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Destaques da semana: o que os olhos não veem

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Arquitetura é uma prática profundamente dependente do visual. É concebida, comercializada, criticada e consumida quase que inteiramente através daquilo que é capaz (ou não é capaz) de comunicar visualmente. Selecionamos e produzimos imagens o tempo todo, ângulos impossíveis e perspectivas inexistentes somente para admirar as qualidades arquitetônicas de objetos que nunca verão a luz do dia.

Projeto universitário busca biorremediar a baía de Quinteros, zona de sacrifício costeira no Chile

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Os recentes episódios de poluição ambiental nas cidades chilenas de Quintero e Puchuncaví reacenderam as discussões sobre o impacto na saúde de quem vive nas chamadas zonas de sacrifício. Em agosto passado, o jornal chileno La Tercera noticiou que essas cidades da baía de Quintero convivem com "15 grandes empresas de energia, produtos químicos e combustíveis", incluindo uma fundição, uma usina de gás natural e quatro termoelétricas.

Nesse contexto, o arquiteto chileno Leonardo Quinteros apresentou em seu projeto de graduação a proposta “Bosque Marinho”, uma plataforma de descontaminação baseada no cultivo de algas pardas para a biorremediação da baía. O trabalho apoia-se em uma pesquisa sobre os possíveis métodos de descontaminação e absorção de metais pesados na baía, evidenciando o potencial das algas pardas como agentes de biorremediação marinha.

Quinteros, vencedor do CNPP 2015 e que atualmente desenvolve o projeto do novo edifício municipal de Providencia (Santiago) junto a Tomás Villalón e Nicolás Norero, baseia sua proposta em um plano de descontaminação conhecido como FIC Algas, desenvolvido pela Faculdade de Ecologia da Universidade Andrés Bello (UNAB) em parceria com o Governo Regional de Valparaíso.

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Casas brasileiras: 15 projetos com aço em planta e corte

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Elementos metálicos vêm sendo usado na arquitetura e construção civil há centenas de anos, seja como elemento decorativo, coberturas ou mesmo para reforçar estruturas de alvenaria. No entanto, é apenas na segunda metade do século XVIII que surgem as primeiras pontes cuja estrutura era inteiramente feita em ferro fundido. Um século mais tarde, o ferro foi substituído por uma liga mais resistente e maleável, muito usada ainda hoje na arquitetura: o aço.

Mais denso que o concreto, a resistência o aço subverte seu peso e proporciona maior rigidez com menos material - permitindo a realização de estruturas mais leves e esbeltas que aquelas feitas de outros materiais, como a madeira ou o próprio concreto. Não é, de longe, o material mais usado na arquitetura residencial, entretanto, seu uso tem possibilitado a construção de alguns interessantes - e belos - exemplos de casas contemporâneas:

Bogotá segundo a fotografia de Armando Matiz

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A modernização de Bogotá entre 1940 e 1970, capturada em fotorreportagens urbanas e arquitetônicas, foi registrada em diversos livros, revistas e fotolivros da época, bem como em imagens de arquivos públicos e privados da cidade. Todos esses registros revelam um olhar intencional, e inclusive crítico, sobre como a arquitetura moderna reconfigurou os centros urbanos e relacionou os novos edifícios e espaços públicos com a paisagem urbana existente.

Ao analisar o impacto da fotografia de rua, é fundamental mencionar Leo Matiz, Armando Matiz e Hernán Díaz. Esses três fotógrafos retrataram personagens, acontecimentos e o cotidiano urbano de Bogotá. Destacamos e selecionamos aqui, em meio à sua vasta produção, seus registros de ruas, praças, cruzamentos e edifícios representativos da cidade — espaços emblemáticos ou anônimos que, por meio da fotografia, consolidam o patrimônio moderno na memória coletiva, e nos quais a arquitetura e os espaços urbanos assumem o protagonismo das cenas.

