Desde o final da Segunda Guerra Mundial até os dias atuais, o modelo de expansão urbana utilizado pela Rússia tem sido o Modernismo Soviético. O uso prolongado e a aplicação dos princípios do Movimento Moderno no crescimento urbano trouxeram múltiplas consequências para o desenvolvimento orgânico das cidades e para a melhoria da qualidade de vida de seus habitantes. Novas gerações de profissionais buscam promover uma mudança.
Kuala Lumpur City Centre Park. Cortesia de Deimos Imaging
Sabemos que arquitetos adoram ver projetos em planta baixa. E certas obras de arquitetura paisagística atingem uma escala difícil de ser compreendida como um todo se não forem visualizadas desta forma; vê-las desta perspectiva pode fazer você captar toda sua essência e apreciar todo o conjunto. Selecionamos a seguir algumas fotografias de obras de Roberto Burle Marx que dificilmente você já havia visto deste ângulo, compartilhados conosco pela empresa espanhola Deimos Imaging.
No contexto da Semana UTEM 2018 no Chile, o workshopInfraestruturas em Obsolescência (WIO) reuniu 21 equipes da Faculdade de Arquitetura da Universidade Tecnológica Metropolitana (UTEM), que desenvolveram propostas para intervir em 7 estruturas em obsolescência em Santiago, a partir de uma ponte para pedestres atualmente fechada por uma estação de trem deteriorada.
Com a presença internacional dos arquitetos Luis Tombé (Colectivo720, Colômbia) e Walter Leone (Leone Arquitectura, Venezuela) - que também participaram do ciclo de palestras CONTRAPOSICIONES que deram palestras no Colégio de Arquitetos do Chile -, cada equipe foi composta por 7 membros de diferentes anos, acompanhados por dois tutores que orientaram os projetos.
Quando falamos de cidades como Amsterdã, inevitavelmente nos lembramos daquela rede de canais, de ruas entremeadas por água. E a água é, de certa forma, um dos desafios mais célebres enfrentados por essa cidade. Com 60% de seu território abaixo do nível do mar, as mudanças climáticas (e a consequente elevação do nível dos mares e rios) são uma questão de sobrevivência não apenas para ela, mas para todo o país.
Jean Pierre Crousse e Sandra Barclay acabam de ganhar o Mies Crown Hall Americas Prize – a maior honraria da arquitetura no continente americano – com o recém-inaugurado Edifício E da Universidade de Piura. Por meio de sua obra, a dupla Barclay & Crousse tem abordado o território e as paisagens peruanas sob diferentes perspectivas e em diferentes escalas, aliando essa abordagem a uma reflexão e a uma prática docente na Pontificia Universidad Católica del Perú, na qual explora a dimensão transdisciplinar e multiescalar da arquitetura.
Nesta entrevista, buscamos aprofundar sua relação com o ensino, com o território peruano e com o papel que a arquitetura desempenha hoje em países como o Peru.
É muito comum, nos dias de hoje, sentir-se extenuado pela enorme quantidade de informações que consumimos, tanto consciente quanto inconscientemente. No mundo da arquitetura não é diferente, é preciso dedicar-se para acompanhar o feed diário do ArchDaily e por isso mesmo, entendemos que nem sempre é possível estar a par daquilo que é notícia no mundo. Mas isto que à primeira vista parece ser uma infinita linha de produção arquitetônica, não necessariamente vem ao encontro das mais recentes preocupações em nossa disciplina, aquelas voltadas à economia e compartilhamento de recursos.
Esta reflexão generosa, à respeito de como e para quem estamos construído nossos edifícios e cidades, encontrava-se oculta em meio a produção massiva que definiu a arquitetura durante o século XX, mas algo estava nascendo, mesmo que em estado embrionário - algo que está se tornando cada dia mais evidente nos dias de hoje. Cada vez mais, arquitetos estão incorporando processos e estratégias de sustentabilidade e/ ou reuso adaptativo. Os mais tradicionais prêmios e reconhecimentos do mundo da arquitetura estão operando uma efetiva mudança de direção em nossa disciplina, chamando à atenção não mais apenas aos mesmos grandes nomes, mas também para pequenos escritórios de arquitetura espalhados pelo mundo, aqueles que têm nos apresentado uma nova maneira de pensar e conceber a arquitetura.
