Alguns jogadores trabalham diligentemente para recriar estruturas historicamente precisas ou projetar suas próprias interpretações.
Tanto gamers ávidos quanto observadores/as casuais provavelmente já ouviram falar de The Sims, um jogo de simulação de vida e uma das franquias mais populares da Electronic Arts (EA). O jogo, que passou por diversas versões e expandiu seu universo virtual inúmeras vezes ao longo da última década, permite que os/as jogadores/as idealizem e controlem histórias complexas para seus Sims. Essa "casa de bonecas virtual", como descreve o criador de The Sims, Will Wright, também oferece a quem joga a capacidade de personalizar e construir infinitamente suas próprias casas e cidades para seus Sims – um recurso que tem permitido a muitos/as gamers interagir mais de perto com o mundo real da arquitetura.
Cidades inundáveis e escassez de água na Amazônia: contradições e problemas que se acentuam ainda mais com as mudanças climáticas. Embora o reassentamento populacional seja uma solução em si, geralmente tende à insustentabilidade, o que acaba gerando um problema ainda mais complexo. Isso se deve à falta de métodos adequados de subsistência e à pouca adaptação da infraestrutura arquitetônica e urbana às particularidades culturais, sociais e ambientais de contextos específicos. Como alcançar a sustentabilidade? CASA [Cidades Auto-Sustentáveis Amazônicas], como o próprio nome indica, é um programa cujo trabalho se concentra em populações amazônicas vulneráveis que buscam ser sustentáveis e se transformar em resilientes a partir de seus próprios processos.
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Eduardo Castillo. Image Cortesía de Dostercios Editorial
A notícia correu rapidamente naquela tarde de quarta-feira. O arquiteto chileno Eduardo Castillo, sócio de Smiljan Radic, estava em estado grave após um acidente automobilístico sofrido naquele mesmo dia em Santiago. A comunidade local da arquitetura mal teve tempo de reagir quando, na manhã seguinte, quinta-feira, 5 de outubro de 2017, foi confirmado seu inesperado falecimento aos 45 anos de idade.
Barricadas nas ruas de Bordeaux durante os protestos de maio de 1968 na França. Cortesia de Wikimedia
Este artigo foi originalmente publicado como "What Marchers Today Can Learn from the May 1968 Protests in Paris" no CommonEdge em maio de 2018. Nos 50 anos desde os protestos históricos e mundiais de 1968, muita coisa mudou. Mas o clima político de hoje parece igualmente volátil, com mudanças sísmicas que ameaçam as instituições sociais e políticas em todo o mundo. Lições do passado são, para emprestar a frase do momento, mais relevantes do que nunca.
Recentemente, amigos americanos enviaram um e-mail: “O que está acontecendo com o sistema político francês? Por que tantas greves? E as infinitas marchas de protesto? Gostaríamos de visitá-lo em Paris, mas estamos um pouco desconfiados”.
Na última quinta-feira, 6 de setembro, foi realizada a celebração dos seis anos do ArchDaily no México. O evento exclusivo ocorreu em uma das joias arquitetônicas mais importantes do país: a Casa Gilardi, projetada pelo único arquiteto mexicano a receber o Prêmio Pritzker, o arquiteto Luis Barragán. O espaço serviu de cenário para que alguns dos arquitetos e arquitetas mais influentes da cena atual pudessem interagir com a equipe do ArchDaily México.
O Campo de Cebada se tornou uma das principais referências em autogestão e construção coletiva de espaços públicos, em estreita relação com as acampadas espanholas de 2011. Neste artigo, o coletivo de arquitetura Zuloark reflete sobre os princípios que foram importantes para que o experimento funcionasse.
Não é nenhum segredo que o pós-modernismo, ao longo dos últimos anos, tem passado por uma espécie de renascimento. Sua exuberância e entusiasmo, duramente criticados por muitos arquitetos, talvez sejam um bálsamo nestes momentos tão difíceis pelos quais o mundo está passando. Ou ainda, para parte de nossos colegas, o movimento talvez sirva apenas para criar edifícios fotogênicos que são posteriormente publicados no Instagram.
