Uma série de projetos anunciados recentemente na Europa, Ásia, no Oriente Médio e na América do Norte reflete uma mudança contínua no pensamento arquitetônico em direção a abordagens que integram as edificações com suas paisagens, os programas com a vida pública e o design com objetivos ambientais de longo prazo. Em Nantes, na França, um campus de saúde redefine a formação médica por meio de um planejamento consciente do clima, enquanto em San Antonio, no Texas, um novo arboreto transforma um antigo campo de golfe em uma paisagem pública voltada para a pesquisa. Torres residenciais começam a se erguer ao lado do Parque Lumphini, em Bangkok; uma nova comunidade costeira está em desenvolvimento nos Emirados Árabes Unidos; e a ampliação do Museu Nelson-Atkins, em Kansas City, propõe repensar como as instituições culturais se conectam com seu entorno. Juntos, esses anúncios apontam para um interesse crescente em projetos que inserem a arquitetura em sistemas ecológicos e cívicos mais amplos, propondo novos modelos de integração espacial, acessibilidade e resiliência.
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Vencedor do 1º Prêmio: Our Light. Imagem cortesia de Buildner
Buildner anunciou os resultados de sua quarta edição anual do concurso internacional de ideias de arquitetura Hospice - Home for the Terminally Ill. Esta chamada global de ideias continua a explorar como a arquitetura pode apoiar os cuidados de fim de vida com empatia, dignidade e sensibilidade ao contexto. O concurso convidou arquitetos/as e designers a irem além dos requisitos clínicos e a conceberem espaços que ofereçam calor emocional, conexão social e um profundo senso de lugar.
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Escuela - taller. Image Cortesía de Erentia
Erentia é um projeto que integra um escritório de arquitetura, um laboratório e uma associação sem fins lucrativos com sede na Espanha. A associação lançou uma iniciativa para divulgar um programa de cooperação em Cuba, focado na reabilitação do parque habitacional rural no Vale do Palmarito de Viñales, em Cuba. Diante da vulnerabilidade desta região a ciclones e furacões, o objetivo primordial é garantir a segurança estrutural das moradias e diminuir a exposição a futuros eventos meteorológicos extremos.
https://www.archdaily.com.br/pt/1143199/erentia-uma-iniciativa-para-a-reconstrucao-sustentavel-da-habitacao-rural-em-cubaEnrique Tovar
A arquitetura, por si só, define a maneira como habitamos um espaço? Está cada vez mais claro que não. Os objetos em um espaço — em especial o mobiliário e outras peças de design — não apenas cumprem funções práticas, mas também moldam ativamente a experiência espacial e humana. À medida que escolas, residências e escritórios evoluem para acomodar novas formas de trabalhar, viver e socializar, o mobiliário acompanha essas transições, estimulando diálogos que vão além do funcional e dialogam com a dimensão corporal implícita em seu uso.
Há várias décadas, a dupla de arquitetura britânica Alison e Peter Smithson já explorava a relação entre o corpo, a experiência cotidiana e o espaço em escala arquitetônica. Desde então, conceitos contemporâneos de flexibilidade e conforto ampliaram esse panorama para abranger outras escalas, como o mobiliário. Essas transformações impulsionaram a consolidação de sistemas de assentos modulares cuja flexibilidade e adaptabilidade respondem a diversas formas de viver e se relacionar com o espaço. Nesse contexto, surgem propostas inovadoras, como a linha completa de assentos e mesas Beau — um sistema expansivo de sofás modulares projetado para múltiplas possibilidades, com forte ênfase no conforto e no apelo sensorial.
https://www.archdaily.com.br/pt/1143200/um-sistema-expansivo-de-sofas-modulares-reimaginando-o-conforto-para-alem-do-sentarEnrique Tovar
Entre as 45 propostas concorrentes para o Pavilhão do Chile na Bienal de Arquitetura de Veneza de 2025, o projeto vencedor foi anunciado recentemente. Trata-se de 'Reflective Intelligences', proposta curatorial de Serena Dambrosio, arquiteto/a, pesquisador/a e docente na Universidad Diego Portales; Nicolás Díaz Bejarano, arquiteto/a, pesquisador/a, docente e doutorando/a em Arquitetura e Estudos Urbanos na Pontificia Universidad Católica de Chile; e Linda Schilling Cuellar, arquiteto/a, designer urbano/a, educador/a e doutorando/a no Centre for Research Architecture da Goldsmiths University.
