Sou uma arquiteta residente em Bucareste com um grande interesse na complexidade programática da arquitetura contemporânea, e sou apaixonada por arquitetura que aumenta o capital social e a qualidade de vida. Vejo o espaço arquitetônico como um potencial catalisador para a interação social e me inspiro na possibilidade de possibilitar conexões humanas por meio do design.
Air Ocean City, de Raimund Abraham. Imagem cortesia de MIT Press
Há mais de um século, arquitetos e arquitetas abordam o mundo como um projeto por meio de propostas especulativas, em uma tentativa de imaginar o futuro e ressignificar questões globais. A globalização — e a interconectividade cada vez maior — exige ações em escala mundial e convida a uma reflexão sobre as responsabilidades da profissão. É precisamente isso que o livro The World as an Architectural Project alcança: por meio de uma compilação de projetos especulativos em escala global do século passado, a obra defende de forma convincente a agência da arquitetura.
Em fevereiro deste ano, a comunidade arquitetônica estadunidense ficou indignada com o rascunho de um decreto executivo da Casa Branca que ameaçava tornar os estilos neoclássicos ou regionais tradicionais obrigatórios para todos os novos edifícios federais. A iniciativa ignora a especificidade da expressão arquitetônica e a inovação decorrente da compreensão do contexto local. Metropolis Magazine reuniu diversos exemplos de arquitetura cívica que conseguem expressar as necessidades e aspirações de suas comunidades, construindo, assim, um argumento contundente contra a imposição de uma linguagem arquitetônica unificada.
O que torna a Dinamarca um modelo e quais são os ingredientes do cobiçado estilo de vida dinamarquês? A nova exposição Hello Denmark, apresentada pelo Centro de Arquitetura Dinamarquês (DAC) em Copenhague, mostra as condições que contribuem para a alta qualidade de vida do país nórdico. Essa exploração do cotidiano cria uma maneira nova e única de compreender a arquitetura e o design.
O Louisiana Channel publicou recentemente uma segunda parte de sua entrevista com Jens Thomas Arnfred e Søren Nielsen, cofundadores/as do premiado escritório dinamarquês Vandkunsten Architects. Neste breve vídeo, os/as dois/as arquitetos/as conversam sobre como nutrir o senso de comunidade por meio do design e refletem sobre a preocupação do estúdio em fomentar encontros sociais em seus projetos.
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Peter Eisenman, Patrik Schumacher e Alisa Andrasek entre os palestrantes que participaram do Digital Futures. Imagem cortesia de Digital Futures
A exemplo do que ocorreu com a maioria dos eventos nos últimos meses, a edição deste ano do Digital FUTURES, realizado anualmente desde 2011 na Universidade de Tongji, em Xangai, teve que migrar para o ambiente digital devido à pandemia. A organização aproveitou a oportunidade para dar uma dimensão global ao evento, transformando o festival no que chamam, com razão, de o mais importante evento mundial de educação em arquitetura já realizado, com transmissão ininterrupta (24/7) de workshops, palestras e debates envolvendo alguns/as dos/as arquitetos/as e educadores/as de maior destaque da atualidade. A seguir, apresentamos um panorama do festival, acompanhado de uma seleção de palestras do Digital FUTURES World.
Ao longo da história, o desenho tem sido o meio essencial para transmitir ideias arquitetônicas, operando em múltiplos níveis, desde a aplicação prática de servir ao processo de construção até a qualidade mais artística de expressar uma visão e oferecer uma impressão de como será a arquitetura resultante. O livro Architecture – Drawn, From the Middle Ages to the Present, de autoria do Prof. Dr. Phil. Klaus Jan Philipp, da Universidade de Stuttgart, reconta o desenvolvimento histórico dos desenhos de arquitetura, explorando as diversas invenções, revoluções e continuidades que abrangem oito séculos de representação arquitetônica.
Em uma entrevista recente para o Louisiana Channel, a arquiteta alemã Anna Heringer fala sobre o recém-inaugurado Centro Anandaloy em Bangladesh, um espaço social que se tornou um catalisador para o desenvolvimento local. A arquiteta compartilha seu compromisso com a sustentabilidade e aborda a importância da transferência de conhecimento para as comunidades locais por meio de processos participativos de construção.
Em sua mais recente entrevista para o Louisiana Channel, a arquiteta indiana Anupama Kundoo compartilha suas reflexões sobre a importância de observar o entorno sob a perspectiva do tempo e de sua marca na matéria. "Antes dos seres humanos, já existia uma arquitetura criada pela própria vida", afirma a arquiteta ao discutir o mundo natural como fonte de inspiração, destacando que é possível "ver a mesma questão já resolvida pela natureza".
New London Architecture (NLA) publicou os resultados da edição de 2021 de sua pesquisa anual Tall Building Survey, mostrando tanto o impacto da pandemia no setor da construção civil da capital britânica quanto as perspectivas de desenvolvimento futuro. Desde seu lançamento em 2014, o relatório tem oferecido uma análise abrangente do skyline de Londres.
