É inegável que a inteligência artificial está transformando a maneira como projetamos e construímos nossos edifícios e cidades. Acredita-se que nos próximos trinta anos, até 2050, a incorporação de tais avanços tecnológicos serão amplamente sentidos em todos os aspectos da nossa vida cotidiana. Tendo em vista todos os desafios que se desenham à nossa frente, incluíndo as mudanças climáticas e a dificuldade cada vez maior de acesso à moradia, a inteligência artificial – se utilizada da maneira certa –, pode ser um dos nossos principais aliados para transformar um potencial futuro distópico e um mundo habitável e sustentável. Ao imaginarmos o futuro hoje, é impossível não tentar prever como será a vida daqui a trinta anos, e está cada vez mais difícil, dissociar a imagem do futuro como uma realidade definitivamente entrelaçada e dependente das novas tecnologias.
O escritório ODA, com sede em Manhattan, apresentou recentemente seu projeto para a nova sede da Academia da Língua Hebraica em Israel. Concebido como um novo ponto de referência no distrito cultural da capital israelense, o novo edifício encontra-se localizado entre a Suprema Corte, o Palácio do Congresso, o Museu e a Biblioteca Nacional e a Universidade Hebraica de Israel. Desta forma, o projeto concebido pela equipe do ODA busca se adaptar ao seu entorno específico, permitindo novas conexões físicas e visuais entre estas importantes estruturas do centro da capital.
A habitação é uma tipologia onipresente, ideal para a experimentação. Ao explorar forma, visuais, materiais e hierarquias, os projetos residenciais se concentram no cotidiano e no refúgio. Projetadas para aproximar as pessoas e, ao mesmo tempo, oferecer espaços de recolhimento, as residências podem ser abertas e acolhedoras, reservadas e privadas, ou ambas as coisas simultaneamente. No caso de projetos residenciais não construídos, esses conceitos são propostos para repensar formas tradicionais e distribuições espaciais diante dos climas locais e das condições da paisagem.
A seleção desta semana de Melhores Projetos Não Construídos foca em casas e projetos residenciais ao redor do mundo. Provenientes de diversos escritórios e contextos locais, as propostas foram enviadas por nossos leitores e leitoras. Elas apresentam tanto residências unifamiliares quanto multifamiliares, que vão de um conjunto de vilas para três amigos com vista para o Mar Cáspio a um refúgio rural no Camboja e uma cabana de pinus na aldeia de Jezzine, no sul do Líbano.
Cortesia de Practice for Architecture and Urbanism
O Rock & Roll Hall of Fame anunciou que Practice for Architecture and Urbanism (PAU) venceu o concurso para projetar sua expansão no centro de Cleveland. Projetada para ajudar a preservar a história do rock and roll, a ampliação inclui espaços de encontro internos e externos para que a comunidade aprenda e celebre em conjunto. Atuando como uma conexão com o Great Lakes Science Center, a expansão trará mais espaço para visitantes, concertos e eventos comunitários.
O coletivo de design Mutual Atelier venceu o concurso para a criação de uma nova Praça Central em Rahovec, no Kosovo. Selecionado entre inúmeras propostas que exploraram novas soluções para o espaço, o projeto se destacou por sua solução formal elegante e pela consideração cuidadosa com o centro urbano de Rahovec. A forma circular da proposta foi concebida para conferir uma identidade marcante ao centro da cidade e estimular a vida pública.
Situada junto ao sopé das Montanhas Rochosas, a cidade de Boulder tornou-se um destino icônico no Colorado. Amplamente conhecida por suas formações rochosas, as Flatirons, Boulder possui uma conexão inata com as montanhas e a paisagem circundante. Acredita-se que seu nome derive de Boulder Creek; a cidade tem uma rica história que remonta aos mineradores de ouro e à introdução de novas ferrovias em 1873. Hoje, Boulder é um centro próspero de educação, arte e preservação ambiental.
Quando a dupla de jovens profissionais da arquitetura Guylee Simmonds e David Schnabel comprou este barco salva-vidas escocês com capacidade para 100 pessoas em 2018, o sonho era navegar até a Noruega e além. Movidos pelo desejo de explorar o Círculo Polar Ártico, dedicaram um ano para reformar a embarcação aposentada, batizando-a de Stødig. O/A cineasta Jonny Campbell produziu um documentário sobre a incrível jornada da dupla, registrando a rotina da expedição e o significado de cada dia de aventura.
O escritório Rhizome, com sede em São Petersburgo, venceu o concurso para reformular o Teatro de Drama Dostoiévski em Veliky Novgorod, na Rússia. O projeto de renovação busca valorizar os elementos icônicos do teatro e abrir espaço para uma série de novas funções e programações culturais. A proposta visa transformar o edifício em um polo cultural tanto para moradores locais quanto para turistas, ao mesmo tempo em que destaca o valor da arquitetura modernista do final do século XX.
