Editora de Community & Content no ArchDaily. Bacharel em Arquitetura de Interiores e Mestre em Desenvolvimento de Produtos e Negócios. Nascida e criada em Beirute, Líbano.
Buscando responder a intrigante pergunta proposta por Hashim Sarkis como tema central da 17ª Bienal de Arquitetura de Veneza, “Como viveremos juntos”, diversos arquitetos e curadores dos pavilhões nacionais apresentaram uma série de propostas e leituras sobre os principais problemas e as mais recorrentes questões que permeiam a nossa disciplina. A inquietação do curador da Bienal de Veneza de 2021, foi encarada como um chamado à comunidade de arquitetos “a imaginar espaços que nos permitam viver juntos generosamente”, espaços que não sejam limitados por contratos ou regras e sejam suficientemente flexíveis para acolher uma maior diversidade de pessoas, promovendo a sensação de pertencimento ainda que em um lugar completamente alheio a nossas próprias raízes. Ao contrário do que foi visto ao longo das últimas décadas, a migração hoje não é mais um fenômeno local—do campo para a cidade—, e sim uma questão bastante abrangente, complexa e que transcende fronteiras. As novas tecnologia e a consequente transformação dos espaços de trabalho, além é claro da recente pandemia, alteraram profundamente a forma como nos relacionamos com o espaço construído e não-construído. Atualmente, 85% dos nossos afazeres diários podem ser cumpridos sem precisarmos sair de casa. Dito isso, o que estamos observando no mundo hoje, é uma necessidade cada vez maior de flexibilizarão dos nossos espaços construídos e habitáveis.
Após concurso internacional envolvendo 71 escritórios de arquitetura de 9 países diferentes, os arquitetos da Skidmore, Owings & Merrill foram selecionados para projetar a Vila Olímpica para os jogos de Milão Cortina 2026. O projeto faz parte do masterplan do Pátio Ferroviário de Porta Romana e criará um novo centro de atividades na região, buscando o mínimo impacto ambiental. O projeto autossuficiente contará com espaços residenciais, comerciais e públicos, que mudam de configuração a partir do evento olímpico.
O escritório Zaha Hadid Architects foi convidado a expor na 17ª Exposição Internacional de Arquitetura — A Bienal de Veneza de 2021. Intitulada de ‘Ecologias Urbanas de Alto Desempenho’- ‘High-performance Urban Ecologies’. A instalação responde ao tema das Comunidades Resilientes, exibindo o Alis Meeting Pod, uma estrutura modular projetada para o Masteplan da Unicorn Island, que está atualmente em construção em Chengdu, na China. A instalação está exposta no Giardino delle Vergini, na entrada do Pavilhão italiano.
O escritório multidisciplinar de arquitetura, urbanismo, paisagismo e design Sasaki, anunciou recentemente o lançamento do Density Atlas, uma nova plataforma online voltada a arquitetos e urbanistas, fazedores de políticas e estudantes de arquitetura que se dedicam ao estudo e ao desenvolvimento de projetos de infra-estrutura urbana. Esta inovadora ferramenta digital procura explorar a fundo as definições do conceito de densidade relacionado às cidades, colaborando com o trabalho de arquitetos e urbanistas do mundo todo a medida que fornece uma série de dados para melhor compreender e comparar os diferentes tipos de densidade em distintos contextos do nosso planeta.
A automação está em toda parte – nossas casas, móveis, escritórios, carros e até mesmo em nossas roupas; ficamos tão acostumados a estar cercados por sistemas automatizados que esquecemos de como era a vida sem eles. E embora a automação tenha melhorado visivelmente a qualidade dos espaços internos, com soluções como purificadores e controle de temperatura, nada se compara à brisa fresca natural da mãe natureza.
Mas, assim como tudo na arquitetura, não existe uma fórmula única para todos; o que funciona na Tanzânia, pode não funcionar na Suíça ou na Colômbia. Isso se deve a vários motivos, como a diferença na direção do vento, temperatura média, necessidades espaciais e restrições ambientais (ou a falta delas). Neste artigo, analisaremos a ventilação natural em todas as suas formas e como os arquitetos empregaram essa solução passiva em diferentes contextos.
Após incertezas sobre o futuro da Nakagin Capsule Tower, o arquiteto Kisho Kurokawa e o Urban Design Office Chiyoda-ku decidiram desmontar o icônico edifício e recuperar suas cápsulas como unidades de acomodação e instalações de museu. O plano de regeneração segue o conceito inicial da arquitetura metabolista: reconfigurar os elementos em vez de demoli-los.
O estúdio japonês Sou Fujimoto Architects revelou o projeto vencedor do New City Centre Landmark, uma torre flutuante monumental na baía do distrito de Qianhaiwan, em Shenzhen. A torre proposta tem 268 metros de altura e consiste em 99 elementos individuais, como torres conectadas a um plano horizontal rígido na parte superior, desaparecendo gradualmente à medida que descem. Trata-se, simultanemante, de uma única torre e também um conjunto de diversas torres, simbolizando o futuro das sociedades na era da diversidade.
Paul Clemence acaba de apresentar sua mais recente série fotográfica, mostrando as obras em andamento no Central Park Tower em Manhattan. O projeto, desenvolvido pelo escritório Adrian Smith + Gordon Gill Architecture e atualmente em fase final de construção, será considerado o edifício residencial mais alto do mundo quando for concluído. A estrutura, como pode ser vista nas fotos, está muito próxima de ser concluída e deverá ser inaugurada ainda este ano.