Nesta edição de Bogotá sob o olhar de 10 fotógrafos/as, conheceremos o legado de Armando Matiz:

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"A Colômbia requer pesquisas e propostas a partir da academia", aponta júri em convocatória do ArchDaily

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Após avaliar 94 candidaturas de toda a Colômbia, o ArchDaily anunciou os seis projetos vencedores da terceira edição da chamada de Teses de Graduação do ArchDaily na Colômbia. A seleção realizada por nosso júri editorial inclui obras construídas, pesquisas históricas e planos diretores: de um protótipo residencial rural a uma pesquisa aprofundada sobre o *Edificio de Renta*, formato residencial popular em Bogotá entre as décadas de 1940 e 1970.

Nesta edição, incorporamos uma nova etapa de avaliação: um segundo júri composto por arquitetos e arquitetas de destaque na Colômbia encarregou-se de escolher o Grande Vencedor 2018. Os membros do júri foram Lina Toro, Carlos Cano (OPUS, Medellín) e Jorge Noreña (Ruta 4, Pereira).

"Embora a arquitetura exija rigor, dedicação e habilidades de comunicação, ela também requer a consolidação de vínculos com o urbanismo e a paisagem, bem como com profissões que viabilizam as ideias transformadoras", comenta Carlos Cano na avaliação do júri, que convidamos você a conhecer a seguir.

"A Colômbia requer pesquisas e propostas a partir da academia", aponta júri em convocatória do ArchDaily - Image 1 of 4"A Colômbia requer pesquisas e propostas a partir da academia", aponta júri em convocatória do ArchDaily - Image 2 of 4"A Colômbia requer pesquisas e propostas a partir da academia", aponta júri em convocatória do ArchDaily - Image 4 of 4"A Colômbia requer pesquisas e propostas a partir da academia", aponta júri em convocatória do ArchDaily - Image 5 of 4A Colômbia requer pesquisas e propostas a partir da academia, aponta júri em convocatória do ArchDaily - Mais Imagens+ 2

Desinteresse social: um ensaio fotográfico sobre as novas ruínas na periferia do México

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Desinteresse social: um ensaio fotográfico sobre as novas ruínas na periferia do México - Imagem de Destaque
© Mónica Arreola

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Tijuana é uma das cidades mais povoadas do México e a produção de habitações coletivas teve um boom importante no ano 2000, momento em que se registrou centenas de residências que evoluíram para se tornarem mais de 30.000 em 2007. Este fenômeno veio acompanhado de um consumo midiático que transformou completamente os limites da cidade e a periferia mostrava uma nova aparência: um futuro modernizado e novos esquemas urbanos com um novo estilo de vida.

As cidades do futuro podem ser cidades de madeira? O Sidewalk Labs do Google pergunta a especialistas

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Fachadas de aço e concreto dominam as paisagens urbanas contemporâneas há gerações. No entanto, à medida que as pressões das mudanças climáticas impõem novos desafios aos setores de projeto e construção, algumas empresas começam a apostar na madeira engenheirada (mass timber) como o material de construção do futuro. Mas seria possível utilizá-la em estruturas tão complexas quanto arranha-céus? 

Cinemas e espaços de projeção: exemplos em planta e corte

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A ligação entre arquitetura e cinema é inquestionável, assim como a magia de assistir a um filme em um lugar preparado para isso. O desenhos dos espaços de projeção requer soluções arquitetônicas que não apenas respondam à distribuição de assentos e visibilidade, mas também à acústica e à iluminação.

Diversas alternativas publicadas em nosso site destacam as qualidades das propostas de alguns arquitetos frente a esse desafio. Reveja a seguir estes exemplos, acompanhados de suas plantas e cortes. 

Os melhores materiais para fazer suas maquetes de estudo

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Durante o desenvolvimento projetual em Arquitetura, estudantes e profissionais adotam uma série de metodologias como experimentação às soluções do objeto arquitetônico a ser materializado. Um suporte importante de muitas dessas metodologias é modelo físico que, do ponto de vista projetual, tem por objetivos simular relações espaciais considerando volumes e planos dispostos no desenho, entender setorizações e ainda ensaiar sistemas construtivos.

Como a teoria da arquitetura tem afastado o público da prática profissional

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Este artigo foi originalmente publicado na Common Edge com o título "How Architectural 'Theory' Disconnects the Profession from the Public".