No restaurante Steirereck am Pogusch, arquitetura e gastronomia parecem falar a mesma língua: a da transformação sensível das matérias-primas. Ingredientes locais, como folhas, raízes e flores, transformam-se em pratos surpreendentes, nos quais a simplicidade é elevada ao extraordinário. Da mesma forma, o edifício, longe de ser uma estrutura estática, oferece uma experiência tátil e visual única. Um dos elementos mais intrigantes é o uso de painéis de alumínio espumado estabilizado que, em vez de evocar a frieza e a rigidez frequentemente associadas ao metal, foram manipulados para transcender suas características convencionais. Eles parecem respirar, com suas superfícies porosas e texturizadas que absorvem e refletem a luz, criando um jogo de sombras e brilho que evoca a leveza e a qualidade orgânica dos materiais naturais.
Leonardo.ai. Imagem gerada por IA pelo ZIGURAT Institute of Technology. Imagem: Cortesia de ZIGURAT
"Estamos à beira de uma revolução na construção civil. A introdução da Inteligência Artificial transformará inevitavelmente um setor que, até agora, tem sido tradicional e pouco digitalizado. Em breve, testemunharemos uma mudança de paradigma na forma como abordamos cada etapa do processo construtivo, e os/as profissionais do setor devem liderar essa mudança", alerta Lilian Ho, BIM & Digital Leader na indústria de AEC.
Durante séculos, o coração da Península Arábica foi uma terra de vastos desertos e assentamentos moldados pelo seu entorno. Essa relação com a paisagem, a materialidade e o conhecimento do lugar não apenas perdurou, mas hoje se traduz em um cenário que ganha reconhecimento na cena criativa global. Desde projetos que surgem com uma profunda sensibilidade ao contexto até exposições globaise prêmios que impulsionam sua evolução, a região consolida sua linguagem arquitetônica — enraizada em sua história e, ao mesmo tempo, voltada para novas explorações. Longe de estagnar, esse impulso continua a traçar o caminho para o seu desenvolvimento, estabelecendo a região como uma plataforma de destaque no discurso arquitetônico contemporâneo.
https://www.archdaily.com.br/pt/1143190/insights-da-comissao-de-arquitetura-e-design-da-arabia-saudita-e-da-iniciativa-designathonEnrique Tovar
Quando se fala sobre a inteligência futura da arquitetura, grande parte do esforço histórico tem se concentrado em expandir limites — desafiando normas, explorando alternativas e projetando visões ousadas do que a arquitetura pode vir a ser. O advento do modernismo exemplificou essa abordagem: novos materiais e métodos construtivos radicais deram origem a um futuro arquitetônico amplamente reimaginado. Esse impulso continua hoje, com instituições de pesquisa e escritórios de destaque explorando constantemente técnicas inovadoras, materiais e sistemas de manufatura.
No entanto, um método de imaginação dos futuros da arquitetura costuma ser negligenciado: o ato de revisitar o passado de forma crítica. Aprender com, revelar e documentar práticas espaciais e comunitárias menos conhecidas é igualmente essencial. Essas formas mais sutis de conhecimento — como os espaços foram usados, adaptados e habitados — podem revelar percepções duradouras que moldam futuros mais fundamentados e culturalmente ressonantes. Em vez de buscar a novidade pela novidade, talvez um caminho igualmente significativo consista em construir um arquivo arquitetônico coeso que conecte o passado e o futuro.
A discussão sobre IA na arquitetura deixou de ser especulação para se tornar realidade prática. Arquitetos/as e designers agora buscam compreender como o uso inteligente de ferramentas baseadas em inteligência artificial pode impulsionar a inovação e criar vantagens competitivas. No entanto, à medida que a curiosidade e o otimismo crescem, os escritórios também enfrentam receios relacionados a questões éticas e jurídicas que cercam a adoção da IA.