O/A arquiteto/a francês/esa Marc Leschelier criou Black Mortar integrando o grupo de 10 artistas participantes da 7ª Bienal Artishok em Tallinn. Apresentado no EKKM, o Museu de Arte Contemporânea da Estônia, o projeto faz parte do tema COPY, no qual cada obra estreou em um local especificamente selecionado em Tallinn. Com curadoria de Laura Linsi e Roland Reemaa, a bienal reuniu uma variedade de trabalhos que, além do pavilhão interno, exploraram os conceitos de imitação, simulação e cópia.
O escritório Mecanoo desenvolveu um novo projeto para o icônico Centro Marítimo no Rijnhaven em Roterdã. Localizado no meio da água, o projeto apresenta uma geometria orgânica que contrasta com a atmosfera industrial do porto circundante. Parcialmente subaquático, o projeto será um ponto de convergência para a ciência, a cultura e os negócios.
A escala molda drasticamente a forma como vivenciamos a arquitetura e o ambiente construído. Seja analisando os edifícios por volume, área construída ou altura, quanto maior o projeto, mais profunda é a mudança em nossa percepção. Projetos monumentais contam histórias impressionantes sobre experiência espacial, programa e design. Erguendo-se imponentes ao nosso redor, essas obras em grande escala tornam-se marcos em contextos urbanos e rurais.
A seleção desta semana de Melhores Projetos Não Construídos foca em arquiteturas de grande escala localizadas ao redor do mundo. Desenvolvidas por diversos escritórios em diferentes contextos locais, as propostas foram enviadas por nossos leitores e leitoras. Elas demonstram uma ampla gama de abordagens para o projeto em escalas cada vez maiores, desde uma arena expansiva em Viena e um memorial exuberante em Singapura até a torre mais alta do mundo, concebida para chamar a atenção para a pobreza em Toronto.
O escritório de design interdisciplinar Sasaki revelou novos detalhes do plano diretor para o Greenwood Community Park, de 660 acres, e o Zoológico de Baton Rouge. A Comissão de Parques e Recreação de East Baton Rouge Parish (BREC) aprovou a primeira fase do plano para as etapas de projeto e implementação. Desde então, a equipe consultou mais de 4.000 moradores de Baton Rouge ao longo de nove meses. A proposta para o parque e o plano diretor buscam refletir as necessidades da comunidade à medida que projetam, juntos, um novo futuro.
O novo Centro de Congressos de Empreendedores Yabuli, projetado pelo MAD Architects, está quase concluído no nordeste da China. Cercado por montanhas cobertas de neve, o projeto foi encomendado pelo Fórum de Empreendedores Yabuli China (Yabuli CEF). O desenho do edifício assume a forma de uma tenda armada ao pé de uma montanha.
A Fundação Initiatives for Development of Armenia (IDeA) anunciou os vencedores do concurso para o Parque da Amizade em Gyumri, na Armênia. Com base nos resultados da segunda etapa, o júri selecionou 19 finalistas em três categorias. Localizado na região norte da cidade, o parque revitalizado busca se tornar a primeira área verde moderna tanto para moradores locais quanto para turistas, por meio de uma série de intervenções de projeto.
O escritório ZJA Architects projetou um museu subaquático em torno de uma embarcação anteriormente encalhada na cidade inglesa de Hastings. A proposta prevê a preservação dos destroços do navio e sua transferência para a cidade de Amsterdã, que lhe dá nome, dentro de uma doca totalmente fechada com janelas transparentes. O projeto permitirá que equipes de pesquisa investiguem o naufrágio e, ao mesmo tempo, que o público conheça de perto a embarcação e as relíquias em seu interior.
A arquitetura é intrinsecamente definida por seu contexto cultural e ambiental. Da crise climática e questões de exurbanismo ao papel da arquitetura em comunidades rurais e remotas, condições mais amplas moldam a forma como projetamos. Diante dessas dinâmicas, a arquiteta Lola Sheppard, do Lateral Office, construiu uma obra que responde diretamente às demandas do século XXI. Por meio de intervenções críticas e perspicazes, ela explora novas tipologias viabilizadas por uma arquitetura que confronta o presente com ousadia.
Sonhando em navegar até o polo Ártico, os arquitetos Guylee Simmonds e David Schnabel decidiram comprar um barco salva-vidas. Chamado de Stødig, a pequena embarcação foi comprada ainda em 2018 e reformada ao longo um ano. Convidado para acompanhá-los em sua inspiradora jornada, o cineasta Jonny Campbell documentou a viagem e transformou o material em um longa-metragem que explora as aventuras destes dois arquitetos ao longo de quase dois anos.
O escritório de arquitetura e urbanismo CHYBIK + KRISTOF anunciou o início das obras de reforma do Terminal Rodoviário Central Zvonařka, em Brno, na República Tcheca. Iniciado por iniciativa própria da equipe de arquitetura em 2011, o projeto envolveu a preservação do patrimônio brutalista existente, ao mesmo tempo em que respondeu à necessidade de repensar o terminal para as demandas contemporâneas. A proposta reimagina um marco icônico e seu papel na cidade.