Seja qual for a forma - pessoal, teórica, erudita -, arquitetos freqüentemente buscam respaldo em conceitos filosóficos quando precisam defender certas decisões subjetivas de projeto. Pelo lado pessoal, isso até se justifica. Mas, profissionalmente, essa dependência de conceitos filosóficos é um dos principais motivos pelos quais a arquitetura difere fundamentalmente de outras disciplinas práticas da sociedade, como o direito, a economia ou a medicina. Essas disciplinas baseiam-se em estruturas de conhecimento (em códigos, sistemas econômicos e na ciência, respectivamente) que fazem a mediação entre as decisões profissionais e o julgamento subjetivo.

Experimentando com modelos de concreto: mais massa não significa menos luz

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O contato entre as mãos e as maquetes nunca deve ser perdido. Adentrar essa experiência evoca o silêncio, obrigando-nos a refletir sobre o cuidado depositado nas maquetes de concreto. Poucas palavras são necessárias, pois as maquetes costumam revelar tudo o que precisamos saber por meio da beleza e da simplicidade de sua criação e da importância do processo manual no trabalho do/a arquiteto/a. 

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World Architecture Festival anuncia os vencedores do Prêmio de Desenho de 2018

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O World Architecture Festival, com os co-curadores Make Architects e o Museu Sir John Soane, anunciaram hoje os vencedores do seu anual Architecture Drawing Prize, estabelecido em 2017 para reconhecer a “importância contínua do desenho manual, ao mesmo tempo que abraça o uso criativo das renderizações digitalmente produzidas.”

Um workshop sem vencedores: a experiência da EA USS no Chile

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Um workshop sem vencedores: a experiência da EA USS no Chile - Imagen 2 de 4Um workshop sem vencedores: a experiência da EA USS no Chile - Imagen 3 de 4Um workshop sem vencedores: a experiência da EA USS no Chile - Imagen 4 de 4Um workshop sem vencedores: a experiência da EA USS no Chile - Imagen 5 de 4Um workshop sem vencedores: a experiência da EA USS no Chile - Mais Imagens+ 5

Por ocasião da terceira edição do Workshop EA USS, do qual o ArchDaily é parceiro de mídia, Ernesto Silva, diretor da Escola de Arquitetura da Universidade San Sebastián, reflete sobre as origens desta iniciativa, que teve sua primeira edição em 2016 com a participação internacional de Juan Herreros e, um ano mais tarde, ao lado de Alberto Veiga, sócio fundador do Estudio Barozzi Veiga.

A ideia de realizar um workshop no Chile surgiu em 2015, durante um encontro com Juan Herreros. A princípio, parecia uma iniciativa extremamente difícil de concretizar, mas logo, e após a inclusão de Enrique Walker na conversa, a ideia começou a tomar forma. O projeto se concretizou em outubro de 2016 graças ao apoio e generosidade da Faculdade de Arquitetura da Universidade San Sebastián, quando Juan Herreros e Enrique Walker lideraram na EAUSS o primeiro workshop desta série: Correções Tipológicas.

Baixe templates do Revit com famílias e configurações básicas

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Os templates de Revit são o ponto de partida para se trabalhar no software, pois contêm os elementos e configurações básicas necessárias para qualquer tipo de projeto. Dessa forma, cada escritório de arquitetura vai criando diferentes templates para os seus diversos projetos.

Se você está começando a trabalhar no Revit ou quer complementar os seus templates já criados, apresentamos a seguir dois templates que contêm tudo o que você precisa para iniciar de forma eficaz no mundo BIM, em suas versões 2017 e 2018.

Baixe templates do Revit com famílias e configurações básicas - Image 1 of 4Baixe templates do Revit com famílias e configurações básicas - Image 2 of 4Baixe templates do Revit com famílias e configurações básicas - Image 3 of 4Baixe templates do Revit com famílias e configurações básicas - Image 4 of 4Baixe templates do Revit com famílias e configurações básicas - Mais Imagens+ 6

Amenidades urbanas: corredor de espaços públicos na Venezuela

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Amenidades urbanas: corredor de espaços públicos na Venezuela - Imagem de Destaque
© José Alberto Bastidas

A proposta pública de Amenidades Urbanas aborda a produção conjunta, baseada na convocatória e na participação, em resposta ao desafio de conectar "diferentes naturezas" a partir de um mesmo conjunto: um setor fragmentado por projetos de grandes infraestruturas em Caracas.

