Nove equipes compostas por mais de 200 estudantes e 50 docentes projetaram dispositivos utilizando exclusivamente este material, que posteriormente foram instalados em diferentes espaços públicos da cidade. A iniciativa buscava valorizar e dar visibilidade à indústria da madeira na região, posicionando a cidade como uma referência no design local e internacional.
Ubicación de los 10 sanatorios en España. Image Cortesía de Javier García Librero
Em 13 de dezembro de 1943, uma lei estabelecia as bases regulatórias do Patronato Nacional Antituberculoso, criado com o objetivo de combater e ajudar a erradicar uma das piores doenças enfrentadas pela população espanhola e mundial durante o século XX: a tuberculose. "O Patronato Nacional Antituberculoso vem se dedicando a impedir a disseminação de uma doença que representa a primeira entre as causas de mortalidade na Espanha, bem como o perigo mais importante para a raça", iniciava o texto da lei.
Após o término da guerra civil em 1939, a situação da Espanha e de sua população não era das mais favoráveis. Esse cenário se refletia em um atraso em relação a outros países ocidentais quanto ao número de sanatórios antituberculosos. Tanto é assim que, em 1934, com 66 sanatórios, a Espanha era o país com a menor proporção de centros por habitante de toda a Europa, um para cada 357.000.
Publicado originalmente na Metropolis Magazine como El Equipo Mazzanti Heals a Gash in Bogotá’s Urban Fabric. With a Patchwork of Verdant Gardens, Anna Fixsen escreve sobre o Parque Bicentenário em Bogotá. "O que antes era foco de controvérsias agora é um parque inovador que reconecta duas áreas no coração do seu centro histórico", escreve.
É impossível vivenciar Bogotá sem se deparar com a aura de Rogelio Salmona. Talvez mais do que qualquer arquiteto/a, Salmona moldou a identidade urbana desta cidade andina por meio de edifícios cívicos e poéticos. De uma pequena varanda no último escritório desse arquiteto —localizado no topo de uma torre projetada por ele mesmo— descortina-se um verdadeiro panorama de Salmona: bem em frente, os enormes volumes das Torres del Parque, um complexo residencial de três torres concluído em 1970; e, ao sul, o MAMBO, o Museu de Arte Moderna de Bogotá.
A modernização de Bogotá entre 1940 e 1970, capturada em ensaios fotográficos urbanos e arquitetônicos, foi registrada em diversos livros, revistas e fotolivros da época, bem como em imagens de arquivos públicos e privados da cidade. Todos esses registros revelam uma abordagem intencionada, e inclusive crítica, de como a arquitetura moderna reconfigurou os centros das cidades e relacionou os novos edifícios e espaços urbanos com a paisagem urbana existente.
Ao analisar o impacto da fotografia de rua, é fundamental mencionar Leo Matiz, Armando Matiz e Hernán Díaz. Esses três fotógrafos retrataram personagens, acontecimentos e a vida urbana de Bogotá. Destacamos e selecionamos aqui, dentro de sua ampla produção, seus registros de ruas, praças, cruzamentos e edifícios representativos da cidade — lugares emblemáticos ou anônimos que, através da fotografia, consolidam o patrimônio moderno na memória coletiva, e onde a arquitetura e os espaços urbanos são os protagonistas das cenas.
Vigas vagão são aquelas constituídas por barras e tirantes de aço, onde a aplicação destes últimos atuam na redução dos esforços de flexão e deformações da peça, permitindo a diminuição na altura da viga. Em outras palavras, são a união de vigas contínuas de alma cheia (aço ou madeira) junto a cabos de aço que são posicionados na região inferior e apoiados por montantes tracionados. Desse modo, conseguem vencer maiores vãos, mantendo a menor seção possível e a esbelteza da peça. Segundo o engenheiro Yopanan Rebello, “o termo ‘vagonada’ deriva diretamente de sua aplicação como apoio em vagões de trem” [2].
Este artigo foi publicado originalmente no ArchDaily em 13 de fevereiro de 2018.
A cidade de Toronto tem uma longa e tensa relação com o desenvolvimento imobiliário e os vazios urbanos. O mapa da Compra de Toronto de 1787, acordada entre os Mississaugas da Primeira Nação de New Credit e a Coroa Britânica — que mais tarde estabeleceria o território colonial que viria a ser Toronto —, concebe a paisagem como um único lote vago, claramente definido e ansioso por desenvolvimento. Ou, como o artista Luis Jacob melhor descreveu, “significando nada mais do que uma página em branco à espera de ser preenchida livremente”. Mais de duzentos anos depois, à medida que a disponibilidade de moradia, os preços e a escassez de aluguel impulsionam os empreendimentos residenciais verticais na cidade, a política do lote vago nunca pareceu tão palpável.