O MVRDV acaba de apresentar o seu mais novo projeto para a cidade Amsterdã. Chamado de "De Oosterlingen", a nova criação do escritório holandês está composta por sete edifícios residenciais sustentáveis na Ilha de Oostenburg, a leste do centro da capital. A proposta desenvolvida pela equipe do MVRDV organiza os edifícios paralelamente como em um 'código de barras' verde, dando forma a um conjunto coeso porém diverso, conformado por distintos acabamentos de fachadas como madeira, vidro, tijolo reciclado além de integrar compostos de origem orgânica e biológica.
O escritório holandês OMA foi convidado a participar da 17ª Exposição Internacional de Arquitetura - La Biennale di Venezia. Intitulada "Hospital do Futuro", a instalação explora como, após anos de preparações médicas e avanços tecnológicos, uma pandemia foi capaz de a obstruir o progresso da medicina e acabar com a tipologia do hospital como a conhecemos, dando caminho a uma nova forma de arquitetura da saúde.
Frequentemente, existe uma relação intrincada entre a arquitetura e o ambiente. Cada parte do mundo definiu suas próprias técnicas arquitetônicas com base em suas condições climáticas únicas. No entanto, as preocupações ambientais no século 21 provocaram novas técnicas, implementando soluções para preservar os recursos naturais e proporcionar conforto térmico. Enquanto alguns optaram por uma abordagem futurista com soluções mecânicas e tecnologicamente avançadas, outros decidiram voltar no tempo e explorar como as civilizações protegiam seu povo, arquitetura e meio ambiente quando não tinham mais nada a que recorrer a não ser o próprio meio natural. Neste artigo, veremos como os muxarabis encontraram seu caminho de volta à arquitetura moderna.
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Cortesia de Rogers Stirk Harbour + Partners (RSHP)
Rogers Stirk Harbour + Partners, juntamente com AUBE Conception, ganharam o concurso de arquitetura para o projeto da TorreQianhai Financial Holdings, um edifício comercial de uso misto no centro do distrito de Qianhai em Shenzhen, China. Com 220 m de altura, a torre revestida de chapa metálica bronze incluirá um lobby com pé direito triplo, um átrio central e terraços abertos, todos elevados e apoiados em quatro colunas monumentais.
Safdie Architects divulgou as imagens de 'ORCA Toronto', um empreendimento urbano de uso misto com um parque integrado no coração de Toronto. O projeto cobre 6,5 hectares (65.000 m²) a oeste da Torre CN, 4,5 hectares (45.000 m²) dos quais são dedicados ao parque urbano acessível ao público, enquanto 2 hectares (20.000 m²) são para residências, comércio e instalações de mobilidade. O projeto proposto reconecta o centro da cidade à orla, prometendo se tornar um marco que anima as partes subutilizadas.
A dupla de cineastas Bêka & Lemoine acaba de lançar seu mais recente filme, OSLAVIA. The cave of the past future, realizado especialmente para a exposição Casa Balla - From the house to the universe and back, em cartaz no MAXXI Museu de Roma. O filme consiste em um passeio pelo interior da residência e ateliê onde viveu o pintor futurista Giacomo Balla. O apartamento onde o artista residiu e trabalhou de 1929 até o fim de sua vida será aberto ao público pela primeira vez durante o período da mostra.
Skidmore, Owings & Merrill (SOM) e TranSystems estão redesenhando uma das redes ferroviárias elevadas mais antigas e movimentadas de Chicago. O novo projeto da Chicago State / Lake Station oferece melhor acessibilidade, segurança e conforto para todos os passageiros e respeita o tecido histórico circundante do centro da cidade. O projeto proposto inclui plataformas mais amplas, uma cobertura de vidro flutuante, uma nova ponte de conexão suspensa, elevadores e melhorias no nível da rua.
Como será o futuro das cidades e dos transportes? Muitos indícios parecem apontar para as duas rodas, mostrando uma mudança em direção a um estilo de vida mais saudável e econômico. Embora isso seja verdade quando observamos alguns casos específicos, num panorama mais amplo, por que as pessoas optariam por andar de bicicleta se suas cidades não contam com a infraestrutura necessária?
A arquitetura desempenha um papel importante na promoção do uso de bicicletas. Cidades equipadas com ciclovias, bicicletários e instalações públicas para ciclistas acabam incentivando os cidadãos a evitar o uso de automóveis e a optar por este meio de transporte mais sustentável. Muitas cidades já começaram a remodelar sua infraestrutura urbana para receber melhor as bicicletas, seja por meio de ciclofaixas, ciclovias alargadas ou estacionamentos permanentes.
Concebida como uma extensão do bairro Dogpatch de San Francisco, nos EUA, a Power Station, masterplan de uso misto projetado pela Foster + Partner, começou a ser construída. O plano propõe a criação de vários novos espaços residenciais, comerciais e recreativos, honrando seu passado industrial e reconectando a comunidade com a orla de San Francisco. A proposta de dois edifícios oferece ao bairro uma estrutura urbana ideal para ajudar a criar uma comunidade vibrante, saudável e inclusiva.