
Sentados em bancos baixos, conversando informalmente, vestindo roupas confortáveis e cercados por livros, objetos de design e obras de arte, Charles e Ray Eames aparecem em uma das imagens mais emblemáticas da domesticidade moderna do pós-guerra nos Estados Unidos. A casa não se apresenta como um manifesto arquitetônico explícito, mas sim como um espaço habitado, apropriado, cotidiano. Ainda assim, quase tudo nessa cena funciona como a síntese de um ideal cuidadosamente construído: a informalidade moderna, a integração entre arquitetura e vida cotidiana aliada à coexistência da produção industrial. Mais do que representar uma residência, a fotografia projeta um modo de vida. E talvez essa tenha sido, desde o início, a ambição central por trás das Case Study Houses.



