Dito isto, vale ressaltar que não estamos tratando aqui exatamente daquele pós-modernismo que surgiu durante os anos 60. O pós-modernismo que aqui nos referimos, é aquele que além de preocupar-se com as preexistências e com o contexto, também procura se reinventar através das novas tecnologias. Instalações e outras formas efêmeras de arquitetura também podem possibilitar uma nova perspectiva sobre a nossa prática profissional, e quando documentadas e catalogadas, estas obras ficam a disposição de todos para futuras pesquisas e consultas. Talvez estejamos lidando não mais com algo reacionário, contra a hegemonia do modernismo; a bandeira que os principais pós-modernistas de outrora levantavam e defendiam. O pós-modernismo de hoje pode ser algo ao mesmo tempo alegre e reservado, vernacular e altamente tecnológico.
No início de maio passado, Pola Mora (Bienal de Arquitetura do Chile/ArchDaily) e eu participamos, ao lado de Ethan Kent (Projects for Public Space) e José Chong (ONU-Habitat), das jornadas de avaliação dos projetos que integram o Imagina Madrid, um programa impulsionado pelo Intermediae, o espaço experimental da Área de Cultura e Esportes da prefeitura da capital espanhola.
No Imagina Madrid, profissionais de arquitetura, artistas, coletivos e mentes criativas de todos os tipos devem unir forças (e conciliar egos) para desencadear experimentações artísticas em um punhado de distritos periféricos de Madri, acompanhados, antes mesmo do primeiro esboço de projeto, por comunidades e organizações locais. Se assumirmos que a periferia urbana carece dos equipamentos e serviços necessários, no caso madrilenho ela também está marginalizada do lucrativo mercado de turismo: 9,9 milhões de turistas de todo o mundo visitaron Madri no ano passado, contribuindo para um setor que representou 14,9% do PIB total da Espanha em 2017.
Não é fácil encontrar materiais sobre a importância de maquetes construtivas. Elas servem para analisar e comunicar a organização dos elementos materiais que, por sua vez, abordam com um processo particular; não só permitindo estabelecer lógicas, detectar e modificar certos aspectos-chave do projeto, mas também abordar os procedimentos de execução inerentes à construção no local.
Juntamente com representações planas, o desenvolvimento dos detalhes construtivos é geralmente relegado aos últimos estágios do processo projetual. É então que identificamos que corresponde a um estágio relevante para alcançar um desenvolvimento operacional conveniente.
Na busca de abordar a representação e utilidade das maquetes construtivas, convidamos você a revisar uma série de exemplos diferentes:
Após se formar no Tecnológico de Monterrey, uma das principais instituições de ensino técnico do México, Francisco Gonzalez Pulido trabalhou em projetos de concepção e construção por seis anos antes de partir para os EUA, onde obteve seu mestrado na GSD de Harvard em 1999. No mesmo ano, o arquiteto começou a trabalhar com Helmut Jahn em Chicago, onde permaneceu por 18 anos — passando de estagiário a presidente da empresa em 2012, momento em que rebatizou o escritório como Jahn. Àquela altura, ele já havia desenvolvido um corpo de trabalho próprio na firma. No ano passado, Gonzalez Pulido fundou o FGP Atelier em sua cidade adotiva.
Hoje, o estúdio conta com uma dezena de arquitetos e arquitetas e supervisiona o projeto de alguns arranha-céus na China, um estádio de beisebol na Cidade do México e edifícios universitários em Monterrey, entre outros projetos. A entrevista a seguir foi realizada no FGP Atelier em Chicago, ocasião em que o arquiteto foi categórico ao transmitir sua visão: “A arquitetura é muito rígida, muito formal. É hora de se libertar... Quero construir de forma mais leve. Quero construir de forma mais inteligente.”
Quantas vezes nos deparamos com o desafio de projetar um centro cultural? Embora isso possa parecer uma façanha para a maioria, muitos arquitetos já se viram diante da tarefa de projetar um programa que combina centro comunitário e cultura.
Entre os projetos publicados em nosso site, encontramos exemplos que abordam a questão a partir de diferentes abordagens, de configurações flexíveis a propostas que priorizam a centralidade, gerando espaços de encontro e atividades. Veja, a seguir, 50 exemplos de centros culturais acompanhados de suas plantas e cortes.
