Com foco em propostas de concursos, a seleção curada desta semana de arquitetura não construída — a partir das colaborações do nosso público — destaca projetos de várias partes do mundo, apresentados em competições internacionais. Alguns são vencedores, outros não, mas todas as propostas selecionadas apresentam uma abordagem conceitual instigante e uma história própria para contar.
Com programas variados, as propostas incluem um projeto de habitação social urbana na Coreia do Sul, a Biblioteca da Vila Dianju na China e um novo bairro voltado para o futuro na Finlândia, que combina vida urbana e sustentabilidade. Além disso, o artigo apresenta programas raros e pouco convencionais, como um hospital psiquiátrico e de doenças neurológicas na Turquia e uma intervenção em uma área projetada pelo célebre arquiteto Oscar Niemeyer.
Paisagem urbana de Londres com canteiros de obras ao fundo. Imagem via Shutterstock/ Por Ttatty
O governo do Reino Unido publicou um documento que propõe reformas no sistema de planejamento urbano, como a aceleração do processo de aprovação de novos empreendimentos. Intitulado Planning for the Future, o relatório propõe “simplificar e modernizar o processo de planejamento, trazer um novo foco para o design e a sustentabilidade, melhorar o sistema de contribuição das incorporadoras para a infraestrutura e garantir que mais áreas estejam disponíveis para o desenvolvimento onde for necessário”.
A Ivy Tech e a Cummins selecionaram o escritório IwamotoScott Architecture, de São Francisco, para projetar o novo edifício do campus da Ivy Tech Columbus. A instituição prevê o início das obras em 2020 e a ocupação do edifício em 2022.
O escritório Chapman Taylor revelou o plano diretor para a World Horticultural EXPO, uma exposição de 80 hectares em Łódź, a terceira maior cidade da Polônia. Também conhecida como Green EXPO, a feira internacional dedicada ao uso de vegetação e paisagismo em ambientes urbanos ficará no coração do centro da cidade, próxima à estação ferroviária principal e integrada à malha urbana.
Capela e Cemitério de Zovik. Imagem cortesia de Nenad Fabijanić
10 projetos, 10 funções. Com uma infinidade de programas diferentes, a seleção com curadoria desta semana de Melhores Projetos Não Construídos destaca abordagens conceituais diversas e inovadoras. Enviada por nossos leitores e leitoras, esta variedade de propostas abrange fins esportivos, religiosos, culturais, educacionais e sociais.
Reunindo projetos de várias partes do mundo, esta seleção apresenta um templo budista em Bangkok, na Tailândia, um centro de experiências em forma de anel e catalisador de ecoturismo na Letônia, um cemitério na Bósnia e Herzegovina e o maior parque de esportes radicais da Rússia. Além disso, espaços corporativos não convencionais ganham destaque com um centro de inovação para startups no Vietnã, uma sede em Shenzhen e o novo edifício da prefeitura de Tirana.
O escritório Kohn Pedersen Fox Associates (KPF) concluiu o One Vanderbilt, a torre corporativa mais alta de Midtown Manhattan. Integrado ao projeto de zoneamento East Midtown Rezoning de Nova York, o arranha-céu explora o futuro do distrito financeiro central, “trazendo benefícios para o espaço público, uma materialidade cuidadosamente elaborada e uma forma afilada que estabelece uma presença marcante no skyline”.
O escritório Büro Ole Scheeren revelou imagens do Shenzhen Wave, uma sede transformadora para a ZTE e novo símbolo da próxima revolução digital da China. Concebido como o futuro do ambiente de trabalho, o projeto “reimagina a paisagem urbana como um ecossistema espacial interativo e integrado, suspenso sobre o nível do solo”.
Reunindo especialistas técnicos de diferentes áreas para abordar questões de importância global, Fabien Cousteau, primeiro neto de Jacques-Yves Cousteau, e o Fabien Cousteau Ocean Learning Center (FCOLC) anunciaram o início do PROTEUS, “a estação de pesquisa científica e habitat submarino mais avançada do mundo para abordar as preocupações mais críticas da humanidade”. Concebido como a versão submarina da Estação Espacial Internacional, o projeto foi desenvolvido por Yves Béhar e pelo fuseproject.
A UNSense, empresa de tecnologia e arquitetura (arch-tech) fundada pelo UNStudio, está um passo mais próxima de viabilizar o "Projeto 100 Casas" (100 Homes Project) após um estudo de viabilidade bem-sucedido. Comissionado pela Brainport Smart District Foundation, o projeto é fruto de uma colaboração entre diversos agentes.