O estereótipo do arquiteto foi por muito tempo o da obsessão pelo ego e pela novidade. Praticamente um sinônimo de egocentrismo e originalidade. Por outro lado, atualmente estamos testemunhando uma mudança de rumo à partir da prática de milhares e milhares de jovens profissionais. Os projetos que foram notícia nesta última semana nos ensinam a repensar a arquitetura à partir da redução e da reutilização, transformando a maneira como concebemos à arquitetura no século XXI.
https://www.archdaily.com.br/pt/906653/destaques-da-semana-reduzir-reutilizar-repensarKatherine Allen
Nosso mundo gira. Não apenas de forma literal, como faz ao redor do sol, mas em todos os aspectos da natureza. As estações se sucedem em ciclos (embora de maneira cada vez mais errática a cada ano), as ondas desenham e redesenham as praias conforme a maré muda, as flores se abrem, se fecham e se voltam para seguir o caminho do sol. Até nós somos governados por esses sistemas naturais circulares. A manutenção de nossos ritmos circadianos — a conexão humana com a luz — é tão essencial para a saúde que se tornou um elemento obrigatório em muitos códigos de edificação contemporâneos.
https://www.archdaily.com.br/pt/1117666/natureza-revolucionaria-a-arquitetura-de-hiroshi-sambuichiKatherine Allen
Uma exposição recente no MAK Viena – Museu Austríaco de Artes Aplicadas / Arte Contemporânea, apresenta as obras de Sagmeister & Walsh, um escritório de design sediado em Nova York que investiga o que torna a beleza tão atraente.
Intitulada "Beauty", a exposição explora a noção de que a beleza opera como uma função independente e que, por si só, pode ser o propósito primordial da arquitetura: a forma é uma função. Em colaboração com o canal do YouTube e estúdio de design Kurzgesagt (In A Nutshell), este vídeo, lançado em conjunto com a exposição, explica por que coisas belas nos deixam felizes.
Lidar com o contexto onde está inserido um projeto é parte essencial do exercício da arquitetura, seja negando ou incorporando os elementos preexistentes e as condicionantes do entorno nas propostas. Apesar dessa constante, entender o que há em volta como atuante direto nas decisões de desenho e organização do espaço vai além de simplesmente considerar boas vistas, ventilação natural ou orientação, trata-se de enxergar essas condições como agentes ativas nos projetos, isto é, como coautoras.
Os casos em que essa prática se faz mais notável são provavelmente aqueles que pensam os elementos da natureza nesse papel atuante, e essa é a postura adotada por alguns escritórios como verdadeiro partido inicial para o desenho dos espaços.
O 6º Fórum Internacional LafargeHolcim de Construção Sustentável será sediado pela Universidade Americana no Cairo, de 4 a 6 de abril de 2019. O evento é dedicado ao tema “Rematerializar a Construção”. Palestras magnas, workshops e visitas técnicas focarão em estratégias para reduzir o consumo ao longo de todo o ciclo dos materiais — da extração ao processamento, transporte, instalação, manutenção e remoção.
O Fórum investiga como a indústria da construção civil pode se adaptar para se tornar mais enxuta, com uma pegada ecológica menor e sem se pautar pela ilusão de matérias-primas infinitamente disponíveis. Diante disso, o encontro busca propor soluções radicais no uso de materiais de construção.
https://www.archdaily.com.br/pt/1117342/conferencia-de-especialistas-sobre-rematerializando-a-construcaoSponsored Post
Corte Fugado. Image Cortesía de LLATAS_Municipalidad de Miraflores
Se Maomé não vai à montanha, a montanha vai a Maomé. Se as pessoas idosas não vão à prefeitura – para evitar os desgastes evidentes de trâmites burocráticos –, a prefeitura vai até elas. Em uma cidade não muito planejada como Lima, onde menos ainda se pensou em desenho urbano para a população idosa ou para pessoas com deficiência, locomover-se ou realizar certas atividades sociais exige o dobro de esforço. Assim, elas preferem ficar em casa, sem complicações.
É uma excelente ideia a ser colocada em prática que a forma de alcançar essa aproximação, para além da arquitetura estática, seja por meio da arquitetura móvel. Dessa forma, a Prefeitura de Miraflores colocaria em circulação, em um ônibus, diferentes funções valiosas para um bairro, mas, acima de tudo, muito valorizadas por um público que necessita de maior mobilidade. A arquitetura em ação é capaz de adaptar um ônibus "comum" para esse fim "múltiplo". Mais uma vez, a profissão demonstra seu poder de conectar, acolher, aproximar...
O planejamento pode, por vezes, parecer um trabalho de Sísifo. Tecnologias emergentes, economias em transição e mudanças de governo podem provocar transformações dramáticas e imprevisíveis em curto prazo. Sendo assim, de que adianta planejar o futuro — e, menos ainda, um futuro a quase meio século de distância?