Escritório em Sanno / Studio Velocity. Imagem cortesia de Studio Velocity
Historicamente, a arquitetura e o ambiente construído têm insistido na criação de superfícies planas e rígidas. Em eras passadas, caminhar sem um solo pavimentado significava sapatos cheios de lama, superfícies irregulares, riscos de tropeço, água parada após a chuva e alta manutenção. Por isso, ao moldarmos as cidades, priorizamos um plano horizontal liso, contínuo e sólido. Os benefícios são reais: uma caminhada mais fácil, limpeza simplificada e um programa de necessidades descomplicado — afinal, mobiliários, equipamentos e divisórias preferem uma base nivelada. Essa preferência universal por construir em terreno plano continua sendo a norma e, por muitas razões práticas, provavelmente continuará sendo.
O que poucos percebem é que criar uma superfície verdadeiramente plana é surpreendentemente difícil — e muitos pisos "planos" bem-executados não são perfeitamente nivelados. Eles costumam ser suavemente inclinados, calibrados com declividades precisas para drenagem. Embora os espaços internos nem sempre exijam isso, muitos pavimentos térreos e áreas molhadas incorporam inclinações sutis como medida de segurança — seja para mitigar pequenos alagamentos ou para gerenciar a água que transborda da rua ou do encanamento quando há alguma falha nos sistemas de escoamento.
O granilite há muito tempo se posiciona na interseção entre durabilidade, expressão artística e apelo atemporal. Originado na Itália como uma alternativa pragmática para reaproveitar fragmentos de mármore em pisos, o granilite tornou-se sinônimo de elegância e resistência na arquitetura. Tradicionalmente feito à mão com pedriscos e cal — e, posteriormente, cimento —, o material criava superfícies contínuas e sem emendas que celebravam tanto o trabalho artesanal quanto a durabilidade. Com o tempo, à medida que os métodos construtivos evoluíram e os projetos passaram a exigir maior eficiência, adaptabilidade e modularidade, o granilite expandiu-se para além de seus limites tradicionais. De sistemas moldados in loco a formulações modernas à base de epóxi, o material evoluiu para uma solução versátil que viabiliza espessuras menores, instalação mais rápida e uma gama mais ampla de cores e agregados. Hoje, o granilite pré-moldado complementa o método tradicional, abrindo caminho para novas aplicações — de escadas e revestimentos de parede a mobiliários e elementos de design sob medida — sem comprometer o desempenho ou a estética.
O posto de combustível é uma tipologia arquitetônica que passou por transformações significativas desde a sua criação. Inicialmente, essas estruturas eram simples pontos de reabastecimento na beira da estrada, projetados com foco na funcionalidade e não na estética. À medida que a cultura do automóvel se expandiu, os postos de combustível evoluíram para acomodar novas tecnologias, transformações nas paisagens urbanas e mudanças nos comportamentos de consumo. Com o tempo, deixaram de ser apenas paradas utilitárias para se tornarem núcleos de serviços, integrando restaurantes, motéis e espaços de lazer, em resposta às crescentes demandas do transporte contemporâneo.
No final do século XX, no entanto, a padronização generalizada dos postos de combustível fez com que passassem a ser percebidos como "não-lugares", conceito cunhado pelo antropólogo Marc Augé para descrever espaços de transição que carecem de significado social ou cultural. Com projetos uniformes e foco na eficiência, os postos de combustível tornaram-se intercambiáveis, reforçando seu papel como infraestrutura puramente funcional, em vez de intervenções arquitetônicas significativas. Essa padronização também marcou o distanciamento de uma era em que os postos serviam como marcos visuais reconhecíveis, contribuindo para uma paisagem homogeneizada e desprovida de identidade local.
A vida urbana tornou-se sinônimo de espaço limitado e soluções criativas para apartamentos compactos. À medida que as cidades se tornam cada vez mais dominadas por concreto e aço, observa-se um aumento empolgante, embora não surpreendente, no interesse pelo cultivo de plantas, mesmo sob as restrições de um ambiente urbano denso. Esse interesse não visa apenas atender a gostos estéticos, uma vez que estudos mostram consistentemente que a exposição à natureza reduz o estresse, melhora o foco e aumenta o bem-estar geral. Contudo, em ambientes urbanos densos, o desafio reside em encontrar maneiras inovadoras de tornar essa visão realidade em apartamentos onde cada centímetro importa.
