha. Não apenas pelos séculos de influências arquitetônicas românicas, góticas, renascentistas e barrocas, mas pela sua combinação com as mais recentes obras modernas que dão o ponto de partida à "Guia de arquitetura de Navarra do século XX", um livro de 250 páginas editado pela T6 com o trabalho conjunto de José Manuel Pozo e uma ampla equipe de documentação, redação e design.
Trata-se de um catálogo de quase 170 obras de arquitetura moderna e contemporânea que abrange desde a zona de montanha e ribeira até ao centro histórico e aos bairros de expansão de Pamplona, abrindo depois as portas às últimas edificações entre os anos 2000 e 2012.
Entre painéis e palestras de Clara Camarasa, Nicola Borregaard, Laura Chapa, Paola Valencia, Iván Osuna, Juan Carlos Vega, Angélica Ospina e Diego Velandia, foram consolidados cinco aprendizados principais que funcionam como lições: desde a geração de maior relevância e a realização de cálculos energéticos até o desenvolvimento da indústria da madeira e das certificações.
No próximo dia 30 de novembro, terá início o 26º Congresso Nacional de Arquitetos do Colegio de Arquitectos de Chile (CA), que girará em torno do tema "Desafios passados e presentes para o futuro" e será realizado em Concepción, a cidade que sediou o Primeiro Congresso Nacional de Arquitetos em 1950.
No dia 15 de novembro, foi inaugurada a Bienal de Arquitetura da Guatemala 2023 no Centro Cultural Miguel Ángel Asturias — um dos espaços mais importantes dedicados às artes cênicas do país. Se a edição anterior, em 2021, começou a reconhecer a importância da cidade, da arquitetura e do urbanismo sob o marco teórico Mobilidade, esta nova edição busca reconhecer a importância dos Espaços Públicos com o lema "A cidade, sem muros". Ao longo de três dias, essa nova abordagem se destacará como um dos fatores mais relevantes para o ordenamento urbano, gerando um impacto significativo na população e favorecendo aspectos sociais, psicológicos e físicos do indivíduo.
María Cristina Cravino, à frente de numerosos projetos de pesquisa e publicações sobre assentamentos informais e políticas públicas de habitat, soube, a partir da antropologia, tornar-se uma referência ao pensar sobre o direito à cidade e conflitos urbanos.
Por essa razão, realizamos uma entrevista que revela tanto as suas compreensões e a urgência do assunto — especialmente no contexto de confinamento — quanto as suas reflexões sobre o que fazer a partir dos âmbitos acadêmico e de pesquisa.
Imagem: Phineas Harper. Imagem cortesia de Open House Worldwide
Mais do que os edifícios que visitamos, ou as cidades nas quais os vemos, o cerne do Open House é, e sempre foi, seu corpo de voluntários/as. Desde que o conceito do Open House foi criado em Londres, em 1992, os/as voluntários/as têm estado no centro dos festivais anuais que, hoje, acontecem em todos os cantos do mundo.
Após um ano de protestos e manifestações dramáticas nas ruas da cidade, o futuro de Santiago, no Chile, será debatido como parte do festival Open House Worldwide no fim de semana de 14 a 15 de novembro.
Jacinta Leong é uma designer de produção que aprecia o processo criativo e colaborativo de projetar ambientes para narrativas. Seu trabalho em diversos filmes antecipa o futuro — especialmente no que diz respeito à tecnologia na sociedade. Recentemente, ela foi designer de produção no filme 2067; diretora de arte em Alien: Covenant, Mad Max: Estrada da Fúria, eCírculo de Fogo: A Revolta; diretora de arte assistente em Star Wars: Episódio II-III; e cenógrafa emMatrix, entre outros.
Conversamos com Leong para conhecer suas reflexões sobre as conexões entre o cinema e a arquitetura. A entrevista a seguir explora seus primeiros passos e inspirações, bem como seu processo de trabalho na era das ferramentas digitais.
Em um contexto no qual os valores associados ao monumento tradicional (marcos, personagens históricos e heroísmo) são colocados em questão, o aberto, o interno e o sensorial ganham presença e relevância. Nesse sentido, "Dionaea", a futura escultura no Parque Mapocho Río, em Cerro Navia, busca dar visibilidade ao papel e à contribuição histórica das mulheres no Chile.
O prêmio anual Prix Versailles, criado em 2015 para promover uma melhor interação entre os setores cultural e econômico, anunciou as Seleções Mundiais de 2021, celebrando 24 projetos nas categorias de Aeroportos, Campi, Estações de Passageiros e Esportes.
Miguel Lawner, Prêmio Nacional de Arquitetura de 2019, foi diretor-executivo da CORMU durante o governo da Unidade Popular e se destacou ao longo de sua trajetória na luta pelo direito à moradia adequada no Chile. Alejandro Aravena, Prêmio Pritzker 2016, é sócio do escritório ELEMENTAL e seus trabalhos em habitação social o transformaram em um ícone mundial desde que despontou no cenário arquitetônico com o projeto da Quinta Monroy em Iquique.
Por esses motivos, foi extremamente interessante ouvir os posicionamentos de duas gerações distintas que se reuniram não apenas para conversar e analisar o passado, o presente e o futuro de suas vidas e carreiras, mas também para debater o desafio do acesso à moradia no Chile.
Se você ainda não assistiu a Respect, recomendo fortemente. A cinebiografia dirigida por Liesl Tommy sobre a vida da cantora norte-americana Aretha Franklin nos transporta visualmente de volta aos anos 1960 por meio de um trabalho cenográfico impecável. Aqui, a designer de produção Ina Mayhew teve a tarefa de criar uma série de locações onde as paletas de cores sem dúvida evocam muito mais do que emoções: sua casa suburbana de infância em Detroit, os vibrantes clubes de jazz de Nova York, seu luxuoso apartamento no Upper West Side e, por fim, sua residência ultramoderna em Los Angeles.
Com o início de um novo ano e a aproximação de fevereiro, começam a surgir especulações sobre quem será o(a) próximo(a) laureado(a) (ou laureados/as) do Prêmio Pritzker. O que antes era uma premiação relativamente previsível tornou-se muito menos óbvia nos últimos anos. Ao analisar quem já venceu percebe-se que tudo é possível. Será que o júri homenageará alguém da "velha guarda", como quando premiou o falecido Frei Otto? Ou optará por reconhecer um(a) jovem arquiteto(a), como quando escolheu Alejandro Aravena?
Queremos ouvir a opinião de nossos leitores e leitoras — não apenas sobre quem provavelmente irá vencer, mas sobre quem deveria ganhar o prêmio, e por quê.
Vote na enquete abaixo — ou aponte outros nomes que correm por fora e que você considera merecedores da honraria em 2019.