Esta questão estará no centro do “Planning 2052”, uma conferência de um dia que será realizada em Londres como parte da programação da Trienal de Arquitetura de Oslo de 2019. A equipe de curadoria, que concentra a próxima Trienal no conceito de “Decrescimento”, liderará uma série de workshops intensivos e interdisciplinares voltados para a formulação de métodos estáveis de planejamento para o futuro. O sucesso, segundo a equipe, reside em afastar-se dos ciclos previsivelmente imprevisíveis e encarar o planejamento sob uma perspectiva mais essencial.
https://www.archdaily.com.br/pt/1117620/como-sera-o-planejamento-urbano-em-2052Katherine Allen
O que significa para uma bienal de arquitetura — especialmente uma pan-americana — completar mais de 20 edições? Evidentemente, significa um importante acúmulo de participantes, palestrantes, coordenadores/as e projetos que não apenas evidenciaram, ao longo de todos estes anos, o volume da produção regional, mas também nos lembraram periodicamente o potencial de manter ativo o debate e o intercâmbio, tanto latino-americano quanto mundial.
Por essa razão, é interessante destacar números e fatos. Ambos servem como prova empírica do desenvolvimento histórico e do alcance da Bienal de Arquitetura de Quito, ajudando-nos a responder à primeira pergunta e a compreender por que ela é considerada um dos eventos de arquitetura mais importantes do continente americano.
Quando falamos de Le Corbusier, parte de sua obra, sobretudo as primeiras vilas nas quais trabalhou em estreita colaboração com Pierre Jeanneret, ficou conhecida pelo nome de “Villas Brancas”. É curioso que essa cor, o branco, seja associada ao nome de Le Corbusier, sem que ele possua, como ocorre com alguns pintores, uma fase “azul” como Picasso ou uma fase “de ouro” como Klint.
Quando e por que foi cunhado o termo “Villas Brancas” de Le Corbusier? Seria possível que a brancura de seus edifícios tenha sido malinterpretada, assim como ocorre com a arte grega? Essa brancura foi uma ideia muito útil para consolidar as bases do neoclassicismo em sua época, mas totalmente distante da rica paleta de cores de que desfrutavam tais obras no período helênico.
Alvaro Siza orquestra, como poucos, a experiência do visitante em suas obras. Por meio de compressões e descompressões, aberturas e fechamentos, volumes, vazios e luz, o arquiteto português marca os trajetos, os pontos de vista, as perspectivas e a passagem do tempo. Este ensaio, do fotógrafo Ronaldo Azambuja, retrata a obra dez anos após sua inauguração.
Imagem aérea de Smart City Laguna. Image via TecMundo
Smart City Laguna, este é o nome da primeira "cidade inteligente" do Brasil segundo publicaram alguns meios de comunicação, inclusive o ArchDaily Brasil, em 2017. Com inauguração prevista para aquele mesmo ano, o empreendimento contaria em sua primeira fase com 1.800 unidades e, no total, 7.065, divididas entre residenciais, comerciais e de uso tecnológico.
Localizada no distrito de Croatá, que faz parte da cidade de São Gonçalo do Amarante, a primeira smart city brasileira ocupa uma porção de terra de 330 hectares conectada diretamente à rodovia federal BR-22, que cruza os estados do Ceará, Piaí e Maranhão partindo de Fortaleza em direção à Marabá, no Pará. A escolha do local tem razões econômicas: a proximidade com o Porto do Pecém, em Fortaleza, a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) e a Ferrovia Transnordestina fazem de Croatá um ponto estratégico no nordeste que vem sendo ocupado nos últimos anos por empresas de tecnologia, conformando um chamado "Cinturão Digital" a pouco mais de 50 quilômetros da capital cearense.
Quando se projeta um edifício, um pensamento recorrente costuma ser o de quanto tempo ele durará. Afinal, uma vez concluída a construção do edifício e abertas as suas portas a quem o utiliza, inicia-se a sua vida útil e, pouco a pouco, constrói-se o seu legado. Entra em jogo, então, a questão de como ele será lembrado, de qual será a marca desse edifício em nossas lembranças: memória arquitetônica. E, assim como a memória humana, a arquitetônica é caprichosa. Os edifícios são esquecidos da mesma forma que esquecemos nossas próprias lembranças.
A arquitetura madrilenha faz bom uso da memória. Estilos próprios de sua arquitetura mais histórica continuam de pé hoje e em pleno funcionamento. O neomudéjar, por exemplo, consolidou-se no final do século XIX, e hoje são muitos os exemplos latentes que continuam sendo epicentros da cidade, abrigando usos como hospitais, universidades, colégios, asilos, centros culturais ou museus.