O Master in Advanced Architecture do IAAC celebra seu 25º aniversário como um dos programas mais voltados para o futuro no ensino de arquitetura. Fundado no ano 2000 em Barcelona, o programa foi criado como um espaço de experimentação — onde o projeto encontra a tecnologia, a ecologia e o pensamento crítico, distante das convenções da formação tradicional em arquitetura.
Ao longo dos anos, o programa recebeu mais de mil estudantes de mais de 80 países. Essa mistura internacional não é por acaso; ela reflete a visão do IAAC sobre a inovação como algo que se desenvolve por meio do diálogo, da diversidade e da ambição compartilhada. O resultado é uma rede de profissionais que atuam na intersecção entre projeto, pesquisa e transformação sistêmica.
Apesar de sua extensão territorial reduzida, a ilha de Taiwan é densamente povoada, com mais de 80% de sua população vivendo em áreas urbanas. Diante disso, o espaço disponível é frequentemente limitado, sobretudo em grandes cidades como Taipé, Taichung e Kaohsiung. Por esse motivo, profissionais de design e arquitetura enfrentam o desafio constante de criar interiores que pareçam amplos, funcionais e visualmente atraentes, apesar de suas plantas por vezes compactas. Em vez de encarar essas limitações como restrições, as equipes de projeto as transformam em oportunidades para experimentar layouts inteligentes e mobiliário multifuncional que melhora a habitabilidade.
O ruído de conversas sobrepostas, os letreiros luminosos piscantes, passos apressados na calçada e o martelar constante de um canteiro de obras próximo: os espaços públicos são, por vezes, vivenciados como ambientes onde os estímulos se acumulam e, frequentemente, nos sobrecarregam. Cada pessoa percebe e responde a esses estímulos sensoriais de maneira distinta, e reconhecer a neurodiversidade significa compreender que alguns indivíduos necessitam de mais tempo para se adaptar, de trajetos em ritmo mais lento ou de interações mais graduais com o entorno. Esses encontros levantam questões fundamentais sobre o espaço público contemporâneo: como ele pode acomodar a diversidade de maneiras pelas quais as pessoas o percebem e habitam? Como podemos imaginá-lo como um espaço que acolha todas as formas de vivenciá-lo?
A fascinação da humanidade pelo desconhecido é um impulso atemporal, enraizado na curiosidade e no desejo de expandir limites, desvendar mistérios e abrir portas para novas fronteiras. O que antes era representado por viagens e pela descoberta de novas ilhas e continentes, agora é buscado na vastidão do Universo. À medida que buscamos respostas, provocamos novas perguntas e abrimos portas para possibilidades infinitas, esse impulso continua a nos inspirar. Ele moldou inúmeras obras literárias e cinematográficas, transformando a exploração interestelar de um conceito de ficção científica em uma visão cada vez mais fundamentada na realidade.
Um desses projetos visionários é o Project Hyperion, liderado pela Initiative for Interstellar Studies (i4is), que desafia a humanidade a desenvolver soluções práticas para viagens interestelares por meio de um concurso de projeto. Ao conceber naves geracionais—habitats imensos e autossustentáveis capazes de abrigar sociedades multigeracionais em viagens de séculos—o projeto não apenas expande as fronteiras da tecnologia, mas também estimula a inovação social, ampliando os limites da nossa imaginação coletiva. Ainda há tempo para enviar sua proposta de projeto até 9 de março, com a Fase 2 iniciando em 4 de maio.
É quase impossível falar de Madri, a capital espanhola, que, além de seu evidente apelo turístico e de sua liderança como a cidade mais visitada do país — seguida por Barcelona —, é indissociável de sua longa história e evolução até os dias atuais. Em 2024, Madri recebeu mais de 11,2 milhões de visitantes, o que representou aproximadamente 11,9% do total de turistas que chegaram à Espanha naquele ano. Grande parte da identidade da cidade, a singularidade de cada um de seus bairros e as novas áreas desenvolvidas ao longo dos anos estão profundamente ligadas a um crescimento que, embora planejado e modernizado em muitos aspectos, conseguiu preservar o caráter diverso que define sua essência urbana.