Quando perguntaram a Clorindo Testa o que sentia ao saber que uma de suas obras, a Casa Di Tella, seria demolida, ele respondeu: “Eu acredito que as obras não são feitas para durar. Pode-se dizer que o Coliseu de Roma vai perdurar. Não vão colocar abaixo a Catedral de Notre Dame, nem o Duomo de Milão. Mas, quando se faz uma obra, não se fica pensando que ela será memorável e durará para sempre. Obras com essas características têm proprietários/as, e os/as proprietários/as mudam de ideia. As pessoas e a sociedade também mudam: o que era válido vinte anos atrás, hoje não é mais. É inevitável que seja assim. Pessoalmente, não me incomoda em nada que demolam uma obra minha: não faço as coisas para que durem para sempre. Você faz as coisas para que funcionem quando são encomendadas, e elas duram o que têm que durar. A Casa Di Tella foi feita para Di Tella, e Di Tella morreu. Em certo sentido, já não é mais a casa dele... Passou a fazer parte de um instituto que a comprou. Portanto, as funções de que necessita agora são outras”. [1]
No discurso de Testa, nota-se uma notável humildade que parece pouco frequente no DNA do/a arquiteto/a que anseia pela eternidade de suas obras. Afinal, esse desejo de eternidade nos foi imposto quase como uma ordem, uma necessidade. Palladio bem sabia disso ao mencionar Vitrúvio: “utilidade, perpetuidade e beleza”.
Mais de 40 anos depois de ter emergido das festas do South Bronx, o hip-hop tornou-se uma força esmagadora que remodelou a cultura global. Mas no seu aspecto mais elementar e fundamental, o hip-hop é um confronto direto e poderoso com o ambiente construído. "Vidros quebrados em todos os lugares / Pessoas mijando nas escadas, você sabe que eles simplesmente não se importam", Grandmaster Flash and the Furious Five cantaram em sua faixa seminal de 1982 "The Message". "Eu não aguento o cheiro, não aguento o barulho / Não tenho dinheiro para sair, acho que não tenho escolha.” (Broken glass everywhere / People pissing on the stairs, you know they just don’t care / I can’t take the smell, can’t take the noise / Got no money to move out, I guess I got no choice.”)
https://www.archdaily.com.br/pt/905213/como-a-arquitetura-do-hip-hop-esta-conquistando-seu-espacoDante A. Ciampaglia
The Exchange / Oyler Wu Collaborative. Cortesia de Oyler Wu Collaborative
Em sua periferia, a cidade de Columbus, no estado de Indiana, é uma cidade suburbana como qualquer outra dos Estados Unidos. Mas passeie pelo centro da cidade e você verá uma inesperada variedade de arquitetura moderna. Esta pequena cidade foi, nos últimos cinquenta anos, uma espécie de laboratório para a arquitetura, atraindo arquitetos tão diversos quanto Kevin Roche e IM Pei. As crianças frequentam a escola em um edifício projetado por Richard Meier, os fiéis frequentam uma igreja projetada por Eliel Saarinen.
Imagem cortesia do usuário do Flickr Dennis Keller
O arquiteto de origem austríaca Victor Gruen é talvez mais conhecido por seu pioneirismo no desenvolvimento da tipologia do shopping center americano. Suas visões para esses espaços buscavam incorporar diversos aspectos da cidade em um único espaço fechado ou coberto, com um foco especial no consumo e na atividade comercial. Seus projetos de grande escala funcionavam como o complemento perfeito para a florescente cultura de consumo voltada ao lazer nos Estados Unidos, à medida que uma economia em expansão e o aumento das viagens de carro reforçavam as possibilidades desse novo estilo de vida pós-guerra. No entanto, talvez menos conhecida seja a encomenda feita pelo governo iraniano a Gruen para projetar um plano urbanístico para a cidade de Teerã no final da década de 1960.
Desde sua fundação em 1994, o escritório Allied Works tornou-se conhecido por seu portfólio de obras delicadamente equilibradas e de forte caráter cívico. Seu Clyfford Still Museum, em Denver, foi especialmente reconhecido em diversas premiações e publicações — mas talvez venha a ser eclipsado por seu projeto construído mais recente.