Pesquisadores divulgaram recentemente a descoberta do maior complexo cupinzeiro do mundo, que se localiza em terras brasileiras, na região nordeste do país. Estima-se que o total de solo escavado represente 4.000 pirâmides de Gizé e que o complexo tenha em média 4 mil anos de idade e cobre uma área estimada de 230.000 km², o que equivale à área da Grã-Bretanha.
Kate Wagner cresceu na zona rural da Carolina do Norte. Quando criança, sua mãe, que nunca frequentou a faculdade, trabalhou na fiambreria de um supermercado e, mais tarde, com cuidados infantis. Seu pai tinha um emprego público estável com aposentadoria garantida, e seu tempo no exército lhe garantiu os recursos e benefícios necessários para obter um diploma universitário. Wagner descreve sua origem econômica como tendo "um pé na classe trabalhadora e outro na classe média, sendo sempre uma negociação entre essas duas classes". Eles eram, diz ela, "apenas pessoas norte-americanas absolutamente comuns".
Arte, de modo geral, é produzida para ser vista ou experienciada por um outro, um interlocutor, que, por sua vez, estabelece relações variadas com a obra. Esse, entretanto, parece não ser o caso da Capela em Bataan, construída pelo artista suíço Not Vital nas Filipinas.
Castigada por ventos constantes, a obra eleva-se sobre uma colina na zona rural de Bagac, cidade de pouco menos de 30 mil habitantes localizada a cerca de 50 quilômetros a oeste de Manilla. A localização remota da instalação dificulta o acesso e faz do percurso uma empreitada que assume ares de peregrinação – parte de sua graça reside, justamente, em sua inacessibilidade.
A arquitetura é poderosa, e assim como a energia nuclear, ela depende da forma como é utilizada. Pode criar cidades inabitáveis, mas também pode criar cidades mais seguras e melhorar nossa qualidade de vida.
Em diversos exemplos, o desenho urbano forneceu uma resposta aos espaços públicos deteriorados ou abandonados, o que não só evidencia o quanto a organização e a iluminação são imprescindíveis, mas também permite considerar os usuários e gerar espaços para o encontro.
A modernização de Bogotá entre 1940 e 1970, capturada em fotorreportagens urbanas e arquitetônicas, foi registrada em diversos livros, revistas e fotolivros da época, bem como em imagens de arquivos públicos e privados da cidade. Todos esses registros revelam uma abordagem intencional, e até mesmo crítica, de como a arquitetura moderna reconfigurou os centros urbanos e articulou os novos edifícios e espaços públicos com a paisagem urbana existente.
Ao analisar o impacto do fotojornalismo, é indispensável mencionar Sady González, Manuel H. e Daniel Rodríguez. A arquitetura e a cidade servem como pano de fundo para as cenas da vida urbana, personagens, acontecimentos e atividades cotidianas, sendo suas fotografias um testemunho visual indispensável para compreender a transformação da cidade e seu contexto histórico.
22 de novembro de 1988 representa uma data muito marcante dentro do campo arquitetônico. Foi quando um dos arquitetos mais importantes para a história da arquitetura mexicana e do mundo morreu na Cidade do México. Luis Barragán Morfín, nascido em Guadalajara e formado em engenharia civil, deixou um extenso legado traduzido em textos, conferências, edifícios, residências, jardins ainda vivos até hoje, que foram incorporados por alguns dos arquitetos mais influentes do cenário internacional. O trabalho de Luis Barragán, representa anos de pesquisa, mas, sobretudo, de contemplação, de ver o mundo com sensibilidade e de continuar reescrevendo o que nos pareceria óbvio.
Sem dúvidas, o legado de Luis Barragán representa algo tão complexo e atemporal que continua a inspirar e surpreender arquitetos de todas as gerações. É por isso que, 30 anos depois de sua morte, compilamos os depoimentos de alguns dos arquitetos contemporâneos mais representativos do México que compartilharam conosco qual a obra mais importante de Luis Barragán em seu trabalho e por quê. Continue lendo para conhecer os depoimentos completos.
Há uma sensação curiosa e compartilhada por quase todos os profissionais de arquitetura logo após saírem da faculdade: a de não saberem exatamente o que sabem. Projetar? Não exatamente. Detalhes técnicos? Você precisará de especialistas para isso. Consegue construir isso do zero? Ainda preciso de prática. Afinal, o que você realmente sabe?
Neste artigo, compartilhamos seis habilidades que você desenvolveu durante a formação em arquitetura e das quais provavelmente nem sequer tem consciência.
https://www.archdaily.com.br/pt/1117293/no-que-os-as-arquitetos-as-devem-ser-bonsArchDaily Team