Criado pela União Internacional de Arquitetos (UIA)em 2005, o Dia Mundial da Arquitetura é celebrado na primeira segunda-feira de outubro, com o objetivo de destacar e lembrar ao mundo sobre a responsabilidade coletiva da arquitetura no desenho das futuras cidades e assentamentos do planeta. Para celebrar, a equipe editorial do ArchDaily selecionou os artigos publicados este ano que mais despertaram seu interesse, entusiasmo ou inspiração. Continue lendo para conhecer as histórias.
https://www.archdaily.com.br/pt/1117116/dia-mundial-da-arquitetura-2018-nossos-editores-celebram-com-suas-historias-e-projetos-favoritosKatherine Allen
A modernização de Bogotá entre 1940 e 1970, capturada em ensaios fotográficos urbanos e arquitetônicos, foi registrada em diversos livros, revistas e fotolivros da época, bem como em imagens de arquivos públicos e privados da cidade. Todos esses registros revelam uma abordagem intencional, e inclusive crítica, de como a arquitetura moderna reconfigurou os centros das cidades e relacionou os novos edifícios e espaços urbanos com a paisagem urbana existente.
Ao analisar o impacto da fotografia aérea, é inevitável recordar Rudolf Schrimpff e Saúl Orduz. Embora os temas retratados pelas lentes desses dois fotógrafos-aviadores sejam amplos e variados, seus registros em sobrevoos pela cidade são muito numerosos e compõem uma produção consistente de imagens da cidade moderna em plena transformação, permitindo compreender o desenvolvimento urbano, bem como a inserção e a relação de diferentes edifícios e espaços urbanos modernos com o seu entorno.
O mais recente doodle da Google, em exibição hoje em sua página inicial no Brasil, homenageia Milton Santos, geógrafo brasileiro reconhecido mundialmente e reverenciado com destaque por conta de seus trabalhos que uniram a Geografia aos estudos de urbanização em países em desenvolvimento. Com sólida produção, Milton deixou uma vasta herança intelectual, hoje reunido no site produzido por sua família, classificados em biografias, livros, artigos, pesquisas e materiais audiovisual que mantém vivo o legado desta importante figura no cenário da Geografia e estudos urbanísticos.
Em 1º de Outubro de 1908 a Ford lançava no mercado norteamericano seu modelo que inaugurou a indústria automobilística e estabeleceu novos rumos para a produção industrial em massa na época, o Ford T. Inspirado em sistemas fabris de indústrias de armas e máquinas de costura, a partir de 1913 Henry Ford implementa o processo de produção serial e a linha de montagem para esse modelo de carro seguro, simples, confiável e, sobretudo, barato.
O barateamento no processo de fabricação a partir da operação industrial empreendida por Ford foi tão notável que no ano de seu lançamento o modelo T custava US$ 850, e conforme os processos produtivos foram se aperfeiçoando em um sistema massivo e serial de produção, em seu último ano de fabricação, 1927, o carro valia US$ 290. A inserção do automóvel em uma operação fabril deixou para trás a produção artesanal das peças e otimizou custos, tempo e logística para esse mercado.
Há projetos nos quais precisamos entregar uma estética limpa, evitando ornamentos ou elementos chamativos. No caso das janelas, é possível desobstruir completamente as vistas para o exterior, minimizando a presença dos elementos que as constituem – marcos, maçanetas ou guarda-corpos –, sem que percam resistência ou segurança. Confira a seguir três produtos que levam esses elementos à sua expressão mínima.
Entre em um ambiente banhado por uma luz acolhedora e convidativa e você se sentirá instantaneamente à vontade. Entre no mesmo espaço sob o zumbido de fluorescentes ofuscantes, e você poderá começar a ranger os dentes.
Por quê?
Em 2014, um estudo do Journal of Consumer Psychology revelou que, quanto mais intensa a iluminação, mais afetadas e intensas eram as emoções das pessoas participantes — tanto as positivas quanto as negativas.
O estudo incluiu seis experimentos que analisaram a relação entre a emoção e a luminosidade do ambiente. Sensações de acolhimento aumentaram quando as pessoas participantes foram expostas a uma luz brilhante com nuances avermelhadas, ao passo que a sensação de angústia aumentou sob o predomínio de uma luz mais azulada.
Além disso, quanto mais brilhante a luz, mais intensas se tornavam as emoções das pessoas participantes. Tanto a intensidade quanto a cor da iluminação influenciavam diretamente o humor das pessoas.