O escritório PLP revelou seu projeto para uma torre residencial de luxo em Singapura, caracterizada por um exuberante jardim vertical inspirado na vegetação da cidade. O design biofílico, que atenua os limites entre as áreas internas e os espaços externos, busca redefinir o estilo de vida metropolitano ao promover a saúde e o bem-estar.
A contribuição da Eslovênia para a 17ª Bienal de Arquitetura de Veneza explora os espaços públicos internos como infraestrutura social vital sob a ótica da tipologia dos centros cooperativos locais. Sob o título de "The Common in Community" (O Comum na Comunidade), a exposição — que tem curadoria de Blaž Babnik Romaniuk, Martina Malešič, Rastko Pečar e Asta Vrečko — detalha os espaços arquitetônicos de interação social construídos após a Segunda Guerra Mundial nas áreas rurais e suburbanas da Eslovênia, que continuam a servir ao seu propósito como centros comunitários locais até os dias de hoje.
O escritório de arquitetura internacionalmente aclamado Snøhetta foi selecionado recentemente para projetar dois novos espaços de arte na Austrália e nos Estados Unidos. O Snøhetta criará a nova Heysen Art Gallery em Adelaide — uma estrutura de taipa de pilão que se integra à paisagem e abrigará as obras de Hans e Nora Heysen, artistas de renome. O escritório também foi selecionado para liderar o projeto de expansão e reformulação do Hopkins Center for the Arts do Dartmouth College, um polo criativo fundamental para a região da Nova Inglaterra.
No sexto episódio do Design and the City — podcast da reSITE sobre como tornar as cidades mais habitáveis —, a equipe entrevistou Christele Harrouk, editora-chefe do ArchDaily, e Salim Rouhana, líder sênior da equipe de governança urbana e resiliência do Grupo Banco Mundial. Nascidos em Beirute, ambos discutem a devastadora explosão de agosto do ano passado e compartilham suas perspectivas sobre o processo de reconstrução da cidade.
RIBA e Network Rail anunciaram recentemente o vencedor do concurso de projeto Re-imagining Railways, que convidou profissionais de arquitetura, engenharia e design a repensarem as estações ferroviárias de pequeno e médio porte para melhorar a experiência de viagem. O projeto vencedor, assinado pelo escritório de arquitetura 7N Architects, com sede em Edimburgo, apresenta uma torre de relógio reinterpretada que funciona como um marco local, além de um layout modular de estação que pode ser adaptado a diversos locais.
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A interseção das ruas Dundas e Ossington em Toronto, reimaginada como a Baltimore de 1962 pelo estúdio de efeitos especiais MR. X para o filme A Forma da Água. Imagem cortesia do Pavilhão Canadense
A contribuição do Canadá para a 17ª Bienal de Arquitetura de Veneza explora a consolidada "carreira" das cidades canadenses no cinema como dublês das metrópoles mundiais, levantando questões sobre autenticidade, identidade arquitetônica e a compreensão coletiva do ambiente construído. Com curadoria de David Theodore, da McGill University e realizada pelo escritório de arquitetura e design de Montreal T B A / Thomas Balaban Architect, a exposição Impostor Citiesdestaca a diversidade e a versatilidade das paisagens urbanas do Canadá retratadas em filmes.
O Architecture Film Festival London, agora em sua terceira edição, promove discussões sobre arquitetura, sociedade e ambiente construído por meio do cinema. Além da Competição Internacional de Cinema, a programação de 2021, que estreia no dia 2 de junho e será realizada online, apresentará uma série de exibições temáticas, ensaios e eventos intitulada "Capsules", que oferece uma plataforma para diversas vozes curatoriais.
Pela primeira vez na Bienal de Arquitetura de Veneza, a nação insular de Granada apresenta a exposição COethos, que destaca seu mais novo marco arquitetônico, o Parlamento de Granada, juntamente com uma série de ideias para a regeneração da cidade de St. George's. Com curadoria do coletivo Babau Bureau, o pavilhão apresenta o processo de projeto e construção do edifício do Parlamento, além de explorar as diversas possibilidades de reativação dos espaços públicos ao longo do porto da cidade.
O Pavilhão de Luxemburgo na 17ª Bienal de Arquitetura reflete sobre como a pandemia trouxe uma série de dualidades ao centro das atenções, desafiando a compreensão das relações estabelecidas entre arquitetura e solo, interior e exterior, casa e trabalho ou o ambiente construído e a natureza. Diante dessas questões, a exposição intitulada Homes for Luxembourg, projetada por Sara Noel Costa de Araujo (Studio SNCDA) e com contribuições para a publicação de arquitetura Accattone, explora ideias de modos de vida modulares e reversíveis, ao mesmo tempo em que ilustra um modelo de reaproveitamento de terrenos para construir novas formas de coletividade.