A primeira etapa desses eventos urbanos construídos corresponde a intervenções que, em sua diversidade, respondem à reativação dos espaços cívicos. Essas novas dinâmicas propõem ressignificar a rua como espaço de diálogo e intermediação, ocupando os vazios rejeitados e resgatando a escala humana original da cidade.

Conheça o projeto em detalhes, a seguir, nas palavras de sua equipe de autoria.

Portas invisíveis: Como ocultá-las de maneira elegante nos seus projetos

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Às vezes, uma porta pode ser uma enorme dor de cabeça em um projeto. Pense em uma fachada limpa e contínua ... ter uma porta no meio dela pode arruinar a clareza de seu desenho. Mas nem sempre uma porta precisa ser constituída pela tradicional folha em madeira, com batentes, guarnições, fechaduras, puxadores e vistas.

E se elas pudessem se mesclar completamente com a parede? Todos nós já sonhamos com passagens escondidas e salas secretas escondidas em nossas casas. Mas para que isso funcione, a abertura deve ser disfarçada ou oculta.

Banheiros públicos: exemplos em planta e corte

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Quem nunca se desesperou da vontade de ir ao banheiro fora do conforto do lar? Diversos arquitetos já realizaram propostas para essas situações estressantes, abordando a eficiência dos banheiros públicos a partir de suas instalações sanitárias, distribuição espacial e, principalmente, privacidade e conforto.

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Matéria, comunidade e ofícios locais: estudantes de arquitetura constroem mirante em Chiloé, Chile

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Durante 5 dias, 36 estudantes do terceiro ano do curso de Arquitetura da UDD em Concepción, Chile, viajaram para San Juan, em Chiloé, para projetar e construir um mirante para os/as moradores/as da comunidade. A atividade acadêmica teve como principal objetivo aproximar estudantes da matéria, dando início ao ciclo de bacharelado, e faz parte da "Experiência Detonante II", uma das três experiências vivenciadas ao longo da graduação que estabelecem contato com o território, a matéria e a disciplina. Especificamente, o campus de Concepción, por meio de sua Escuela SurSur, busca essa relação com a matéria a partir de locais remotos que preservam ofícios tradicionais.

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Como funciona um banheiro seco, sistema alternativo de saneamento

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O banheiro seco cumpre todas as funções de um sanitário convencional sem utilizar água em seu sistema, além de produzir insumos que podem ser utilizados para fertilização de plantações e agroflorestas. Com diversos modelos possíveis de construção, vê-se nessa tecnologia social mais do que um sistema alternativo de saneamento. Se encarado como solução dentro de uma realidade fechada como vivemos, pode ser a resposta para diversos problemas relacionados ao saneamento público, pois em uma única tecnologia evita-se contaminação do solo e da água.

Com princípio básico do uso do calor do sol para elevar a temperatura interna do local onde os desejos se depositarão e eliminar quaisquer patógenos nocivos à saúde e originar adubos,  os modelos de saneamento ecológico são opções adaptáveis para cada situação. Contribuem para uma melhor performance ambiental da moradia e dos espaços públicos, são capazes de suprir as necessidades de acordo com o seu uso, além da facilidade na construção e manuseio.

27% das licitações públicas exigem metodologia BIM na Espanha, segundo a comissão es.BIM

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A comissão es.BIM, encarregada da implantação da metodologia BIM na Espanha, divulgou os resultados do Quarto Relatório do Observatório de Licitações BIM na Espanha, após analisar os editais de licitação que, em alguma medida, incluem requisitos BIM em suas cláusulas.

O relatório avalia, por um lado, o surgimento de editais (documentos) de licitação pública com requisitos BIM e analisa, por outro, de que forma o BIM é incluído nesses documentos, por meio de diferentes indicadores, como a avaliação do BIM nos editais ou os níveis de informação.