O National Veterans Memorial and Museum, localizado em Columbus, Ohio, eleva o que poderia ter sido um programa austero e solene a um espaço público de vocação urbana. O museu, composto por faixas que se cruzam em concreto branco, abre-se para uma paisagem exuberante (projetada pelo escritório OLIN) e conecta a outrora negligenciada orla fluvial ao centro da pequena cidade.
A seguir, apresentamos um trecho do recente livro de Andrew Levitt, "Listening to Design: A Guide to the Creative Process".
Ouvir plenamente, sem qualquer desejo de julgar ou provocar mudanças, pode abrir a porta mais obstinadamente fechada. Com uma escuta mais profunda, o desejo de mudar ou julgar o outro desaparece, dando lugar à disposição de apenas estar presente. No início, eu temia que ouvir não fosse suficiente, mas, com o tempo, aprendi que o processo de criatividade depende da capacidade de escuta. Precisamos criar o hábito de reconhecer a autenticidade de nossas vozes interiores. Ao ouvir essa voz sem julgamentos, podemos acessar todo tipo de riqueza. Todas as ideias do mundo de nada adiantarão se caírem em ouvidos moucos. Quando temos uma ideia, existem inúmeras maneiras de ignorá-la ou sabotá-la. Manter-se fiel ao comando interno é o momento sagrado do design. No entanto, a escuta é a chave para o sucesso de qualquer colaboração e feedback.
Nas últimas viagens que nossa equipe editorial fez à Rússia, nas quais visitamos cidades como Moscou, Kaliningrado, Belgorod e até Grozny, a capital da República da Chechênia - documentamos os sutis exteriores em tons pastéis vistos nas cidades do maior país do mundo. De edifícios neoclássicos, modernos e brutalistas a espaços públicos e infraestruturas urbanas, como metrôs, pontes e praças, os tons pastéis se destacam como parte essencial de sua identidade. Confira, a seguir, uma pequena seleção de fotografias desses edifícios.
Durante a segunda metade do século XX, o Brasil recebeu uma série de arquitetos vindos de diversas partes do mundo, mas sobretudo da Europa, e que deixaram um legado de projetos brutalistas seguindo alguns dos cânones de mestres como Le Corbusier. Nomes como Lina Bo Bardi, Hans Broos e Franz Heep tiveram inegável influência na arquitetura brasileira.
Nos últimos anos o país voltou a receber uma diversidade de edifícios projetados por arquitetos estrangeiros e que transformaram-se em ícones arquitetônicos, indo além da simples função de abrigar determinado programa, mas em alguns dos casos, contribuindo para o ciclo turístico. Compilamos, a seguir, 10 edifícios projetados por arquitetos de renome internacional e implantados em solo nacional, confira!
Varrer de uma cidade a sua arquitetura é como se pudéssemos apagar por completo partes de sua história. Apesar da aversão generalizada por grande parte da população, a arquitetura brutalista na Polônia pós-stalinista andava de mãos dadas com o movimento político que prometia uma sociedade mais justa e igualitária. A arquitetura que hoje em dia é vista como a materialização de um antigo regime opressivo, austero e arrogante, foi originalmente concebida para ser tudo menos isso; estes edifícios carregam hoje um legado bastante ambíguo, apreciados como ícones do seu tempo ou rejeitados como memórias que as pessoas preferem esquecer.
Em um artigo recente publicado pelo New York Times, o escritor Akash Kapur compartilha as emoções de sua mais recente visita à Polônia, aonde nos convida à refletir sobre esta complexa história construída, tantas vezes contraditória e quase sempre, mal compreendida. Acompanhado por arquitetos locais comprometidos à defender com unhas e dentes alguns dos exemplos mais extraordinários da arquitetura moderna do final do século XX, Kapur visitou inúmeras obras decadentes do brutalismo na Polônia, conversando com a população local e descobrindo suas histórias.
Plastic Island. Imagem cortesia de Emily-Claire Goksøyr
Kanye West é, segundo o próprio Kanye West, um homem transformado. Após meses nas manchetes por conta de suas visões políticas excêntricas, ele declarou na quarta-feira que “meus olhos agora estão bem abertos e percebo que fui usado para espalhar mensagens nas quais não acredito. Estou me afastando da política e me concentrando totalmente em ser criativo!!!”