The Ritterman Building. Imagem cortesia de bpr architects
Para a bpr architects, o BIM Nível 2 está se tornando parte da rotina. Este escritório de médio porte sediado no Reino Unido, de controle compartilhado pelos funcionários, foca em como o bom design pode agregar valor à visão do cliente. Sob a liderança dos diretores Paul Beaty-Pownall e Steve Cowell, a empresa se especializa em três setores principais: ensino superior, estações ferroviárias e revitalização urbana.
A proposta Circuito de Ativação Temporal conquistou o terceiro lugar no concurso Pasarelas San Borja, no Chile. O objetivo principal do concurso foi reconhecer "as melhores ideias de desenho urbano que contribuam para definir critérios de intervenção e geração de propostas para o Bairro San Borja".
Segundo explica a equipe autora, a proposta vencedora do terceiro lugar propõe "um sistema mutável e flexível, que represente os tempos atuais".
A inteligência artificial (IA) representa a ruína da profissão da arquitetura e dos serviços de projeto (como alertam alguns) ou seria um caminho para melhorar a qualidade geral do projeto do ambiente construído, expandindo e ampliando as frentes de atuação de maneiras ainda não exploradas? Conversei com meu colega da University of Hartford, Imdat As. O Dr. As é arquiteto com especialização em design digital, professor assistente de arquitetura e cofundador do Arcbazar.com, um site de design baseado em inteligência coletiva (crowdsourcing). Sua pesquisa atual sobre IA e seu impacto no projeto e na prática arquitetônica é financiada pelo Departamento de Defesa dos EUA. Recentemente, nos reunimos para conversar sobre como essa tecnologia emergente pode mudar o projeto e a prática profissional como os conhecemos — e, se for o caso, se isso seria algo tão ruim assim.
https://www.archdaily.com.br/pt/1117588/eu-realmente-nao-vejo-a-ia-como-uma-ameaca-imdat-as-sobre-inteligencia-artificial-na-arquiteturaMichael J. Crosbie
É 2018, e deve ficar claro para todos no campo da Arquitetura e Construção que o BIM é o futuro para projeto, construção e manutenção de edifícios e infraestrutura. Há milhões de dólares em dinheiro de marketing gastos por empresas de software BIM todos os anos, tentando convencê-lo de que o Building Information Modeling não pode acontecer sem seu produto. Eles tentarão convencê-lo de que seu produto é o “verdadeiro BIM”. É claro que vivemos em uma sociedade capitalista aberta, onde esse comportamento é esperado. No entanto, se você e sua empresa estiverem migrando para o BIM, esse ruído de fundo pode ser preocupante ... e, se não for, deveria ser.
A proposta Ensamble San Borja conquistou o segundo lugar no concurso Pasarelas San Borja, no Chile. O objetivo principal do concurso foi reconhecer "as melhores ideias de desenho urbano que contribuam para definir critérios de intervenção e geração de propostas para o Bairro San Borja".
Segundo explica a equipe de autoria, a proposta premiada com o segundo lugar busca criar "um espaço vivo que se transforma conforme as necessidades e se adapta às exigências".
É justo dizer que a casa francesa E-1027 de Eileen Gray não viveu uma vida encantadora: ela sobreviveu à profanação de Le Corbusier, foi alvo dos nazistas,por um período foi destino de orgias e drogas, e esteve perto do abandono. No entanto, ultimamente, o futuro da infame casa parece mais otimista: a Cap Moderne, uma organização sem fins lucrativos dedicada a reabilitar e abrir o edifício como um destino cultural, lançou recentemente uma campanha de financiamento coletivo para continuar a restauração da edificação. Nos últimos anos, o trabalho dos restauradores concentrou-se na recriação dos móveis projetados por Eileen Gray e os últimos esforços concentram-se na sala de jantar. Como esse ambiente - e toda a casa - perdeu seus móveis e entrou em ruínasé uma longa história, com muitas reviravoltas.
Respirar ar puro é o sonho de qualquer morador de uma grande cidade, ainda que ele goste muito do meio urbano. E as ruas arborizadas, além de bonitas e agradáveis, são comprovadamente benéficas para a saúde física e mental. Então, porque não incluí-las nas verbas de financiamento da saúde? É isso que questiona a organização The Nature Conservancy, que criou um documento onde explica e demonstra em números as razões pelas quais isso deve ser feito.
https://www.archdaily.com.br/pt/902836/cidades-devem-pensar-em-arvores-como-infraestrutura-de-saude-publicaMayra Rosa