A pré-fabricação é uma das inovações mais transformadoras na arquitetura e na construção civil, redefinindo a maneira como os edifícios são projetados, fabricados e montados. Embora não seja um conceito novo, sua aplicação evoluiu para oferecer uma gama mais ampla de vantagens. Tradicionalmente valorizada por sua precisão e qualidade, a pré-fabricação agora é igualmente reconhecida por sua eficiência em termos de custo e tempo, sobretudo ao tirar proveito das disparidades regionais de mão de obra e produção. Essa mudança impulsionou seu ressurgimento tanto em projetos de alto padrão focados no design quanto em edifícios públicos de grande escala e baixo custo.
Estádio de futebol do Chicago Fire FC. Imagem cortesia de Gensler
Do Scalo Farini em Milão ao centro de Chicago, e do interior da Toscana às iniciativas de retrofit no Reino Unido, anúncios recentes demonstram como a arquitetura está evoluindo em resposta às metas climáticas, à identidade cultural e à transformação urbana. A nova sede da UniCredit, projetada por Herzog & de Meuron, ancorará uma das maiores áreas de requalificação urbana da Europa, com foco em sustentabilidade e inovação nos espaços de trabalho. Ao mesmo tempo, o projeto de estádio do Gensler para o Chicago Fire FC busca redefinir a experiência de dia de jogo nos EUA, integrando-se a um grande empreendimento na orla. Na Toscana, o Pavilhão Sapaio, do escritório Alvisi Kirimoto, mescla produção agrícola com sensibilidade arquitetônica, enquanto no Reino Unido, o RIBA e a The King's Foundation promovem o retrofit como uma agenda nacional. Paralelamente, finalistas como MVRDV, Heatherwick Studio e Mecanoo avançam em um concurso internacional para criar um marco climático destinado a inspirar mudanças comportamentais em grande escala. Esta edição do Architecture Now reúne esforços diversos, porém interconectados, que moldam a maneira como a arquitetura pode gerar impactos ecológicos, culturais e cívicos de longo prazo.
Concursos abertos de arquitetura são, há muito tempo, considerados portas de entrada para novas ideias. Eles garantem condições equitativas ao propor uma chamada única, um conjunto de regras claro e uma avaliação baseada exclusivamente na qualidade do trabalho, realizada de forma anônima. Para os organizadores — sejam cidades, instituições ou empresas —, representam uma maneira de reunir propostas relevantes em um fórum público transparente, respaldado por um júri qualificado. Não por acaso, os concursos marcaram momentos decisivos na história da disciplina, como o concurso para o Centre Pompidou em Paris, que projetou Renzo Piano e Richard Rogers ao estrelato com seu "edifício do avesso", ou aquele para a nova capital do Brasil, vencido por Lúcio Costa com o Plano Piloto que sintetizou a cidade em dois eixos que se cruzam, interpretados ora como um avião, ora como uma cruz.
Afinal, por que os concursos ainda são importantes para a arquitetura hoje? Para além de seu papel histórico na concepção de projetos icônicos, eles continuam a servir como campos de testes para novas ideias, talentos e inovações. Nas seções a seguir, exploramos os concursos sob três ângulos: as motivações que levam arquitetos e arquitetas a continuarem participando deles, as razões pelas quais os organizadores continuam a promovê-los e um roteiro prático de estratégias para ajudar você a abordar seu próximo concurso com clareza e propósito.
No mundo da arquitetura, os concursos costumam servir de plataforma para a criatividade, a experimentação e a resolução de problemas. Para Daniel Rojas, sócio-fundador do Wandrian Studios, vencer o concurso MICROHOME 2023-2024, promovido pela Buildner e pela Kingspan, foi um momento transformador. Seu projeto, Urban Residential Pods, enfrenta a crise global de habitação ao reimaginar escritórios ociosos como moradias compactas e sustentáveis.
A proposta de Rojas equilibra inovação, funcionalidade e sustentabilidade, oferecendo um vislumbre de como a arquitetura pode responder a alguns dos desafios mais urgentes da atualidade. Com a aproximação da próxima edição do concurso, Rojas compartilha reflexões sobre seu projeto vencedor e oferece conselhos para futuros participantes.
Visite o site do concurso MICROHOME para obter detalhes sobre a edição de 2025, que está com inscrições abertas até o dia 13 de fevereiro.