Embora isso muito provavelmente signifique um retorno à sua carreira musical, a declaração também pode indicar um interesse renovado em seus projetos de design. O interesse do rapper pela arquitetura está longe de ser passageiro; ele já colaborou com arquitetos e arquitetas de renome, como Jacques Herzog e Rem Koolhaas, e declarou em várias ocasiões seu desejo de que tudo seja “arquitetado”.
https://www.archdaily.com.br/pt/1116993/esta-semana-na-arquitetura-um-pouco-menos-de-conversaKatherine Allen
O uso de luz e sombra na arquitetura pode ter várias aplicações. A cultura tradicional japonesa se destaca por trabalhar com espaços de pouca luz, por outro lado, a arquitetura moderna e o minimalismo trabalham espaços bem iluminados, com superfícies brancas e amplas aberturas.
Assim, a cor preta, espaços escuros e minimalismo convergem na mesma linguagem, oferecendo novas possibilidades para o projeto de iluminação e uso de novos materiais. Apresentamos a seguir uma seleção dos melhores espaços internos contemporâneos que usam o preto como elemento protagonista, criando ambientes introspectivos e dramáticos.
Praça pela Ponte Williamsburg. Imagem Cortesia de Lasse Lyhne-Hansen
Paul Rudolph, apesar de ter saltado para o sucesso internacional no início das décadas de 1940 e 1950 por suas estruturas brutalistas, viu um abrupto fim à popularidade de seu característico estilo à medida que o pós-modernismo ganhou destaque. Como os gostos mudaram para uma tarifa diferente, o mesmo aconteceu com a abordagem de Rudolph - deixando uma série de propostas não construídas acumular poeira.
É compreensível estar cansado do modernismo. Aquilo que despontou no início do século vinte como uma mudança radical em nossa disciplina - afastando-se dos cânones então tradicionais da arquitetura - acabou se tornando apenas uma sombra daquilo que um dia fora, uma fantasia por trás da qual muitos arquitetos passaram a se esconder. A racionalidade (genuína ou não) passou a ser assumida como uma estratégia para defender-se das críticas e justificar os resultados. O limite entre a arquitetura moderna de fato e suas outras tantas formas oportunistas e perversas, tornou-se invisível e praticamente impossível de identificar.
https://www.archdaily.com.br/pt/904951/destaques-da-semana-o-que-significa-modernismo-hojeKatherine Allen
Encerrando as ações do “outubro urbano”, que comemora todos os anos, a ONU designou 31 de outubro como o “Dia Mundial das Cidades” com o objetivo de promover uma maior troca de experiências entre os países sobre como enfrentar os desafios da crescente urbanização global e contribuir para o desenvolvimento sustentável.
Não é segredo que, em muitas regiões, a integração entre áreas internas e externas se torna ainda melhor com a transição do verão para o outono. Os insetos desaparecem, a umidade diminui e as noites mais frescas pedem o aconchego de uma lareira ou fogueira. A seguir, apresentamos cinco de nossos espaços integrados favoritos para o outono de 2018.
Recentemente, o escritório KPF divulgou as imagens mais recentes do canteiro de obras do “The Royal Atlantis”. Localizado na Palm Jumeirah, o principal destino de lazer do emirado de Dubai, o edifício de 45 pavimentos abriga 806 quartos de hotel e 256 apartamentos residenciais. O volume principal se estende ao longo da linha costeira, funcionando como um “biombo ao ar livre” diante do mar.
No partido geral do projeto, o típico bloco linear de hotel e residência foi fragmentado em volumes independentes. Esses volumes suspensos e empilhados formam 14 “pátios suspensos” e 20 terraços elevados. Acessíveis a partir dos apartamentos e suítes, esses espaços ao ar livre totalmente abertos oferecem uma experiência única de transição fluida entre as áreas internas e externas. Cada apartamento conta com piscina privativa e jardim, elementos que potencializam o sombreamento e a brisa constante que sopra sobre a água e a vegetação, mantendo esses oásis particulares frescos e agradáveis durante a maior parte do dia. Nas fotos do canteiro de obras, já é possível identificar a volumetria principal do edifício, embora os pátios suspensos ainda não tenham sido totalmente configurados.
https://www.archdaily.com.br/pt/1117451/kpf-divulga-imagens-recentes-da-obra-do-atlantis-the-royal-erguendo-um-biombo-na-costa-de-dubai舒岳康 - SHU Yuekang
Após a eleição, o novo governo já começou a anunciar algumas mudanças nos ministérios. Entre elas está a extinção do Ministério das Cidades. Na tentativa de levantar a discussão e evitar esta dissolução, foi organizada uma petição que pode ser assinada aqui.