Roteiro de 5 projetos de Affonso Eduardo Reidy para visitar no Rio de Janeiro

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A cidade do Rio de Janeiro resguarda um importante e representativo legado de nomes da arquitetura moderna. Affonso Eduardo Reidy é um deles. Natural da Paris, França, foi trazido ainda muito cedo às terras cariocas, onde cresceu sob a modernidade e bossa da cidade maravilhosa. Formado pela Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro em 1930, foi membro do grupo dirigido por Agache para a remodelação do Rio e do grupo de jovens arquitetos que projetaram o edifício do Ministério da Educação, com a colaboração de Le Corbusier, sendo este um dos mestres que o influenciou junto ao notável da chamada Escola Carioca, Oscar Niemeyer.

Diante da representatividade do arquiteto na produção moderna carioca e, sobretudo, brasileira, selecionamos algumas obras amplamente reconhecidas e outras menos citadas. Esperamos que este guia com cinco projetos do arquiteto desperte o interesse tanto para aqueles residentes da cidade como para aqueles que por ela passam esporadicamente, ou que nunca a visitaram, incentivando-os a conhecerem de perto alguns dos projetos de Reidy. Veja a seguir!

Reimaginando as cidades diante das mudanças climáticas e da migração

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A migração decorrente das mudanças climáticas já começou. Embora essa realidade imponha desafios enormes aos governos — particularmente em um momento global que se mostra refratário à imigração e aos imigrantes —, há também a preocupação de que o patrimônio histórico seja inevitavelmente perdido. Em locais como a Escócia, a elevação do nível do mar colocou sítios antigos em risco; o mesmo ocorre em nações insulares no Pacífico. Diante de riscos ambientais cada vez mais inevitáveis a cada dia, cidades de todo o mundo voltam-se para formas mais resilientes de arquitetura e planejamento urbano a fim de combater tanto impactos imediatos quanto pressões de longo prazo, garantindo assim seu futuro.

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Bogotá, segundo a fotografia de Leo Matiz

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A modernização de Bogotá entre 1940 e 1970, captada em reportagens fotográficas urbanas e arquitetônicas, foi registrada em diversos livros, revistas e fotolivros da época, assim como em imagens de arquivos públicos e privados da cidade. Todas estas frentes revelam uma aproximação intencional, e inclusive crítica, de como a arquitetura moderna reconfigurou os centros das cidades e pôs em relação os novos edifícios e espaços urbanos com a paisagem existente.

Quando se trata de analisar o impacto da fotografia tirada na rua, é necessário falar de Leo MatizArmando Matiz e Hernán Díaz. Esses três fotógrafos retrataram personagens, acontecimentos e vida urbana de Bogotá. Aqui destacamos e selecionamos, dentro de sua ampla produção, suas fotos de ruas, praças, cruzamentos e edifícios representativos da cidade, lugares emblemáticos ou anônimos que, através da fotografia, consolidam o patrimônio moderno na memória coletiva, e onde a arquitetura e os espaços urbanos são protagonistas das cenas.

Nesta edição de Bogotá en la mirada de 10 fotógrafos ( ou, Bogotá pelo olhar de 10 fotógrafos) conheceremos o legado de Leo Matiz:

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Tocar, sentir, cheirar: desenvolvendo arquitetura para os sentidos

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Arakawa + Gins 'Bioscleave House, em East Hampton, Nova York, usou geometrias não ortogonais, pisos ondulados e até mesmo casulos de isolamento em seus experimentos para criar arquiteturas que "parassem de envelhecer". Imagem via Revista Metropolis. Imagem Cortesia de Dimitris Yeros, © 2008 Propriedade de Madeline Gins, Reproduzido com permissão do espólio de Madeline Gins

Esse artigo foi publicado originalmente na Metropolis Magazine como "Architecture You Can Smell? A Brief History of Multisensory Design."

O que vem à mente quando você se depara com o termo “design sensorial”? As chances são de que seja uma imagem: uma sala onde chove, um utensílio engraçado para comer, uma cadeira visivelmente texturizada. Mas as sensações, cheiros e gostos são coisas muito mais difíceis de capturar. Essa dificuldade aponta para quão profundamente arraigada é a tirania da visão. Os outros sentidos podem ser as chaves para desvendar verdades empíricas mais amplas? O viés da arte, da arquitetura e do design centrado no ocular realmente impede uma experiência coletiva mais profunda?

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