"Les Jumeaux" (ou The Twins) é uma nova intervenção urbana pública de grande escala realizada pela artista e designer francesa Camille Walala em White City, no oeste de Londres. O projeto engloba duas faixas de pedestres e sete murais marcantes, criados com padrões geométricos e cores primárias, a marca registrada de Walala. Além disso, Camille Walala também inaugurou este mês sua intervenção no leste de Londres: uma obra de arte gigante que visa trazer nova vida à rua e impulsionar a economia local, intitulada "Walala Parade".
O Centennial College, primeira faculdade pública de Ontário, colaborou com a DIALOG, a Smoke Architecture e a EllisDon para projetar e construir o primeiro edifício de ensino superior em madeira engenheirada (mass timber) e com emissão zero de carbono do país. Com conclusão prevista para 2023, a nova estrutura de entrada unirá as culturas indígena e ocidental tanto na forma quanto na função.
Casa ARC. Imagem cortesia de M.E architecture studio
Casas e residências unifamiliares são os tópicos mais pesquisados no ArchDaily. Reunindo uma seleção curada de intervenções conceituais, a seção Melhores Projetos Não Construídos desta semana foca no setor residencial. Vindas de diversas partes do mundo, as propostas desta seleção foram enviadas por nossos leitores e leitoras.
Este artigo destaca um projeto de terraços flutuantes na Índia, um hotel de selva (lodge) na Etiópia, uma casa de veraneio para uma família iraniana na Alemanha e um complexo residencial na Arábia Saudita. Casas de praia na Grécia, Croácia e Estados Unidos também são apresentadas, mostrando diferentes abordagens para o mesmo programa. Além disso, propostas mais futuristas incluem a Mountain House, nas falésias rochosas da Colúmbia Britânica, e a Blue House, uma residência que se assemelha a um aquário.
Com foco no futuro do espaço público e centrando sua abordagem no bem-estar e no esporte como indutores do desenvolvimento sustentável, econômico e social, o Conselho Municipal de Lugano, na Suíça,deu sinal verde para o planejamento do novo Polo de Esportes e Eventos (PSE). Projetado pelo LAND, o projeto aponta diretrizes para os espaços públicos na era pós-pandemia.
O escritório Perkins and Will selecionou os projetos vencedores da edição deste ano do Phil Freelon Design Competition. Intitulado “Arroyo”, o projeto vencedor de 2020 é “uma comunidade autossuficiente que acolhe a diversidade de Nova York”, concebido por Vangel Kukov e Hala El Khorazaty. Ao propor estratégias de co-living para combater as crises de habitação nos Estados Unidos, o evento anual reuniu propostas de escritórios da Perkins and Will em todo o mundo.
A sede da Atlassian em Sydney, que em breve será o “edifício de madeira híbrida mais alto do mundo”, está sendo construída em Sydney, Austrália. Projetada pelo escritório SHoP em parceria com o BVN, a torre de 40 andares proporcionará, quando concluída em 2025, um espaço novo e inovador para a gigante da tecnologia Atlassian.
O escritório 3XN/GXN revelou seu projeto para uma nova ala neutra em CO2 e climaticamente positiva para o Hotel Green Solution House (Hotel GSH), em Rønne, na ilha dinamarquesa de Bornholm. Com previsão de inauguração para 2021, a nova ala, que contará com 24 quartos, uma sala de conferências e um spa na cobertura, deverá apresentar uma pegada climática positiva após a conclusão — uma novidade em edifícios comerciais dinamarqueses.
O MEAN* (Middle East Architectural Network) propôs uma intervenção para a Expo 2020 Dubai. O Boulevard Roundabout Pavilion, uma estrutura de 8 metros de altura, será uma proposta icônica imperdível que dará as boas-vindas ao público do evento mundial.
the city of Homs in Syria. Image 由 Shutterstock/ By Fly_and_Dive
Em um mundo assolado pela guerra e pela destruição, surgem novas perspectivas para a reconstrução das cidades do futuro. As novas tecnologias oferecem oportunidades para projetar ambientes construídos mais qualificados e melhores experiências urbanas. Embora o mundo já tenha testemunhado tentativas fracassadas de reconstrução pós-guerra, o conceito de regeneração urbana no século XXI está intrinsecamente ligado à cultura, à integração e ao desenvolvimento sustentável.
Como se sabe, a tecnologia é um divisor de águas neste século. Ela já transformou a maneira como projetamos e construímos e, com o avanço da inteligência artificial, esse impacto é ainda maior. Se a inteligência artificial é capaz de transformar nosso ambiente de vida atual, ela também pode recuperar o ambiente que perdemos.